Resenha: The Heartbreakers

Em 11.12.2015   Arquivado em Livros

UM

Dentre as muitas coisas que devo a vocês, finalmente cumpri UMA. E cumpri sem a menor sombra de sacrifício. Depois de MESES sem postar resenhas de livros, Nats achou uma obra digna de um espacinho aqui no Além do Meu Mundo.

Alguém aí já ouviu falar do livro The Heartbreakers, da Ali Novak? Acho que a resposta é não para o título e para a escritora, né? Muito que bem, não tem problema, eu fico feliz em falar sobre ambos porque esse foi um achado meu no MERCADO, gente. E eu adoro quando tenho um feeling certo, porque eu estou completamente DOENTE por esse livro. Vamos à sinopse, vem comigo:

 

Stella é do tipo de pessoa que faz qualquer coisa pela irmã – até mesmo ficar em uma fila cheia de garotas histéricas apenas para conseguir um CD autografado dos Heartbreakers… Por três horas. Bom, pelo menos ela conheceu um garoto lindo na Starbucks horas antes. Um garoto dos olhos azuis que parece muito com…

Oliver Perry. É claro que o cara da Starbucks era apenas o vocalista da banda que ela menos gostava. Obrigada, universo. Mas talvez exista muito mais do que aquele mundo de fama para Oliver, porque mesmo depois de ela insultar suas músicas – na cara dele -, ele ainda dá o seu número a Stella. Oi?

Mas como Stella pode sequer pensar em estar com Oliver – namorando, se divertindo e pregando peças com os garotos da banda – quando sua irmã poderia morrer de câncer?

 

Pausa. Sim, eu nunca havia lido nenhum livro do tipo, sequer uma fanfic à respeito de garotas que acabam se apaixonando por algum vocalista e a história toda nós já conseguimos até formar na nossa cabeça, porque sim, clichê master blaster plus advanced. Quer dizer… Quem NUNCA sonhou em namorar aquele vocalista maravilhoso? Não, não negue com a sua cabecinha, porque no seu passado obscuro você bem que sonhou isso. Eu, aliás, com os meus 22 anos nas costas, ainda sonho com isso.

rainha

Vou começar dizendo que a capa do livro me ganhou sim e com certeza. Primeiro pela simplicidade de trazer apenas o que interessa. O título também foi importante, eu admito. Mas acho que as duas coisas que mais me fizeram tirá-lo da estante foi a linha-fina e uma coisinha logo abaixo do nome da autora.

 

“Oliver é o vocalista da banda mais quente do momento. Stella não faz ideia disso.”

 

Ali Novak

Mais conhecida como a nova sensação do Wattpad FALLZSWIMMER

 

Quando eu li Wattpad não teve Cristo que não me fizesse levar esse livro. Pra quem não sabe, esse site é uma grande janela para pessoas que sonham em publicar uma obra algum dia, e sim, eu sou uma dessas pessoas. Achei que valeria à pena ler um livro que veio de um lugar no qual eu pretendo postar a minha história em breve. BAM!

BAM

O livro é MUITO bem escrito, e tem um desenvolvimento simples e de fácil compreensão. Não abusa de palavreado difícil ou de descrição cansativa. Pelo contrário: os diálogos são muito bem pensados, além de MUITO engraçados.

Apesar de ler lido e gostado muito das obras do John Green por se aproximar muito do que pra mim é a adolescência (quando falamos de Cidades de Papel, claro), esse é o livro mais que próximo da realidade que eu já li, na minha opinião – ignorando o fato principal da personagem principal pegar o cara mais hot do momento, né –. Quando digo “próximo da realidade”, me refiro aos diálogos cotidianos entre os personagens e como as piadas são bem atuais. Não tem filtro. Existe palavrão, existe piada suja. E daí? Não é assim que nos comunicamos no dia a dia, jovens? Pois bem.

Ah! Você deve ter lido a linha-fina e pensado “Tá bom. A banda é a mais quente do momento e a menina simplesmente não sabe quem é o cara? Bullshit.” Bom, eu confesso que também pensei isso no primeiro momento, mas a Ali desenvolve essa parte da história com tanta naturalidade e tão cheia de sentido que não se torna nada absurdo. É doidinho, mas não é incompreensível.

O livro é escrito em primeira pessoa e pasmem, é o primeiro livro que realmente me satisfez nesse sentido. Apesar de já ter lido 8239874 livros em primeira pessoa, eu pessoalmente não gosto muito desse estilo, porque sinto que o autor muitas vezes deixa a desejar com relação à descrição, observação ou ao sentimento de um personagem que não o do principal, já que a história é contada do ponto de vista do mesmo. MAS acho que esse livro teve uma representação muito diferente e me agradou sem exageros.

DOIS

Sobre os personagens: me identifiquei HORRORES com a Stella. Ela não tem nada daquela garota “tradicional”, não é inteiramente girly e é cheia de dúvidas sobre o próprio futuro. Aliás, quem não? Ela sempre coloca as pessoas que ama em primeiro lugar até quando não deveria, além de sempre cobrar demais de si. Ela é encantadora, tem os melhores pensamentos e é super “sóbria” quando se trata de analisar uma situação. Isso eu realmente não sou e queria muito ser.

Outra coisa. Quem é esse Oliver Perry, gente? Alguém pode, por favor mandar embrulhar pra presente de Natal e me mandar? Sério, vou colocar o meu endereço no final desse post para a alma caridosa que quiser fazer uma garota feliz esse ano. Ele é sensível, doce, engraçado… Mas ao mesmo tempo é sexy, provocante, imponente e pode ser bem convencido de vez em quando.

Os garotos da banda… Gente, como eu terminei esse livro querendo ser amiga desses caras. Alec, Xander e JJ são a ALMA dessa história, e fico muito feliz que a Ali tenha conseguido o devido espaço e a devida essência a cada um deles, porque eu acho super difícil fazer com que tantos personagens interajam tão bem em uma mesma cena. O que é o companheirismo do Alec, a fofura do Xander e os comentários do JJ? Repito, a ALMA da história.

Meu coração acelerava loucamente a cada decisão maluca e a cada situação na qual Stella acabava se enfiando. Eu tive todos os sentimentos do MUNDO enquanto lia as aventuras dessa menina de 18 anos: felicidade, tristeza, agonia, raiva…!

