Au Pair: Adaptação

Em 22.09.2015   Arquivado em Por aí

Adaptação

Alguém notou que eu dei uma diminuída nos posts sobre au pair? Vocês: Siiim, Nats! Mals aê!

Então, haviam me pedido pra falar sobre o tema antes… Mas eu precisava exatamente de um tempinho para poder escrever sobre isso. Se bem que eu estou aqui apenas há quase três semanas, então não sei o quão eficaz esse post será, mas tudo bem.

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Vim falar do primeiro terror de uma Au Pair assim que ela pisa nos States: a adaptação. E sim, tem MUITA coisa relacionada a isso, por isso resolvi listar algumas coisinhas pra vocês se prepararem para se acostumar:

 

“Mi casa es su casa”

Sim. É a primeira coisa mais estranha com a qual você vai ter que se acostumar a partir do momento em que você pisa na casa da sua Host Family. OPS, a partir do momento em que você pisa na sua casa.

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A Host Family vai dizer te falar: “Quero que você se sinta à vontade. Aqui agora é a sua casa. Sei que parece meio óbvio, mas você pode abrir a geladeira e os armários sempre que sentir fome.” Também vão falar: “Tem algo que você goste de comer que você gostaria que a gente comprasse?”. Como se a gente fosse realmente dizer, né?

Pois é. É muito estranho tentar se sentir à vontade, porque é algo que você acaba tentando se forçar a fazer. Mas relaxa, isso vem com o tempo. A primeira vez em que fui abrir a geladeira perto deles eu ainda soltei um “licença”. E sinceramente, o único lugar que me sinto REALMENTE à vontade é no meu quarto e no meu banheiro. Mas sei que aos poucos isso vai mudar.

E minha host family é muito boa pra mim. Acho que isso é primordial! Eles estão sempre preocupados comigo, com o meu bem-estar, sempre me dão espaço pra falar o que eu acho e como eu me sinto.

 

Comida

Já que citei a parte da comida, aí vai! Aqui tem muita diversidade, então você não vai sentir falta de muita coisa, a não ser de coisas específicas da sua região. Mas mesmo assim, é possível encontrar tudo aqui, sem brincadeira.

Mas a parte da diversidade também pode ser um problema pra quem não quer engordar – tipo eu. Eu sinto que já engordei e estou em um drama interno comigo mesma. Já comecei a maneirar, porque senão… Xá pra lá.

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Kids

Acho que essa é a parte mais aterrorizante, porque você, mais do que nunca, vai fazer de TUDO pra que as crianças gostem de você. Vai tentar agradar, vai levar foras, vai acertar, vai errar.

O começo é sempre a pior parte, principalmente porque muitas vezes você não será a primeira au pair deles. Vai haver comparação, vai haver saudade… Então você precisa estar preparada e ser forte.

Meu primeiro afazer quando peguei no batente foi a preparação para ir para a escola pela manhã. Eu não sei o que foi que eu mais me senti: perdida ou inútil.

Worthless

Eu não sabia o que eu tinha que fazer primeiro. Café da manhã? Roupa da escola? Checar mochila? E pra piorar, em vez de eles me pedirem as coisas, pediam aos pais, que estavam correndo se preparando para irem trabalhar. Eu estava desesperada, porque eu fui contratada pra fazer isso. Se eu não estou fazendo, por que diabos me terão em casa?

E eu realmente sentia que não ia rolar, porque os meninos são super tímidos, sabe? Eu achava que eles me ODIAVAM. Mas acontece que uma hora eles VÃO precisar falar com você, então não se preocupe. O elo começa a se formar por necessidade e depois vira até afeição!

Quase morri quando o mais novinho disse que eu era a melhor au pair essa semana.

Strong

Então desencana. Lembre-se que se pra você tudo é novo, para as crianças também é. Imagina o quão difícil é ter que se desapegar de uma au pair e ter que se acostumar com tudo de novo? Ainda mais em se tratando de crianças. Dê tempo ao tempo e não tente forçar situações.

 

Afazeres

Parece que não vai funcionar e que foi a maior furada da sua vida ter inventado ser au pair. Você não sabe lavar roupa. Você não sabe passar roupa. Você não sabe cozinhar. Você não sabe TANTAS COISAS! CALMA LÁ, SOLDADO.

É tudo como um novo emprego. Você vai errar, você vai fazer 300 perguntas repetidas, vai se frustrar, vai querer morrer. Mas não vai morrer. Porque quando você acerta UMA VEZ tudo começa a caminhar.

Primeiro que tudo depende da sua Host Family. Você vai acertar seus afazeres antes de vir, claro. Então você pode se preparar (ou não). Eu, por exemplo, sou uma LÁSTIMA na cozinha.

cozinhando

Mas eu sabia que ia ter que saber cozinhar umas coisinhas e eles sabiam que eu não manjavam. A host mom se comprometeu a me ensinar algumas coisas. Além disso, internet tá aí pra isso, né, gentis? Eu estou aprendendo, já ouvi das kids “isso tá horrível!”. Mas também também ouvi “sua comida está ficando cada vez melhor.” Você tem que se prontificar a aprender e não desistir fácil.

