Resenha: Circo Invisível

Em 15.04.2016   Arquivado em Livros

Depois de trezentos e cinquenta e sete séculos muito tempo, o Além do Meu Mundo tira a poeira da estante da categoria Livros e traz uma obra da série “gostei da capa”: Circo Invisível, de Jennifer Egan. Cansada de ler os best-sellers da vida, quando ainda estava no Brasil (old but gold…), me aventurei em escolher um livro que estivesse fora dos holofotes juvenis. Não costumo fazer muito isso, mas as duas únicas vezes que realmente julguei um livro pela capa, eu acertei lindamente.

Quer dizer… Como esse livro não chamaria a atenção, gente?? Com esse nome sugestivo que te leva a algum lugar que você não sabe bem qual… E depois o jogo de luzes que brinca com o mistério de um cavalete… Quando vi, já estava levando o livro para o caixa!

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Nunca havia lido nada da Jennifer, e preciso admitir que ela me surpreendeu de uma maneira única. Não é um livro de ação. Não é um livro de amores impossíveis. Não é um livro de seres sobrenaturais. É um livro sobre a vida, e como ela pode nos pregar peças. É um livro que fala do ser humano e descreve como ele pode ser vulnerável. É uma trama que fala sobre a perda de alguém querido. E que fala mais do que isso: como seguir em frente.

A história se passa em 1978, e acompanhamos a vida da nossa querida Phoebe, uma jovem de 18 anos de São Francisco que acaba de se formar. Poderíamos dizer que Phoebe é aquela típica adolescente normal, com sonhos e vida normais… Mas acho que deve ser um pouco difícil ser “normal” quando se perde o pai e a irmã mais velha, mesmo depois de muitos anos.

Nos deparamos com uma narrativa misteriosa e melancólica que nos traz flashbacks de quando o pai e a irmã ainda eram vivos. Acompanhamos a infância dos três irmãos: Faith, a filha preferida, exemplo para todos; Barry, o irmão inteligente e ofuscado; e Phoebe a caçula que se espelha sempre na irmã mais velha. Tudo isso para tentar desvendar o que circunda a morte de Faith. Os boatos eram de que a primogênita tivesse se suicidado na Itália, enquanto viajava com o namorado pela Europa.

Depois de conhecermos um pouco do passado e do “presente” (final da década de 70) da família O’Connor, Phoebe acaba despertando e percebendo o marasmo no qual a sua vida havia se tornado devido as ondas de acontecimentos que pareciam tê-la congelado para sempre no tempo. Um tempo onde o pai, e principalmente a irmã, estavam vivos em sua memória e nas paredes da casa da família.

É quando, tomada por esses desespero de se desprender dos laços maternos e das raízes locais, Phoebe decide se jogar de verdade, e ir para a Europa. Mas é claro que essa viagem não é uma viagem qualquer. Depois de tanto sonhar com aquele momento, Phoebe decide refazer os passos de sua irmã para tentar descobrir, afinal de contas, o que realmente havia acontecido em 21 de novembro de 1971, o dia da morte de Faith.

Por meio dos cartões postais que a irmã havia mandado a família, Phoebe refaz o caminho de Faith. Inglaterra, Holanda, Bélgica, França, Alemanha… É aqui que a vida da nossa protagonista vira de cabeça para baixo, pois um personagem super importante surge para ajudá-la a desvendar o mistério que ronda a sua vida: Wolf, o ex-namorado de Faith.

A partir daqui, Phoebe consegue mais informações concretas sobre tudo o que veio a acontecer antes do fatídico acontecimento. Mas nem tudo estava claro, pois segundo Wolf, eles já não estavam mais juntos na época. Movido seja lá pelo que ele estava sendo movido, Wolf decide seguir viagem com ela até Corniglia, na Itália, com o seu velho carro.

Alpes italianos, Áustria, Espanha… Depois na Itália, passando pelas cidades de Pisa, Gênova, La Spezia, Vernazza… Para então chegarmos à misteriosa e tão esperada Corniglia. Nesse ponto, você já está completamente apaixonada por toda a estrada europeia, pelas cidadezinhas… Fica difícil não querer estar lá.

E é aqui que a nossa Phoebe finalmente descobre como tudo aconteceu. E acreditem… Fiquei pasma, pois não imaginei que ela fosse conseguir descobrir como as coisas exatamente aconteceram. Os detalhes… Foi além do que eu esperei, sério. Tinha esperado um desfecho completamente diferente, e acho que é isso o que eu mais gosto nos livros. Quando não são acabam de uma maneira tão óbvia.

Esse livro descreve situações cotidianas, mas ao mesmo tempo, únicas e super reflexivas. Nos remonta cenários políticos e sociais da década de 70 de uma maneira espetacular. Além disso, Jennifer descreve tudo tão bem, que há um certo momento em que você simplesmente se sente parte da viagem de Phoebe.

Parece que o nome não tem nada a ver com a obra, mas acredite em mim, TEM SIM. E tudo meio que gira em torno dos acontecimentos da década. Entra bastante coisa de história, então preparem-se!

Agora a pergunta que não quer calar: Você indica esse livro, Nats? Indico. Indico duas, três vezes, se precisar. No fundo, todos temos um pouco de Phoebe dentro de nós. Eu, particularmente, me identifiquei muito com as indagações e os questionamentos da personagem. São coisas que eu achei que só nós, jovens da atualidade, questionávamos. E eu errei. Acho que tenho uma visão de mundo diferente agora.