E aqueles que acham que a história só se trata de uma garota que vive o sonho de todas as garotas do mundo por namorar um vocalista como Oliver Perry e ou do quanto ela é sortuda por tudo que passa com os Heartbreakers, se enganam PIAMENTE. Existe uma história muito mais profunda do que só esse relacionamento que me arrancou suspiros e me fez ficar tipo freaking out o tempo todo. Trata aquele momento de decisões tensas na nossa vida de uma forma bem verídica. Mostra como os nossos medos nos impedem de realizar os nossos sonhos. Nos ensina a ver a vida com outros olhos. Aliás, nos ensina a abrir os olhos.

Eu não esperava toda essa onda de sentimentos e aprendizados desse livro, e acho que é por isso que ele acaba de entrar para a minha lista de favoritos.

QUATRO

A parte engraçada: fui pesquisar sobre o livro depois que li e descobri que a Ali fez um “book trailer” usando cenas de séries e filmes (faço muito, obg). Foi MUITO engraçado ver quem ela imaginava como Stella e Oliver, porque eu errei feio, errei RUDE.

Eu imaginei o casal ligeiramente parecido com a da capa do livro, mas a Stella eu acrescentei a tal da franja e a mecha azul no cabelo. Agora o Oliver… Eu confesso que fiz uma pequena relação ao Harry Styles pelo estilo do garoto, mas achei que personagem tinha o cabelo mais claro como o cara da capa. Também achei que ele tinha um quê de Chay Suede de olhos azuis, sei lá. PORÉM, QUANDO VOU VER O TRAILER:

Sim, ela tinha pensado no meu crush Harry Styles, minha gente! <3

harry

Bom, brincadeiras e observações à parte, esse livro já está no meu coração e por isso precisei compartilhar. Só desejava do fundo do meu coração que tivesse uma continuação, porque olha = <3 Até deixei um comentário-bíblia para a Ali Novak no Wattpad elogiando o trabalho dela, me julguem!

Anyway… Eu o li em inglês, dei uma caçada nas internet e infelizmente não tem a versão em português (#chateada). Mas falo sério quando digo que é uma leitura bem tranquila, então pra quem quiser se arriscar, segue o link da edição publicada. Não achei para pdf, então vai o link do Wattpad! <3

E não esquece de dar aquela comentadinha básica aqui no brógui, rere

HeartbreakersGraphic

Resenha: Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída…

Em 17.08.2015   Arquivado em Livros

ChristianeF

Como boa jornalista que sou, tenho que fazer jus à profissão e lhes trazer algumas obras literárias verídicas escritas por jornalistas, né gente?

E eu não poderia fazer isso sem começar com Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída…, a obra com o teor mais pesado que já li. Porém, acho que ninguém deve temer esse livro, pois ele é reflexo de uma história real que acontece todos os dias pelas ruas do mundo todo.

O livro traz depoimentos factuais de Christiane F. recolhidos pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck durante o tribunal da infância e da juventude. Os dois jornalistas que escreviam para a revista alemã Stern ficaram chocados com o depoimento da garota sobre a realidade dos jovens de Berlim viciados em drogas, que dedicaram dois meses de entrevistas que resultaram no livro.

Os infortúnios de Christiane começam quando ela passa a ter contato com maconha e outros entorpecentes no grupo de jovens ao qual frequentava, aos 11 anos. Depois ficou fascinada pela discoteca mais badalada da Europa, a Sound, ao qual passou a ir sempre. Lá ela descobriu a heroína. Inicialmente ela se recusa a experimentar, mas uma vez que ela se arrisca… Não tem mais volta. Se torna mais uma viciada em Berlim que, para sustentar o vício, passa a se prostituir.

A obra mostra a linha tênue que existe entre uma criança e as desgraças do mundo. Por meio de depoimentos de Christiane, e até mesmo de depoimentos da mãe dela, você acompanha a trajetória de uma pré-adolescente que se muda do interior para a famosa cidade de Berlim junto com sua família, que começa a se desestruturar deste momento em diante. Você acompanha os dramas dela a fundo, começa a torcer para ela de uma forma que nem mesmo você acredita, porque infelizmente é uma história real, e não há nada que possa mudá-la.

Você conhece amigos de Christiane que viveram, morreram desapareceram e nunca mais se ouviu falar… Acompanha um show do David Bowe… Acompanha as tentativas e fracassos da garota para se curar em reabilitações… Enfim. É um retrato real e fiel. Uma história triste com uma boa lição.

christianefgiveup

Acho que esse livro ainda deveria ser material solicitado nas escolas, pois é a melhor maneira de aproximar as pessoas da verdadeira realidade que cerca o mundo das drogas e entendê-las do pior jeito possível: com uma história real.
Ah, a edição que eu li é da foto ali de cima, como vocês bem podem ver. Eu indico que vocês tentem consegui-la, pois esta edição traz fotos da Christiane na época em que ela vivencia tudo aquilo, e eu achei bem legal, uma coisa melhor documentada.
E pra quem não sabe, a Christiane F. continua vivinha da silva (não sei como, mas está) e escreveu uma autobiografia dela sobre o “depois” desse primeiro livro. E eu realmente mal posso esperar para lê-lo e contar para vocês!

Créditos foto: http://anacaroamaral.com.br/?s=christiane+f

Créditos foto: http://anacaroamaral.com.br/?s=christiane+f

E pra quem ficou interessado nessa história super bem contada, e como eu, sempre fica pesquisando tudo o que puder sobre o assunto, livro, personagens… Tem um filme de 1981 baseado na obra dos jornalistas alemães! E sim, é um filme alemão! Eu gostei bastante e super indico!

Adorei a maneira como a Christiane e os seus amigos são retratados. Parece que a história ganha mais cor quando você finalmente pode conhecer, através do filme, os lugares citados pela biografada.

christianefamigos

Dá uma conferida no trailer, benhê! É um filme antiguinho, mas vale MUITO a pena.

Bom, é isso, babies! Depois que fizerem a lição de casa, venham me contar! <3

PDF – Eu, Christiane F., 13 Anos, Dro – Kai Hermann

Filme: Cidades de Papel

Em 13.07.2015   Arquivado em Na tela

Cidades1

EU SEI, demorei, mas o post chegou lindamente! Assim que o filme Cidades de Papel lançou nos cinemas, corri o mais rápido que pude para assistir. A minha ansiedade era realmente grande porque o livro é um dos meus favoritos na VIDA. Não é à toa que até já o resenhei aqui no blog.

Galera que não assistiu ainda, NÃO SE PREOCUPE, não haverá spoilers.

Pra quem não conhece a história, aqui vai a sinopsezinha!

Quentin Jacobsen (Nat Wolff), mais conhecido apenas como Q, é um garoto comum que acredita que todo mundo tem o seu próprio milagre na vida, e o dele foi ser vizinho e colega de escola de Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne).