E não se sinta diminuída por ter que fazer algum trabalho doméstico. Aliás, é o mínimo que você pode fazer. Tudo bem que você está sendo paga pra cuidar das kids. Mas não se esqueça que você não está tendo gastos com comida, água, telefone, estadia… Não custa nada lavar uma loucinha ou dar uma varridinha, né? Além do mais, pra mim está sendo sensacional ter que finalmente me virar sem ajuda da mommy all the time.

 

Independência

Essa palavra parece uma música aos nossos ouvidos, né? Mas cuidado. A palavra “responsável” vem junto dessa primeira, principalmente sendo uma au pair.

Você vai poder ir e vir sem ter que dar satisfação. Você vai poder se programar do seu jeito sem ninguém ficar cagando regras (quando o assunto dizer respeito à SUA vida, que fique bem claro). Você vai se ser dona do seu nariz, vai cuidar das suas próprias coisas. Isso inclui roupas, comida, organização do quarto.

Eu não sei vocês, mas eu SUPER adorei isso tudo.

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Me sinto muito mais adulta, muito mais tudo. Eu realmente precisava disso.

Bom, mas lembra que eu te disse que você também estará ligada a outro tipo de responsabilidade? Pois é. Na minha casa funciona da seguinte maneira: tudo o que tem a ver com a vida dos meninos me diz respeito. Roupas, alimentação, material escolar, organização do quarto…

Calma, eu não ajo como mãe. Eu cuido das roupas porque é óbvio. A alimentação e o material também. Mas muitas coisas eu apenas me CERTIFICO de que estão sendo feitas, como por exemplo a lição de casa. Ou o banho, ou a organização dos brinquedos. Os meus host parentes sabem bem que o papel de pais deles é fundamental e não me sobrecarregam de forma alguma, o que é maravilhoso. Todo o tempo que eles estão em casa eles se dedicam inteiramente aos meninos, e eu acho isso muito admirável.

Mas mesmo assim, você sentiu o drama? Você será responsável por outras vidas além da sua. Isso é, ao mesmo tempo assustador e incrível.

 

Amizades

Acho que no momento essa tem sido a pior parte pra mim e que ainda estou levando um tempo para realmente me adaptar. Por mais que eu tenha meus amigos no Brasil e que eu fale com eles praticamente TODO DIA, sinto necessidade de ter amigos próximos aqui. É claro que ainda não tive tempo de fazer amigos AMIGOS aqui, né, gente. Amizade não se constroi em um dia.

O problema é que anseio tanto pelo momento de novas amizades (e preferencialmente gringas pra poder usar o inglês), que acaba não rolando. É tipo aquela história de amor, que quanto mais você procura, menor a chance de encontrar.

Quando eu parar de me importar vai rolar.

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Inglês

E falando em inglês… Aconselho vocês virem com um inglês minimamente bom, e não é brincadeira. Eu estudei 6 anos de inglês e ainda tirei o certificado de proficiência da Universidade de Michigan. E mesmo assim eu estou apanhandinho, juro.

No primeiro dia que cheguei aqui e escutei o sotaque nova-iorquino da minha Host Family pensei. “Whatahell eu tô fazendo aqui? Gente, não sei inglês. Tchau América, tô voltando pro meu BR.” Fiquei mega assustada e pensei que não conseguiria lidar.

Felizmente meus ouvidos já estão mais acostumados, e agora eu só apanho quando são coisas muito específicas, tipo utensílios de cozinha e alimentos. Mas essa semana mesmo escutei do meu Host Dad que meu inglês tá bem melhor do que quando cheguei. Isso também tem a ver com o nervosismo. Quando estou fora de casa dou um SHOW falando em inglês, mas em casa tem aquela coisa de “aceitação” e querer falar certo, sabe? Aí já viu. Mas manda a ver e fale sem medo.

E a parte mais engraçada é quando você esquece que não está no Brasil e às vezes a tecla SAP falha, aí você começa a falar em português e ninguém entende o que tá acontecendo. Faço isso sempre, apenas.

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Bom, acho que esse assunto ainda vai ter MUUUITO pano pra manga, mas por enquanto eu já dei bastante lição de casa pra vocês hoje, né, crianças?

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Continuem acompanhando e mandando suas dúvidas, que tá ficando lindo! <3

Quero fazer jornalismo: Comofaz?

Em 27.04.2015   Arquivado em Inspiração

 

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FINALMENTE! Depois de longos anos na escola, aguentando matérias que você não curte, montanhas de provas e lições de casa sobre coisas que nunca mais ver na sua VIDA… Você se formou!

Ooooou… Não se formou ainda, mas já andou pesquisando futuras possibilidades….

E o quê, o quê, o quê? Escolheu fazer jornalismo!

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Pera… Novo ambiente, nova rotina, novos professores, novos amigos, trabalhos mais difíceis, responsabilidades…!

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Calma, calma! Não priemos cânico! Euzinha, como uma recém-formada, ainda estou fresquinha para dar umas dicas infalíveis para você sobreviver a esses longos e tortuosos quatro anos de “jornaleiro”!

