Um ano de Natália na terra do tio Sam

Em 31.08.2016   Arquivado em Por aí

É verdade que todas as nossas escolhas mudam o curso das nossas vidas. Mas são apenas algumas escolhas que nos mudam para sempre. E embarcar no avião da American Airlines com destino a New York há exatamente um ano, sem sombra de dúvidas, me mudou para sempre.

Cheguei aqui crua. Quem me conhece sabe que eu mal cozinhava arroz…! Aposto que muita gente pensou “ela não vai conseguir. Já já volta para debaixo das asas da mamãe.” Eu sei que alguém aí pensou, porque eu mesma pensei! Muitas vezes ainda acho que vou fazê-lo, sinceramente falando.

Mas toda vez que esse pensamento surgia, eu lembrava o quão grande era o meu sonho de estudar e morar fora, de tudo o que eu fiz e o que eu sacrifiquei para estar aqui. E de repente a gratidão voltava e tudo parecia fazer sentido novamente.

Quando cheguei à terra do tio Sam…! Meu Deus, não vou negar. Fiquei deslumbrada e até meio frustrada porque parece que aqui tudo funciona! As pessoas não julgam, as leis são respeitadas, os preços das coisas são justos, a água da torneira é potável e digerível…!

Só que assim como aprendi a amar o país que me recebeu de braços abertos, comecei a dar valor ao meu país de origem. Aprendi que mesmo com os problemas pelos quais o Brasil está passando atualmente, não há lugar como o nosso lar. Não há comida tão saborosa quanto a nossa. Não há pessoas tão amáveis e calorosas como o brasileiro. Não há palavra no mundo capaz de substituir ou explicar o sentimento mais bonito e mais brasileiro do universo: saudade.

Saudade de ficar até tarde com a minha mãe na sala e acabar adormecendo ali porque havia passado o dia trabalhando e queria passar mais tempo com ela; saudade dos conselhos do meu pai que vinham do nada, mas sempre na hora certa; saudade de ouvir o Max latir porque o meu pai estava chegando do trabalho; saudade dos encontros com as amigas de escola; saudade dos churrascos com os amigos; saudades do Natal bagunçado com a família. Saudade. Simplesmente saudade.

Mas além da saudade que cresceu dentro de mim, um outro sentimento também assolou o meu corpo. E eu só tive consciência disso na noite passada, quando dirigia rumo ao Brooklyn, com as luzes de Manhattan me abraçando. Quando eu avistei um avião no céu.

Meus olhos marejaram instantaneamente ao me lembrar de que sim, há um ano era eu quem voava em um daqueles. E naquele momento eu estava a observar um avião que com alguma possível certeza no mundo trazia muitas vidas para uma nova e grande aventura como a minha.

O sentimento do qual eu falei logo acima eu vos digo agora: orgulho. Orgulho de saber que eu tive a coragem que nem todos possuem, de largar o conforto rumo ao desconhecido. Orgulho por eu não ter desistido quando cheguei e pensei naquele primeiro momento “não vou conseguir” (porque eu consegui!). Orgulho de ter mudado e amadurecido, mas não ter perdido os meus valores e a minha essência. Orgulho da minha história e de como ela me trouxe até aqui. Hoje, independente de quanto dinheiro eu tenho no bolso, independente do glamour que isso tudo pareça ter, eu finalmente posso dizer com a boca cheia que eu sinto orgulho de quem eu me tornei. E de quem eu ainda vou me tornar.

Obrigada, Brasil. Obrigada, Estados Unidos.

Road Trip: Las Vegas

Em 24.07.2016   Arquivado em Por aí

Estou tão feliz que com a resposta de vocês ao último post sobre a minha road trip que resolvi postar a segunda parte desta aventura o mais rápido que pude! E acreditem ou não, a parte mais sofrência foi, de novo, escolher poucas fotos. É CLARO que a parte do “poucas fotos” não foi realizada com sucesso. Mas eu me refiro mesmo às fotos que realmente ficara, boas, porque muitas delas foram tiradas no escuro.

A informação sobre “fotos no escuro” foi só pra dar a dica de que o nosso segundo destino tem muito mais vida noturna no que diurna. Já sabem de onde estou falando, né? VEEEEEGAAAAAAS!

Foram oito horas de viagem de San Francisco a Las Vegas. Oito horas que nos renderam infinitos rodízios de motorista, infinitas músicas, infinitas risadas e infinitas fotos do deserto. Eu fiquei muito animada por estar cruzando aquelas estradas que a gente cansa de ver em filme, com cactos e postos de gasolina no meio do nada!

A viagem de carro é só um spoiler do que é a tão esperada Las Vegas. Pegamos uma temperatura de 40º na escala Celsius nas três noites que passamos lá! Achei que fosse derreter, de verdade! A má notícia é que a água encanada de Vegas tem um gosto horrível! (Pra quem não sabe, a água encanada dos States é realmente potável e “bebível”) Foi um choque muito grande aceitar isso. A boa notícia é que tudo é bem barato (pasmem), e encontramos uma lojinha perto do nosso hotel que vendia duas garrafinhas de água por $1.00 sem impostos! Tudo é realmente bem barato em Las Vegas! Desde hoteis, comida, roupas e souvenires. Isso porque a única preocupação daquela cidade estratégica e maravilhosamente projetada é que seus visitantes gastem em cassinos.