Quando crianças, Q e Margo era bem próximos e estavam sempre juntos, brincando e andando de bicicleta pelo bairro, mas depois de uma tarde em que os dois, aos 10 anos de idade, encontram o corpo de um homem morto, tudo muda. Eles acabam se afastando e vivendo seus próprios mundos, mas Q continuou a amá-la secretamente durante seis anos.

Q está no último ano do ensino médio e faltam apenas duas semanas para o fim de toda aquela etapa de sua vida. Não poderia estar mais feliz, tudo estava correndo como deveria correr. Sim, ESTAVA. Até a noite em que Margo aparece na janela convocando-o para se juntar a ela em um plano de vingança contra seus amigos e namorado. Sim, ele vai. E não se arrepende.

gif1

Se diverte e conhece Margo além da beleza exorbitante que ela emana e se vê ainda mais apaixonado por ela. Se diverte e se sente mais vivo ao lado da garota, que o instiga e o desafia, fazendo-o conhecer seus próprios limites. Se sente… Único.

Nada poderia ser mais incrível, e Q mal podia esperar pelo dia seguinte na escola. Estava louco para saber como seria a relação deles depois de uma noite maluca como aquela. Só que esse encontro nunca acontece, porque Margo acaba sumindo misteriosamente.

Inconformado, Q e seus amigos começam a procurar pelas pistas que Margo sempre deixa para as pessoas quando some, e a coisa os leva para um mar de mistérios sem fim que só assistindo pra saber.

Bom, tenho que dizer que o filme foi mais fiel ao livro do que eu esperava. Foram uma ou duas cenas que eu realmente senti falta, mas mais por ser fã do livro do que por necessidade da cena em si. A história foi super bem amarradinha, e não ficou nenhuma coisa sem entendimento.

A coisa que mais me cativou foi a química entre Q (Nat Wolff), Ben (Austin Abrams) e Radar (Justice Smith). É aquela coisa que me conquistou logo de cara, sabe? Eles conseguiram mesmo transmitir aquela cumplicidade entre adolescentes. Impossível não se identificar com aquela zoeira sem limites, e ao mesmo tempo, aquela amizade pra qualquer hora. Me arrancaram loucas risadas. Quase enfartei com os três cantando a música-tema de Pokémon!

Paper2

Outra coisa que me surpreendeu bastante foi a atuação da Cara Delevingne como Margo Roth Spiegelman. Por mais que eu já gostasse bastante dela, não esperava muito, sabe? Era aquela dúvida de “será que ela só está no filme porque está em evidência na mídia?”. Mas ela realmente mandou bem e soube dar vida à misteriosa e divertida Margo. Sem exagerar e sem faltar. A Margo é aquilo mesmo e pronto, perfeito. As cenas entre Nat e Cara me arrepiavam, me deixavam curiosa. Os olhares, os gestos… Não existiriam atores melhores.

Cidades3 Cidades4

Isso tudo sem falar da trilha sonora MA-RA-VI-LHO-SA. Tudo se encaixava no lugar certo e dava aquele ar de filme dos anos 90 sem ser dos anos 90. Já pesquisei a trilha todinha pra colocar no meu iPod, porque sim. A que eu mais gostei foi a música em que toca no momento em que Q e Margo estão dentro do carro e ela coloca a cabeça pra fora. Fiquei realmente extasiada.

Pra quem ficou com a curiosidade em saber qual é:

Lost It To Trying (Paper Towns Mix) – Son Lux

gif2

A verdade é que eu saí da sala de cinema querendo dizer “missão cumprida” pro elenco, produção e toda a equipe que fez parte desse filme, juro. As mínimas mudanças não alteraram em nada com relação a trama e a lição final. Continuei com o mesmo frio na barriga e a reflexão que se apossou do meu cérebro no momento em fechei o livro há um ano atrás. E acho que se isso tudo saiu tão fiel a obra literária, foi graças ao próprio John Green, que participou das gravações do começo ao fim. Ter o autor ali do ladinho deve ter colaborado muito para que a fidelidade e a essência não fossem perdidos.

Cidades5

O filme só me fez ter mais certeza do gênio que o John Green é. Já disse uma vez e repito: Green não é só mais um autor que escreve pra arrancar lágrimas de adolescentes. Ele escreve com propósito, com alma, com bagagens culturais inimagináveis… E com lições a se passar. Me fez pensar de novo e de novo sobre toda a minha vida. Me fez pensar no seguinte:

Qual é o meu milagre?

gif3

Eu já quero o DVD! T-T

Quem aí já assistiu Cidades de Papel? O que achou? Compartilha aí! <3

Resenha: Cidades de Papel

Em 08.07.2015   Arquivado em Livros

DivCidades

Sei que já postei uma resenha de livro essa semana, mas, gente, não dá. Nem parece que eu leio tanto quanto falo, mas a verdade é que desenvolvi uma certa compulsão de sair comprando mais livros do que consigo ler, aí a coisa tá bem louca, mas prometo que não vou mais deixar ninguém na mão.

Agora é a vez de mais uma célebre obra de um dos meus escritores mais amadinhos, João Verde John Green. Pra quem não lembra, fiz uma resenha de um outro livro dele anteriormente aqui no Além do Meu Mundo (se não lembra, corre aqui). Cidades de Papel é um dos meus livros favoritos, e não é porque é modinha. Não é porque é John Green. Quer dizer, esse segundo ponto influencia muito, mas a culpa mesmo é das estrelas da história.

Li esse livro já tem mais de um ano, e fiquei bem animada quando soube que um filme seria produzido. Então decidi esperar até o lançamento do filme, que é AMANHÃ, para resenhar o livro, e SIM, resenhar o filme!

Então vamos ao que realmente importa! <3

O livro é contado em primeira pessoa, pelo nosso personagem principal, Quentin Jacobsen, mais conhecido como Q. A história começa sem nenhuma pretensão, com Q contando um pouco sobre sua infância e como conheceu Margo Roth Spiegelman, uma garota magnífica que é sua vizinha e colega de escola desde sempre. Sim, Q é apaixonado por Margo, e sim, é uma paixão platônica. Eles sequer se conversam, são de grupos completamente distintos. O bom e velho desconhecido e atormentado pelos valentões e a querida e popular amada por todos.

