A vitrine

Em 16.06.2015   Arquivado em Crônicas

 A-vitrine

É engraçado como algumas coisas simplesmente perdem o valor depois de um certo tempo.

Digo isso porque esses dias passei na frente daquela loja de CD’s que adorávamos passar as nossas tardes planejando o nosso futuro. Lembrei de como escolhíamos a trilha sonora de cada plano. Ou de como tentávamos adivinhar qual música o outro estava pensando quando pegava um CD na mão.

E lembro que quando terminamos eu nem podia passar na frente daquela loja, porque era capaz de começar a chorar ali mesmo.

Ouvir música? Impossível faze-lo sem lembrar de você. Era o que adorávamos fazer juntos! E pensar naquela letra sem você pra compartilhar o dueto comigo era simplesmente a morte. Você sempre me deixava fazer a primeira voz, lembra?

Tive que mudar todo o meu repertório de músicas do iPod e ouvir coisas que não tínhamos ouvido juntos para não pensar em você.

E quando você está mal parece que aquela dor nunca vai embora e você vai passar o resto da sua vida sofrendo pelo o que poderíamos ter sido, mas não fomos.
Você levanta da cama a força e continua a sua rotina como se estivesse no automático, afinal de contas, o mundo não para porque você está definhando por dentro.

E você acaba seguindo a vida assim, cumprindo suas obrigações e seus compromissos. Os detalhes nem fazem mais tanta importância, sabe?

Mas um dia eu simplesmente passei em frente àquela loja. Parei na vitrine para ver o que tinha de novo. E aquele CD que era o nosso favorito ainda estava lá!
Fiquei encarando a capa por alguns segundos sem saber o que pensar direito. Me senti estranha, pois nenhum sentimento me consumiu, nada me atingiu da maneira como costumava atingir.

Então eu percebi que havia te esquecido.

Fazia tempo eu não pensava em você ou no que estava fazendo. Já não te procurava obsessivamente nas redes sociais e nem ligava no seu celular como número desconhecido só para te ouvir dizer “alô?”.

Tentei pensar em você daquela maneira que costumava pensar, mas não pude. Não consegui. Aquela vitrine já não significava mais nada, era só mais uma vitrine.

Encarei o vidro, e dessa vez meus olhos focaram no meu próprio reflexo.

Eu esqueci você e lembrei de mim.

Divino drama

Em 09.06.2015   Arquivado em Crônicas

DivinoDrama

Eu digo que é medo, porque não sei perceber se você não quer. Estou indo além, me enganando e me sentindo mais amada, quando talvez o amor não esteja presente todo esse tempo em que estou aqui.

Você poderia ser mais honesto e não me manter aqui mais um ano. Mas não. Você realmente não regride um segundo sequer. E quando mesmo não me desejando, não diz adeus. Não me deve satisfações, porque nunca foi capaz de me prometer nada. Ainda bem, porque odeio promessas. Principalmente quando sei que você não vai cumprir.

E a chave de tudo está nisso: saber. Ou melhor (pra você, pior pra mim), fingir não saber.

E você deve rir, como se eu estivesse me perdendo e te perder fosse um erro daqueles. Cacete! Talvez você esteja aproveitando o máximo que pode ser tirado de mim. Você pode me roubar o sorriso e o olhar mais doce que eu posso emitir cada vez que te vejo. Você anda conhecendo meus dias e meus risos. E você, enfim, me viu chorar e mostrar os meus medos. Mas você não me conhece. E sinto dizer que não te conheço e nem sei com quem estou lidando.

 

Você diz que só sei fazer drama. Mal sabe que o único drama é ter medo de se entregar. Que o único mal é não admitir nas horas certas. E saber que você vai lembrar.

Eu tenho os melhores dias que você é capaz de me oferecer. Eu tive as melhores fases e até te odiei. Por segundos. Por impulsos. Por existir. Como te faço memória. Como te moldo. Por vontade. Por vontade de você.

