Resenha: Para Onde Ela Foi

Em 07.07.2015   Arquivado em Livros

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Quem leu a resenha de “Se Eu Ficar” (clique aqui para ler o post), deve estar se perguntando: “Se ela não gostou do primeiro livro, por que diabos leu o segundo?”. Pois é. Essa também foi a pergunta que ficou na minha cabeça quando comprei “Para Onde Ela Foi”. Mas é que a Nats não começa algo e não termina, é assim que funciona!

E quer saber de uma coisa? Ainda bem que eu não julguei o segundo livro pelo primeiro, porque eu realmente gostei da continuação da história.

Dessa vez, quem narra a trama é o Adam, o namorado rockeiro de Mia Hall, e tudo acontece três anos depois do acidente que matou os pais e o irmãozinho dela. E acredite ou não, muita coisa mudou.

A banda de Adam engrenou no mundo da música, o que significa que a Shooting Star alcançou o estrelato e nada em rios de dinheiro. Nada poderia estar melhor, não é? Não, porque sabem o que dizem por aí, sorte no jogo na carreira e azar no amor.

Depois de toda aquela barra pesada pela qual Mia passou física e emocionalmente, ela decidiu ir para Julliard, a universidade de música na qual ela foi aceita, que fica em Nova York. E por motivos misteriosos, Mia acaba se afastando de Adam sem nem lhe dar satisfações.

Durante esses três anos entre a separação dos dois e o caminho ao estrelato, Adam acaba se afundando na própria tristeza e na depressão, se perguntando dia após dia o que ele havia feito de errado e porque Mia havia sumido do mapa daquela maneira. Apoiado nesse sofrimento, ele meio que acaba escrevendo o CD do ano, e a Shooting Star, que até então estava em hiatos, volta com tudo e finalmente fica conhecida.

Ao longo da narração, nós vamos conhecendo o “cara” no qual Adam se tornou, seus vícios, seus arrependimentos, seus medos, seus rituais, sua vontade de voltar a ser o desconhecido moleque de Oregon…

E então, quando achamos que não tem mais como Adam ser mais depressivo, um acaso da vida acaba fazendo com que ele e Mia acabem se encontrando em meio à noite agitada da cidade de Nova York. Como será esse encontro entre o famoso rockeiro que namora uma das atrizes mais cobiçadas de Hollywood e uma musicista famosa que está a ponto de começar a sua turnê?

Os dois passam uma madrugada maluca juntos, onde Mia o leva para fazer uma “turnê de despedida” por Nova York, já que ela vai para o Japão e Adam, que mora em Los Angeles, vai iniciar uma turnê de mais de dois meses.

Será que um dia pode resolver questões que perduraram por três anos? É aí que está a chave da coisa.

Diferente do primeiro livro, a continuação me surpreendeu, porque trouxe uma trama completamente diferente, fora daquela situação de coma em que Mia fica praticamente o livro todo. Temos questionamentos mais profundos e maduros.

E eu, que durante toda essa leitura, estava odiando a Mia com todas as minhas forças, consigo finalmente compreender o que aconteceu para ela ter feito o que fez. Às vezes algumas decisões precisam ser tomadas para entendermos que precisamos estar bem com nós mesmos primeiro para depois poder fazermos bem aos outros.

Sem dúvida, Gayle Forman conseguiu reverter a minha insatisfação com a história! Indico com vontade!

Agora o que vocês têm que fazer? Hermione responde:

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Quem curtiu, aqui vai o PDF amado de todos do livro!

PDF – Para onde Ela Foi – Gayle Forman

Filme: The Duff

Em 11.06.2015   Arquivado em Na tela

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Coleguinhas of my life! Não é que eu gostei dessa coisa de trazer filminhos pra vocês?

Como já expliquei nesse post aqui, minha dica vai ser dupla, o que significa que vou falar sobre o filme que foi baseado em um livro. Amei ambos e decidi resenhar AMBOS. Legal, né? Bate aqui o/

TUDO COMEÇOU COM O FILME. Lamento que tenha sido assim, mas a vida… A vida é uma caixinha de surpresas ~Joseph Climber moments~.

O filme The Duff é muito tranquilo. Comentei que gosto de filmes “mamão com açúcar” a la high school, lembra? Só que esse aqui não é bem um Clube dos Cinco, que trazia bastante reflexão. É mais do mesmo. Sim, você não leu errado.