Mas acontece que as coisas nem sempre foram assim. Lembram que falei ali em cima que Margo e Q são vizinhos? Pois bem. Quando pequenos, os dois conviviam bastante, eram super amigos e andavam juntos pra lá e pra cá. Só que tudo mudou depois de uma tarde em que as duas crianças encontraram um homem morto no parque. Alguma coisa aconteceu que fez a conexão entre eles se romperem. Talvez tivessem sido os fios

Enfim, depois desse episódio, a amizade deles nunca mais foi a mesma. Até a noite em que Margo Roth Spiegelman invade o quarto de Q com o rosto pintado e vestida de ninja intimando-o a ser seu piloto de fuga e assistente em um plano de vingança. E é claro que… Ele topa na hora.

cidades1

A noite se torna longa e cheia de aventuras, desde compras no supermercado a invasões domiciliares, pegadinhas, arrombamentos, castigos e fugas. Isso sem mencionar uma visita a um dos prédios da cidade e uma invasão ao Sea World.

A noite não poderia ter sido mais incrível para Quentin, ao qual estava vivendo um sonho aventureiro ao lado de sua paixão adolescente, rendendo risadas e muito autoconhecimento. Margo mostrou que era muito mais do que os olhos dele eram capazes de captar, e ele mal podia esperar pelo dia seguinte para ver como as coisas se desenrolariam entre eles na escola.

O problema é que esse dia jamais chegou. Ou melhor… O dia chegou, mas o encontro não. Margo Roth Spiegelman não apareceu na escola. Os boatos era de que a nossa misteriosa mocinha simplesmente havia desaparecido, e ela, que tanto adorava mistérios, acabara de se tornar um. Ou seja… Se vocês acharam que o que eu contei ali em cima já era a aventura… Estavam enganados, pois é aí que a aventura realmente começa!

cidades2

Ao lado de seus melhores amigos Radar e Ben, Q começa a juntar peças e desvendar pistas para descobrir o paradeiro de Margo. É quando ele finalmente descobre as Cidades de Papel. Quer saber o que são? Sorry, segredo secreto!

Depois de descobrir o que são as benditas Cidades de Papel e vasculhar lugares abandonados ao lado de seus amigos, Q conclui que finalmente tem pistas suficientes para encontrar Margo. Inesperadamente, Q percebe que contará com a ajuda de não só os seus dois melhores amigos, mas também Lacey (namorada de Ben e amiga de Margo).

Devo dizer que COMO SEMPRE, o John Green me surpreendeu. Mesmo sabendo que o estilo dele é surpreender, eu sempre acho que vou conseguir acertar o que vai acontecer no final, e nunca é aquilo realmente.

Acho que esse livro precisa ser lido por todo mundo, sério. Além da leitura leve e divertida que faz você rir do começo ao fim quando participa dos diálogos de Q, Radar e Ben, existe realmente um ensinamento por trás dessa história (em todas as histórias do Green, na verdade).

De todas as obras, acredito que essa foi a qual John Green mais se dedicou à pesquisa. Se alguém tinha dúvidas do nível de escrita dele, é nesse livro que se começa a repensar tudo. Os livros dele não se tratam apenas de arrancar lágrimas das menininhas. Em “Cidades de Papel”, os jovens finalmente conhecem a literatura de Walt Whitman, “Folhas de Relva”, e boa parte da história é baseada em um poema desse livro. É impressionante. Além disso, há também a pesquisa sobre as Cidades de Papel. Esse termo realmente existe e é super bem explicado no final do livro, o que eu havia achado desde o início que era apenas uma ideia saída da cabeça de John. E o mais incrível é que tudo isso se encaixa PERFEITAMENTE.

Lembro que depois que li o livro eu estava voltando do estágio, e eu fiquei simplesmente estática, em silêncio. Não conversei com ninguém por umas duas horas e tudo o que eu conseguia fazer era refletir sobre tudo o que eu havia acabado de ler, e como todas aquelas palavras e reflexões eram tão reais.

“Cidades de Papel” não é só romance, não é só comédia. Não é só sobre uma menina que quer se vingar de seus amigos. Não é sobre uma menina que desaparece. Não é sobre um paradeiro. É sobre mim, sobre você. É sobre como as pessoas nada mais são do que… Pessoas. Pessoas preocupadas demais em serem algo além do que elas mesmas são. Sobre as pessoas olharem umas para as outras e não se enxergarem de verdade, e sim o reflexo de si mesmas.

Cidades3

Se quiser entender um pouquinho mais da história, que tal um vídeo do próprio John Green explicando? <3

Curtiu? Dá tempo de ler o livro!

PDF – Cidades de Papel – John Green

Resenha: Se Eu Ficar

Em 26.06.2015   Arquivado em Livros

DivSeEuFicar

Sim, Nats lê livros da modinha, e daí? Se reclamar, leio “50 Tons de Cinza” e escrevo a resenha! Só que não.

Enfim, ouvindo das pessoas que o livro era maravilindo, que eu ia adorar e coisa e tal… E depois vendo o trailer que me deixou de olhinhos lacrimejando no cinema com a música “Say Something”, eu resolvi me entregar aos encantos de “Se Eu Ficar”.

Para quem ainda não leu ou assistiu, a trama conta a história de Mia Hall, uma garota bem diferente das garotas de sua idade e até mesmo de sua família. Para começar, ela é filha de pais punks. Todo mundo adoraria ter pais assim, liberais, divertidos e que nos incentivassem a ir em festas para voltar só no outro dia. Todo mundo, menos a Mia. E para completar a coisa, ela seguiu um gosto completamente diferente da família, do pai que tinha uma banda de punk rock. Mia se apaixonou pelo violoncelo e se tornou uma incrível musicista clássica.

Tem como ser um patinho feio mais feio que esse? Tem! Mia acaba se apaixonando pelo rockeiro popular da escola, Adam, o garoto dos sonhos de qualquer adolescente. O fato dele se interessar por Mia é algo que a intriga desde o começo, pois ambos são completamente diferentes. Mas né… Os opostos se atraem.

IfIStay

E a história que parece linda, perfeita e cheia de coisas fofinhas acaba se definhando quando um acidente de carro horrível acaba matando os pais e o irmãozinho de Mia. A garota se vê no meio dos destroços do carro enquanto paramédicos e ambulâncias chegam para socorrê-los. Assiste à tudo: seu corpo sendo levado, os médicos tentando reanimá-la… Se vê na sala de cirurgia, na UTI… Então percebe que está fora do seu próprio corpo, e ninguém é capaz de vê-la. Percebe que a Mia deitada na maca está em coma.

Seu mundo vira de cabeça para baixo e ela se vê em uma encruzilhada, pois não consegue imaginar um mundo em que sua família já não esteja mais ao seu lado. Mas por outro lado, sofre ao ver Adam, seus avós e sua melhor amiga Kim implorando e até mesmo rezando pela sua melhora.