Uma guerra fria

Em 04.06.2015   Arquivado em Crônicas

Uma guerra fria

Você sabe que é a ultima vez que vai ver uma pessoa quando os dois sentam-se à mesa e durante o jantar, ninguém tem algo a dizer. Quando o rótulo da Coca-Cola parece ser mais fácil de ler do que os olhos daquele que você achava que conhecia por tanto tempo.

Então você percebe que a sua comida favorita simplesmente perdeu o gosto e você precisa fazer um esforço enorme para conseguir engoli-la.

Você percebe que é a última vez que vai ver uma pessoa quando os dois inventam uma desculpa para ir ao banheiro o tempo todo para não precisarem inventar alguma conversa boba só para que o silêncio não reine.

O celular nunca pareceu tão mais interessante e fácil de tocá-lo do que a pessoa a sua frente. A mesa é só o obstáculo mais superficial entre vocês agora.

Então você se pega desejando ser as pessoas das outras mesas, que parecem estar mais felizes do que você. Na sua mesa nenhum som é emitido além de pigarros.

Até mesmo os garçons são capazes de sentir o ar pesado que rodeia a sua mesa e parecem se sentirem mal só de olhar. Dá para apostar que eles ficam desejando internamente que vocês não o chamem mais uma vez.

É como uma guerra-fria em que ninguém quer xingar, ninguém quer gritar até que os pulmões pareçam estar explodindo e entrando em colapso com o coração. Nenhum dos dois está disposto a puxar o gatilho da arma, embora ambas estejam engatilhadas para acabar com tudo de uma vez. Ninguém quer assumir que algo já se esvaiu faz algum tempo. Aquele tempo, lembra? Mas não precisa dizer. No momento, as ações estão literalmente falando mais do que as palavras. Não há confronto de um contra o outro, mas contra si próprio.

Então você sabe que é a última vez que vai vê-lo quando chega em casa e prefere escrever um texto como esse do que ter-lhe dito tudo o que sentiu. E você sabe que não terá mais outra chance. Porque vocês não vão mais se ver. Porque vocês nem mais se enxergavam.

Você percebe que tudo não passou de últimos olhares, últimos sentidos, últimas palavras. No final tudo se trata da última vez, e você sabe disso. Porque assim como tão memoráveis são as primeiras vezes… Tão dolorosas são as últimas vezes. E infelizmente… Tudo tem a sua última vez.

O metrô e as suas peculiaridades

Em 01.06.2015   Arquivado em Crônicas

metrô

Eu entrei descabelada dentro do vagão, em busca de um lugar para me apoiar. Os assentos já estavam ocupados, como de costume.

Praguejei alguma coisa que não me lembro bem. Geralmente lembro das coisas que pronuncio. Mas naquele momento pareceu-me que as palavras dançavam de tal maneira que a minha língua se enrolou dentro da boca.

Não sabia se o que via a minha frente era um anjo ou um demônio, mas era o ser mais bonito que a luz dos meus olhos algum dia havia captado.

Estava de pé, um pouco a frente. Não pude distinguir a cor dos seus olhos, pois eles estavam ocupados demais, correndo pelas páginas de um livro de capa dura que carregava entre as mãos. Podia ver sua mandíbula se contrair distraidamente enquanto absorvia alguma informação que parecia muito mais interessante do que eu, que havia acabado de chegar.

Pensei em me aproximar. Pensei em cutucar-lhe, derrubar uma moeda, não sei. Queria ganhar um olhar que fosse. Ele roubou a minha atenção, afinal. Porque não poderia conceder-me um pouco da sua?

Depois achei bobeira. Me xinguei interiormente por pensar em tudo aquilo sobre um estranho em menos de cinco minutos. Ri de mim mesma, passando a mão pelos fios soltos que caíam do meu coque bagunçado. E posso jurar que senti meu rosto esquentar quando ele enfim me olhou. Minha risada abafada e sem graça tirou-o de seu torpor.

