Onde fica o meu espaço no mundo?

Em 02.08.2017   Arquivado em Crônicas, Por aí

Se você clicou neste post é bem provável que esta deva ser a pergunta que você se faz todos dias. Ou algum dia já foi uma pergunta que você fez a si mesmo.
A gente sempre acha que saber quais são as nossas habilidades e do que mais gostamos já é o suficiente para ter esse tão sonhado lugar no mundo. Só que é aquela velha história: na teoria tudo é fácil.
Saber o que te faz feliz nem sempre te coloca na estrada de tijolos dourados rumo ao seu destino. E não estou exigindo que fosse. Assim nem teria graça.
O problema real da questão é quando parece que o que te prospecta felicidade não possui espaço algum no mundo. E nem é questão de “ora, basta conquistar o seu espaço! Você precisa se esforçar!”
Será que quero mesmo um espaço nesse mundo? Um mundo em que não sou gente, e sim número? Um mundo que te obriga a ser o que não é e te enfia regras goela abaixo, doa a quem doer? Um mundo no qual eu tenho que falar aquilo que querem ouvir para que eu seja aquilo de que realmente precisavam? Bom… Se tenho de fazer isso é porque no fim das contas eu não sirvo pra nada daquilo que o mundo tem a oferecer, não é mesmo? E o que eu tenho também não lhe cabe. É como tentar vestir uma roupa de bebê recém-nascido em uma melancia.
Eu não sou um produto. Eu não sou uma oferta. Eu não estou a venda.
Eu tenho muito a oferecer. E é triste que o mundo seja tão cruel a ponto de me fazer pensar o contrário. De me fazer questionar o meu papel. De não me dar o que eu tanto queria: um espaço.

Onde está o meu frio na barriga?

Em 14.07.2015   Arquivado em Off topic

desabafo3

Hoje o post vai ser meio diferente. Talvez você aí, que esteja lendo se identifique com o esse drama, ou talvez seja apenas mais um post que venha a se tornar “polêmico”. Depende de qual grupo você se encaixa.

Quais são teus planos? É, é isso mesmo, você não leu errado. Hm, deixe-me ver…

Se está no ensino médio, está estudando feito maluco(a), para passar no vestibular sem ter que enfrentar o cursinho. Se já está na faculdade, deve estar pirando com a montanha de trabalhos, projetos e provas. Além disso, deve estar correndo atrás de um estágio legal que lhe proporcione um salário aceitável e uma boa experiência.

E aí? Qual o plano depois? Já sei! Conseguir um trabalho que pague bem. Você vai ralar muito, talvez até de final de semana. Mas e daí? É o emprego dos seus sonhos, a profissão que você ansiou desde cedo…! AH, É! Depois a ideia é conhecer um cara/uma moça legal pra namorar, casar e ter filhos. Então vai ser hora de guardar ainda mais grana pra dar tudo aquilo que os seus pais ralaram pra te dar. Mas agora é a vez dos seus filhos, né? Então eles vão estudar, estudar, estudar, pra depois passar no vestibular, pra entrar na faculdade, conseguir um bom estágio e…! Notou alguma coincidência nessa história?

“Esse é seu plano para ser feliz?”, perguntaria Margo Roth Spiegelman, de “Cidades de Papel”. E você diria “Oras, é sim!”

Só que aí você se forma na faculdade… E vê que nada saiu e nem vai sair como o planejado. Depois de fazer estágios em empresas grandes e renomadas, você está sem emprego, disparando seu currículo para todos os lados, desesperando-se e torcendo pra aparecer uma oportunidade. Qual era a oportunidade mesmo? Poxa, você achou que poderia escolher no que trabalharia… Mas ai, a crise, a economia… Não tá dando pra escolher, né? Então o que vier é lucro, certo?

Aí você percebe que em todos esses anos você nem se deu o trabalho de ter um plano B. Qual é teu plano? Passa os dias pensando onde errou, tentando dar um jeito com uma cola que parece que não gruda nada. Tem tanto tempo pra pensar, que começa a questionar as próprias escolhas. Será mesmo que escolheu a área que queria? Será que é isso mesmo o que você quer pra vida? Percebe que a pergunta que respondia com tanta certeza já não é respondida com a mesma facilidade.

A frustração faz isso com a gente, mesmo. Faz a gente questionar até mesmo a nossa essência. É como se você estivesse no fim de um corredor e não houvesse pra onde correr enquanto algo está no nosso encalço. É você fugindo da pressão. Da pressão de ser alguém que você não sabe quem, mas que deve sê-lo. Quando foi que viver se tornou algo tão complicado, mesmo?