Então ela percebe que tudo está em suas mãos. A decisão de morrer ou viver é dela e somente dela. Ao longo desse tempo, Mia começa a pesar as coisas, a reviver momentos e a refletir se vale a pena ficar ou não.

IfIStay2

“Então do que você não gostou, afinal?” . Pois bem, a ideia da história em si é linda e diferente de tudo o que eu já li. O ponto de vista de uma garota em coma e que decide pela própria vida! Sim, é tudo bonitinho, mas a narrativa não me agradou muito, achei a história pouco aprofundada e faltando detalhes, sabe? Os personagens são muito bons, especialmente os pais de Mia, pelos quais eu me apaixonei desde o primeiro momento.

O problema não é a história em si, e sim COMO as coisas acabam se desenrolando. Depois de ler o livro, acabei assistindo o filme… E foi uma situação bem estranha, porque eu nunca tinha achado um filme melhor do que o próprio livro, e isso me frustrou.

E pra terminar de piorar, um dos motivos pelos quais eu havia comprado “Se Eu Ficar”, é porque eu queria ler um livro que não fosse uma saga, pois estava muito nessa. Então, ao terminar, descubro nas últimas páginas que haverá uma continuação. Fuén! E que não vai ter continuação do filme! Fuén duplo!

Tirando esses conflitos internos meus e da vida, é uma boa história. Apenas não entrou na minha lista de favoritos. PORÉM, Nats é brasileira e não desiste. Por isso, vou ler a continuação e dizer o que achei, belê? Belê!

E quem leu, o que achou do livro? Coloque tudo na caixinha!

Se não leu, NÃO SEJA POR ISSO! Abaixo, o pdf do livro. Lição de casa, ma cheries!

PDF – Se Eu Ficar – Gayle Forman

Filme: The Duff

Em 11.06.2015   Arquivado em Na tela

Duff1

Coleguinhas of my life! Não é que eu gostei dessa coisa de trazer filminhos pra vocês?

Como já expliquei nesse post aqui, minha dica vai ser dupla, o que significa que vou falar sobre o filme que foi baseado em um livro. Amei ambos e decidi resenhar AMBOS. Legal, né? Bate aqui o/

TUDO COMEÇOU COM O FILME. Lamento que tenha sido assim, mas a vida… A vida é uma caixinha de surpresas ~Joseph Climber moments~.

O filme The Duff é muito tranquilo. Comentei que gosto de filmes “mamão com açúcar” a la high school, lembra? Só que esse aqui não é bem um Clube dos Cinco, que trazia bastante reflexão. É mais do mesmo. Sim, você não leu errado.

“Se é mais do mesmo, por que indicá-lo?”. Porque eu quis! Brincadeira. The Duff me atraiu porque fazia MUITO tempo que eu não assistia um filme atual com a mesma pegada de filme teen engraçado, como “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”. Esse filme é novinho, desse ano, e faz menção a diversas coisas que faz parte do nosso cotidiano, o que torna as piadas bem atuais.

A história é meio clichê, mas ganha um “termo novo”. Bianca Piper (Mae Whitman) sempre esteve ao lado de suas melhores amigas, Jess (Skyler Samuels) e Casey (Bianca A. Santos). As duas sempre foram bem cobiçadas pelos garotos, o que para Bianca era completamente simples e normal ATÉ QUE… Descobre que dentre todos aqueles rótulos tão bem conhecidos na escola (nerd, atleta, popular e blablabla…), ela faz parte de um novo grupo: Duff (“Designated Ugly Fat Friend”. Tradução livre: Designada Amiga Feia e Gorda). Segundo a definição que o popular Wesley Rush (Robbie Amell) dá ao termo, Duff é aquela amiga que não é bonita, e isso faz com que as suas outras amigas se sobressaiam. Por ela não ser cobiçada, se torna alguém fácil para abordar e chegar finalmente ao alvo de interesse.

Duff2

Revoltada, Bianca se sente enganada pelas amigas e pede ajuda a quem? AO PRÓPRIO Wesley, quem lhe nomeou uma Duff. Aí você já fica “OMFG!”. Ela decide que não quer mais ser uma Duff, por isso faz uma troca com o Wes: promete ajudá-lo a passar em Ciências para continuar a jogar no time desde que ele a ajude a mudar.

Duff3

Tudo maravilhoso, né? NOPE. Para uma história high school ser perfeita, falta uma personagem extremamente necessária, e qual é? A VILÃ! No livro não temos essa personagem, mas acho que no filme foi mais que necessário. Madison (Bella Thorne) é a típica “garota má” popular e desejada que, ADIVINHEM! Isso mesmo, é a namorada “ioiô” de Wes. E é CLARO que ela fica emputecida da vida quando descobre uma certa “aproximação” dele com Bianca. O que ela faz? Arruína a vida da coitada, espalhando diversos vídeos embaraçosos na internet, o que abre uma aba para o filme discutir o cyberbullying, uma vertente do bullying já mencionada no blog. Não lembra? Passa aqui.

Duff4

Com os vídeos, Bianca fica totalmente exposta a ofensas na escola, o que piora ainda mais a situação, já que a nossa protagonista tem uma queda por um músico, Toby (Nick Eversman). Para ajudá-la até mesmo com o garoto, Wes se torna o “treinador” de Bianca, e a faz passar por várias “lições”, como ir às compras, aprender a falar com garotos, saber o que fazer em encontros e tudo mais o que você imaginar. Eles tornam grandes amigos e as piadas são incríveis. Eu ri do começo ao fim, sem brincadeira!

Duff5

E como todo filme high school, o que obviamente acontece? A amizade de Wes e Bianca se torna ainda mais forte e e e e… Eles acabam percebendo estarem apaixonados, um pelo outro, no desenrolar. E mesmo sendo tão óbvio, é a coisa mais linda quando acontece. Apesar de ser o clichê que eu tanto tenho falado, esse filme tem muito mais comédia que “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”, e torna o casal mais fofo ainda, porque você percebe uma química diferente na maneira deles se tratarem e tirarem sarro da cara do outro. ALIÁS, achei que o elenco foi muito bem escolhido, principalmente a nossa Bianca e o nosso Wes. Mae e Robbie tiveram uma química incrível, sério mesmo! Tão bom quanto no livro!

Duff6

Você se sente à vontade com tudo muito rápido. O cenário, o diálogo, os personagens… Sei que bato muito nessa tecla dos personagens e do elenco em todas as “resenhas” que faço, mas é meio óbvio, né? A história pode ser péssima… Mas se o elenco consegue segurar e os personagens têm profundidade, a trama vai embora.