Isso é bem “contraditório”, né? Quero dizer… Quando você pensa em Las Vegas, logo pensa no luxo e no quanto tudo deve ser caro. E foi bem o contrário! De todas as nossas estadias, Vegas foi o lugar mais barato! E fora isso, preciso dizer com todas as letras o quanto essa cidade é maravilhosa dos pés a cabeça. Tudo é impressionantemente muito bem pensado para os turistas. Nem dá pra acreditar que toda aqueça grandiosidade foi construída no meio do nada!

Pois bem! Logo na primeira noite fomos em uma balada INCRÍVEL. Foi a melhor da minha vida, sem brincadeira! Aliás, vocês mesmos poderão julgar as minhas palavras pelas fotos do post. Assim como NYC, as baladas de Las Vegas também se promovem convidando pessoas de graça, o que claro, fez as au poors pairs irem ao delírio, riri. Quem acompanha meu instagram deve ter achado que eu sou a ryca, phyna do rolê, mas não se iludam!

Nessas três noites que passamos em Vegas também fizemos uma pequena viagem de quatro horas até o Arizona para conhecer o Grand Canyon e cruzar a famosa Rota 66. Preparem os corações para essas fotinhos ma-ra-vi-lho-sas.

Ok, já falei demais! Quero ibagens, comandante Hamilton!

Pra quem achou que a primeira foto em Vegas seria na famosa plaquinha de “Welcome to fabulous Las Vegas”, sinto decepcionar… Pois as primeiras ibagens serão da minha fabulosa noite. Afinal de contas, “What happens in Vegas…”

 

“Stays in Vegas”! E aí? Menti sobre a balada mais incrível dos últimos tempos? Fechemos essa sessão com uma foto de baixíssima qualidade minha com as migas na piscina marota e sem comentários, né?

Quem disse que nunca fui à Paris?

Uma curiosidade (que talvez não seja curiosidade pra vocês, mas foi pra mim), é que é possível entrar em todos os hoteis, porque é neles que a maioria dos cassinos se encontram. E por esse motivos, os hoteis são atrações, e eles aproveitam isso para criar mais e mais atividades para o turistas, como aquários, shoppings e mais um tantão de outras coisas que super valeu à pena ver!

  

Senhoras e senhores… O Grand Canyon \o/

Ê, meu Brasil. O lugar do qual aprendi a ter tanto orgulho! <3

Pronto, só pra não deixar vocês desapontados, uma fotinho na placa de Las Vegas com as girls mais maravilhosas do mundo <3

Eu saio de New York, mas New York não sai de mim <3

Ufa! Acho que dá pra encerrar esse post, nénão? Espero que não tenho se cansado! Gostaram da segunda parte da minha road trip? <3

Road Trip: San Francisco

Em 20.07.2016   Arquivado em Por aí

Ois, muitos ois bem animados de quem fez a melhor road trip da VIDA! Pra quem segue a página do blog, viu que eu dei vários spoilers da minha viagem com mais quatro amigas cruzando três estados: Califórnia, Nevada e Arizona.

Eu já estou de volta, mas a minha cabeça ainda está nas nuvens, perdidas nas fotos mais maravilhosas que tiramos! Um lugar foi mais maravilhoso do que o outro e eu só queria poder ter um controle remoto para poder reviver cada momento da viagem!

E é claro que pensei que essa experiência deveria ser mais do que compartilhada com os meus leitores, e até mesmo como um registro pessoal do que foi essa aventura que ficará pra sempre em meu coração.

Como tiramos mais de 4.000 fotos (sem exageros), resolvi fazer os posts divididos por local. E calma, não morram! Eu separei “poucas” fotos, senão vocês iam ficar descendo a barra de rolagem até o próximo milênio.

 

Certo. Nossa primeira parada foi a adorada e bela San Francisco. Me apaixonei por essa cidade logo que chegamos. As casinhas nas ladeiras parecem até de mentira! Parecem todas terem saído de filmes. E a vizinhança próxima da praia me lembrou MUITO o Brasil, não sei por que. Os moradores locais são SUPER simpáticos e calorosos, bem diferente da correria e falta de interesse dos new yorkers! São super tranquilos e de bom humor. Fomos muito bem tratadas por onde passamos. <3

Bom, chega de blablabla, nénom? Vamos ao que interessa!

Parece estúpido, mas eu estava super ansiosa para subir as famosas ladeiras de San Francisco! Sempre ouvi falar tanto disso! E o pior é que não escutei exageros, não. Haviam ruas que achávamos que o carro não ia conseguir subir! Hahahaha

PAUSA DRAMÁTICA. Alguém, por algum acaso, reconheceu essa casinha? Quem era fã de Full House (Três É Demais), deve até ter deixado uma lágrima cair, aposto. Foi MUITO emocionante ver essa casa de perto! (e bem irritante para os moradores atuais… Imagina sua casa sendo fotografada 24h por dia!?)

Gostei tanto dessa fotinho! Ficou bem cara da abertura de Full House e mereceu um espacinho especial aqui <3

Ok, essa foto poderia ter sido ignorada, mas eu gosto de passar vergonha ~sqn~

 

Esse é o melhor grupo de viagens da VIDA, licença. “BITCH, WHERE?” (piada interna :x)

Preparem-se, porque aqui começa a sessão em que acho que sou modelo com a Golden Gate Bridge de cenário. A paisagem acaba mexendo com a nossa mente, sério.

San Francisco possui muitos cenários icônicos. Quem nunca correu da polícia no GTA por essa rua? Hahahaha tivemos a sorte de vê-la toda floridinha! *-* e sim, japoneses sendo japoneses fazendo pose ali na faixa de pedestres hahahaha

Vista do topo!