“Se é mais do mesmo, por que indicá-lo?”. Porque eu quis! Brincadeira. The Duff me atraiu porque fazia MUITO tempo que eu não assistia um filme atual com a mesma pegada de filme teen engraçado, como “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”. Esse filme é novinho, desse ano, e faz menção a diversas coisas que faz parte do nosso cotidiano, o que torna as piadas bem atuais.

A história é meio clichê, mas ganha um “termo novo”. Bianca Piper (Mae Whitman) sempre esteve ao lado de suas melhores amigas, Jess (Skyler Samuels) e Casey (Bianca A. Santos). As duas sempre foram bem cobiçadas pelos garotos, o que para Bianca era completamente simples e normal ATÉ QUE… Descobre que dentre todos aqueles rótulos tão bem conhecidos na escola (nerd, atleta, popular e blablabla…), ela faz parte de um novo grupo: Duff (“Designated Ugly Fat Friend”. Tradução livre: Designada Amiga Feia e Gorda). Segundo a definição que o popular Wesley Rush (Robbie Amell) dá ao termo, Duff é aquela amiga que não é bonita, e isso faz com que as suas outras amigas se sobressaiam. Por ela não ser cobiçada, se torna alguém fácil para abordar e chegar finalmente ao alvo de interesse.

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Revoltada, Bianca se sente enganada pelas amigas e pede ajuda a quem? AO PRÓPRIO Wesley, quem lhe nomeou uma Duff. Aí você já fica “OMFG!”. Ela decide que não quer mais ser uma Duff, por isso faz uma troca com o Wes: promete ajudá-lo a passar em Ciências para continuar a jogar no time desde que ele a ajude a mudar.

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Tudo maravilhoso, né? NOPE. Para uma história high school ser perfeita, falta uma personagem extremamente necessária, e qual é? A VILÃ! No livro não temos essa personagem, mas acho que no filme foi mais que necessário. Madison (Bella Thorne) é a típica “garota má” popular e desejada que, ADIVINHEM! Isso mesmo, é a namorada “ioiô” de Wes. E é CLARO que ela fica emputecida da vida quando descobre uma certa “aproximação” dele com Bianca. O que ela faz? Arruína a vida da coitada, espalhando diversos vídeos embaraçosos na internet, o que abre uma aba para o filme discutir o cyberbullying, uma vertente do bullying já mencionada no blog. Não lembra? Passa aqui.

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Com os vídeos, Bianca fica totalmente exposta a ofensas na escola, o que piora ainda mais a situação, já que a nossa protagonista tem uma queda por um músico, Toby (Nick Eversman). Para ajudá-la até mesmo com o garoto, Wes se torna o “treinador” de Bianca, e a faz passar por várias “lições”, como ir às compras, aprender a falar com garotos, saber o que fazer em encontros e tudo mais o que você imaginar. Eles tornam grandes amigos e as piadas são incríveis. Eu ri do começo ao fim, sem brincadeira!

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E como todo filme high school, o que obviamente acontece? A amizade de Wes e Bianca se torna ainda mais forte e e e e… Eles acabam percebendo estarem apaixonados, um pelo outro, no desenrolar. E mesmo sendo tão óbvio, é a coisa mais linda quando acontece. Apesar de ser o clichê que eu tanto tenho falado, esse filme tem muito mais comédia que “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”, e torna o casal mais fofo ainda, porque você percebe uma química diferente na maneira deles se tratarem e tirarem sarro da cara do outro. ALIÁS, achei que o elenco foi muito bem escolhido, principalmente a nossa Bianca e o nosso Wes. Mae e Robbie tiveram uma química incrível, sério mesmo! Tão bom quanto no livro!

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Você se sente à vontade com tudo muito rápido. O cenário, o diálogo, os personagens… Sei que bato muito nessa tecla dos personagens e do elenco em todas as “resenhas” que faço, mas é meio óbvio, né? A história pode ser péssima… Mas se o elenco consegue segurar e os personagens têm profundidade, a trama vai embora.

Uma personagem que eu realmente adorei foi a mãe da Bianca, Dottie (Allison Janney), uma divorciada que depois de sofrer muito com a separação, escreveu um livro, deu a volta por cima e se tornou uma figura conhecida, dando palestras sobre motivação e independência. Ela não é aquela mãe que não se importa, muito pelo contrário! Tenta estar presente e fazer com que a filha siga os dez passos do livro dela de uma maneira super divertida. No livro a situação é um POUQUINHO diferente, mas a relação das duas não foge muito disso.