Uma personagem que eu realmente adorei foi a mãe da Bianca, Dottie (Allison Janney), uma divorciada que depois de sofrer muito com a separação, escreveu um livro, deu a volta por cima e se tornou uma figura conhecida, dando palestras sobre motivação e independência. Ela não é aquela mãe que não se importa, muito pelo contrário! Tenta estar presente e fazer com que a filha siga os dez passos do livro dela de uma maneira super divertida. No livro a situação é um POUQUINHO diferente, mas a relação das duas não foge muito disso.

The Duff é um filme baseado no livro de Kody Keplinger. Se vocês curtiram a resenha do filme e ficaram interessados no livro, fiz uma resenha e disponibilizei um PDF mara. Vem ver!

Trailer:

É isso, bebês! Adorei e indico!

O que acham? Já assistiram? <3

Resenha: The Duff

Em 11.06.2015   Arquivado em Livros
Foto ilustrativa. Créditos: http://poderdegarota.blogspot.com.br/2015/01/livro-do-dia-duff.html

Foto ilustrativa. Créditos: http://poderdegarota.blogspot.com.br/2015/01/livro-do-dia-duff.html

Bom, vamos a uma nova indicação de livro, o livro que eu menos esperava da VIDA. E como eu amei essas horas de leitura, gente! Sim, vocês não leram errado. Eu disse horas.

Sabe aquele livro sem pretensão que você não espera absolutamente qualquer coisa dele? Esse é The Duff. Calma! Vou ter que situar vocês um pouquinho.

Algo que muito me irrita tem acontecido frequentemente. Sabe aquele dia sem propósito que você simplesmente escolhe um filme pra assistir de bobeira? Então, todas as últimas vezes em que fiz isso, me irritei ao descobrir que o filme que eu acabava de assistir era baseado em uma obra literária, e eu fiquei com muito medo de me tornar o tipo de gente que eu mais critico na face da Terra: pessoas que assistem o filme e não leem the damn livro.

taylorew

Desesperada com a possibilidade de eu ter me tornado esse tipo de ser humano, decidi que leria o livro do último filme que eu havia acabado de assistir: The Duff. Como eu estava com uma certa urgência de não poder esperar, acabei baixando o livro em PDF (vão ter que me perdoar por não ter fotos próprias do livro). Não sabia quando ia ler o livro, mas ia lê-lo nem que fosse a última coisa que eu fizesse na vida.

Fiz a resenha do filme e pensei “Caraca, mas e o livro?”. Não achei justo e segurei a resenha todos esses dias, ansiosa pra postar porque eu realmente AMEI o filme. Decidi que iria publicar os dois juntos e pronto. Então esse post será o “post duplo” do blog. E me aguentem, porque isso acontecerá bastante daqui pra frente. Vão ter que me engolir.

Agora, antes que vocês desistam de ler a maldita resenha, vamos começar dizendo que AMEI o livro. E o primeiro motivo? É diferente do filme. Calma, não fiquem com essa cara de interrogação. Geralmente é mesmo uma porcaria quando o filme destoa muito do livro, mas nesse caso, acho que foi bem positivo, porque o longa funcionou mais como uma versão mais engraçada de “A Nova Cinderela” ou coisa do tipo, e o livro explorou o tema muito mais do que eu poderia IMAGINAR.

Antes de mais nada, vamos a explicação do nome do livro, no caso, The Duff. Sim, ele não tem uma boa tradução, e eu fiquei imensamente feliz em saber que a editora não tentou traduzir o nome dele. MAS, para quem quer saber, o termo é uma gíria americana: Designated Ugly Fat Friend (em português Designada Amiga Feia e Gorda).

Explicado TUDO, vamos ao que interessa. Bianca Piper é uma adolescente de 17 anos bem diferente das que estamos acostumados a conhecer. Tem como característica mais marcante o seu cinismo e a sua sinceridade. Aquela garota que preza mais pelo QI do que pela beleza dos outros. Aliás, não se acha nem a mais bonita ou a mais atraente dentre duas melhores amigas, Casey e Jessica. Também é a menos festeira. Considera todo tipo de diversão normal de adolescentes – como bailes de formatura ou festas – uma tremenda perda de tempo. Amar? “Amar” era uma palavra muito forte para estar no vocabulário de uma adolescente, e segundo ela mesma, “amor leva-se anos para se desenvolver”.

Pois bem! Ela não se importava muito com o que as outras pessoas pensavam dela. É, eu disse “não se importava, pois tudo isso muda numa noite em um bar, quando seu colega de escola Wesley Rush, que ela considera o cara mais nojento e mulherengo, a chama de Duff. Ao entender o significado do termo, faz o que toda garota ofendida faria em seu lugar: joga Coca-Cola nele, claro.

THEDUFF2

Ok. Tudo superado? Não. Além desse novo rótulo ter surgido em sua vida e ela se sentir perseguida por ele mesmo que ninguém saiba da existência dele, Bianca também está com alguns problemas em casa que até então ela não julgava sério. Nossa protagonista é daquelas que odeia vitimismo, melação e drama queen, então ela guarda muita coisa pra si mesma. O casamento dos pais de Bianca está em crise já tem três anos, mas a bomba parece começar a estourar só agora.

Diferente do que vocês vão ver no filme, o pai de Bianca faz parte da história de verdade. A mãe dela é quem sempre está fora, viajando a trabalho, fazendo palestras motivacionais por causa do livro de auto-ajuda que ela mesma escreveu. Mas dessa vez aquela parecia a viagem mais longa, pois já fazia dois meses que ela não voltava.

Depois de flagrar um telefonema um tanto quanto meio tenso entre seus pais, ela já começa a vivenciar o drama com mais força. Começa a se sentir perdida, não com o fato da possível separação que ela já esperava há algum tempo, mas pela situação. E quando não parecia que a vida dela estava mais bagunçada, o que ela acaba fazendo num momento de alívio e stress? Beija Wesley Rush instintivamente. E obviamente se arrependeu as hell.

E é aí que a nossa história decola. Mais uma vez, diferente do que acontece no filme, Bianca começa um relacionamento de “friends with benefits” (amigos coloridos) com o cara que ela mais odiava na face da Terra. E é claro, tudo bem secretinho, pois ela não queria ser comparada com as dúzias de meninas quaisquer que se deitavam com Wes.

O que parece um tanto quanto óbvio e clichê conseguiu realmente me prender numa tarde, sério. Texto simples, divertido e cheio de piadas ótimas. Eu simplesmente não conseguia parar de devorar o livro gente! E em várias vezes eu soltei gargalhadas. Fazia muito tempo que um livro não me fazia rir como esse.

