Resenha: The Heartbreakers

Em 11.12.2015   Arquivado em Livros

UM

Dentre as muitas coisas que devo a vocês, finalmente cumpri UMA. E cumpri sem a menor sombra de sacrifício. Depois de MESES sem postar resenhas de livros, Nats achou uma obra digna de um espacinho aqui no Além do Meu Mundo.

Alguém aí já ouviu falar do livro The Heartbreakers, da Ali Novak? Acho que a resposta é não para o título e para a escritora, né? Muito que bem, não tem problema, eu fico feliz em falar sobre ambos porque esse foi um achado meu no MERCADO, gente. E eu adoro quando tenho um feeling certo, porque eu estou completamente DOENTE por esse livro. Vamos à sinopse, vem comigo:

 

Stella é do tipo de pessoa que faz qualquer coisa pela irmã – até mesmo ficar em uma fila cheia de garotas histéricas apenas para conseguir um CD autografado dos Heartbreakers… Por três horas. Bom, pelo menos ela conheceu um garoto lindo na Starbucks horas antes. Um garoto dos olhos azuis que parece muito com…

Oliver Perry. É claro que o cara da Starbucks era apenas o vocalista da banda que ela menos gostava. Obrigada, universo. Mas talvez exista muito mais do que aquele mundo de fama para Oliver, porque mesmo depois de ela insultar suas músicas – na cara dele -, ele ainda dá o seu número a Stella. Oi?

Mas como Stella pode sequer pensar em estar com Oliver – namorando, se divertindo e pregando peças com os garotos da banda – quando sua irmã poderia morrer de câncer?

 

Pausa. Sim, eu nunca havia lido nenhum livro do tipo, sequer uma fanfic à respeito de garotas que acabam se apaixonando por algum vocalista e a história toda nós já conseguimos até formar na nossa cabeça, porque sim, clichê master blaster plus advanced. Quer dizer… Quem NUNCA sonhou em namorar aquele vocalista maravilhoso? Não, não negue com a sua cabecinha, porque no seu passado obscuro você bem que sonhou isso. Eu, aliás, com os meus 22 anos nas costas, ainda sonho com isso.

rainha

Vou começar dizendo que a capa do livro me ganhou sim e com certeza. Primeiro pela simplicidade de trazer apenas o que interessa. O título também foi importante, eu admito. Mas acho que as duas coisas que mais me fizeram tirá-lo da estante foi a linha-fina e uma coisinha logo abaixo do nome da autora.

 

“Oliver é o vocalista da banda mais quente do momento. Stella não faz ideia disso.”

 

Ali Novak

Mais conhecida como a nova sensação do Wattpad FALLZSWIMMER

 

Quando eu li Wattpad não teve Cristo que não me fizesse levar esse livro. Pra quem não sabe, esse site é uma grande janela para pessoas que sonham em publicar uma obra algum dia, e sim, eu sou uma dessas pessoas. Achei que valeria à pena ler um livro que veio de um lugar no qual eu pretendo postar a minha história em breve. BAM!

BAM

O livro é MUITO bem escrito, e tem um desenvolvimento simples e de fácil compreensão. Não abusa de palavreado difícil ou de descrição cansativa. Pelo contrário: os diálogos são muito bem pensados, além de MUITO engraçados.

Apesar de ler lido e gostado muito das obras do John Green por se aproximar muito do que pra mim é a adolescência (quando falamos de Cidades de Papel, claro), esse é o livro mais que próximo da realidade que eu já li, na minha opinião – ignorando o fato principal da personagem principal pegar o cara mais hot do momento, né –. Quando digo “próximo da realidade”, me refiro aos diálogos cotidianos entre os personagens e como as piadas são bem atuais. Não tem filtro. Existe palavrão, existe piada suja. E daí? Não é assim que nos comunicamos no dia a dia, jovens? Pois bem.

Ah! Você deve ter lido a linha-fina e pensado “Tá bom. A banda é a mais quente do momento e a menina simplesmente não sabe quem é o cara? Bullshit.” Bom, eu confesso que também pensei isso no primeiro momento, mas a Ali desenvolve essa parte da história com tanta naturalidade e tão cheia de sentido que não se torna nada absurdo. É doidinho, mas não é incompreensível.

O livro é escrito em primeira pessoa e pasmem, é o primeiro livro que realmente me satisfez nesse sentido. Apesar de já ter lido 8239874 livros em primeira pessoa, eu pessoalmente não gosto muito desse estilo, porque sinto que o autor muitas vezes deixa a desejar com relação à descrição, observação ou ao sentimento de um personagem que não o do principal, já que a história é contada do ponto de vista do mesmo. MAS acho que esse livro teve uma representação muito diferente e me agradou sem exageros.