Combo achando que estão fazendo pose pra capa de CD

Carossel do famoso Píer 39 <3

E pra fechar com chave de diamantes, esse pôr-do-sol maravilhoso e indescritível

E aí? O que acharam da primeira parte da minha aventurinha? Aguardem os próximos capítulos posts! <3

Um rolê por New York #6

Em 07.07.2016   Arquivado em Por aí

Tá demorando, mas calma lá, soldado. Deus não criou o mundo em um único dia… Que dirá eu organizar o blog e colocar todas as fotos do meu intercâmbio em dia, não é mesmo? ~ba dum tss~ Ok, não foi engraçado.

Muito que bem, gentis! As fotos desse post aqui são de novembro a janeiro. É claro que tem uma infinidade muito maior de fotos que eu tirei durante os três meses (porque sim, eu sou a louca das foto tudo), mas justamente por ser uma infinidade, eu acabei selecionando apenas algumas. Foi com muita dor no coração, mas acreditem! É um favor que faço a vocês.

Preparem o coração <3

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Todas essas fotinhos foram tiradas na virada barra Ano Novo! A Times Square estava cercada e só quem chegou antes das 6pm pôde ter acesso aos shows e à muvuca. Eu não consegui, então acabei passando o Ano Novo no Central Park! E ah, não tem fotos dos fogos por motivos de: Ano Novo nos States é muito “bleh”. São 15/10 minutos de fogos e cabou. Vai todo mundo pra casa. Fim. Mas valeu a experiência <3

Passei o resto do feriado em Wantagh, onde a Ana, do canal Agora Virei Gringa, morava. Aproveitamos pra ir ao Park Marina da cidade pra ter aquela vista maravilhosa do pôr do sol! No dia seguinte decidimos visitar uma cidade vizinha e mega aterrorizante: Amityville! Quem é fã de filme de terror, sabe que a cidade é cenário de um dos clássicos do cinema. Aliás, a história e a casa onde aconteceu os paranauês são reais! Alguém reconheceu o lago creepy? 

LADIES AND GENTLEMEN! Pausa dramática para as minhas PRIMEIRAS FOTOS DA NEVE. Pena que não filmei a minha reação, porque eu parecia uma retardada. Ou melhor: AINDA BEM QUE NÃO FILMEI. Já bastou a piada que eu fui para as kids aqui de casa… Mas ai <3

Ok, as fotos acima poderiam ter sido excluídas da minha seleção, mas não foram por motivos de: eu não quis. RIRI foi um dia aleatório no qual eu saí para ler meu livrinho num parque maior lindo que tem perto de casa. E essa fofurice ali acima foi o Levi, o menino mais novo da minha host family quem fez! Incluiu meu nominho na família! Aí quis mostrar pro mundo, licença.

Não queriam neve? TOME NEVE! As primeiras fotinhos são do dia que eu e a Ana inventamos de ver a neve no Central Park. Resultado: pensamos que nossos pés fossem gangrenar! Mas sobrevivemos.

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A aventura da vez com a Ana, minha eterna parceira de loucuras, foi para Montauk! Eu tinha o sonho MALUCO de visitar essa praia no inverno porque é nessa mesma estação em que a praia é cenário do filme “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”. E apesar do frio de morrer, eu não me arrependi nem um pouquinho <3

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Pra fechar esse post gigantesco e bem Frozen, minha viagenzinha com a host family para esquiar na cidade de Woodstock, no estado de Vermont. BRRR <3

Sei que demorei, mas valeu à pena, vai? Gostaram?

Au Pair: Quanto custa?

Em 30.06.2016   Arquivado em Por aí

Estou honestamente feliz de fazer um novo post sobre esse assunto que eu acabei deixando um pouquinho de lado aqui no blog (pra falar a verdade, o blog todo foi deixado de lado, mas faz a pêssega e ignora), mas a pedidos, resolvi falar sobre um assunto que muita gente sempre tem dúvida sobre o lance de ser au pair. Afinal de contas, tudo no mundo depende de uma coisinha: grana.

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Pois bem, achei esse assunto pertinente, porque muita gente fica se perguntando qual o preço do programa e se o salário é bom. Então vamos por partes, como já diria Jack, o Estripador.

Primeiro de tudo, falarei sobre o preço do programa em si, que é bem acessível, se comparado aos outros programas de intercâmbio. E é muito bom ressaltar isso, porque muitos conhecidos meus (e de muitas outras au pairs, posso apostar), acham que a gente é podre de rica e está indo passar férias nos States com tudo pago e uma passagem grátis pra Disney ou sei lá o quê. Então vou deixar tudo bem claro e explicadinho.

Não, nós não estamos cagando dinheiro quando decidimos ser au pair. É justamente o contrário. Aliás, o programa de au pair é mais barato pelo simples fato de que você vai trabalhar para famílias americanas como babá em troca de salário, comida e teto.

Entendesse?

Ótimo! Passemos agora aos preços da bagaça tudo.

 

Preço do programa de Au pair

 

Au Pair Care (APC)

Muito que bem. Eu vim por essa agência. Fechei com a agência STB no Brasil, que é conveniada com a APC nos USA. Quando eu fechei o programa, paguei o valor de US$ 500. Na época, o dólar estava cotado em uns R$ 3,00, aproximadamente. Ou seja, paguei cerca de R$ 1.500,00. Lembro que quando fui na agência para conhecer mais sobre o programa, estava morrendo de medo daquele momento em que o agente fala o preço e você só falta virar a cadeira pra trás. E eu realmente me surpreendi, porque não achei nada caro.