Eu simplesmente me apaixonei por cada personagem e por cada particularidade que cada um trazia conforme iam aparecendo. Wes é aquele mulherengo que NÃO TEM como não se apaixonar. Ele sempre se mostra aquele cara interesseiro e piadista, mas que ao longo da leitura você vai descobrindo que ele é muito mais que músculos e sexy appeal.

WES

Na verdade, ele se mostra um ótimo ouvinte e uma pessoa com tantos problemas quanto Bianca. E esse é mais um vínculo que se cria entre os dois durante a nossa jornada, e isso torna a leitura ainda mais instigante.

Bom… APESAAAR da nossa protagonista ser cheia de “não me toques” e particularidades que só ela poderia ter sobre o mundo jovem… Ela não é de ferro. Tem uma quedinha de três anos por um carinha da escola pouco convencional, Toby Tucker. Sinceramente gostei muito mais dessa versão do Toby do que o do filme. Nosso personagem literário é mais profundo e ao mesmo tempo simples. É inteligente, sincero, romântico e prático. Não tem o que complicar!

Muita coisa acontece e que eu não vou contar até que Bianca se encontra num triângulo amoroso, tendo que escolher entre o cara mais perfeito e o cara mais safado.

Nessa hora eu já estava em conflito interno porque me vi apaixonada pelos dois, juro. E pela história também, pelo rumo que ela tomou. Não esperava que nada daquilo fosse acontecer, especialmente por já ter assistido o filme. Esperei que tivesse uma coisinha ou outra diferente, mas não. Então a cada corrida dos meus olhos pelas linhas, minha boca formava um “o” maior ainda.

Pra vocês terem uma boa noção, eu li em PDF em UM DIA e vou comprar esse livro porque o quero na minha prateleira. Porque sim, porque vale. Eu gostei e indico pra vocês lerem AGORA.

fireworks

Não quer ler? Chateadíssima. Mas então passa aqui pra ler sobre o filme e assistir o trailer! Quem sabe não dá a louca e vocês repetem o meu lapso?

 

PDF – The Duff – Kody Keplinger (Português)

Resenha: Antes Que Eu Queime

Em 02.06.2015   Arquivado em Livros

Resenha

Hoje vim falar de uma história diferente e que me enlouqueceu! Sabe aqueles livros que te ganham pela capa? Esse mesmo! Diferente de todos os livros que eu citei até agora, “Antes Que Eu Queime” é uma obra pouco conhecida aqui no Brasil, mas que não deixa de ter uma história incrível.

O livro é escrito pelo norueguês Gaute Heivoll e é um romance documental (uma obra de ficção baseada em uma história verídica) sobre uma série de incêndios que aconteceu em Finsland em 1978. Coincidentemente é o mesmo ano em que o autor nasceu, o que faz com que ele intercale sua história pessoal com um recorte de fatos históricos durante um espaço de tempo de 20 anos.

De uma forma atraente, ele consegue cruzar dados reais com ficção sem que aquilo parecesse uma coisa bizarra e sem sentido.

Na trama, você acompanha a história de um menino tímido que certa vez ouve de sua professora que ele tem um incrível dom para a escrita e anos mais tarde… Adivinha! Ele vira escritor! Depois, entra na busca louca de reunir todos os dados para documentar aquilo que se passou. Você percebe que apesar do foco central serem os incêndios, tudo gira em torno do “escrever a história”. Então, voltamos no tempo através de flashbacks que reconstroem o seu passado e a história dos incêndios misteriosos.

antesqueuqueime

Apesar de não ser fã de cidades pequenas, adoro livros que trazem esse tipo de cenário, principalmente quando se trata de resolver algum caso de investigação, pois de alguma maneira, todos os personagens se conectam e lhe dão a resposta. E na pequena vila de Finsland não é diferente. Um é professor de outro, que é amigo de outro, que é vizinho de outro… É uma rede que se forma e você fica doido. Cada hora você acha que o culpado é um!

E se você é como eu, que ama histórias bem ambientadas e super descritivas, vai se APAIXONAR por essa obra, escuta o que eu tô te falando, mermão. Chega momentos em que você consegue imaginar com detalhes absurdos os cenários que o autor cita.

Gente, o Heivoll é simplesmente um gênio. Eu nunca li nada parecido com esse livro. Ele conseguiu, com maestria, fazer com que a própria história dele fosse tão importante quanto os fatos que assombraram o sul da Noruega. O livro é bão, pessoas, de verdade. Não é à toa que ganhou o Prêmio Brage 2010 (Noruega).

Com isso, eu concluo essa resenha apenas com uma dica:

ReadTheBook

E não esquece de me contar depois!

 

“[Este livro] é baseado no que aconteceu, mas ao mesmo tempo foi escrito no espaço livre entre a realidade e o sonho.”

Gaute Heivoll

Leia um trecho de “Antes Que Eu Queime”!

Resenha: A Menina Mais Fria de Coldtown

Em 12.05.2015   Arquivado em Livros

 

AMeninaMaisFria

Procurando um livro mais sombrio? Então vocês estão no lugar certo, champs! 🙂

Convido vocês para se aventurar no mundo de Holly Black, em A Menina Mais Fria de Coldtown. O livro é um dos meus favoritos, e conta a história de Tana, uma garota de 17 anos que vive num lugar um tanto quanto… Diferente. Muros separam a sua cidade de vampiros que vivem em isolamento perpétuo com outros seres humanos que servem de alimento para os predadores. Esses lugares se chamam Coldtowns. Uma vez que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais poderá sair.

Pois bem! A nossa história começa com algo bem sangrento, quando Tana acorda em uma casa na qual aconteceu uma enorme festa e descobre que todos os seus amigos presentes estão mortos. Ela, seu ex-namorado infectado Aidan, e Gavriel, um rapaz misterioso, são os únicos sobreviventes do massacre.

Tanto Aidan quanto Gavriel estão amarrados e Tana precisa correr contra o tempo para salvá-los, pois os vampiros que realizaram a carnificina estão sedentos para entrar no cômodo em que estão, e faltam poucas horas para o anoitecer. A garota descobre que o rapaz misterioso, é na verdade um vampiro, e que os outros estão atrás dele.

Desesperada, ela salva Gavriel e Aidan, mas em meio a fuga, ela também acaba sendo “mordida”, e corre o risco de se transformar em vampira dentro de 72 horas. Não tendo escolha, sabendo que correm perigo e Aidan está infectado, o que significa que em breve será um vampiro, Tana decide guiar seu pequeno grupo para uma Coldtown, onde muitas coisas vão acontecer e eu não vou contar, é claro!