The Duff é um filme baseado no livro de Kody Keplinger. Se vocês curtiram a resenha do filme e ficaram interessados no livro, fiz uma resenha e disponibilizei um PDF mara. Vem ver!

Trailer:

É isso, bebês! Adorei e indico!

O que acham? Já assistiram? <3

Resenha: Quem é Você, Alasca?

Em 20.04.2015   Arquivado em Livros

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Bom! Atendendo a milhares de pedidos, vim falar sobre um dos meus livros favoritos na vida TODA: Quem é Você, Alasca?

Apesar de ser um livro que eu li já faz um tempinho, é uma história tão marcante que não é como se eu tivesse esquecido o que de melhor me atraiu nessa história.

A primeira obra do célebre John Green narra a história de Miles Halter, um adolescente que possui uma coleção diferente de qualquer outra existente no mundo inteirinho: últimas palavras. Sim, ele gosta de descobrir quais foram as últimas palavras das personalidades antes delas morrerem. Estranho? Só um pouquinho!

Cansado da vida sem propósito que levava, Miles decide ingressar no colégio interno no qual seu pai estudara quando jovem. Tudo isso para ir em busca do seu “Grande Talvez”.

Lá ele conhece seu colega de quarto, que se intitula Coronel e lhe apelida de Gordo. Coronel lhe apresenta Takumi, Lara e Alasca. O novo grupo se diverte durante todo o ano letivo, bebendo e fumando escondido pelas redondezas da escola. Gordo passa a viver coisas que jamais ousou tentar viver antes!

Tá, tá, Nats… Mas quem é a Alasca?

Bom, a Alasca é uma garota inteligente, engraçada, problemática, sensual e completamente maluca. Ela é impulsiva, egocêntrica e inconstante, o que pode fazer com que você entre num conflito interno entre amá-la e odiá-la (no meu caso, amá-la). É ela quem guiará nosso Miles para um labirinto e o levará ao seu “Grande Talvez”.

Já Miles, é aquele cara que procura por uma mudança drástica na vida. Algo que finalmente dê um sentido a sua existência. E é isso o que a Alasca provoca nele e em todos nós quando nos deparamos com ela.

Apesar de algumas pessoas terem “aversão” de livros e autores que são modinha, eu vou dizer porquê vocês deveriam ler as obras do John Green.

Pra quem acha que o cara escreve livro bobo pra vender está MUITO enganado. Assim que você começa a ler qualquer um dos livros dele, percebe que ele tem uma bagagem literária e cultural muito grande. Sempre cita bandas, músicos e livros que são renomadíssimos e consegue trabalhar muito bem em cima deles sem que isso tire o foco da trama principal.

O Sr. Green é realmente um escritor contemporâneo especial. Cada livro é uma história completamente diferente, com personagens únicos que te arrematam de uma forma que é impossível não se apaixonar por eles.

Uma coisa que eu gosto muito nos personagens é justamente as particularidades que ele dá pra cada um. Coisas que eu mesma gostaria de ter como particularidade. Como por exemplo essa mania de últimas palavras do Miles, ou a mania das metáforas do Augustus (A Culpa é das Estrelas), ou a vontade de se tornar um mistério como a Margo (Cidades de Papel).

Outra coisa que me prende nessa história é o eterno jogo de sentimentos que existe entre Miles e Alasca e que você fica tentando desvendar do começo ao fim. E o mais incrível disso é que eles são tão comuns quanto eu ou você, mas ao mesmo tempo trazem aquele mistério que todo ser humano traz e que, de uma forma ou de outra, acaba tornando-os especiais.

Ah, é mesmo… Já ia me esquecendo de dar aquela diquinha básica. Espero que você seja do tipo de leitor(a) que espera de tudo, porque John Green brinca com nossos sentimentos o tempo todo. Ele não tem dó nem piedade.

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Além de tudo, o cara gosta de intrigar os leitores. O livro é dividido entre duas intrigantes partes: “Antes” e “Depois”. Resta saber por qual acontecimento essa história é dividida, não é mesmo? Vocês vão ter que descobrir sozinhos. RIRIRIRI.

Que tal vocês lerem e depois e me darem AQUELA opinião? Já leu? MELHOR AINDA! Conta pra Nats o que acharam. 🙂

 

“Mas que diabos significa “instantâneo”? Nada é instantâneo. Arroz instantâneo leva cinco minutos, pudim instantâneo uma hora. Duvido que um instante de dor intensa pareça instantâneo.”

 

Livro em PDF: Quem e voce, Alasca_ – John Green

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