DOIS

Sobre os personagens: me identifiquei HORRORES com a Stella. Ela não tem nada daquela garota “tradicional”, não é inteiramente girly e é cheia de dúvidas sobre o próprio futuro. Aliás, quem não? Ela sempre coloca as pessoas que ama em primeiro lugar até quando não deveria, além de sempre cobrar demais de si. Ela é encantadora, tem os melhores pensamentos e é super “sóbria” quando se trata de analisar uma situação. Isso eu realmente não sou e queria muito ser.

Outra coisa. Quem é esse Oliver Perry, gente? Alguém pode, por favor mandar embrulhar pra presente de Natal e me mandar? Sério, vou colocar o meu endereço no final desse post para a alma caridosa que quiser fazer uma garota feliz esse ano. Ele é sensível, doce, engraçado… Mas ao mesmo tempo é sexy, provocante, imponente e pode ser bem convencido de vez em quando.

Os garotos da banda… Gente, como eu terminei esse livro querendo ser amiga desses caras. Alec, Xander e JJ são a ALMA dessa história, e fico muito feliz que a Ali tenha conseguido o devido espaço e a devida essência a cada um deles, porque eu acho super difícil fazer com que tantos personagens interajam tão bem em uma mesma cena. O que é o companheirismo do Alec, a fofura do Xander e os comentários do JJ? Repito, a ALMA da história.

Meu coração acelerava loucamente a cada decisão maluca e a cada situação na qual Stella acabava se enfiando. Eu tive todos os sentimentos do MUNDO enquanto lia as aventuras dessa menina de 18 anos: felicidade, tristeza, agonia, raiva…!

E aqueles que acham que a história só se trata de uma garota que vive o sonho de todas as garotas do mundo por namorar um vocalista como Oliver Perry e ou do quanto ela é sortuda por tudo que passa com os Heartbreakers, se enganam PIAMENTE. Existe uma história muito mais profunda do que só esse relacionamento que me arrancou suspiros e me fez ficar tipo freaking out o tempo todo. Trata aquele momento de decisões tensas na nossa vida de uma forma bem verídica. Mostra como os nossos medos nos impedem de realizar os nossos sonhos. Nos ensina a ver a vida com outros olhos. Aliás, nos ensina a abrir os olhos.

Eu não esperava toda essa onda de sentimentos e aprendizados desse livro, e acho que é por isso que ele acaba de entrar para a minha lista de favoritos.

QUATRO

A parte engraçada: fui pesquisar sobre o livro depois que li e descobri que a Ali fez um “book trailer” usando cenas de séries e filmes (faço muito, obg). Foi MUITO engraçado ver quem ela imaginava como Stella e Oliver, porque eu errei feio, errei RUDE.

Eu imaginei o casal ligeiramente parecido com a da capa do livro, mas a Stella eu acrescentei a tal da franja e a mecha azul no cabelo. Agora o Oliver… Eu confesso que fiz uma pequena relação ao Harry Styles pelo estilo do garoto, mas achei que personagem tinha o cabelo mais claro como o cara da capa. Também achei que ele tinha um quê de Chay Suede de olhos azuis, sei lá. PORÉM, QUANDO VOU VER O TRAILER:

Sim, ela tinha pensado no meu crush Harry Styles, minha gente! <3

harry

Bom, brincadeiras e observações à parte, esse livro já está no meu coração e por isso precisei compartilhar. Só desejava do fundo do meu coração que tivesse uma continuação, porque olha = <3 Até deixei um comentário-bíblia para a Ali Novak no Wattpad elogiando o trabalho dela, me julguem!

Anyway… Eu o li em inglês, dei uma caçada nas internet e infelizmente não tem a versão em português (#chateada). Mas falo sério quando digo que é uma leitura bem tranquila, então pra quem quiser se arriscar, segue o link da edição publicada. Não achei para pdf, então vai o link do Wattpad! <3

E não esquece de dar aquela comentadinha básica aqui no brógui, rere

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Dica de filme: Clube dos Cinco

Em 05.06.2015   Arquivado em Na tela

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Agora que me inspirei, ninguém me segura! Vai ter post de dica de filme de novo, e se reclamar vai ter mais de um por semana!

Pensei em animar vocês que não têm nada de legal para fazer nesse feriadão! O filme que trago hoje é um clássico cult dos anos 80: Clube dos Cinco (título original: The Breakfast Club).

Vocês devem estar se perguntando: “Tanto filme no mundo e você vai me resenhar um filme que tem 26 anos, Nats?”. Pois então… E se eu dissesse que essa obra continua tão recente quanto qualquer outro filme high school que vocês já assistiram?