O pior de tudo é que você fica tão bitolado(a) com o plano da sua vida, e tão frustrado(a) quando tudo parece estar dando errado, que parece que não há outro jeito ou solução… Acaba se esquecendo daquela coisa incrível, aquele sentimento que fazia você estar sempre em movimento.

Se você que chegou até aqui se identificou, que tal mudar? Se você não está contente, é porque alguma coisa PRECISA mudar nessa história. Lembro que eu tinha uma amiga que me dizia o seguinte. “Um problema só é problema se tiver solução.”

É hora de tentar sair da neura desse mundo estranho e parar de pensar no que os outros vão pensar. É VOCÊ quem precisa pensar. Esqueça tudo e todos. Olhe pra si e se pergunte:

Onde está o meu frio na barriga?

Procure por essa resposta. Talvez ela esteja mais próxima do que você imagina.

 

“Não são os grandes planos que dão certo; são os pequenos detalhes.”

            ~Stephen Kanitz~

Sobre sonhos, âncoras e a tal da liberdade

Em 26.06.2015   Arquivado em Crônicas

SobreSonhos

Eu quase larguei tudo. Tudo mesmo: faculdade, família, emprego, amigos, namorado.

Quando no meio daquela avenida tão cinza (e ao mesmo tempo, tão colorida) eu encontrei aquelas pessoas sentadas no chão, vendendo símbolos, pulseiras de pedras naturais e filtros dos sonhos.

Havia quem passasse por eles e pensasse “bando de hippie folgado e vagabundo”. Vagabundos porque eles decidiram viver do jeito que lhes convinham? Então eu os chamaria de corajosos. Corajosos porque não mediram esforços para estarem ali. Provavelmente devem ter sido crucificados pela família. “Você se matou anos na faculdade pra isso?”

E daí? Não é a pergunta que nos fazemos todos os dias quando somos explorados em um emprego onde não somos reconhecidos e que sequer é o nosso emprego dos sonhos?

Sonhos. Meus olhos tinham grudado nos filtros dos sonhos enquanto eu passava apressada para o meu compromisso.

Não sei que diabo me fez dar meia volta e dar atenção ao grupo de pessoas sentadas na calçada enquanto realizavam algum trabalho manual de artesanato. As roupas da maioria que ali se encontrava eram claras. De alguma maneira me lembrava do aspecto da natureza, não sei bem como explicar.

Eu, que antes havia me encantado apenas com o filtro, agora me via com os olhos correndo curiosos por cada artefato diferente exposto em um tecido escuro que cobria o asfalto.

“Fica à vontade pra experimentar o que quiser”, disse o rapaz estranho de dreads que estava de pé. Nem o havia notado ali.

Me abaixei para ver melhor o trabalho deles. Enquanto corria o dedo pelas pedras naturais, uma menina sentada me chamou a atenção. Ela parecia estar fazendo uma pulseira com alguns cordões escuros.

“Gostou de alguma coisa?”. Os olhos verdes dela se destacavam com o cabelo escuro e extremamente curto.

“Posso ver aquele pingente?”, apontei para o pequeno objeto que parecia feito de ouro velho.

Ela o colocou na palma da minha mão e eu passei a admirá-lo. O pingente era uma âncora. Não sei o que me chamou a atenção, afinal, a âncora em si nunca teve um significado especial pra mim.

“Vocês estão sempre por aqui?”, perguntei sem tirar os olhos do artefato na minha mão.

“Na verdade estamos indo embora hoje!”

“É mesmo? E pra onde vão?”. Agora a menina havia ganhado a minha atenção novamente.

“Vamos para as praias do Nordeste.” Ela sorriu.

“Já viajamos o Brasil todo assim. Com pouco dinheiro e pouca roupa. Mas sempre voltamos com a bagagem cheia de histórias.” O rapaz de dreads voltou e eu nem sabia de onde ele tinha saído de novo.

Histórias. Sempre gostei de histórias.

“Há quanto tempo fazem isso?”, perguntei olhando pra ele.

“Há muito tempo! Mas ela está com a gente faz dois meses.”

Virei para a menina novamente. Esta me encarava com um sorriso no olhar.

“Quantos anos você tem?”, eu perguntei de novo.

“Tenho 21!”

“Eu também! Estou terminando a minha faculdade!”

“Sério? Eu tinha começado a minha, mas conheci o pessoal e resolvi tentar algo novo, pra variar.”

Pra variar.

Como podíamos ter a mesma idade e vivermos em mundos tão diferentes? Onde o mundo dela começava? Onde o meu terminava? Quão fina era a linha da liberdade que nos separava?

Nossa conversa morreu ali, sem pé nem cabeça.

“Vou levar a âncora.”

O rapaz rapidamente me fez um cordão para pendura-lo no pescoço.

“Boa escolha. É a esperança na tempestade.”

