Sobre felicidade – Show do Ed Sheeran

Em 29.04.2015   Arquivado em Música

 

Stephan Solon - Move Concerts9

Já que falei tanto esperando por esse show, não só nas minhas redes sociais, mas também no Além do Meu Mundo, achei justo escrever um texto sobre o que foi estar no mesmo ambiente e poder escutar de perto aquele que embala meus ouvidos e me emociona com suas letras que me fazem questionar como alguém consegue escrever de uma maneira tão única: Ed Sheeran.

Não é nenhum post de fã maluca que acha que tem que saber a hora que o ídolo nasceu ou com quantas mulheres ele já namorou, mas daquela fã que realmente admira o trabalho de um cara que lutou para merecer o lugar que ocupa hoje.

 

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Primeiro teve aquele dia maluco de comprar os ingressos, que aconteceu SEIS MESES ANTES. A tensão para o site abrir logo e você poder fazer a sua compra. Aí o susto, porque abriram as vendas meia hora antes e a mensagem “esgotado” estampando na sua cara. O desespero de ficar com o amigo até 4 horas da manhã para finalmente conseguir comprar a Pista Premium que custa o olho da cara e o rim esquerdo, mas a sensação de “Fiz o certo.” E fiz mesmo. Sou daquelas que se não faz, se arrepende feio.

Aí o dia finalmente chega derrubando forninhos e faz você ficar 12 HORAS NA FILA. É, pode julgar mesmo. Mas sabe o que é? Nunca tinha ido num show grande, um show de uma banda ou de um cantor que me fizesse comprar o ingresso e querer estar lá. Então quis realmente fazer tudo o que uma fã faz (em devidas proporções, claro). E ao contrário do que pensei que seria, fiz amizades, ri e me diverti.

Então chega a hora de entrar. Portões abertos, pulseira premium, desespero e correria. Nunca vi uma manada de elefantes, mas posso jurar que vi uma cena bem parecida. Aí você acha que achou o lugar perfeito, mas sempre tem aquelas fãs malucas. Aquelas que estão lá a todo custo? Pois é. Empurravam, apertavam, machucavam. Com as mãos, com os cotovelos, com os pés. Além disso, quando fui tentar tirar foto, percebi que a lente do meu celular havia embaçado POR DENTRO, e o desespero dele ter estragado tomou conta de mim. Juntou tudo isso, e como não sou uma pessoa que tem saúde mental para esse tipo de situação, acabei saindo aquele “apertamento” no fim da performance de Antonio Lulic, o show de abertura. Aliás, o cara é legal. Nunca tinha nem ouvido falar dele, mas ele conseguiu animar a galera, e isso me agradou.

Saí brava e fui para um lugar onde eu conseguisse ao menos ver o palco. As luzes começaram a piscar em tons azuis e roxos. Aí o motivo pelo qual eu estava passando todo aquele perrengue subiu no palco: Ed Sheeran, com a camiseta do Brasil. Número 10 estampado nas costas com o nominho dele atrás. <3

Não sei nem descrever o que eu senti direito, porque foi uma onda de emoções enquanto ele começava a cantar uma das minhas músicas favoritas, I’m a Mess. Só ele, o violão e o seu querido loop pedal.

Não sabia se estava chorando porque estava irritada com as fãs que me fizeram sair de onde eu estava antes, se porque estava emocionada ou porque era uma babaca, mesmo.

Comecei a cantar no mesmo momento. Esqueci a raiva, o celular embaçado, meu cabelo suado e nojento. TUDO. E fiquei olhando pro palco, pro telão. E percebi como eu queria estar ali mesmo.

Aí o Ed resolve querer matar todo mundo do coração e canta uma das antigas, Lego House. Que que foi aquilo, cara! Eu pirei. A multidão pirou. Aquela sensação de ser amigo do ruivo há bastante tempo e finalmente ter parado pra ouvir aquela música com ele ali pertinho.

Depois Don’t com No Diggity e Nina. A galera não se aguentava, e acho que até mesmo o Ed não estava se aguentando. Não sei como foram os outros shows dele aqui na América do Sul, mas nunca vi esse ruivo sorrir tanto! Fora os agradecimentos. “Nunca imaginei que vocês fossem conhecer minhas músicas, sou de tão longe! Aí chego aqui e vejo que vocês sabem todas as letras perfeitamente. Vocês amam música, vocês são incríveis! Eu amo o Brasil.” Imagina se o público não gritou com essa declaração?