Para fazer o post, pesquisei pela agência da STB para saber quanto está o programa e, atualmente o valor é de US$ 700 (em reais, esse valor é de aproximadamente R$ 2.240,00). É claro que hoje, com a cotação do dólar nas alturas, ficou um pouco mais salgado. Mas ainda assim, ao comparar com outros tipos de intercâmbio, esse programa é uma mixaria. Eu sinceramente não lembro se eu tive gasto com taxa de inscrição!

 

Cultural Care (CC)

Algumas das minhas amigas vieram por essa agência e sempre ouvi muito bem, mas lembro que o motivo pelo qual eu não escolhi vir por ela é que preço não estava nada tranquilo nem favorável para o meu bolsinho. Não lembro o valor, ao exato, mas era mais caro que a APC, na época.

Dei uma pesquisada por cima no site da CC, e o preço é de aproximadamente US$ 1.018,00 (R$ 3.610,00). Segundo o site, o valor inclui taxa de entrevista pessoal, taxa de inscrição e taxa do programa.

 

Au Pair In America

Até uns três meses atrás eu achava que essa agência era só para au pairs europeias, mas uma das minhas amigas atuais veio por ela. A Au Pair In America funciona no mundo todo!

Entrei no site e procurei pela agência responsável pelo Brasil e fui encaminhada para a Experimento Intercâmbio Cultural. De acordo com a página da Internet deles, existe uma taxa de inscrição no valor de R$ 790,00, e o programa, US$ 860 (aproximadamente R$2.752,00).

 

IMPORTANTE

Além do gasto do pacote de intercâmbio, existem os gastos que ficam por conta da au pair:

 

– Passaporte: se eu não chequei errado, são R$ 257,25

– Um documento chamado SEVIS (a agência vai te explicar melhor como funciona): pelo menos US$ 180

– Visto J-1 (visto de Work and Study): U$160 ou R$ 512,00 (isso se o valor também não foi alterado)

– PID (Permissão Internacional para Dirigir): R$ 259,05

 

As passagens aéreas são bancadas pelas famílias (mas atenção, se você não é de São Paulo, terá de pagar o vôo doméstico).

 

Conclusão: mesmo sendo o programa de intercâmbio mais barato que existe, ainda assim nos deixa pobrinhas, nénom?

Eu não vou colocar o valor médio de gastos porque depende muito da agência com a qual você vai fechar. Eu não sei se existem outras agências além dessas, e sinceramente não me dei o trabalho de procurar. Coloquei as mais conhecidas!

 

Salário + benefícios

Pois bem, chegamos ao tópico mais polêmico da vida de uma au pair: o salário. Depois de ter tido gastos astronomicozinhos para tirar a papelada necessária, o momento que todos esperavam.

Pois bem. O salário de uma au pair nada mais é do que US$ 195.75 semanais (aproximadamente R$ 626,40). Isso significa que no mês, ganha-se US$ 783 (cerca de R$ 2.505,00).

Mas, porém, no entanto, todavia…! Vale lembrar que a família, além de pagar as suas passagens aéreas, também é responsável pela sua estadia (que inclui alimentação e acomodação), e uma bolsa de estudos no valor de US$ 500 (mais ou menos R$ 1.600,00). Então eu diria que é um big deal, considerando que você não terá gastos com comida ou acomodação, nénom?

Então, dá pra viver bem com o salário de au pair? A resposta é sim. É claro que você tem que aprender a se organizar financeiramente, mas é possível sim, senhora. Eu vivo no aperto porque tenho minhas prioridades e envio uma graninha para o Brasil mensalmente. Mas ainda assim meus pais nunca precisaram me enviar um único centavo! Há semanas que eu (e muitas outras au pairs) precisam apertar o cinto, mas isso não significa que passamos dificuldades.

Também já ouvi histórias de au pairs que economizavam para mandar dinheiro para o Brasil… E conseguiram até mesmo comprar uma casa quando voltaram! Cada uma vem pra cá com o seu objetivo, então cabe a cada uma saber priorizar as coisas.

Mesmo assim, não somos ricas.

Bom, deu pra tirar todas as dúvidas, galere? Eu espero que sim, porque eu acho que só pra fazer esse post eu fiz mais cálculos do que fiz em toda a minha vida ~aquelas~.

Quem ainda tiver alguma dúvida, não hesite em perguntar, ok? <3

 

P.S.: Todos os valores convertidos foram calculados segundo a cotação do dia 29/06/2016 e estão sujeitos a variações.

 

Resenha: Circo Invisível

Em 15.04.2016   Arquivado em Livros

Depois de trezentos e cinquenta e sete séculos muito tempo, o Além do Meu Mundo tira a poeira da estante da categoria Livros e traz uma obra da série “gostei da capa”: Circo Invisível, de Jennifer Egan. Cansada de ler os best-sellers da vida, quando ainda estava no Brasil (old but gold…), me aventurei em escolher um livro que estivesse fora dos holofotes juvenis. Não costumo fazer muito isso, mas as duas únicas vezes que realmente julguei um livro pela capa, eu acertei lindamente.

Quer dizer… Como esse livro não chamaria a atenção, gente?? Com esse nome sugestivo que te leva a algum lugar que você não sabe bem qual… E depois o jogo de luzes que brinca com o mistério de um cavalete… Quando vi, já estava levando o livro para o caixa!

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Nunca havia lido nada da Jennifer, e preciso admitir que ela me surpreendeu de uma maneira única. Não é um livro de ação. Não é um livro de amores impossíveis. Não é um livro de seres sobrenaturais. É um livro sobre a vida, e como ela pode nos pregar peças. É um livro que fala do ser humano e descreve como ele pode ser vulnerável. É uma trama que fala sobre a perda de alguém querido. E que fala mais do que isso: como seguir em frente.