Descobri o filme muito sem querer. Sapeando nas internet, acabei me deparando com uma foto do longa:

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Pra muitos, essa imagem não tem nada demais, eu sei. Mas vou confessar uma coisa ridícula: sou obcecada por filmes teen. De todo tipo. Não adianta, é mais forte do que eu. Quando vi a foto fiquei “Socorro, que filme é esseeee?”. O nome, é claro, estava logo abaixo: “The Breakfast Club”. Adorei o nome, achei instigante e me deixou super curiosa! Até então, não fiz nenhuma ligação com o tão conhecido nome em português.

É, pode me julgar, mesmo. Só fui descobrir esse filme agora. Mas o que importa é que eu descobri, e isso significa que eu tive salvação. Então se eu tive salvação, vocês que não assistiram também têm! Bora descobrir sobre o que é esse longa?

A trama conta a história de cinco adolescentes (Andrew, Claire, John, Brian e Allison), que até então, por motivos desconhecidos, são obrigados a passar um sábado na escola, cumprindo detenção. O “abre” do filme já nos prende, pois ele começa com a narração da carta de um dos nossos protagonistas:

 

“Sábado, 24 mar 1984. Shermer High School, Shermer, Illinois. 60062.

Caro Sr. Vernon, aceitamos o fato de que nós tivemos que sacrificar um sábado inteiro na detenção pelo que fizemos de errado … e o que fizemos foi errado, mas acho que você está louco por nos fazer escrever este texto dizendo-lhe o que pensamos de nós mesmos. Que te importa? Você nos enxerga como você deseja nos enxergar … Em termos mais simples e com definições mais convenientes. Você nos enxerga como um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso. Correto? Essa é a maneira que nós nos víamos, às sete horas desta manhã. Passamos por uma lavagem cerebral.

Brian Johnson”

 

Aí você fica com aquela cara de interrogação, tentando entender “whatafuck essa carta?”. Pois é, coloquei a carta pra deixar vocês curiosos também, MUAHAHAHAHA.

Então o filme realmente começa, com os cinco alunos chegando na escola. Você percebe logo de cara que eles não NADA a ver um com o outro. São completamente diferentes. Em estilo, em atitudes, em pensamentos, em ideais.

Todos os cinco são obrigados a ficar sentados na biblioteca da escola, sem falar ou se levantar de seus respectivos lugares. Oito horas e 54 minutos. Pra piorar a situação, o Sr. Vernon, o assistente do diretor encarregado de supervisionar a detenção, passou uma tarefa para eles: uma redação com mais de mil palavras. O tema? “Quem você pensa que é?”

É CLARO que nenhum deles está a fim de fazer a tal redação, muito menos respeitar as ordens lhe impostas. Durante todo o primeiro momento da detenção, o que podemos ver é a típica cena de segregação que a escola americana sempre proporciona. Aquela coisa de panelinhas e grupos diferentes que impede que eles se misturem. Cada um faz parte de uma “tribo”. A princesa (Claire), o atleta (Andrew), o criminoso (John), o cérebro (Brian) e o caso perdido (Allison).

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Não demora muito para que se confrontem e se ofendam com comentários preconceituosos e sem limites. Pra quem acha que isso é mais do mesmo que já vimos em filmes adolescentes… Lembre-se que esse filme é muito mais antigo do que esses tantos outros que vocês devem ter pensado. Isso significa que “Clube dos Cinco” é a referência para todos os filmes posteriores a ele.

Há duas coisas que tornam esse longa incrível. A primeira coisa é que ele se passa em apenas UM dia. Ele é todo em sequência, sem nenhum flashback ou qualquer outro recurso que nos norteie. É como se fosse uma história qualquer de cinco adolescentes qualquer num dia qualquer. Você não sabe o que vai acontecer depois.

Eu disse que haviam duas coisas que tornavam o filme único, lembra? A segunda coisa é o roteiro. Ele tem dinâmica, ritmo e é engraçado. Foi escrito por John Hughes em apenas dois dias. Sim, vocês não leram errado.

E pasmem, os diálogos são originais, as cenas são surpreendentes, a trilha sonora é maravilhosa, e os personagens têm uma profundidade e uma complexidade que deixam muitos filmes super bem produzidos no chinelo.

Há uma cena em especial que precisa ser citada nessa resenha por motivos de: é maravilhosa e única. Hughes, que também foi diretor do filme, mostrou o quão melhor o roteiro poderia se tornar:

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Ao longo dessas quase nove horas de detenção, os jovens começam a perceber que não são tão diferentes como pensavam ser. E o primeiro momento que eles descobrem isso é quando começam a falar de seus pais. Mais importante que isso: é o momento em que finalmente descobrimos porque cada um está cumprindo detenção. No roteiro, essa cena simplesmente não tinha diálogo algum. Hughes autorizou que os atores falassem o que quisessem, tornando a cena improvisada num momento espontâneo e cheio de emoções inesperadas. Eles estão ali, expostos de todas as maneiras possíveis, algo que qualquer adolescente odeia.