Entre na história fascinante de Jennifer Egan sem medo. Juro que você não vai se arrepender!

 

Pra quem se interessou pelo livro, taí o PDF do primeiro capítulo!

 

 

“Em ‘Circo Invisível’, Jennifer Egan prova que não importa o que quer que estejamos procurando, em geral queremos encontrar a nós mesmos.” The New York Observer

Resenha: The Heartbreakers

Em 11.12.2015   Arquivado em Livros

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Dentre as muitas coisas que devo a vocês, finalmente cumpri UMA. E cumpri sem a menor sombra de sacrifício. Depois de MESES sem postar resenhas de livros, Nats achou uma obra digna de um espacinho aqui no Além do Meu Mundo.

Alguém aí já ouviu falar do livro The Heartbreakers, da Ali Novak? Acho que a resposta é não para o título e para a escritora, né? Muito que bem, não tem problema, eu fico feliz em falar sobre ambos porque esse foi um achado meu no MERCADO, gente. E eu adoro quando tenho um feeling certo, porque eu estou completamente DOENTE por esse livro. Vamos à sinopse, vem comigo:

 

Stella é do tipo de pessoa que faz qualquer coisa pela irmã – até mesmo ficar em uma fila cheia de garotas histéricas apenas para conseguir um CD autografado dos Heartbreakers… Por três horas. Bom, pelo menos ela conheceu um garoto lindo na Starbucks horas antes. Um garoto dos olhos azuis que parece muito com…

Oliver Perry. É claro que o cara da Starbucks era apenas o vocalista da banda que ela menos gostava. Obrigada, universo. Mas talvez exista muito mais do que aquele mundo de fama para Oliver, porque mesmo depois de ela insultar suas músicas – na cara dele -, ele ainda dá o seu número a Stella. Oi?

Mas como Stella pode sequer pensar em estar com Oliver – namorando, se divertindo e pregando peças com os garotos da banda – quando sua irmã poderia morrer de câncer?

 

Pausa. Sim, eu nunca havia lido nenhum livro do tipo, sequer uma fanfic à respeito de garotas que acabam se apaixonando por algum vocalista e a história toda nós já conseguimos até formar na nossa cabeça, porque sim, clichê master blaster plus advanced. Quer dizer… Quem NUNCA sonhou em namorar aquele vocalista maravilhoso? Não, não negue com a sua cabecinha, porque no seu passado obscuro você bem que sonhou isso. Eu, aliás, com os meus 22 anos nas costas, ainda sonho com isso.

rainha

Vou começar dizendo que a capa do livro me ganhou sim e com certeza. Primeiro pela simplicidade de trazer apenas o que interessa. O título também foi importante, eu admito. Mas acho que as duas coisas que mais me fizeram tirá-lo da estante foi a linha-fina e uma coisinha logo abaixo do nome da autora.

 

“Oliver é o vocalista da banda mais quente do momento. Stella não faz ideia disso.”

 

Ali Novak

Mais conhecida como a nova sensação do Wattpad FALLZSWIMMER

 

Quando eu li Wattpad não teve Cristo que não me fizesse levar esse livro. Pra quem não sabe, esse site é uma grande janela para pessoas que sonham em publicar uma obra algum dia, e sim, eu sou uma dessas pessoas. Achei que valeria à pena ler um livro que veio de um lugar no qual eu pretendo postar a minha história em breve. BAM!

BAM

O livro é MUITO bem escrito, e tem um desenvolvimento simples e de fácil compreensão. Não abusa de palavreado difícil ou de descrição cansativa. Pelo contrário: os diálogos são muito bem pensados, além de MUITO engraçados.

Apesar de ler lido e gostado muito das obras do John Green por se aproximar muito do que pra mim é a adolescência (quando falamos de Cidades de Papel, claro), esse é o livro mais que próximo da realidade que eu já li, na minha opinião – ignorando o fato principal da personagem principal pegar o cara mais hot do momento, né –. Quando digo “próximo da realidade”, me refiro aos diálogos cotidianos entre os personagens e como as piadas são bem atuais. Não tem filtro. Existe palavrão, existe piada suja. E daí? Não é assim que nos comunicamos no dia a dia, jovens? Pois bem.

Ah! Você deve ter lido a linha-fina e pensado “Tá bom. A banda é a mais quente do momento e a menina simplesmente não sabe quem é o cara? Bullshit.” Bom, eu confesso que também pensei isso no primeiro momento, mas a Ali desenvolve essa parte da história com tanta naturalidade e tão cheia de sentido que não se torna nada absurdo. É doidinho, mas não é incompreensível.

O livro é escrito em primeira pessoa e pasmem, é o primeiro livro que realmente me satisfez nesse sentido. Apesar de já ter lido 8239874 livros em primeira pessoa, eu pessoalmente não gosto muito desse estilo, porque sinto que o autor muitas vezes deixa a desejar com relação à descrição, observação ou ao sentimento de um personagem que não o do principal, já que a história é contada do ponto de vista do mesmo. MAS acho que esse livro teve uma representação muito diferente e me agradou sem exageros.

DOIS

Sobre os personagens: me identifiquei HORRORES com a Stella. Ela não tem nada daquela garota “tradicional”, não é inteiramente girly e é cheia de dúvidas sobre o próprio futuro. Aliás, quem não? Ela sempre coloca as pessoas que ama em primeiro lugar até quando não deveria, além de sempre cobrar demais de si. Ela é encantadora, tem os melhores pensamentos e é super “sóbria” quando se trata de analisar uma situação. Isso eu realmente não sou e queria muito ser.