Ed foi ovacionado várias vezes ao som de “WE LOVE YOU, WE LOVE YOU” e “ED, EU TE AMOOO!”. E como tímido que é, sorria e ficava vermelho.

 

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Veio Drunk, veio aquela junção de Take it Back/Superstition/Ain’t No Sunshine. Acho que nesse ponto eu já estava tendo mini ataques cardíacos. Mas foi quando Photograph começou a rolar que eu quase morri mesmo. Mal me recupero e ele vem com outra que eu amo, Bloodstream. O que é aquela música ao vivo, gente? Ela por si já vale o show todinho, com as peripécias de acordes, batuques e momentos freestyles de Ed.

Aí ele faz aquele momento fofo e traz Tenerife Sea, Kiss Me, Thinking Out Loud e I See Fire, nessa ordem mesmo. Aiai, muita emoção! Em All of The Stars, uma brincadeira com a letra que matou as fãs: “Can you see the stars from Amsterdam… Or São Paulo!”

The A Team (com um mar de celulares acesos para acompanhar) e Give Me Love vêm juntas pra fazer as fãs se derreterem com músicas antiguinhas. Aí vem aquele momento foda com You Need Me, I Don’t Need You. Tão envolvente quanto Bloodstream, onde ele estende a música pra uns 10 minutos, juro!

Um mar de celulares invadiu o #LiveMusicRocks de ontem. Hoje tem mais #EdSheeranBR! Vocês já se recuperaram pro round 2?

Um vídeo publicado por Move Concerts (@moveconcertsbrasil) em

 

Então ele simplesmente sai do palco e você sabe que o show está no fim, porque ele sempre faz isso antes de cantar a última música. Bate aquela tristeziiiiinha, mas ela logo vai embora porque ele volta pra cantar o hit do CD Multiply: Sing.

O cenário e os filtros só deram aquela emoção maior ainda, fazendo a gente se derreter com trechos de clipes e imagens desfocadas do próprio ruivo.

UFA! Escrevi uma bíblia que nem sei se vão ler, mas eu precisava deixar esse dia registrado em algum lugar pra eu me lembrar sempre que o dia 28 de abril de 2015 foi o dia em que eu vi meu ídolo de perto e me diverti com ele, mesmo de longinho. Tive que registrar o único e melhor show da minha vida. O show do Ed Sheeran.

 

** Crédito das fotos: Foto de destaque – Stephan Solon – Move Concerts
Demais fotos – Marcelo Brammer / AgNews

 

Ed Sheeran: Eu vou!

Em 21.04.2015   Arquivado em Música

 

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Depois de tanto sonhar, especular, sofrer, esperar… Eis que o show do todo lindo, ruivo, maravilhoso e amor da minha vida Ed Sheeran, está chegando!

E acho que vocês conseguem imaginar a fissura na qual eu estou para que esse dia chegue logo, não é?

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Estou praticamente pulando e rolando feito uma histérica sonhando com o momento em que os olhos do Ed vão se encontrar com os meus em meio ao show para ele se apaixonar por mim e me levar para Londres. Tá certo, me deixem sonhar um pouquinho, que é de graça. Tsc tsc.

Se vocês soubessem o sofrimento que foi para comprar esse bendito ingresso… Ficar até as 4h da manhã acordada tentando a compra quando você tem que trabalhar no dia seguinte… E depois quase ter um infarto com o preço da pista premium e mesmo assim comprar, não sabe o que é viver com emoção. Mas agora tá tudo certo, tudo feito, e não importa o que aconteça! Nem que todos os forninhos caiam, nem que os óculos das Juliana’s se percam todos, EU VOU VER O ED SHEERAN! *-*

E como eu já estou muito na vibe desde a compra do ingresso o começo do mês e estamos a aproximadamente 7 DIAS do Dia D, resolvi compartilhar um show que tenho assistido loucamente, me imaginando em meio a plateia e tudo mais. *-* Você também pode deixar o show rolando enquanto faz aquela arrumação no seu quarto!

Pra quem também vai, pode servir como um aquecimento! Pra quem não vai, fica aí um gostinho do que é esse ruivo em cima do palco!