Além das confissões e da diversão, surgem mais indagações: o que será deles no dia seguinte? Voltarão às suas tribos, aos seus mundinhos? Serão amigos? Se cumprimentarão nos corredores da escola? Ou simplesmente fingirão que aquele momento entre eles nunca aconteceu?

Dá pra perceber o nível de arte que estamos conhecendo assistindo a este filme, gente? Eu espero que sim. Não há nenhum efeito especial, não há nenhuma jogada de mestre. O que te prende são os personagens profundos e a maneira como a história de cada um é contada.

“Clube dos Cinco” é eleito o number one dentre os 50 melhores filmes High School, segundo a revista Entertainment Weekly, e não é à toa.

Este filme com certeza deixou a sua marca não só na história do cinema, mas em todos que o assistiram. Por quê? Porque ele deixa uma perguntinha no ar que ficamos tentando responder.

Quem você pensa que é?

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Sobre a melhor série do mundo: SKINS

Em 06.05.2015   Arquivado em Na tela

 

Skins

Vocês devem estar pensando que eu sou a louca do Brás por estar escrevendo sobre uma série que já acabou faz dois anos. Eu sou mesmo. Me tornei completamente louca e viciada em Skins e vocês sabem, adoro compartilhar os meus vícios.

A verdade é que eu tenho um bom argumento para escrever sobre séries que já estão fora do ar. Eu ODEIO acompanhar séries que ainda estão sendo gravadas (apesar de estar acompanhando três :x), porque eu fico feito uma retardada contando os dias para a nova temporada ser lançada, e o hiatos costuma fazer com que eu esqueça toda a trama, onde parou, e os detalhes todos se perdem. This really pisses me off.

Então aproveitei esse amor grande que tenho tido pelo Netflix, comecei a explorar cada cantinho dele e minha mãe mandou eu escolher este daqui: Skins.

Confesso que um dos motivos pra eu ter demorando tanto para assistir Skins é o mesmo motivo que uso para o resto da lista de séries que quero assistir: preguiça. Sim, vocês não leram errado. Eu tenho um sério problema para começar a assistir por pura preguiça de ter que me apegar a um novo seriado com uma nova trama e novos personagens, e sou meio “monogâmica”, gosto de venerar uma série por vez, se possível.

Bom, vamos ao que realmente importa, galere!

Pra quem nunca assistiu por falta de interesse ou preguiça, vou explicar um pouquinho do que se trata a bagaça.

Skins tem como foco contar histórias de adolescentes malucos e drogados de Bristol (Sudoeste da Inglaterra) e trata de assuntos que rodeiam todos nós: dramas familiares, transtornos mentais, sexualidade… Mas tudo isso com uma pitada a mais de sexo, drogas e rock ‘n roll. Apesar de serem assuntos tão clichês para se trazer em uma série adolescente, eu adorei o jeito como tudo é retratado, mesmo que em alguns momentos as situações se tornassem exageradas demais. Acho que o exagero e o escárnio acabaram trazendo mais leveza pra história.

A verdade é que tudo nessa série acabou me cativando. Os personagens, as histórias, a fotografia da ambientação, a trilha sonora… Tudo combina! E o que mais me surpreendeu foi a qualidade do trabalho e da atuação dos atores, porque eu nunca havia assistido uma série britânica. Agora estou até caçando mais produtos ingleses, porque me apaixonei MUITO, lad.

Outra coisa que gostei é a atemporalidade da série. A cada duas temporadas, muda a geração de “skinners”. Confesso que inicialmente isso me preocupou, porque como eu disse, sou daquelas que se apaixona eternamente pelos personagens. Mas acabou que eu nem senti tanto isso. Os novos personagens eram sempre tão intrigantes quanto os da antiga geração. Acho que isso fez com o que a série não ficasse naquela “mesmice” que muitas vezes acaba estragando a trama como um todo. E diferente de muita coisa que eu já assisti, os finais nem sempre são felizes. Os finais acabam sendo… Como têm que ser, assim como a vida (Nats sensível mode on ~snif snif~).

Já deu pra perceber que eu SUPER HIPER recomendo Skins, né, gentem? *-*

ohyeah

Quem mais já assistiu e compartilha da mesma opinião que eu? E quem não assistiu… Que tal dar uma bizoiada e me contar o que achou? Conte-me tudo e não esconda nada!

skins

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