1. Primeiro de tudo, não vá com tanta sede ao pote! Essa é a primeira dica que eu dou porque eu mesma fui mega neurótica com meus afazeres logo que entrei na faculdade. Lembre-se que todos estão no mesmo barco!FreakingOut

 

2. Saiba separar amigos e trabalhos. Faça uma análise de campo na sua sala de aula e comece a anotar possíveis candidatos para serem seus futuros amigos de projeto. Em jornalismo, temos MUITO trabalho em grupo. Quem sabe você não tem a sorte de conhecer pessoas com as quais você se identifique pessoalmente e profissionalmente?

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3. Não chegue na faculdade no ritmo da escola! Logo vai perceber que é completamente diferente! A maioria dos professores não escreve na lousa. Então esteja com um caderno e uma caneta em mãos e se prepare para anotar tudo o que ele falar!

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4. Se prepare para ler MUITO! Se você não gosta de ler livros, nunca leu um jornal impresso, uma revista, nem acompanha jornais online, sinto lhe dizer que está no lugar errado. Se você entrou no curso porque gostava de escrever, pode esquecer, porque não se trata apenas de escrever, mas de ser informado e INFORMAR!

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5. Não chegue na turma querendo bancar o maioral/sabichão/fodelão. Meus professores costumavam dizer que estudantes de jornalismo são piores que os próprios jornalistas, porque acham que sabem de tudo e acabam caindo na graça da classe. Então, CUIDADO!

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6. Sabe a dica sobre “Ler MUITO”? Agora você vai entender porque é uma dica primordial. Quando chegar no segundo semestre, você vai começar a trabalhar com pautas, e pra ter boas ideias, você precisa estar atento sobre o que está acontecendo no mundo para elaborar pautas relevantes. E quando for apresentar a sua pauta ao professor, esteja estudado! Você vai precisar defender a sua ideia!

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7. Faça SILÊNCIO na aula. Não faça parte daqueles engraçadinhos que gostam de causar. Diferente da escola, você está na faculdade por vontade própria, então saiba aproveitar a aula de um mestre respeitado e absorva o máximo possível. Pode parecer papo de pai/mãe, mas nem todo mundo tem a oportunidade que você tem de poder cursar a faculdade!

Se mesmo assim não estiver a fim, se retire e não atrapalhe quem tem interesse!

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8. Se você não gosta de viver com emoção e trabalhar sob uma pressãozinha, aconselho que repense a sua escolha, porque o que nós jornalistas enfrentamos no horário do fechamento de jornal NÃO É BRINCADEIRA. É informação vindo de todo lado, é a preocupação do editor em checar todas os dados que você passou pra ele, é texto indo, é texto voltando…!

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9. Sei que já devo ter te assustado com a dica nº 8, mas tente não surtar. A cada semestre você vai ter mais e mais matérias, mais pautas, mais trabalhos e leituras que vai parecer que você vai morrer antes mesmo de conseguir concluir as tarefas. Saiba organizar o seu tempo entre faculdade e diversão e priorize o trabalho mais importante. Tudo dará certo no final!

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10. Comece a sua procura por estágios o mais breve possível. A nossa área é daquelas que você só aprende na raça. Não tenha como primeira preocupação o salário que você vai receber, até porque não será muito! Foque-se em adquirir experiência e conhecimento, porque lá na frente vão surgir melhores oportunidades de estágio que pagarão melhor, mas exigirão experiência.

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11. PERCA A TIMIDEZ. Não existe jornalista tímido, gente. Existe jornalista persistente, que aborda pessoas na rua, liga para pessoas que nunca viu na vida atrás de uma entrevista mais que necessária pra fechar a pauta. Chega uma hora que somos até irritantes, de tantas vezes que ligamos cobrando o prazo final para fechar a matéria!

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12. Não deixe para fazer trabalhos/pautas/projetos/resenhas para a última hora, for Christ Sake. Não tem coisa PIOR do que fazer trabalho nas coxas. Ou pior… Ficar amolando aquele seu amigo que se dedicou durante todo o mês para fazer o trabalho pra você simplesmente dar aquela chegadinha e pedir pra copiar. De novo: Você está cursando a faculdade por opção própria, então tenha decência, responsabilidade e vergonha na cara, sim?

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13. Tenha paciência. Acho que essa é um dos conselhos mais difíceis para se seguir, inclusive pra mim! Vai ter hora que a gente vai querer matar o entrevistado que não responde no prazo combinado ou simplesmente cancela a entrevista. Você também vai querer matar aquele assessor de imprensa que te enrola até o último segundo enquanto o seu editor já está quase te enforcando porque quer a matéria pronta para o final do dia e não viu nem a primeira linha do texto. Costumamos dizer que um jornalista mata um leão por dia, porque a redação é uma verdadeira selva. Então respire fundo e segura a sua onda.

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Conseguiu anotar tudinho? Vai estudando essas diquinhas e se preparando psicologicamente e eu garanto que você sobreviverá! <3

çaelogan

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