A história se passa em 1978, e acompanhamos a vida da nossa querida Phoebe, uma jovem de 18 anos de São Francisco que acaba de se formar. Poderíamos dizer que Phoebe é aquela típica adolescente normal, com sonhos e vida normais… Mas acho que deve ser um pouco difícil ser “normal” quando se perde o pai e a irmã mais velha, mesmo depois de muitos anos.

Nos deparamos com uma narrativa misteriosa e melancólica que nos traz flashbacks de quando o pai e a irmã ainda eram vivos. Acompanhamos a infância dos três irmãos: Faith, a filha preferida, exemplo para todos; Barry, o irmão inteligente e ofuscado; e Phoebe a caçula que se espelha sempre na irmã mais velha. Tudo isso para tentar desvendar o que circunda a morte de Faith. Os boatos eram de que a primogênita tivesse se suicidado na Itália, enquanto viajava com o namorado pela Europa.

Depois de conhecermos um pouco do passado e do “presente” (final da década de 70) da família O’Connor, Phoebe acaba despertando e percebendo o marasmo no qual a sua vida havia se tornado devido as ondas de acontecimentos que pareciam tê-la congelado para sempre no tempo. Um tempo onde o pai, e principalmente a irmã, estavam vivos em sua memória e nas paredes da casa da família.

É quando, tomada por esses desespero de se desprender dos laços maternos e das raízes locais, Phoebe decide se jogar de verdade, e ir para a Europa. Mas é claro que essa viagem não é uma viagem qualquer. Depois de tanto sonhar com aquele momento, Phoebe decide refazer os passos de sua irmã para tentar descobrir, afinal de contas, o que realmente havia acontecido em 21 de novembro de 1971, o dia da morte de Faith.

Por meio dos cartões postais que a irmã havia mandado a família, Phoebe refaz o caminho de Faith. Inglaterra, Holanda, Bélgica, França, Alemanha… É aqui que a vida da nossa protagonista vira de cabeça para baixo, pois um personagem super importante surge para ajudá-la a desvendar o mistério que ronda a sua vida: Wolf, o ex-namorado de Faith.

A partir daqui, Phoebe consegue mais informações concretas sobre tudo o que veio a acontecer antes do fatídico acontecimento. Mas nem tudo estava claro, pois segundo Wolf, eles já não estavam mais juntos na época. Movido seja lá pelo que ele estava sendo movido, Wolf decide seguir viagem com ela até Corniglia, na Itália, com o seu velho carro.

Alpes italianos, Áustria, Espanha… Depois na Itália, passando pelas cidades de Pisa, Gênova, La Spezia, Vernazza… Para então chegarmos à misteriosa e tão esperada Corniglia. Nesse ponto, você já está completamente apaixonada por toda a estrada europeia, pelas cidadezinhas… Fica difícil não querer estar lá.

E é aqui que a nossa Phoebe finalmente descobre como tudo aconteceu. E acreditem… Fiquei pasma, pois não imaginei que ela fosse conseguir descobrir como as coisas exatamente aconteceram. Os detalhes… Foi além do que eu esperei, sério. Tinha esperado um desfecho completamente diferente, e acho que é isso o que eu mais gosto nos livros. Quando não são acabam de uma maneira tão óbvia.

Esse livro descreve situações cotidianas, mas ao mesmo tempo, únicas e super reflexivas. Nos remonta cenários políticos e sociais da década de 70 de uma maneira espetacular. Além disso, Jennifer descreve tudo tão bem, que há um certo momento em que você simplesmente se sente parte da viagem de Phoebe.

Parece que o nome não tem nada a ver com a obra, mas acredite em mim, TEM SIM. E tudo meio que gira em torno dos acontecimentos da década. Entra bastante coisa de história, então preparem-se!

Agora a pergunta que não quer calar: Você indica esse livro, Nats? Indico. Indico duas, três vezes, se precisar. No fundo, todos temos um pouco de Phoebe dentro de nós. Eu, particularmente, me identifiquei muito com as indagações e os questionamentos da personagem. São coisas que eu achei que só nós, jovens da atualidade, questionávamos. E eu errei. Acho que tenho uma visão de mundo diferente agora.

Entre na história fascinante de Jennifer Egan sem medo. Juro que você não vai se arrepender!

 

Pra quem se interessou pelo livro, taí o PDF do primeiro capítulo!

 

 

“Em ‘Circo Invisível’, Jennifer Egan prova que não importa o que quer que estejamos procurando, em geral queremos encontrar a nós mesmos.” The New York Observer

Um rolê por New York #3

Em 29.10.2015   Arquivado em Por aí

NYC

Quem é vivo sempre aparece, né? Eu sei! Tem MUITA gente querendo me matar, várias pessoinhas fofas vieram falar comigo que eu não ando postando… E todo post que eu faço eu dou a mesma desculpa do “tempo”. Mas na verdade agora a desculpa é outra! Achei que eu NUNCA ia escrever isso aqui, e é bem triste começar um post falando uma coisa dessas, na verdade! Mas é que esses tempos eu estou me sentindo sem inspiração NENHUMA pra postar, gente!

CALMA, que eu não vou ser dramática e deletar tudo (para desespero dazinimiga riririri). É só uma fase minha mesmo, sei lá!

Como não estou muito no mood de posts mais elaborados, resolvi fazer um post que é super adorado pelos leitores tudo, que são fotinhos dos passeios que faço por NYC! Quem sabe não me animo? Aliás, minha parte favorita de postar fotos é fazer as legendas! ~sdds orkut~

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PS1: Só porque eu gostei da escada

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PS2: Ignora o bico de pato, faz favô.

