TAG: 7 Coisas

Em 22.05.2015   Arquivado em Off topic

Div7Coisas

Então! Não sou muito de responder indicações de TAGs porque sou péssima para responder fatos sobre mim, maaaas a Allie, do maravilhoso blog Lovecats, me indicou para responder a TAG 7 Coisas. E não é que eu me interessei pelo tema? Resolvi tentar! Vamos ver o que sai aqui…

7 coisas para fazer antes de morrer:
1. Fazer um mochilão
2. Casar e ter filhos
3. Escrever uma saga de sucesso (apenas)
4. Ter uma ideia que me dê reconhecimento
5. Aprender a cozinhar
6. Correr 10 km
7. Fazer um curso de mergulho ou algo do tipo para conhecer um tequinho do oceano

7 coisas que eu mais falo:
1. Af…
2. Mentira! (tipo “não acredito!”)
3. Ninguém merece…
4. Nem me fale!
5. @#$%!
6. Tá, né…
7. Não queria mesmo!

7 coisas que eu faço bem:
1. Aconselhar as pessoas
2. Escrever (né?)
3. Waffles
4. Concluir tarefas
5. Criar histórias
6. Criar expectativas demais
7. Fazer as pessoas rirem

waffles

7 coisas que eu NÃO faço bem:
1. Cozinhar
2. Dançar
3. Ter paciência
4. Ser calma
5. Ser otimista
6. Jogar futebol
7. DIY

7 coisas que me encantam:
1. O barulho da chuva
2. Fotografias de coisas inanimadas
3. O destino
4. Pessoas
5. Luzes
6. Cenários urbanos
7. O céu

luzes

7 coisas que eu amo:
1. O barulho da chuva batendo contra a janela
2. Escrever
3. Ler o dia inteiro
4. Ficar sozinha
5. Frio
6. Família/amigos/boyfriend
7. Meu cachorro (na verdade filho) Max
 

7 coisas que eu NÃO gosto:
1. Mentiras
2. Falta de originalidade
3. Pessoas sem personalidade
4. Injustiça
5. Calor
6. Cebola
7. Ficar sem fones de ouvido

7 blogs que eu indico:
1.  Vamos de Van
2.  Letícia Franco
3.  Garota Veneta
4.  Imprevistos Musicais
5.  Pequena Veríssimo
6.  Twee
7. Penúltimo Andar

 

Bom, eu acho que é isso. Tentei, people, então me tratem com amor e carinho, ok? Quem também tiver gostado da TAG está convidado a participar mesmo não tendo sido indicado, viu?

Um café e um mistério, por favor

Em 18.05.2015   Arquivado em Crônicas

 

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Quem é você, Amélia, Amélie? Esse é mesmo o seu nome? Por que toda essa maquiagem escura em volta desses olhos que mais parecem gelo? O que você tem que não se deixa derreter, garota?

Acho que é o que me pergunto todos dias enquanto como no Café Madame Nola todas as manhãzinhas. Ela se esconde na montanha de waffles que pede rotineiramente.

Os olhos dela me parecem sempre cansados. São assim desde sempre, eu acho. Desde que nos trombávamos na cantina da escola. Já faz três anos. Três anos que a percebo ao meu redor. Mesmo que sem querer. Acho que é sem querer.

É como se enquanto eu estivesse saindo para trabalhar, ela estivesse voltando. Os cabelos sempre como se ela tivesse acabado de sair de uma fuga louca contra o vento gelado e cortante do inverno que vem chegando.

Mas ao mesmo tempo que dos olhos dela brotam a ressaca, do corpo parece nascer uma certa vibração. Como se estivesse eletrocutado, ligado, aceso. E os olhos… Bem. Parecem luzes, luzes cinzas e turvas que costumam aparecer no escuro do horizonte quando um marujo está perdido no oceano. Aquele tipo de luz que traz esperança ao desespero. A luz que eu sempre imaginei que precisava.

Os cabelos loiros caindo ao lado do ombro esquerdo enquanto ela apoia o corpo sobre a mesa. Posso jurar que ela me percebe mas finge que não. Como sempre. Enquanto eu me esforço pra fazer parte disso, de uma olhada, de um sorriso, de um momento. Um mundo que nem sei se existe. Um universo que queria conhecer. Acho que pra me tirar dessa mesmice, desse óbvio, dessa coisa certa demais.

Amélia, Amélie. Quem foi você? Quem é você? Qual era o nome que suas amigas costumavam lhe chamar pra guardar um lugar na mesa da cantina, mesmo? Era algo que se perdia no meio de tantas vozes. Algo que se perdia porque eu não conseguia olhar pra outra coisa que não fosse pra ela. Um mistério.

Já perguntei para a Madame Nola, a dona da lanchonete. Umas sete vezes, eu acho. Ela não sabe. Disse que só sabe que ela mora aqui por perto. E que gosta de waffles. Uma montanha de waffles.

Fico me perguntando se é o destino me dando uma chance de conhecer o desconhecido. O desconhecido que faz parte de mim há três anos. Na escola, nas redondezas. Na manhã.

Então os quase 25 minutos que tenho para conhecê-la de longe sempre acabam. Ela passa apressada vestindo o casaco e a bolsa jogada no ombro. Sempre ao lado da minha mesa. Três anos criando a história de uma garota que passa por mim no Café Madame Nola.

Mas me surpreendo quando dessa vez me flagro encarando botas pretas e gastas ao lado da minha mesa. Subo meu olhar e dou de cara com ela. Olhos cinzas, borrados, turvos, vivos. Um guardanapo jogado em cima do meu prato.

“É Amélie.”

Leio enquanto escuto a porta de vidro se fechar.

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