Outra coisa. Quem é esse Oliver Perry, gente? Alguém pode, por favor mandar embrulhar pra presente de Natal e me mandar? Sério, vou colocar o meu endereço no final desse post para a alma caridosa que quiser fazer uma garota feliz esse ano. Ele é sensível, doce, engraçado… Mas ao mesmo tempo é sexy, provocante, imponente e pode ser bem convencido de vez em quando.

Os garotos da banda… Gente, como eu terminei esse livro querendo ser amiga desses caras. Alec, Xander e JJ são a ALMA dessa história, e fico muito feliz que a Ali tenha conseguido o devido espaço e a devida essência a cada um deles, porque eu acho super difícil fazer com que tantos personagens interajam tão bem em uma mesma cena. O que é o companheirismo do Alec, a fofura do Xander e os comentários do JJ? Repito, a ALMA da história.

Meu coração acelerava loucamente a cada decisão maluca e a cada situação na qual Stella acabava se enfiando. Eu tive todos os sentimentos do MUNDO enquanto lia as aventuras dessa menina de 18 anos: felicidade, tristeza, agonia, raiva…!

E aqueles que acham que a história só se trata de uma garota que vive o sonho de todas as garotas do mundo por namorar um vocalista como Oliver Perry e ou do quanto ela é sortuda por tudo que passa com os Heartbreakers, se enganam PIAMENTE. Existe uma história muito mais profunda do que só esse relacionamento que me arrancou suspiros e me fez ficar tipo freaking out o tempo todo. Trata aquele momento de decisões tensas na nossa vida de uma forma bem verídica. Mostra como os nossos medos nos impedem de realizar os nossos sonhos. Nos ensina a ver a vida com outros olhos. Aliás, nos ensina a abrir os olhos.

Eu não esperava toda essa onda de sentimentos e aprendizados desse livro, e acho que é por isso que ele acaba de entrar para a minha lista de favoritos.

QUATRO

A parte engraçada: fui pesquisar sobre o livro depois que li e descobri que a Ali fez um “book trailer” usando cenas de séries e filmes (faço muito, obg). Foi MUITO engraçado ver quem ela imaginava como Stella e Oliver, porque eu errei feio, errei RUDE.

Eu imaginei o casal ligeiramente parecido com a da capa do livro, mas a Stella eu acrescentei a tal da franja e a mecha azul no cabelo. Agora o Oliver… Eu confesso que fiz uma pequena relação ao Harry Styles pelo estilo do garoto, mas achei que personagem tinha o cabelo mais claro como o cara da capa. Também achei que ele tinha um quê de Chay Suede de olhos azuis, sei lá. PORÉM, QUANDO VOU VER O TRAILER:

Sim, ela tinha pensado no meu crush Harry Styles, minha gente! <3

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Bom, brincadeiras e observações à parte, esse livro já está no meu coração e por isso precisei compartilhar. Só desejava do fundo do meu coração que tivesse uma continuação, porque olha = <3 Até deixei um comentário-bíblia para a Ali Novak no Wattpad elogiando o trabalho dela, me julguem!

Anyway… Eu o li em inglês, dei uma caçada nas internet e infelizmente não tem a versão em português (#chateada). Mas falo sério quando digo que é uma leitura bem tranquila, então pra quem quiser se arriscar, segue o link da edição publicada. Não achei para pdf, então vai o link do Wattpad! <3

E não esquece de dar aquela comentadinha básica aqui no brógui, rere

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Livros que quero ler

Em 10.10.2015   Arquivado em Livros

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Sabe aquela lista de livros enorme que você lê um, risca da lista e acrescenta mais três? É a minha lista.

Eu deveria ser como toda garota normal que não pode entrar em uma loja de sapatos. Mas não, eu não posso entrar em uma livraria sem sair com pelo menos um outro título anotado para ler depois.

Vocês devem, inclusive, estar sentindo falta das resenhas que costumo fazer, e bom… A verdade é que não tenho tido tempo de terminar UM LIVRO. Comecei QUATRO e desde que cheguei aqui em New York não tenho conseguido continuar nenhum deles.

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E o motivo de “desinspiração” eu já descobri: preguiça de ter que ler um livro todinho em inglês. Parece bobeira, mas não é. Tem hora que o cérebro simplesmente cansa.

E claro, ainda assim a minha lista de livros continua a crescer. Por isso resolvi escrever sobre ALGUNS dos livros que estou lendo ou lerei em breve para me dar um empurrãozinho.

 

Naomi & Ely e A Lista do Não-Beijo

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Sinopse: Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi ama Ely e está apaixonada por ele. Já o garoto, ama a amiga, mas prefere estar apaixonado, bem, por garotos. Para preservar a amizade, criam a lista do não beijo — a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não beijo protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que… Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática.

 

Eu comecei a ler esse livro no Brasil, o trouxe comigo, mas na bagunça da minha vida parei de ler e quero recomeçá-lo pra fazer a coisa direito. E não é que o livro seja ruim. Muito pelo contrário. Achei a história simplesmente incrível porque é bem diferente de tudo. Super engraçada e despretensiosa. Eu nem sabia da existência desse livro, mas foi aquele caso de amor à primeira vista com a capa. Porque é azul (minha cor favorita), porque o copinho de café é em relevo e me faz pensar em New York. E aí me encantei ainda mais quando comecei a ler e vi que a história se passa, de fato em New York. Minha vontade é ir em todos os lugares que se tornaram cenários. E sim, eu vou tentar fazê-lo. Se tudo der certo postarei não só a resenha como também esse passeio.