Eu espero que seja. Pra variar.

Músicas para escrever

Em 01.04.2015   Arquivado em Inspiração, Música

 

músicasparaescrever

Ai, gente… Eu não sei vocês, mas música pra mim é TUDO. É o que me move, me traz sentimentos, me faz refletir, me faz imaginar, sonhar, voar alto!

As palavras e as músicas andam de mãozinhas dadas comigo sempre que coloco o meu cérebro e o meu coração pra funcionar e passar tudo para o papel. Eu, particularmente, não tenho um estilo favorito. Sou a eclética master e ouço tudo o que vocês puderem (ou não) imaginar.

Quer conhecer um pouquinho do que me inspira?

 

You’re Beautiful – James Blunt

Há quem odeie essa música que tocou 4891587 vezes, mas eu sou o tipo de pessoa que adora coisas repetidas! E “You’re Beautiful” ainda continua sendo uma das minhas favoritas, porque o Mr. Blunt me faz imaginar tudo o que ele descreve. Essa música já me inspirou para escrever uma crônica, inclusive! (O metrô e as suas pecualiaridades).

 

Autumn Leaves – Ed Sheeran

Sheeran is my king, definitely! E essa ainda é a música que se tornou um hino pra mim. Que me move, que me faz suspirar o tempo todo. Não é novidade que a voz dele me traz aquela paz no coração, mas “Autumn Leaves” em especial me inspira, me fascina, me aquece. Não é complicado. <3

 

Cartwheels – The Reindeer Section

Essa música tem uma letra muito triste, mas o ritmo dela me incendeia de uma forma que eu nem sei! Adoro ouví-la enquanto ando pela rua num dia cinza. Pra quem gosta de The O.C., essa música fazia parte da trilha sonora da série! Super recomendo!

 

Falling Slowly – Glen Hansard & Marketa Irglova

Ai, gente, essa música é muito *——-*. Faz parte do filme irlandês “Once”. Saudade saudade! Só o trailer do filme me faz voltar pra Dublin e dá um apertãozinho no coração! Ela é CHEIA de emoção e me mata muito!

 

Hey There Delilah – Plain White T’s

Back to 00’s! Não importa quanto tempo passe, essa ainda é muito minha música (My Precious!). Volto aos meus 15 anos facilmente e sou capaz de sentir tudo o que eu sentia naquela época, juro! E isso me ajuda muito no momento de escrever. Me faz ser nostálgica. <3

 

XO – John Mayer

A diva Beyoncé que me perdoe, mas essa música com o John é muito amor. A letra se encaixou perfeitamente na voz dele, gente, não dá! Quantos textos eu já não escrevi ouvindo esse Ser cantando ESSA música? Socorro.

 

Somewhere Only We Know – Keane

Derrubando todos os forninhos com essa música, né. Ela é uma declaração explícita de alguém que está repensando a vida, e acho que todos nós passamos por isso em algum momento da nossa vida. Apenas. Será que não inspira, será?

 

Que música te inspira? Comenta aí, meu bem!

Sonhos

Em 16.03.2015   Arquivado em Crônicas

 

sonhos

Se eu pudesse, teria comigo todos os sonhos numa cama bem pequena para poder dormir acreditando na vida, e não precisar rogar pra que um único sonho passasse pela minha janela por acaso.

Se assim eu pudesse, dormiria todas as noites olhando estrelas e sentindo aquele vento especial roçar o meu rosto, e ouviria sem parar todas àquelas músicas que me fazem viajar. Eu falaria do amor todas as vezes que eu sentisse vontade, e gritaria até cansar… Se eu pudesse, eu passaria noites em claro olhando o céu pra não perder um único tom de cor diferente até que clareasse; até que a última estrela da noite sumisse do céu. Passaria dias olhando pra tudo com aquela atenção só pra lembrar que dali um segundo as coisas passariam a ter uma forma diferente…

Se eu pudesse, teria todos os sonhos comigo agora… E com certeza eu estaria deitada naquela cama pequena, tentando olhar além da janela algo que não fosse um sonho escapando, e que provavelmente alguém lá fora corre perdido tentando reencontrá-lo.

Queria ter naquele espaço que eu deixo na minha cama todas as noites um sonho já realizado, e queria que o tempo passasse logo, para ver onde tudo poderia chegar… Não precisa passar tanto tempo assim, nem TÃO rápido, porque não quero perder nenhum minuto do que estou vivendo agora… Só queria que o tempo passasse, pra chegar logo o amanhã, onde novos sonhos começam porque conquistei AQUELE.

Queria que o tempo passasse pra ver aquele sonho e aquele sentimento tomando conta do meu sono, da minha cama, dos meus pensamentos e de todo o resto. O meu sonho.

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