4 ON 4: Luz

Em 18.08.2016   Arquivado em Por aí

Yayyy, sabe o que que aconteceu? Os caras do Charlie Brown invadiram a cidade!

Ok, a real é que o projeto fotográfico deu ~aquela~ atrasada! Mas o que importa ainda é a intensão, né, minha gente. Até porque eu acabei me animando com a coisa! Pra quem não sabe, minha ilustre pessoinha foi convidada para participar do 4 on 4 com mais três outras blogueiras. Já estamos no segundo post do projetinho! Pra quem não viu o primeiro, tomaqui.

Eis que o tema deste mês éééé…

LUZ. <3 Luz artificial, luz natural… Tudo vai de acordo com a interpretação e criatividade da blogueira. Resolvi me dedicar a esse tema durante uma semana. E tudo o que os meus olhinhos julgavam ser dignos de uma foto para o projeto, lá estava eu dando os meus cliques. Vamos ver o que saiu?

Sempre quis tirar uma sequência de fotos do mesmo ângulo assim! Claro que não ficou EXATAMENTE no mesmo ângulo, mas deu pro gasto, né não? A vista ajudou e MUITO. <3

Se tem uma coisa que adoro com relação à luz natural… É como elas acabam interferindo na foto muito “sem querer”, e mesmo assim dá uma beleza única pra uma imagem que às vezes não tem nada de especial!

Esse dia no parque aqui perto de casa foi bem produtivo, fotograficamente falando, riri. Esse arco-íris artificial roubou a cena! O dia estava suuuuper quente e o pessoal do parque ligou aquelas paradinhas que espirram água na grama, e enquanto os meninos e eu nos refrescávamos e brincávamos, eis que…! A foto já diz por si só.

Finalmente consegui capturar o sol dentre as árvores! Parece simples, mas os raios nunca haviam saído bonitinhos como nesse clique. Palmas pra mim, por favorzinho!

Precisei colocar essas fotinhos do bar que fui em Mount Kisco com uma amiga. Achei a vela super atrativa, dando um ar mais aconchegante ao lugar. E eu sou meio vidrada nessas luzes “suspensas” que também provocam um ar meio old!

Já que o tema é luzes e eu celebrei o 4th July… *————-* não consegui evitar e tive que fechar esse post com chave de ouro com o registro de uma das experiências mais inesquecíveis do meu intercâmbio e da minha vida!

 

Hm, I guess this is it, folks! Gostaram da minha tentativa de fotógrafa hipster?

Ah, é! Querem ver o que as outras meninas do projeto andam aprontando?

Crônicas de Júpiter (antes conhecido como Lovecats)

48 Janeiros

Pequeno Ser Pensante

TAG: 7 Coisas

Em 22.05.2015   Arquivado em Off topic

Div7Coisas

Então! Não sou muito de responder indicações de TAGs porque sou péssima para responder fatos sobre mim, maaaas a Allie, do maravilhoso blog Lovecats, me indicou para responder a TAG 7 Coisas. E não é que eu me interessei pelo tema? Resolvi tentar! Vamos ver o que sai aqui…

7 coisas para fazer antes de morrer:
1. Fazer um mochilão
2. Casar e ter filhos
3. Escrever uma saga de sucesso (apenas)
4. Ter uma ideia que me dê reconhecimento
5. Aprender a cozinhar
6. Correr 10 km
7. Fazer um curso de mergulho ou algo do tipo para conhecer um tequinho do oceano

7 coisas que eu mais falo:
1. Af…
2. Mentira! (tipo “não acredito!”)
3. Ninguém merece…
4. Nem me fale!
5. @#$%!
6. Tá, né…
7. Não queria mesmo!