 

The List

TheList

Sinopse: A mais bonita. A mais feia. Isso acontece todo ano antes do baile – uma lista é divulgada por toda a escola. Ninguém sabe quem a escreve, mas ninguém realmente se importa.

Duas garotas de cada série são escolhidas. Uma é nomeada a mais bonita, a outra a mais feia. As garotas não escolhidas são rapidamente esquecidas, mas as escolhidas se transformam no centro das atenções e reagem de diferentes maneiras.

A alegria de Abby por ter sido nomeada a mais bonita é obscurecida pelo ressentimento da irmã; Danielle se preocupa com a reação do namorado diante da novidade; Lauren, a garota educada em casa, fica cega com a rápida popularidade; Candance não é feia nem de perto, deve ter havido algum engano; Bridget sabe que a transformação do verão não foi algo a ser celebrado; Sarah sempre se rebelou contra a ideia de beleza tradicional, e ela decide levar a comunidade a outro nível; E Margo e Jennifer, ex-melhores amigas que pararam de se falar há anos são forçadas a se confrontar para entender o porquê do fim da amizade.

O estrago é feito e o preço é alto.

 

Esse é o livro que estou lendo atualmente e que PROMETO não soltá-lo como fiz com os outros três que estou ~lendo~. Comprei essa semana com o intuito de me inspirar novamente. A sinopse (“traduzida” por mim já que não achei nada em português sobre o livro) me chamou a atenção e a leitura parece ser fácil para eu começar. Esse assunto me interessa muito, porque de certa forma, ao se pensar em rótulos de “mais bonita e mais feia”, automaticamente pode-se pensar sobre o bullying, que como todo mundo sabe, é assunto que muito me interessa.

 

Unspoken

Unspoken

Sinopse: Kami Glass está apaixonada por alguém que nunca chegou a conhecer – Um garoto com o qual ela conversa desde o seu nascimento. Isso a faz uma pessoa diferente em sua pacata cidade inglesa Sorry-in-the-Vale, mas ela aprendeu a utlizar isso a seu favor. Sua vida parece estar em ordem, até que eventos perturbadores começam a ocorrer. Houveram gritos na floresta e pela primeira vez em 10 anos a mansão com vista para a cidade se iluminou… A família Lynburn, que governou a cidade há uma geração e que todos abandonaram sem aviso, agora retornou. Agora Kami pode ver que a cidade que ela conheceu e amou a vida toda está escondendo um punhado de segredos – e um assassinato. A chave para tudo isso só pode estar no garoto em sua cabeça. O garoto que ela pensava ser apenas fruto de sua imaginação é real, e difinitivamente algo deliciosamente perigoso.

 

Na minha caçada por livros na rede social de Bookaholics, Skoob.com.br, acabei descobrindo essa obra literária que muito me interessou. As críticas que li também fazem uma boa referência e tô louca pra ler!

 

Fangirl

Fangirl

Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.

Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou

na vida real.

Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.

Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.

Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

 

Esse livro está na minha lista há SÉCULOS e eu ainda não o li por motivos de: acho ele muito caro no Brasil. Porém, no entanto, todavia, agora que estou aqui a coisa mudou de figura e eu estarei apta a comprá-lo. Nem preciso falar porque quero muito ler esse livro, né? Precisa? Tá bom. Uma palavra: fanfictions.

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Essa é a minha lista do momento, embora eu tenha cerca de 120 na lista real… Mas esse assunto a gente deixa pra outro dia!

E aí? Alguém também se interessa em ler um desses livros ou já leu algum e quer dar opinião? MANDA A VER. Só não dê spoiler, pelo amor de Jeová.

spoilers

Resenha: Para Onde Ela Foi

Em 07.07.2015   Arquivado em Livros

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Quem leu a resenha de “Se Eu Ficar” (clique aqui para ler o post), deve estar se perguntando: “Se ela não gostou do primeiro livro, por que diabos leu o segundo?”. Pois é. Essa também foi a pergunta que ficou na minha cabeça quando comprei “Para Onde Ela Foi”. Mas é que a Nats não começa algo e não termina, é assim que funciona!

E quer saber de uma coisa? Ainda bem que eu não julguei o segundo livro pelo primeiro, porque eu realmente gostei da continuação da história.

Dessa vez, quem narra a trama é o Adam, o namorado rockeiro de Mia Hall, e tudo acontece três anos depois do acidente que matou os pais e o irmãozinho dela. E acredite ou não, muita coisa mudou.

A banda de Adam engrenou no mundo da música, o que significa que a Shooting Star alcançou o estrelato e nada em rios de dinheiro. Nada poderia estar melhor, não é? Não, porque sabem o que dizem por aí, sorte no jogo na carreira e azar no amor.

Depois de toda aquela barra pesada pela qual Mia passou física e emocionalmente, ela decidiu ir para Julliard, a universidade de música na qual ela foi aceita, que fica em Nova York. E por motivos misteriosos, Mia acaba se afastando de Adam sem nem lhe dar satisfações.

Durante esses três anos entre a separação dos dois e o caminho ao estrelato, Adam acaba se afundando na própria tristeza e na depressão, se perguntando dia após dia o que ele havia feito de errado e porque Mia havia sumido do mapa daquela maneira. Apoiado nesse sofrimento, ele meio que acaba escrevendo o CD do ano, e a Shooting Star, que até então estava em hiatos, volta com tudo e finalmente fica conhecida.