Fiquei tão sem graça que baixei o olhar, procurando me focar em qualquer coisa que não os meus sapatos, mas meus olhos pareciam quase sair de órbita. Então foi a vez dele rir baixo antes de se aproximar porque mais gente adentrava o metrô.

Seu peito foi de encontro ao meu ombro, porque algum idiota o empurrou para entrar.

“Desculpe.” Foi o que ele disse.

Verdes. Seus olhos eram claros e incrivelmente verdes. Eu teria respondido se me lembrasse disso. Apenas sorri de canto, já que foi a única coisa que meu corpo se lembrou de como fazê-lo. Sua pele cheirava a grama recém-cortada e menta, talvez. Eu gosto de menta.

“O que você está escutando?”. Acho que deixei de prestar atenção na música que embalava meus ouvidos na hora que entrei ali. Nem percebi que ainda estava com os fones de ouvido.

Percebi que as esmeraldas que corriam por aquele livro tão mais interessante que eu estavam mais preocupados comigo do que com as palavras misteriosas que liam antes. A mandíbula se contraía esperando pela minha resposta.

Eu teria respondido. Se não tivesse que ir.

Acerto de erros

Em 27.05.2015   Arquivado em Crônicas

acertodeerros

De: Breno

Para: Nina

Data: 12 de abril de 2015 03:15

Assunto: Acerto de erros

 

Sei que são 02h54 da manhã. Sei que provavelmente você já deve estar no seu décimo quinto sono. Na verdade, você sempre teve facilidade pra dormir, e eu sempre invejei isso.

Sempre fui do tipo “atormentado” pelos próprios pensamentos em plena madrugada. Principalmente quando o assunto é você.

Sei que não é normal escrever um e-mail dessa procedência nessa hora da madrugada, mas não estou aguentando essa barreira que você colocou entre nós. Já não atende mais minhas ligações, me bloqueou no Skype, no Facebook, no Instagram, e até mesmo no maldito Snapchat. E quando vou até o seu prédio, você pede para o Seu Floriano dizer que não está.

Então, decidi mandar este e-mail, antes que você se lembre de me bloquear por aqui também.

Sei que brigamos o tempo todo. Sei que meu ciúmes me domina, sei que você é estourada e odeia minhas “brincadeiras de moleque”. E sei que errei também quando te escondi a verdade. Sei que isso o que eu fiz foi mais uma molecagem. Mas eu sei mais que tudo que eu te amo e não queria magoá-la.

Droga, Nina… A única coisa que eu não sei é porque sou tão idiota.

A minha vida toda… Eu só fiz cagada. Nunca fui o melhor aluno ou o filho exemplar. Nunca fui o cara mais fiel, nem “o cara certo pra casar”. Na verdade, sempre fui do tipo que “surfa conforme a onda”, sabe? Daqueles que acreditam no sentimento do momento e pronto.

Aí você apareceu… Com esse jeito de menina mandona arrogante, querendo botar a banca e dizendo que sabia tudo sobre tudo. E eu lembro que quando tentei te lançar uma das minhas cantadas baratas, você teve a audácia de me responder: “Cuidado, moleque… Vai acabar se apaixonando por mim se continuar perto assim.”

Eu ri. Ri na sua cara, me achando o tal. Ri, ri, ri…. E no final, quem tava rindo era você. Rindo de mim de quatro por você. Rindo da minha risada, rindo o meu riso, rindo comigo.

Do dia pra noite você passou a fazer parte da minha vida, da minha casa, da minha cama, dos meus sonhos.

Parte de mim mesmo.

Botou a banca, e botou pra valer. Me botou na linha, me botou no caminho, me botou no lugar. E ali eu fui ficando, gostando, cuidando, me arrumando, te amando.