 

Mas atenção: o vídeo é contraindicado em caso de suspeita de amor à primeira vista! <3

E aí? Quem mais vai ver o Ed Sheeran levanta a mão!

Resenha: “X” – Ed Sheeran

Em 25.03.2015   Arquivado em Música

 

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Olá pessoal, meu nome é Lucas, sou colaborador do blog e farei resenhas de álbuns e (muito raramente) shows para vocês. Espero que curtam.

Meu post de estreia em Além do Meu Mundo, apesar de não ser uma novidade, é um presente à digníssima Natália Petrosky, autora do blog e fã incondicional de Ed Sheeran.

Além disso, é importante lembrar que em Abril teremos uma série de shows dele no Brasil. Ou seja, aproveitei a ocasião e matei dois coelhos numa cajadada só.

Então aperta o play e vem comigo!

Ed Sheran – “X” (2014)

“X” (2014) é o segundo álbum de estúdio da carreira de Ed Sheeran (às fãs mais exaltadas, digo que sei que ele gravou uma porção de EP’s anteriormente). Apesar de se manter fiel às suas origens e ainda beber na fonte de Damien Rice, Sheeran aposta em uma mistura entre a sua já conhecida melancolia acústica e a sonoridade mais pop que o mainstream não pede – exige.

A faixa “One” abre o disco sem muitas surpresas. Pessoalmente acredito que uma música mais pulsante seria mais adequada, mas tudo bem – essa passa. Em seguida temos a excelente “I’m a Mess”. Orgânica, pulsante e moderna, é música pra apagar a luz e curtir numa boa.

Em seguida temos aquela música que pode ser considerada o seu divisor de águas. Feita em parceria com o cantor/produtor/rei dos ‘featurings’ Pharrel Willians, “Sing” é uma canção extremamente pop, marcante e fácil de assimilar. Com ares de hino de futebol gaélico, merecia ter sido escolhida como faixa de abertura do disco (sim, eu falo ‘disco’, sou velho e até que convivo numa boa com tudo isso J)

Já entrando no miolo do álbum temos “Don’t” e “Nina”, ambas com forte influência de Hip Hop anos 90 e Rn’B moderno. Entretanto, vale salientar que Ed Sheeran soube fugir da cafonice dos sintetizadores e efeitos na voz que marcaram esses dois estilos. Manter a pegada acústica em boa parte do tempo é o que faz esse álbum soar tão bem. Ponto pra ele.

“Photograph” provavelmente deve ser a faixa preferida das fãs de Ed Sheeran. Nesta faixa, as cordas abafadas do violão dão vazão à melodia marcante que credencia Sheeran como um grande hitmaker. Menção honrosa ao simples, mas belíssimo arranjo de fundo.

Eis que chega a minha faixa favorita. “Bloodstream”, entre palhetadas e sussurros, relata as alucinações de Sheeran sob o efeito de ecstasy. É a faixa mais extasiante do álbum – não poderia ser diferente, né?

“Tenerife Sea” é magnífica. Tem corpo, alma e um coro apaixonante. Sério, essa faixa me surpreendeu. Mais à frente temos “Runaway”, onde podemos novamente notar o toque de Black Music dado por Pharrel Willians. Detalhe: é uma das poucas faixas em que se pode ouvir uma banda completa (baixo, bateria, guitarra e teclados).

Em “The Man” Ed Sheeran extravasa todas as suas aflições e literalmente expõe suas cicatrizes, fazendo dos fãs seus confidentes. O dub de fundo dá o ritmo de sua história e conversa perfeitamente com os outros instrumentos. Haja fôlego e coragem.

“Thinking Out Loud” soa como uma verdadeira homenagem a Marvin Gaye (não vou dizer que é plágio, pois seria uma heresia. Mas a base é bem parecida com “Let’s Get It On”). É aquela música pra dançar coladinho com a pessoa amada (ou quem sabe fazer uma serenata, hein?).

“Afire Love” fecha o álbum como um ponto de interrogação. A canção soa um pouco deslocada do álbum e poderia ter sido evitada, mas também não chega a comprometer.

Obs: Preferi não incluir as faixas da versão Deluxe na resenha (ninguém merece um textão desses)

 

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Nota: 8,0

Álbum para ouvir: Sozinho no último volume

Pontos altos: “I’m a Mess”, “Bloodstream” e “Tenerife Sea”

Pontos baixos: “One” e “Afire Love”

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