Ao longo da narração, nós vamos conhecendo o “cara” no qual Adam se tornou, seus vícios, seus arrependimentos, seus medos, seus rituais, sua vontade de voltar a ser o desconhecido moleque de Oregon…

E então, quando achamos que não tem mais como Adam ser mais depressivo, um acaso da vida acaba fazendo com que ele e Mia acabem se encontrando em meio à noite agitada da cidade de Nova York. Como será esse encontro entre o famoso rockeiro que namora uma das atrizes mais cobiçadas de Hollywood e uma musicista famosa que está a ponto de começar a sua turnê?

Os dois passam uma madrugada maluca juntos, onde Mia o leva para fazer uma “turnê de despedida” por Nova York, já que ela vai para o Japão e Adam, que mora em Los Angeles, vai iniciar uma turnê de mais de dois meses.

Será que um dia pode resolver questões que perduraram por três anos? É aí que está a chave da coisa.

Diferente do primeiro livro, a continuação me surpreendeu, porque trouxe uma trama completamente diferente, fora daquela situação de coma em que Mia fica praticamente o livro todo. Temos questionamentos mais profundos e maduros.

E eu, que durante toda essa leitura, estava odiando a Mia com todas as minhas forças, consigo finalmente compreender o que aconteceu para ela ter feito o que fez. Às vezes algumas decisões precisam ser tomadas para entendermos que precisamos estar bem com nós mesmos primeiro para depois poder fazermos bem aos outros.

Sem dúvida, Gayle Forman conseguiu reverter a minha insatisfação com a história! Indico com vontade!

Agora o que vocês têm que fazer? Hermione responde:

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Quem curtiu, aqui vai o PDF amado de todos do livro!

PDF – Para onde Ela Foi – Gayle Forman

Projeto 6 on 6: Dia a Dia

Em 06.07.2015   Arquivado em Inspiração

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Dia seis é dia deeeee… Projeto 6 on 6! *-*

Pra quem não sabe, estou participando deste projetinho com mais outros cinco blogueiros mara! Explico melhor no primeiro post, dá uma olhadinha aqui.

O segundo tema foi sugerido pela fofíssima Thaís Malta, do blog Cor de Cereja. Dessa vez a brincadeira tem o nome “Dia a Dia”. A ideia era documentar o mês com fotinhos de coisas que fazem parte da nossa rotina e que vemos todos os dias, como objetos, lugares, comidas, pessoas, ações. Se eu gostei? POUCO, né? Adoro detalhes. É o que mais encanta meus olhinhos.

Preparados pra ver um pouquinho do meu dia a dia em fotos? <3

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Acho que a coisa que o que eu mais faço depois de respirar, é escrever. Faço freela pra revista, colaboro com um portal de músicas, escrevo crônicas, escrevo posts, escrevo fanfiction…! E sabe do que mais? Não me canso nunca. Espero que eu ainda possa realmente viver de escrever.

 

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Sou a rainha dos transportes públicos. Trem, metrô, ônibus, trólebus… Fazem muita parte da minha rotina. E apesar das desvantagens, há uma vantagem que eu conto como o melhor que tudo: A oportunidade de observar pessoas, as manias, os olhares… Imaginar uma vida pra elas, me inspirar pra escrever crônicas! Pode ser bobeira, mas se você não tem contato com outros ares, isso acaba te “desinspirando”. Acho que esse é o maior motivo de eu ter tanta inspiração! Gostei do olhar lúdico desse menininho, e não pude deixar de fotografá-lo! <3

 

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Tomar leite com chocolate pela manhã é como um ritual. Faço isso TODOS os dias desde que me entendo por gente. Antes era com achocolatado, mas como recentemente mudei minha alimentação, utilizo cacau em pó. E não importa a estação! Se está no verão, tomo com leite geladinho. Se está no inverno, tomo com leite quentinho. <3

 

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Ler é o maior passatempo da minha VIDA. Só no ano passado inteiro eu li 31 livros *-* foi o meu maior record! Eu queria quebrar o meu próprio record esse ano, mas acho que não vou conseguir, chateadíssima! Leio all the time, sério, mas tenho dividido meu tempo com séries, filmes, blog, fanfics, freelas… Aí fica difícil!

Esse livro da fotinho é meu novo queridinho, e eu ainda nem terminei de lê-lo. AGUARDEM, pois uma resenha virá!

 

tapioca tapiocaa

Sempre fui fã de tapioca. Neta de baianos, com licença! Mas de uns tempos pra cá, essa comidinha veio a calhar MUITO na minha vida. Desde dezembro, entrei numa dietinha para perder peso e mantê-lo. Sim, consegui perder os quilinhos, e continuo a manter o peso lindamente! E pra quem não sabe, a tapioca é ume excelente alimento pra quem está em uma dieta, pois o organismo o absorve muito rapidamente, e ao mesmo tempo, seu corpo fica satisfeito! Como tapioca com queijo branco todo dia, muito amô! É tipo a hora mais feliz do meu diiiiia.

 

música musiquenha

Por último, mas não menos importante, a minha querida, amada e linda atividade: ouvir música. Já disse uma, duas, três ou até mais vezes aqui no blog que eu ouço música o tempo todo, e penso muito que a minha vida deveria ter uma trilha sonora para cada momento. Até me imagino como uma protagonista de série. Não riam. NÃO RIAM, tô vendo vocês rirem, pó parar com a zueira.