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PS3: Foto de Tumblr, porque sim <3

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PS4: Fazendo uma das coisas que eu nunca achei que teria saco: relaxar deitada no parque. E sim, agora amo fazer isso <3

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PS5: Pena que a foto não ficou tão boa quanto a vista realmente era 🙁

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PS6: Central Park visto do Top Of The Rock <3

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PS7: Sim, é a Ana do canal Agora Virei Gringa de novo, se acostumem, porque vão enjoar da cara dela aqui <3 E essa coisica fofa do outro lado é a Nana, amiga da Ana que veio de Phoenix visitar a cidade que nunca dorme!

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PS8: Se achando a modelete

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Tá bão de foto por hoje, né? Se bem que ainda tenho umas 65326721 pra postar ainda! Me segurem! <3

Au Pair: Namoro a distância

Em 15.10.2015   Arquivado em Por aí

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Pois é. Depois de muitos pedidos, resolvi falar do assunto que assusta muito as futuras au pairs que deixarão o país e são comprometidas.

Aí vocês devem estar se perguntando: “Como sobreviver a isso?”/”Nosso amor vai acabar!”

cryyy

Meu primeiro conselho é:

bitchpause

Calmou? Então agora vamos lá!

Ninguém aqui tá falando que vai ser uma coisa simples, porque não é. E eu acho que eu sou a melhor pessoa pra falar sobre isso por motivos de: já passei por isso antes.

Há dois anos atrás eu tive um namorado que foi fazer intercâmbio em Dublin e ficou lá 8 meses. Aí vocês devem estar pensando: “Você deve ter morrido.”

Pra ser sincera, eu achei que fosse mesmo.

MAKEITSTOP

Só que não. Ao que contrário do que podem pensar, aprendi MUITA COISA com essa distância. Aprendi a me conhecer melhor, a saber meus gostos, a ficar sozinha… E descobri que ficar sozinha é totalmente diferente de ser sozinha, e que em alguns momentos isso é uma delícia!

É claro que eu não descobri isso de cara, né, gente. Tive que aprender na marra. Nós dois aprendemos com os erros e estamos tentando não cometer os mesmos erros que cometemos quando ele foi, e mesmo assim, todo dia é uma nova lição a aprender!

Então eu estou aqui para tentar acalmar o coração dessas moças todas com algumas diquinhas primordiais pra que esse relacionamento perdure.

 

Diálogo

Esse é o primeiro item porque provavelmente é a primeira coisa que acontece quando você decide que quer ser au pair. Vocês vão precisar conversar sério e honestamente para saber o que será do relacionamento de vocês a partir deste momento.

Você vai. Essa é a primeira coisa a ser dita. Vocês vão continuar o relacionamento? Ele(a) aceita continuar o namoro? Como vai funcionar? Vocês vão se ver? Ele(a) vai te visitar?

Como você pode ver, tem MUITO assunto pra ser resolvido.

Não faça novela novela mexicana antes da hora.

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Compreensão

Esse item é primordial no relacionamento, ainda mais em se tratando de intercâmbio. E isso não serve só pra quem está ficando, mas pra quem está partindo também.

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Pra quem fica

Não vou ser hipócrita, até porque já estive no lugar de quem fica. Esse é o papel mais difícil. É compreender logo de cara que o seu amor deseja realizar algo pessoal do qual você não irá necessariamente fazer parte, mas que isso não é de um todo ruim (só que você só percebe isso depois). É compreender que o egoísmo precisa ser deixado de lado. Acho que essa foi a parte mais complicada pra mim quando ele foi, e eu sinto muito por isso até hoje. Sei que era mais nova, mas acho que eu poderia tentar levar as coisas um pouco menos na emoção, só pra variar um pouquinho.

Também tem que compreender que o seu amor está indo desbravar uma outra terra e conhecerá pessoas novas, mas isso (pelo menos no nosso caso) não será uma ameaça ao seu relacionamento.

 

Pra quem vai

Apesar de você estar com a cabeça à mil, com visto, malas, família, ansiedade tudo ao mesmo tempo, terá que abrir um espaço gigante pra compreender que o seu amor que está ficando vai sofrer mais do que você nesse período, e isso é triste e inevitável. Não adiantará você dizer que tudo vai dar certo, que vocês vão passar por isso, que você continuará amando-o(a). Nada faz o sentimento de “perda” dele(a) ir embora, e você precisa entender que isso não é necessariamente sua culpa. Você vai ficar triste e vai sofrer junto, óbvio. Mas não se sinta culpada(o).

Você vai ter que compreender que “cada cabeça é uma sentença”, e que ele(a) pode reagir de diferentes maneiras. Talvez ele(a) queira participar de todo o processo, queira te ajudar com as malas, queira saber dos seus planos (como no caso do meu namorado). Mas pode ser que ele(a) não queira nem ouvir a palavra “intercâmbio” ou o nome do destino para onde você vai. Talvez ele(a) não aguente e comece a chorar só de pensar à respeito (como no meu caso. Culpada nos dois itens). E de novo, eu muito me arrependo da minha postura diante disso, pois era um momento em que meu namorado precisava de apoio e eu não o dei. Peço desculpas pra ele até hoje por isso.

 

Paciência

Como se não bastasse vocês terem que lidar com a própria situação e com a saudade de matar, ainda tem aquelas pessoas que fazem você perder a cabeça, tentando te fazer pensar besteira mesmo sem intenção. Não entendeu?