Só que moleque é moleque. Cai na piada, cai na dos amigos. Não vou ser cretino e dizer que a culpa foi deles. A culpa foi minha. Porque tive medo.

E o medo me fez te ver partir sem olhar pra trás, certa de que eu era o seu maior erro, quando mesmo errado, eu sabia que você era o meu maior acerto.

Você É meu maior acerto.

Nina, sei que nada do que eu falar justifica. E se estiver lendo até aqui, eu agradeço…. Porque nunca tive a chance nem a coragem de te dizer tudo isso. De te confessar o que você fez e é na minha vida.

Sei que não tenho quase nada a te oferecer, além de alguns acertos e muitos dos erros que provavelmente ainda cometerei. Sei que só tenho uns trocados e esse amor babaca… Mas… Mas eu te amo.

E… E eu ainda me lembro de como você me beijou debaixo da luz falha e turva da avenida. Eu ainda me lembro de como você sussurrou aquelas palavras meio sem sentido. Eu pensei que fosse efeito do álcool, mas acho que hoje eu finalmente entendi. Você disse:

 

– Tudo bem.

– Tudo bem o quê, maluca?

– Eu vou te perdoar, mas… Isso não significará muita coisa.

 

O problema é que significa, Nina. Você sabia que em algum momento eu ia errar contigo e mesmo assim decidiu ficar pra ver.

Você viveu um erro meio acertado. E eu vivi achando que era um acerto. Errado.

 

Só queria uma chance. Uma ficha. Uma aposta. Me deixa fazer certo?

 

Te amo.

Breno

Um café e um mistério, por favor

Em 18.05.2015   Arquivado em Crônicas

 

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Quem é você, Amélia, Amélie? Esse é mesmo o seu nome? Por que toda essa maquiagem escura em volta desses olhos que mais parecem gelo? O que você tem que não se deixa derreter, garota?

Acho que é o que me pergunto todos dias enquanto como no Café Madame Nola todas as manhãzinhas. Ela se esconde na montanha de waffles que pede rotineiramente.

Os olhos dela me parecem sempre cansados. São assim desde sempre, eu acho. Desde que nos trombávamos na cantina da escola. Já faz três anos. Três anos que a percebo ao meu redor. Mesmo que sem querer. Acho que é sem querer.

É como se enquanto eu estivesse saindo para trabalhar, ela estivesse voltando. Os cabelos sempre como se ela tivesse acabado de sair de uma fuga louca contra o vento gelado e cortante do inverno que vem chegando.

Mas ao mesmo tempo que dos olhos dela brotam a ressaca, do corpo parece nascer uma certa vibração. Como se estivesse eletrocutado, ligado, aceso. E os olhos… Bem. Parecem luzes, luzes cinzas e turvas que costumam aparecer no escuro do horizonte quando um marujo está perdido no oceano. Aquele tipo de luz que traz esperança ao desespero. A luz que eu sempre imaginei que precisava.

Os cabelos loiros caindo ao lado do ombro esquerdo enquanto ela apoia o corpo sobre a mesa. Posso jurar que ela me percebe mas finge que não. Como sempre. Enquanto eu me esforço pra fazer parte disso, de uma olhada, de um sorriso, de um momento. Um mundo que nem sei se existe. Um universo que queria conhecer. Acho que pra me tirar dessa mesmice, desse óbvio, dessa coisa certa demais.

Amélia, Amélie. Quem foi você? Quem é você? Qual era o nome que suas amigas costumavam lhe chamar pra guardar um lugar na mesa da cantina, mesmo? Era algo que se perdia no meio de tantas vozes. Algo que se perdia porque eu não conseguia olhar pra outra coisa que não fosse pra ela. Um mistério.

Já perguntei para a Madame Nola, a dona da lanchonete. Umas sete vezes, eu acho. Ela não sabe. Disse que só sabe que ela mora aqui por perto. E que gosta de waffles. Uma montanha de waffles.