 

E aí, pessoinhas, gostaram do que rola no meu dia a dia? Acho melhor gostarem, senão soco todo mundo e ninguém mais brinca com a minha bola. Aquelas. Tentei fazer uma coisa bem detalhista e cheia de fofurinha. Leiam bem: tentei. É a vida. Ririri

 

BOM, pra quem tá gostando do projeto e quiser acompanhar o resto do grupinho que está publicando lindamente comigo, seguem os endereços:

 

Universo Múltiplo

Cor de Cereja

Daianne Possoly

Diário Colorido

Padrão It

 

That’s all, folks!

Entre Livros

Em 23.06.2015   Arquivado em Crônicas

EntreLivros

Por que ainda doi falar sobre você? Cruzes, sinto minhas pernas bambearem só de ouvir alguém pronunciar o seu nome. Mesmo quando nem se trata de você. É como se você fosse o único que se chamasse assim.

Dizem que quando as coisas são inacabadas, é assim que as pessoas acabam se sentindo. Você se sente assim?

Foi o que os meus olhos procuraram saber quando te encontrei na livraria.

E mesmo depois de tanto tempo sem se ver, parecia que era só mais um dia, depois de uma das nossas brigas idiotas.

Engraçado. Eu que tanto sei atuar, me vi como uma adolescente besta, quase se enfiando entre as estantes de livros quando percebi que era você. Só que não deu tempo.

“E aí, Jujuba?”. Só você me chamava de Jujuba. Droga.

“Hm. Oi!”. Tentei soar surpresa, como se não tivesse te notado antes, com um livro qualquer nas mãos. Nem consegui falar seu nome. Será que você percebeu?

Será que pra você foi fácil me chamar daquela forma sem que nada diferente batesse contra o seu peito? Lembro que mentia tão bem quanto eu.

Sim, essa onda de detalhismos e pensamentos invadiram a minha mente nesses poucos segundos em que tudo se seguiu.

Meus ombros caíram quando você me deu um abraço surpresa e um tanto quanto demorado. Demorei milésimos de segundos para me recuperar do mini-choque e lhe retribuir o gesto, mas para mim aquilo durou minutos infinitos.

“Tudo bem?”. Você perguntou enquanto ainda me abraçava.

“Tudo… E você?”. Minha voz saiu meio fraca, como se eu estivesse tentando preservar um pouco de fôlego depois de correr uma maratona. Até deixei o livro cair.

O barulho foi o suficiente para fazer com que você percebesse a demora do seu abraço, e então se afastou.

“Tudo bem”, finalmente respondeu enquanto se abaixava para pegar o livro caído no chão. Tudo isso sem perder o constante contato visual comigo. Era como se suas amêndoas me escaneassem e tentassem ler tudo o que você havia perdido nesses dois anos em que estivemos afastados.

De novo, ficamos nos encarando, como se não existisse mais ninguém além de nós na livraria. Analisei o seu rosto. Nada havia mudado nele. Fiquei feliz. Outro indício de que talvez nosso afastamento fosse só um pesadelo e que aqueles dois anos nem tinham existido. Por que foi que nos afastamos, mesmo?

Meu devaneio foi interrompido quando você esticou a mão direita para entregar o livro.

“Distraída como sempre.”

Você deu um sorriso fraco antes de se afastar, e toda aquela situação me frustrou. Você não havia sentido nada, afinal.

Abaixei meus olhos, ligeiramente decepcionada. Foi quando percebi um papel se sobressaindo no meio do livro. Puxei-o instintivamente, e para a minha surpresa, reconheci aquela letra corrida e levemente inclinada:

 

“Ainda sinto sua falta.

 

Meu número ainda é o mesmo, caso tenha se perguntado.”

 

Não consegui evitar um riso baixo enquanto meu coração acelerou.

Estava tão distraída que nem percebi quando ele colocou aquele papel dentro do livro enquanto nos encarávamos.

Distraída e sempre.

Resenha: A Menina Mais Fria de Coldtown

Em 12.05.2015   Arquivado em Livros

 

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Procurando um livro mais sombrio? Então vocês estão no lugar certo, champs! 🙂

Convido vocês para se aventurar no mundo de Holly Black, em A Menina Mais Fria de Coldtown. O livro é um dos meus favoritos, e conta a história de Tana, uma garota de 17 anos que vive num lugar um tanto quanto… Diferente. Muros separam a sua cidade de vampiros que vivem em isolamento perpétuo com outros seres humanos que servem de alimento para os predadores. Esses lugares se chamam Coldtowns. Uma vez que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais poderá sair.

Pois bem! A nossa história começa com algo bem sangrento, quando Tana acorda em uma casa na qual aconteceu uma enorme festa e descobre que todos os seus amigos presentes estão mortos. Ela, seu ex-namorado infectado Aidan, e Gavriel, um rapaz misterioso, são os únicos sobreviventes do massacre.

Tanto Aidan quanto Gavriel estão amarrados e Tana precisa correr contra o tempo para salvá-los, pois os vampiros que realizaram a carnificina estão sedentos para entrar no cômodo em que estão, e faltam poucas horas para o anoitecer. A garota descobre que o rapaz misterioso, é na verdade um vampiro, e que os outros estão atrás dele.