7 coisas que eu faço bem:
1. Aconselhar as pessoas
2. Escrever (né?)
3. Waffles
4. Concluir tarefas
5. Criar histórias
6. Criar expectativas demais
7. Fazer as pessoas rirem

waffles

7 coisas que eu NÃO faço bem:
1. Cozinhar
2. Dançar
3. Ter paciência
4. Ser calma
5. Ser otimista
6. Jogar futebol
7. DIY

7 coisas que me encantam:
1. O barulho da chuva
2. Fotografias de coisas inanimadas
3. O destino
4. Pessoas
5. Luzes
6. Cenários urbanos
7. O céu

luzes

7 coisas que eu amo:
1. O barulho da chuva batendo contra a janela
2. Escrever
3. Ler o dia inteiro
4. Ficar sozinha
5. Frio
6. Família/amigos/boyfriend
7. Meu cachorro (na verdade filho) Max
 

7 coisas que eu NÃO gosto:
1. Mentiras
2. Falta de originalidade
3. Pessoas sem personalidade
4. Injustiça
5. Calor
6. Cebola
7. Ficar sem fones de ouvido

7 blogs que eu indico:
1.  Vamos de Van
2.  Letícia Franco
3.  Garota Veneta
4.  Imprevistos Musicais
5.  Pequena Veríssimo
6.  Twee
7. Penúltimo Andar

 

Bom, eu acho que é isso. Tentei, people, então me tratem com amor e carinho, ok? Quem também tiver gostado da TAG está convidado a participar mesmo não tendo sido indicado, viu?

Um café e um mistério, por favor

Em 18.05.2015   Arquivado em Crônicas

 

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Quem é você, Amélia, Amélie? Esse é mesmo o seu nome? Por que toda essa maquiagem escura em volta desses olhos que mais parecem gelo? O que você tem que não se deixa derreter, garota?

Acho que é o que me pergunto todos dias enquanto como no Café Madame Nola todas as manhãzinhas. Ela se esconde na montanha de waffles que pede rotineiramente.

Os olhos dela me parecem sempre cansados. São assim desde sempre, eu acho. Desde que nos trombávamos na cantina da escola. Já faz três anos. Três anos que a percebo ao meu redor. Mesmo que sem querer. Acho que é sem querer.

É como se enquanto eu estivesse saindo para trabalhar, ela estivesse voltando. Os cabelos sempre como se ela tivesse acabado de sair de uma fuga louca contra o vento gelado e cortante do inverno que vem chegando.

Mas ao mesmo tempo que dos olhos dela brotam a ressaca, do corpo parece nascer uma certa vibração. Como se estivesse eletrocutado, ligado, aceso. E os olhos… Bem. Parecem luzes, luzes cinzas e turvas que costumam aparecer no escuro do horizonte quando um marujo está perdido no oceano. Aquele tipo de luz que traz esperança ao desespero. A luz que eu sempre imaginei que precisava.

Os cabelos loiros caindo ao lado do ombro esquerdo enquanto ela apoia o corpo sobre a mesa. Posso jurar que ela me percebe mas finge que não. Como sempre. Enquanto eu me esforço pra fazer parte disso, de uma olhada, de um sorriso, de um momento. Um mundo que nem sei se existe. Um universo que queria conhecer. Acho que pra me tirar dessa mesmice, desse óbvio, dessa coisa certa demais.

Amélia, Amélie. Quem foi você? Quem é você? Qual era o nome que suas amigas costumavam lhe chamar pra guardar um lugar na mesa da cantina, mesmo? Era algo que se perdia no meio de tantas vozes. Algo que se perdia porque eu não conseguia olhar pra outra coisa que não fosse pra ela. Um mistério.

Já perguntei para a Madame Nola, a dona da lanchonete. Umas sete vezes, eu acho. Ela não sabe. Disse que só sabe que ela mora aqui por perto. E que gosta de waffles. Uma montanha de waffles.

Fico me perguntando se é o destino me dando uma chance de conhecer o desconhecido. O desconhecido que faz parte de mim há três anos. Na escola, nas redondezas. Na manhã.

Então os quase 25 minutos que tenho para conhecê-la de longe sempre acabam. Ela passa apressada vestindo o casaco e a bolsa jogada no ombro. Sempre ao lado da minha mesa. Três anos criando a história de uma garota que passa por mim no Café Madame Nola.

Mas me surpreendo quando dessa vez me flagro encarando botas pretas e gastas ao lado da minha mesa. Subo meu olhar e dou de cara com ela. Olhos cinzas, borrados, turvos, vivos. Um guardanapo jogado em cima do meu prato.

“É Amélie.”

Leio enquanto escuto a porta de vidro se fechar.

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