Fico me perguntando se é o destino me dando uma chance de conhecer o desconhecido. O desconhecido que faz parte de mim há três anos. Na escola, nas redondezas. Na manhã.

Então os quase 25 minutos que tenho para conhecê-la de longe sempre acabam. Ela passa apressada vestindo o casaco e a bolsa jogada no ombro. Sempre ao lado da minha mesa. Três anos criando a história de uma garota que passa por mim no Café Madame Nola.

Mas me surpreendo quando dessa vez me flagro encarando botas pretas e gastas ao lado da minha mesa. Subo meu olhar e dou de cara com ela. Olhos cinzas, borrados, turvos, vivos. Um guardanapo jogado em cima do meu prato.

“É Amélie.”

Leio enquanto escuto a porta de vidro se fechar.

Sobre a melhor série do mundo: SKINS

Em 06.05.2015   Arquivado em Na tela

 

Skins

Vocês devem estar pensando que eu sou a louca do Brás por estar escrevendo sobre uma série que já acabou faz dois anos. Eu sou mesmo. Me tornei completamente louca e viciada em Skins e vocês sabem, adoro compartilhar os meus vícios.

A verdade é que eu tenho um bom argumento para escrever sobre séries que já estão fora do ar. Eu ODEIO acompanhar séries que ainda estão sendo gravadas (apesar de estar acompanhando três :x), porque eu fico feito uma retardada contando os dias para a nova temporada ser lançada, e o hiatos costuma fazer com que eu esqueça toda a trama, onde parou, e os detalhes todos se perdem. This really pisses me off.

Então aproveitei esse amor grande que tenho tido pelo Netflix, comecei a explorar cada cantinho dele e minha mãe mandou eu escolher este daqui: Skins.

Confesso que um dos motivos pra eu ter demorando tanto para assistir Skins é o mesmo motivo que uso para o resto da lista de séries que quero assistir: preguiça. Sim, vocês não leram errado. Eu tenho um sério problema para começar a assistir por pura preguiça de ter que me apegar a um novo seriado com uma nova trama e novos personagens, e sou meio “monogâmica”, gosto de venerar uma série por vez, se possível.

Bom, vamos ao que realmente importa, galere!

Pra quem nunca assistiu por falta de interesse ou preguiça, vou explicar um pouquinho do que se trata a bagaça.

Skins tem como foco contar histórias de adolescentes malucos e drogados de Bristol (Sudoeste da Inglaterra) e trata de assuntos que rodeiam todos nós: dramas familiares, transtornos mentais, sexualidade… Mas tudo isso com uma pitada a mais de sexo, drogas e rock ‘n roll. Apesar de serem assuntos tão clichês para se trazer em uma série adolescente, eu adorei o jeito como tudo é retratado, mesmo que em alguns momentos as situações se tornassem exageradas demais. Acho que o exagero e o escárnio acabaram trazendo mais leveza pra história.

A verdade é que tudo nessa série acabou me cativando. Os personagens, as histórias, a fotografia da ambientação, a trilha sonora… Tudo combina! E o que mais me surpreendeu foi a qualidade do trabalho e da atuação dos atores, porque eu nunca havia assistido uma série britânica. Agora estou até caçando mais produtos ingleses, porque me apaixonei MUITO, lad.

Outra coisa que gostei é a atemporalidade da série. A cada duas temporadas, muda a geração de “skinners”. Confesso que inicialmente isso me preocupou, porque como eu disse, sou daquelas que se apaixona eternamente pelos personagens. Mas acabou que eu nem senti tanto isso. Os novos personagens eram sempre tão intrigantes quanto os da antiga geração. Acho que isso fez com o que a série não ficasse naquela “mesmice” que muitas vezes acaba estragando a trama como um todo. E diferente de muita coisa que eu já assisti, os finais nem sempre são felizes. Os finais acabam sendo… Como têm que ser, assim como a vida (Nats sensível mode on ~snif snif~).