AMeninaMaisFria2

Gente, confesso que nunca li nenhum livro na linha terror. E não é nem pelo fato de eu ter medo (na verdade, eu tenho), mas também porque nunca nenhum livro desse gênero me chamou a atenção como este. O título me instigou no primeiro momento que meus olhos deram de encontro com o livro!

Achei diferente daquela coisa de The Vampire Diaries, True Blood ou Crepúsculo, em que vampiros acabam vivendo sorrateiramente no mundo dos humanos e estão sempre à espreita. No livro de Holly Black, esses seres noturnos só podem viver dentro de Coldtowns. Você começa a se perguntar o que acontece lá dentro e como é a convivência dos vampiros e dos humanos que são obrigados a servirem de comida. E só pra avisar, não tem nenhum vampiro bonzinho à lá Edward ou Stefan, tá, galere? Então se preparem!

WTFCullen

A obra traz uma leitura rápida e instigante que faz você não querer parar de ler para saber o que vai acontecer nessa terra de gente maluca. Fiquei tão curiosa que li esse livro em dois dias! Teve nem graça, people! T-T Depois fiquei sofrendo porque o livro acabou.

Outra coisa que muito me agradou foi a parte gráfica. A cor azul foi o que mais me chamou a atenção (não sei se porque eu amo azul, but…). Fora que em cada divisão de capítulo a autora teve a preocupação de trazer frases super intrigantes e conhecidas que acabavam tendo a ver com o capítulo em si. Ah, e todas as páginas trazem como elemento gráfico manchas de sangue. Gente, A-MEI.

Gostei tanto da história que fui procurar a respeito para descobrir se havia possibilidade de se tornar filme. Fiquei #chateada porque nem vai. PORÉM, NO ENTANTO, TODAVIA, achei dois booktrailers incríveis que conseguiram fazer com que eu me contentasse um pouquinho!

Dá uma bizoiada!

 

E aí, ficaram curiosos? Então não percam tempo e leiam! *-*

 

Você é mais puramente você do que qualquer um que eu conheça. E, se você não consegue mais ver quem é essa pessoa, então se veja da forma como eu o vejo

– A Menina Mais Fria de Coldtown

A Menina Mais Fria de Coldtwon – Primeiro capítulo em PDF

Bullying não é brincadeira!

Em 07.05.2015   Arquivado em Off topic

 

bullying

Não, não saia. Não feche a aba do seu navegador agora que você viu o assunto do qual eu vim falar hoje. Já está cada vez mais comum as pessoas ignorarem o tema por acharem que é bobeira, que falar de bullying é algo totalmente clichê.

Se fosse clichê, com certeza não haveria tantos casos se desenrolando dentro das escolas do mundo todo, dia após dia. Aliás… Achar que o sofrimento das pessoas é clichê é algo muito grave. Só confirma o quanto os valores da sociedade estão completamente invertidos.

Eu sei que já tiraram sarro de você. Já tiraram sarro de mim também, mas felizmente eu fui uma criança bem comunicativa e do tipo que não levava desaforo pra casa. Mas sabemos que cada pessoa é uma pessoa, cada mente é um universo diferente. Eu sabia me defender, me impor. Mas e aquele carinha inteligente e quietinho que sentava sozinho na sua sala? Será que ele sabia se defender? E aquela menina um pouquinho acima do peso? Será que ela sabia se defender? Será que ela era gordinha porque queria?

bullying1

Mas a pergunta que não quer calar é… Por que as pessoas se importam e se incomodam tanto quando alguém acaba destoando em meio a sala? Eu tenho a resposta, quer saber? Tudo se resume a uma palavra: intolerância.

E ao contrário do que muitos pensam, infelizmente, ser intolerante nem sempre se trata da educação que os bullies (quem pratica o bullying) receberam em casa, apesar de isso colaborar bastante. Sabe do que se trata? Caráter.

Porque não é possível que alguém seja capaz de se divertir ofendendo, provocando e agredindo outrem. Pra mim, essa pessoa tem que ter muitos probleminhas internos pra achar isso engraçado. Porque não é engraçado, cara. Pode até ser na hora, quando você é do tipo de pessoa que precisa ser o centro das atenções e gosta de fazer os coleguinhas rirem das suas piadas, que para serem engraçadas, precisam machucar alguém. Mas será que você vai achar engraçado quando encontrar aquele cara inteligente e sem amigos doente? Será que vai ser engraçado quando descobrir que aquela menina acima do peso acabou sofrendo de anorexia? Será que você vai achar engraçado quando souber que a culpa é sua?

bullying2

Então eu peço que entenda esse texto não como mais uma frescurinha, de uma revoltada em busca de revolução ou coisas do tipo. Isso aqui é só um apelo a um assunto que precisa ser melhor compreendido.

Como trabalho de conclusão de curso da faculdade, eu e um amigo escrevemos um livro-reportagem chamado “Fim do Silêncio – Retratos do Bullying”. Nele, trouxemos depoimentos de 5 vítimas do bullying e as consequências que as agressões (físicas ou psicológicas) trouxeram a elas, além de entrevistas com profissionais das áreas jurídicas, psiquiátricas e pedagógicas para falar sobre esse fenômeno social.

livro

Nós produzimos esse livro porque frequentemente vemos como a imprensa trata do tema “bullying”. O que você vê na mídia? “Adolescente invade escola e mata alunos”. “Adolescente sofre bullying por ser bonita”. Sim, o tema só entra em discussão quando algo do tipo acontece. Mas nenhuma matéria com profundidade, nada que explique o tema ou as motivações dos casos. Então, resolvemos trazer algo diferente, mostrando como as vítimas se sentiam, o que elas passavam, o que elas pensavam no momento em que estavam sendo agredidas. A ideia é fazer com que os leitores sintam na pele o que essas vítimas já sentiram. Uma maneira incomum de conscientizar a sociedade. Ainda não temos nosso livro disponível. Estamos pensando em investir e procurar alguma editora que se interesse pela obra.

Mas caso tenha se interessado pelo tema, você pode conhecer mais casos reais de outras pessoas que sofrem ou sofreram com esse mal social. Seguem duas indicações.

 

O garoto que cantou sua história de vítima do bullying no “Britain’s Got Talent” – Legendado

 

Documentário “Bullying”

 

Como indicação, também tem esse filme incrível com a Emily Osment, Cyberbully, que trata de um fenômeno que creio, todo mundo conhece. Vale a pena conferir! Deixo o trailer pra vocês sentirem um gostinho de quero mais!

Fica aqui a minha parte para um mundo melhor, gente.

O que vocês acham sobre o assunto? Fiquem à vonts para comentar!

Página 1 de 212
Translate »