Desesperada, ela salva Gavriel e Aidan, mas em meio a fuga, ela também acaba sendo “mordida”, e corre o risco de se transformar em vampira dentro de 72 horas. Não tendo escolha, sabendo que correm perigo e Aidan está infectado, o que significa que em breve será um vampiro, Tana decide guiar seu pequeno grupo para uma Coldtown, onde muitas coisas vão acontecer e eu não vou contar, é claro!

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Gente, confesso que nunca li nenhum livro na linha terror. E não é nem pelo fato de eu ter medo (na verdade, eu tenho), mas também porque nunca nenhum livro desse gênero me chamou a atenção como este. O título me instigou no primeiro momento que meus olhos deram de encontro com o livro!

Achei diferente daquela coisa de The Vampire Diaries, True Blood ou Crepúsculo, em que vampiros acabam vivendo sorrateiramente no mundo dos humanos e estão sempre à espreita. No livro de Holly Black, esses seres noturnos só podem viver dentro de Coldtowns. Você começa a se perguntar o que acontece lá dentro e como é a convivência dos vampiros e dos humanos que são obrigados a servirem de comida. E só pra avisar, não tem nenhum vampiro bonzinho à lá Edward ou Stefan, tá, galere? Então se preparem!

WTFCullen

A obra traz uma leitura rápida e instigante que faz você não querer parar de ler para saber o que vai acontecer nessa terra de gente maluca. Fiquei tão curiosa que li esse livro em dois dias! Teve nem graça, people! T-T Depois fiquei sofrendo porque o livro acabou.

Outra coisa que muito me agradou foi a parte gráfica. A cor azul foi o que mais me chamou a atenção (não sei se porque eu amo azul, but…). Fora que em cada divisão de capítulo a autora teve a preocupação de trazer frases super intrigantes e conhecidas que acabavam tendo a ver com o capítulo em si. Ah, e todas as páginas trazem como elemento gráfico manchas de sangue. Gente, A-MEI.

Gostei tanto da história que fui procurar a respeito para descobrir se havia possibilidade de se tornar filme. Fiquei #chateada porque nem vai. PORÉM, NO ENTANTO, TODAVIA, achei dois booktrailers incríveis que conseguiram fazer com que eu me contentasse um pouquinho!

Dá uma bizoiada!

 

E aí, ficaram curiosos? Então não percam tempo e leiam! *-*

 

Você é mais puramente você do que qualquer um que eu conheça. E, se você não consegue mais ver quem é essa pessoa, então se veja da forma como eu o vejo

– A Menina Mais Fria de Coldtown

A Menina Mais Fria de Coldtwon – Primeiro capítulo em PDF

Resenha: Quem é Você, Alasca?

Em 20.04.2015   Arquivado em Livros

QuemÉVocêAlasca

Bom! Atendendo a milhares de pedidos, vim falar sobre um dos meus livros favoritos na vida TODA: Quem é Você, Alasca?

Apesar de ser um livro que eu li já faz um tempinho, é uma história tão marcante que não é como se eu tivesse esquecido o que de melhor me atraiu nessa história.

A primeira obra do célebre John Green narra a história de Miles Halter, um adolescente que possui uma coleção diferente de qualquer outra existente no mundo inteirinho: últimas palavras. Sim, ele gosta de descobrir quais foram as últimas palavras das personalidades antes delas morrerem. Estranho? Só um pouquinho!

Cansado da vida sem propósito que levava, Miles decide ingressar no colégio interno no qual seu pai estudara quando jovem. Tudo isso para ir em busca do seu “Grande Talvez”.

Lá ele conhece seu colega de quarto, que se intitula Coronel e lhe apelida de Gordo. Coronel lhe apresenta Takumi, Lara e Alasca. O novo grupo se diverte durante todo o ano letivo, bebendo e fumando escondido pelas redondezas da escola. Gordo passa a viver coisas que jamais ousou tentar viver antes!

Tá, tá, Nats… Mas quem é a Alasca?

Bom, a Alasca é uma garota inteligente, engraçada, problemática, sensual e completamente maluca. Ela é impulsiva, egocêntrica e inconstante, o que pode fazer com que você entre num conflito interno entre amá-la e odiá-la (no meu caso, amá-la). É ela quem guiará nosso Miles para um labirinto e o levará ao seu “Grande Talvez”.

Já Miles, é aquele cara que procura por uma mudança drástica na vida. Algo que finalmente dê um sentido a sua existência. E é isso o que a Alasca provoca nele e em todos nós quando nos deparamos com ela.

Apesar de algumas pessoas terem “aversão” de livros e autores que são modinha, eu vou dizer porquê vocês deveriam ler as obras do John Green.

Pra quem acha que o cara escreve livro bobo pra vender está MUITO enganado. Assim que você começa a ler qualquer um dos livros dele, percebe que ele tem uma bagagem literária e cultural muito grande. Sempre cita bandas, músicos e livros que são renomadíssimos e consegue trabalhar muito bem em cima deles sem que isso tire o foco da trama principal.

O Sr. Green é realmente um escritor contemporâneo especial. Cada livro é uma história completamente diferente, com personagens únicos que te arrematam de uma forma que é impossível não se apaixonar por eles.

Uma coisa que eu gosto muito nos personagens é justamente as particularidades que ele dá pra cada um. Coisas que eu mesma gostaria de ter como particularidade. Como por exemplo essa mania de últimas palavras do Miles, ou a mania das metáforas do Augustus (A Culpa é das Estrelas), ou a vontade de se tornar um mistério como a Margo (Cidades de Papel).