Já deu pra perceber que eu SUPER HIPER recomendo Skins, né, gentem? *-*

ohyeah

Quem mais já assistiu e compartilha da mesma opinião que eu? E quem não assistiu… Que tal dar uma bizoiada e me contar o que achou? Conte-me tudo e não esconda nada!

skins

Sempre Quase

Em 01.05.2015   Arquivado em Crônicas

 

SempreQuase2

Você disse que seríamos o que quiséssemos. Então segui o meu caminho por aquela viela úmida, em busca do que eu queria ser. Mesmo que eu não soubesse de fato o que eu queria. A garoa era fraca, mas não deixava de fazer o seu trabalho de molhar o asfalto.

A única coisa que eu sabia era que eu não queria um tempo. Essa história de “dar um tempo” é apenas uma desculpa. Uma maneira de fazer com que os dois se acostumem com o fato de que não estarão mais juntos.

Saí andando por entre aquela multidão de pessoas que passam apressadas todos os dias pelas ruas e que acabam se tornando minúsculas diante do grande fluxo de vidas que por ali passam.

Me senti sufocada naquela maré de gente pela qual eu tentava passar. O ritmo caótico nunca foi o meu preferido. O caos faz com que as pessoas deixem de perceber umas as outras mesmo que elas estejam próximas. A sensação de parecer sozinha em meio a tantas pessoas fez a minha garganta prender um soluço.

Você disse que jamais me sentiria sozinha. Que estaria sempre aqui para me amparar. E por que só o que eu sinto agora é um vazio que domina cada terminação nervosa do meu corpo?

Olhei pra cima quando senti os pingos de chuva engrossarem. Senti meu cabelo grudar na pele enquanto a água do céu se encarregava de tocar o meu rosto e me dar boas-vindas. Fiquei ali enquanto percebia que as pessoas ao meu redor começavam a se abrigar abaixo de algum guarda-chuva.

Você disse que não importa o quão forte é a chuva, pois o sol sempre vem. Então por que sinto que só que o verei agora é o mesmo céu cinza que me encara? Por que sinto que a chuva será como uma melhor amiga que derrama lágrimas comigo?

Parei de olhar pra cima quando alguém trombou no meu ombro na pressa de passar por mim.

“Por que não sai do caminho?”, murmurou. Porque não sei qual é o meu caminho, minha mente respondeu.

Você disse que caminharíamos juntos, lado a lado. Mas olho para o lado e você já não está. Mordo o lábio tentando lembrar em que momento fomos para lados opostos. Mas não consigo me lembrar.

Você disse que era pra sempre. Mesmo que o “sempre” não existisse.  Mesmo que não houvesse mais estrelas. Mesmo que as estações não existissem. Mesmo que o azul do céu não se fundisse mais com azul do mar no horizonte e não nos desse mais aquela sensação de sermos infinitos.

Mas as estrelas continuam no céu. As estações ainda existem. O azul do céu continua sendo o mesmo azul do mar, fazendo-me infinita todos os dias e todas as noites. Você é o único que não cumpriu a promessa quando disse “pra sempre”. Como sempre.

Curtas-metragens: Cupidity

Em 30.04.2015   Arquivado em Na tela

 

cupidity

Bom, como já confessei pra vocês o meu amor por curtas, resolvi compartilhar essa série maravilhosa que descobri faz uns dois anos, e que é pouquíssima conhecida por motivos que não posso sequer imaginar.

A série, de nome Cupidity, traz histórias surpreendentes e românticas contadas por nada mais nada menos do que o príncipe do amor, o Cupido. Esse ser aparece nos momentos mais inusitados do curta. Me chamou a atenção pela maneira com que as tramas são desenvolvidas. São histórias que realmente merecem ser contadas, nada igual àquilo que a gente vê nas comédias românticas ou coisas do gênero.