Sabe aquele primo que solta: “Nossa, mas relacionamento a distância não dá certo, cês sabem, né?” ou “Iiiiih, quem vai trair primeiro?”. Melhor: “Ahh, mas comigo não rolou não. Terminamos no primeiro mês.”

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SEMPRE vai ter uma pessoa querida assim pra te “ajudar” a passar por essa situação, então o que eu tenho pra dizer é: respira fundo e confia no seu relacionamento.

Você já conversou com o seu/sua parceiro(a) a respeito e vocês são os ÚNICOS que sabem do relacionamento de vocês. Não deixe que ninguém possa ditar o que será de vocês agora. As únicas pessoas que vão fazer isso dar certo (ou não) são vocês dois e PONTO FINAL.

 

Ciúmes

Cheguei onde todo mundo queria, né? NÉ!

É inevitável, gente, sinto dizer. Até o ser menos ciumento do universo vai virar a Namorada Sinistra nesse momento.

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A culpa é da distância, que aumenta tudo na gente: a saudade, a insegurança, o medo de perder. Mas também digo que a culpa será sua se ficar se encanando com qualquer coisa.

Não pense você, que vai ficar no Brasil, que seu boy/sua girl vai ficar entocado em casa nos finais de semana e dias off, porque eles não vão. Eles estão em um país diferente e TAMBÉM querem curtir. E não pense você, que tá viajando, que seu boy/sua girl também não vão querer sair pra se distrair, uma vez que você não está lá para fazerem isso juntos. É uma troca justa, né?

E sim, haverão amigos novos, principalmente quem estiver viajando. E isso faz parte, so sorry, mate.

É claro que é preciso estabelecer certos “limites”. E quando eu digo “limites”, não é impor nem viver em um “relacionamento abusivo”. Vamos chamar isso de bom senso, ok?

“Como assim, Nats?” Bom. Sempre que você for fazer algo e pensar se aquilo vai magoar seu/sua parceiro(a), pense “E se fosse o contrário? Eu me chatearia?”. Sim sim. Sabe aquela frase da nossa mamãe “Não faça aos outros o que você não quer que façam com você?”. Adote e siga com amor e carinho e todos ficarão felizes (e vivos).

 

Confiança

Apesar de esse item estar intrinsecamente ligado ao item acima, resolvi dar um espacinho especial para falar. Isso não é novidade e não é a primeira vez que você ouvir (ler, no caso): Confiança é a base e todo o relacionamento.

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Acredito que você conhece com quem está namorando e sabe muito bem o que esperar e o que não esperar do(a) seu/sua parceiro(a). Nesse ponto vocês já conversaram bastante e sabem o que é saudável e o que não é para o relacionamento de vocês, certo? Diz que sim, for Christ Sake.

Vocês passarão por muitas provações e muitos mal-entendidos, e aí entra aquele item do diálogo, lembra? Não interprete nada antes de conversar, não dê espaço para que sua interpretação seja a história real sem antes ouvir o outro lado.

 

Honestidade

Eu poderia ter falado isso tudo no item acima, mas também acho primordial falar sobre isso separadamente. Fale SEMPRE o que sente. Nunca deixe pra falar depois, fale quando der na telha, no momento em que estiver sentindo.

Se estiver inseguro(a) diga. Se estiver com saudade diga. Se estiver com raiva diga. Se estiver triste diga. Se estiver sofrendo diga. Se estiver feliz e quiser compartilhar uma novidade diga. Se estiver confuso diga. Não deixe nada passar.

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Se em algum momento do relacionamento um dos dois sentir que não conseguirá mais lidar com a distância por qualquer motivo… Seja por estar desgastado(a), cansado(a) ou até mesmo interessado(a) em outra pessoa, diga.

Se você não ama mais a pessoa com quem está, pelo menos respeite a história e o amor que compartilharam pelo tempo em que estiveram juntos. Seja homem/mulher e fale a verdade. Não magoe quem está à sua espera. Não magoe quem está longe, porque não é justo com ninguém.

 

Bom, acho que o post já virou uma bíblia, então eu deixarei esse assunto em aberto porque ainda falarei sobre diquinhas fofas para manter o relacionamento.

 

O que você acha de namoro a distância? Acha que conseguiria lidar? Deixe suas dúvidas, críticas, mágoas e frustrações aqui! RIRI

Além do Meu Mundo na terra do Obama!

Em 14.08.2015   Arquivado em Por aí

world

Tenho explicações a dar! Sei que tenho faltado muito com meus leitores amadinhos, sabem que odeio ficar sem posar, mas agora eu finalmente posso contar pra vocês o motivo desse sumiço repentino.

Pra quem acompanha o blog já sabe que o motivo inicial foi um freela que eu peguei (e no qual eu ainda estou trabalhando). Esse trabalho temporário toma muuuuito do meu tempo, e tem sido super difícil conciliar tudo, então sim, peço desculpas mais uma vez, porque talvez isso se estenda até a próxima semana, depois tudo volta ao normal e vocês vão ter que voltar a me engoliiiiir!

Agora voltando ao segundo motivo! Assim que consegui o freela, dois dias depois tudo virou de cabeça pra baixo e eu finalmente tive a confirmação de que vou poder fazer meu intercâmbio, gentxeeee! Vocês conseguem imaginar o quanto estou feliz? Esse é um sonho que eu tenho deeeesde pequenininha, se estendeu à minha pré-adolescência e adolescência e perdura até hoje, mas eu nunca havia tido a oportunidade de realizá-lo porque essa parada custa MUITO dinheiro, né.