Outra coisa que me prende nessa história é o eterno jogo de sentimentos que existe entre Miles e Alasca e que você fica tentando desvendar do começo ao fim. E o mais incrível disso é que eles são tão comuns quanto eu ou você, mas ao mesmo tempo trazem aquele mistério que todo ser humano traz e que, de uma forma ou de outra, acaba tornando-os especiais.

Ah, é mesmo… Já ia me esquecendo de dar aquela diquinha básica. Espero que você seja do tipo de leitor(a) que espera de tudo, porque John Green brinca com nossos sentimentos o tempo todo. Ele não tem dó nem piedade.

worseworse

Além de tudo, o cara gosta de intrigar os leitores. O livro é dividido entre duas intrigantes partes: “Antes” e “Depois”. Resta saber por qual acontecimento essa história é dividida, não é mesmo? Vocês vão ter que descobrir sozinhos. RIRIRIRI.

Que tal vocês lerem e depois e me darem AQUELA opinião? Já leu? MELHOR AINDA! Conta pra Nats o que acharam. 🙂

 

“Mas que diabos significa “instantâneo”? Nada é instantâneo. Arroz instantâneo leva cinco minutos, pudim instantâneo uma hora. Duvido que um instante de dor intensa pareça instantâneo.”

 

Livro em PDF: Quem e voce, Alasca_ – John Green

Resenha: A verdade sobre o caso Harry Quebert

Em 23.03.2015   Arquivado em Livros

 

harryquebert

“Cerca de meio segundo após terminar o seu livro e ler a última palavra, o leitor deve se sentir invadido por uma sensação avassaladora. Por um instante fugaz, ele não deve pensar senão em tudo o que acabou de ler, admirar a capa e sorrir, com uma ponta de tristeza pela saudade que sentirá de todos os personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter terminado.”

Acho que esse trecho consegue resumir completamente a onda de sensações na qual eu mergulhei ao ler a última página do livro “A verdade sobre o caso Harry Quebert”. Sabe aquele tipo de história que te prende do começo ao fim e faz você ficar pensando em cada capítulo o dia todo? Aquele livro que faz você ficar desejando mentalmente chegar logo em casa para poder se apossar daquelas palavras que tanto querem ser lidas? Com certeza é a obra do suíço Joël Dicker. Mexeu tanto comigo que resolvi dar uma palhinha pra vocês correrem atrás dele.

Pois bem! A nossa trama começa quando Marcus Goldman, um escritor boa pinta de 30 anos, acaba de sair do torpor do primeiro best-seller e precisa escrever um novo livro num prazo determinado pelo contrato realizado entre ele e a editora. Só que é aí que mora o problema. Marcus acaba se afundando na doença dos escritores, o famoso “bloqueio criativo”.

Desesperado, Goldman entra em contato com seu grande amigo, renomado escritor e ex-professor da faculdade, Harry Quebert, que o recebe de braços abertos e o convida para passar uma temporada longe dos holofotes de Nova York e se abrigar em sua maravilhosa casa à beira-mar, em Aurora, New Hampshire.

Eis que, numa tardezinha, enquanto estava no escritório de Harry tentando achar uma luz no fim do túnel para sua inspiração, Marcus acaba descobrindo que seu amigo teve um caso com uma garota de 15 anos quando ele mesmo tinha 34! E não foi um casinho qualquer, não! Os dois eram completamente apaixonados um pelo outro. Harry acaba contando o desfecho final daquele amor proibido: Nola Kellergan, a garota por quem se apaixonara, havia sumido desde o verão de 1975 e ninguém sabia seu paradeiro desde então.

Harry o faz prometer que jamais comentaria a alguém sobre aquele romance, ou o respeitado escritor teria grandes problemas.

Porém, meses depois o corpo de Nola é encontrado enterrado no jardim da casa de Harry após 33 anos, junto do original do livro que o consagrou como um dos maiores escritores do país. Encurralado pela polícia, ele finalmente admite ter tido um caso com a garota e diz ter escrito o livro para ela, porém alega inocência no caso do assassinato.

Sem um álibi que comprove o seu não-envolvimento, Quebert é preso, e para ajudar a salvar a pele do amigo, Marcus começa uma investigação por conta própria, o que o impulsiona a escrever um livro sobre o caso. Mais e mais pistas vão sendo desenterradas na pequena cidade de Aurora, e os segredos de seus cidadãos “pacatos” começam a vir à tona.

Faz tempo que um livro não me surpreende como esse, gente. Para aguentar as reviravoltas que essa história dá, como diz o Galvão, HAJA CORAÇÃO, viu!

Esse senhor Joël Dicker me segurou do começo ao fim. O jeito com que ele detalha e ambienta o lugar… É incrível. Faz você querer procurar no mapa a cidade de Aurora, sério mesmo! Fora a profundidade dos personagens, e como, de alguma forma, eles se interligam conforme o mistério é revelado. Palmas para o Sr. Dicker!

 

palmas

E aí? Será que Harry Quebert é mesmo o culpado pelo assassinato de seu grande amor? Não falo, não falo e não falo! A única coisa que posso falar é: VAI LER LOGO ESSE LIVRO, MOLIER/HOMI/SER/CRIATURA!

E como sou uma pessoa maior legal, vou disponibilizar o primeiro capítulo do livro! Que tal, que tal?

Trecho – A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert – Joël Dicker

Depois dividam comigo o que acharam, valeu? VALEU!

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