E o mais legal disso tudo é que se trata de uma campanha publicitária da Kibon, divulgando sutilmente o sorvete da Cornetto. E quando digo que é sutilmente, é realmente bem discreto. Você acaba notando no detalhe das passagens de cena e ao final do curta. Achei bem legal, porque a Kibon quis focar mais na história em si do que no produto, e acho que foi o que deu mais notoriedade.

Aconselho que percam um tempinho da vida de vocês para assistir alguns desses curtas, porque vale MUITO à pena. O desfecho das histórias são lindas e nos fazem refletir bastante! Além disso, a qualidade da produção é incrível. Nats likes it.

snapeapproves

Separei meus favoritos, mas tem muito mais de onde esses vieram. Por isso, não se limitem. 🙂

 

 

E aí? O que acharam da diquinha? Já têm uma história preferida? Compartilhem comigo! <3

Sobre felicidade – Show do Ed Sheeran

Em 29.04.2015   Arquivado em Música

 

Stephan Solon - Move Concerts9

Já que falei tanto esperando por esse show, não só nas minhas redes sociais, mas também no Além do Meu Mundo, achei justo escrever um texto sobre o que foi estar no mesmo ambiente e poder escutar de perto aquele que embala meus ouvidos e me emociona com suas letras que me fazem questionar como alguém consegue escrever de uma maneira tão única: Ed Sheeran.

Não é nenhum post de fã maluca que acha que tem que saber a hora que o ídolo nasceu ou com quantas mulheres ele já namorou, mas daquela fã que realmente admira o trabalho de um cara que lutou para merecer o lugar que ocupa hoje.

 

4

Primeiro teve aquele dia maluco de comprar os ingressos, que aconteceu SEIS MESES ANTES. A tensão para o site abrir logo e você poder fazer a sua compra. Aí o susto, porque abriram as vendas meia hora antes e a mensagem “esgotado” estampando na sua cara. O desespero de ficar com o amigo até 4 horas da manhã para finalmente conseguir comprar a Pista Premium que custa o olho da cara e o rim esquerdo, mas a sensação de “Fiz o certo.” E fiz mesmo. Sou daquelas que se não faz, se arrepende feio.

Aí o dia finalmente chega derrubando forninhos e faz você ficar 12 HORAS NA FILA. É, pode julgar mesmo. Mas sabe o que é? Nunca tinha ido num show grande, um show de uma banda ou de um cantor que me fizesse comprar o ingresso e querer estar lá. Então quis realmente fazer tudo o que uma fã faz (em devidas proporções, claro). E ao contrário do que pensei que seria, fiz amizades, ri e me diverti.

Então chega a hora de entrar. Portões abertos, pulseira premium, desespero e correria. Nunca vi uma manada de elefantes, mas posso jurar que vi uma cena bem parecida. Aí você acha que achou o lugar perfeito, mas sempre tem aquelas fãs malucas. Aquelas que estão lá a todo custo? Pois é. Empurravam, apertavam, machucavam. Com as mãos, com os cotovelos, com os pés. Além disso, quando fui tentar tirar foto, percebi que a lente do meu celular havia embaçado POR DENTRO, e o desespero dele ter estragado tomou conta de mim. Juntou tudo isso, e como não sou uma pessoa que tem saúde mental para esse tipo de situação, acabei saindo aquele “apertamento” no fim da performance de Antonio Lulic, o show de abertura. Aliás, o cara é legal. Nunca tinha nem ouvido falar dele, mas ele conseguiu animar a galera, e isso me agradou.

Saí brava e fui para um lugar onde eu conseguisse ao menos ver o palco. As luzes começaram a piscar em tons azuis e roxos. Aí o motivo pelo qual eu estava passando todo aquele perrengue subiu no palco: Ed Sheeran, com a camiseta do Brasil. Número 10 estampado nas costas com o nominho dele atrás. <3

Não sei nem descrever o que eu senti direito, porque foi uma onda de emoções enquanto ele começava a cantar uma das minhas músicas favoritas, I’m a Mess. Só ele, o violão e o seu querido loop pedal.