“E o que aconteceu, Nats? Agora você ganha dinheiro com o blog e está muitíssimo ryca? Tá esfregando na cara do proletariado?”. Nem é, mané.

O que acontece é que há três meses estava em um processo para tentar ser au pair na terra do Sr. Obama. “Au o quê?!”

tane

Calma, calma, não priemos cânico! A expressão au pair, vem do francês significa “ao par” ou “igual” e tem sua origem na ideia intercâmbio econômico entre serviços trocados. Isso significa que eu irei morar na casa de uma família americana, tornando-me parte dela, e participarei de todas as rotinas e atividades da casa enquanto cuido das crianças.

“AHHH, você vai ser babysitter!”. Não, não serei babysitter!

O serviço de au pair é um programa econômico de intercâmbio cultural que dura em média de um a dois anos, voltado em geral para jovens mulheres entre 18 e 30 anos. (Mas há vagas para homens também). Babysitter é realmente uma funcionária doméstica contratada num regime de horas, como no Brasil. Além disso, ela não tem vínculos empregatícios com a família, recebendo assim o pagamento pelas horas trabalhadas.

Enfim! Fiquei três meses online à procura de uma família, e finalmente, no finalzinho de julho, eu encontrei! *-*
Porém, no entanto, todavia, a família quer que eu chegue nos US no começo de setembro. Isso significa que eu estou fuckin freakin out, correndo contra o tempo, organizando as coisas, matando saudade, correndo com papeladas… Imagina tudo isso mais o tal freela que eu falei que me consome muito? POIS É!

ahhhhhh

Ah! Agora vem a parte maneira, galere. Sabem onde eu vou morar? Uma dica:

giphy

SIM, NEW YORK CITYYYYYYYYYYY! Parece um sonho, sério, tô acreditando ainda não! E depois de escrever essa bíblia, finalmente vou poder contar a novidade que eu tanto fiz mistério! Vai ter diário de bordo sobre o intercâmbio, SIIIIM! Tudo na categoria “Por Aí”! E se reclamar vai ter fotos também! (mentira, nem precisa reclamar, porque já ia ter fotos, mesmo…).

E aí, gostaram? Eu gostei, e gostei muito! O Além do Meu Mundo vai virar além do meu mundo MESMO! Vão me acompanhar nessa aventura? Sigam me os bons, pois eu vou contar cada capítulo dessa minha história que vai me render muitas novidades, além de assuntos e crônicas!

AHHH, alguém aí ficou interessado em saber mais sobre esse negócio de au pair? Se sim, manda sinal de fumaça, e eu farei posts especiais falando TUDO sobre processo, application, espera, entrevistas, papeladas, preparativos…!

Divagações

Em 17.04.2015   Arquivado em Crônicas

 

divagações

Lá estava eu, com aquela mania boba, de novo.

Quando mantenho meu olhar fixo em uma mesma coisa por muito tempo é melhor se preocupar. Se não estou viajando mentalmente de olhos abertos (mas vazios), com certeza estou refletindo mesmo sobre o que estou observando. E ultimamente isso tem acontecido muito quando olho fotos.

Se alguém ainda olha para as fotografias e não é capaz de pensar que é uma bruxaria ou algo do tipo, então pra mim esse alguém não é normal. Quer dizer… Olha essa maluquice toda! A foto é capaz de congelar um momento que nunca mais vai se repetir na sua vida. Não importa se você tirar a mesma foto no mesmo lugar com a mesma pose no dia seguinte ou dali três anos. A foto nunca será igual porque o momento não é o mesmo. Mas o mais incrível de tudo isso é que mesmo que você saiba que aquele momento nunca mais irá se repetir daquela forma, se olhar atentamente para a fotografia, é possível lembrar o sentimento que estava dentro de você naquele exato instante. Essa sim é a maior mágica.

Só que ultimamente eu tenho me achado mais anormal do que de costume. É possível você sentir saudade daquele momento, daquele sentimento… Afinal de contas foi algo que você viveu. Mas e quando você olha para uma foto de um estranho e sente saudade daquilo que aquele estranho, e não você viveu?

Foi o que eu senti quando vi a foto de um “conhecido” nas redes sociais viajando por aí. Comecei a contemplar a sombra dele que se formou porque a foto foi tirada contra a luz do sol. E aquele sol… Que brilhava como se estivesse se derretendo e manchando todo o céu com aquelas cores arroxeadas… E o calor que emanava dele não era ruim, apenas o bastante para aquecer a pele e fazer com que fechemos os olhos para sentí-lo melhor.

BOOM! Quando percebi a loucura que estava me fazendo passar, saí à procura de algo que explicasse aquela bizarrice toda. Corri meus olhos pela tela do notebook, meus dedos quase desesperados, caçando respostas que com certeza não seriam encontradas. É claro que eu não encontraria. Apesar de todos sermos iguais, algumas coisas da nossa personalidade são mesmo particularidades e não se encontra em mais nenhum lugar.

De qualquer maneira… A resposta mais próxima na qual eu cheguei se resumia em uma única expressão. “Wanderlust”. Mas que diabos, nunca havia ouvido falar nessa palavra gringa. E por mais que eu jogasse no buscador, não consegui nenhuma tradução próxima do nosso idioma. Porque assim como a palavra “saudade” não existe para outros países… Wanderlust não existe para nós. Bem… Mas para mim passou a existir.

Saudade daquilo que não se viveu, saudade de um lugar ao qual nunca esteve antes. Necessidade. Necessidade de uma busca interior. Necessidade de um caminho, um destino. De uma jornada que ultrapassa qualquer fotografia e espaço de tempo. Devagar. Divagar. De vagar.

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