Não sabia se estava chorando porque estava irritada com as fãs que me fizeram sair de onde eu estava antes, se porque estava emocionada ou porque era uma babaca, mesmo.

Comecei a cantar no mesmo momento. Esqueci a raiva, o celular embaçado, meu cabelo suado e nojento. TUDO. E fiquei olhando pro palco, pro telão. E percebi como eu queria estar ali mesmo.

Aí o Ed resolve querer matar todo mundo do coração e canta uma das antigas, Lego House. Que que foi aquilo, cara! Eu pirei. A multidão pirou. Aquela sensação de ser amigo do ruivo há bastante tempo e finalmente ter parado pra ouvir aquela música com ele ali pertinho.

Depois Don’t com No Diggity e Nina. A galera não se aguentava, e acho que até mesmo o Ed não estava se aguentando. Não sei como foram os outros shows dele aqui na América do Sul, mas nunca vi esse ruivo sorrir tanto! Fora os agradecimentos. “Nunca imaginei que vocês fossem conhecer minhas músicas, sou de tão longe! Aí chego aqui e vejo que vocês sabem todas as letras perfeitamente. Vocês amam música, vocês são incríveis! Eu amo o Brasil.” Imagina se o público não gritou com essa declaração?

Ed foi ovacionado várias vezes ao som de “WE LOVE YOU, WE LOVE YOU” e “ED, EU TE AMOOO!”. E como tímido que é, sorria e ficava vermelho.

 

2

Veio Drunk, veio aquela junção de Take it Back/Superstition/Ain’t No Sunshine. Acho que nesse ponto eu já estava tendo mini ataques cardíacos. Mas foi quando Photograph começou a rolar que eu quase morri mesmo. Mal me recupero e ele vem com outra que eu amo, Bloodstream. O que é aquela música ao vivo, gente? Ela por si já vale o show todinho, com as peripécias de acordes, batuques e momentos freestyles de Ed.

Aí ele faz aquele momento fofo e traz Tenerife Sea, Kiss Me, Thinking Out Loud e I See Fire, nessa ordem mesmo. Aiai, muita emoção! Em All of The Stars, uma brincadeira com a letra que matou as fãs: “Can you see the stars from Amsterdam… Or São Paulo!”

The A Team (com um mar de celulares acesos para acompanhar) e Give Me Love vêm juntas pra fazer as fãs se derreterem com músicas antiguinhas. Aí vem aquele momento foda com You Need Me, I Don’t Need You. Tão envolvente quanto Bloodstream, onde ele estende a música pra uns 10 minutos, juro!

Um mar de celulares invadiu o #LiveMusicRocks de ontem. Hoje tem mais #EdSheeranBR! Vocês já se recuperaram pro round 2?

Um vídeo publicado por Move Concerts (@moveconcertsbrasil) em

 

Então ele simplesmente sai do palco e você sabe que o show está no fim, porque ele sempre faz isso antes de cantar a última música. Bate aquela tristeziiiiinha, mas ela logo vai embora porque ele volta pra cantar o hit do CD Multiply: Sing.

O cenário e os filtros só deram aquela emoção maior ainda, fazendo a gente se derreter com trechos de clipes e imagens desfocadas do próprio ruivo.

UFA! Escrevi uma bíblia que nem sei se vão ler, mas eu precisava deixar esse dia registrado em algum lugar pra eu me lembrar sempre que o dia 28 de abril de 2015 foi o dia em que eu vi meu ídolo de perto e me diverti com ele, mesmo de longinho. Tive que registrar o único e melhor show da minha vida. O show do Ed Sheeran.

 

** Crédito das fotos: Foto de destaque – Stephan Solon – Move Concerts
Demais fotos – Marcelo Brammer / AgNews

 

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