Músicas para escrever

Em 01.04.2015   Arquivado em Inspiração, Música

 

músicasparaescrever

Ai, gente… Eu não sei vocês, mas música pra mim é TUDO. É o que me move, me traz sentimentos, me faz refletir, me faz imaginar, sonhar, voar alto!

As palavras e as músicas andam de mãozinhas dadas comigo sempre que coloco o meu cérebro e o meu coração pra funcionar e passar tudo para o papel. Eu, particularmente, não tenho um estilo favorito. Sou a eclética master e ouço tudo o que vocês puderem (ou não) imaginar.

Quer conhecer um pouquinho do que me inspira?

 

You’re Beautiful – James Blunt

Há quem odeie essa música que tocou 4891587 vezes, mas eu sou o tipo de pessoa que adora coisas repetidas! E “You’re Beautiful” ainda continua sendo uma das minhas favoritas, porque o Mr. Blunt me faz imaginar tudo o que ele descreve. Essa música já me inspirou para escrever uma crônica, inclusive! (O metrô e as suas pecualiaridades).

 

Autumn Leaves – Ed Sheeran

Sheeran is my king, definitely! E essa ainda é a música que se tornou um hino pra mim. Que me move, que me faz suspirar o tempo todo. Não é novidade que a voz dele me traz aquela paz no coração, mas “Autumn Leaves” em especial me inspira, me fascina, me aquece. Não é complicado. <3

 

Cartwheels – The Reindeer Section

Essa música tem uma letra muito triste, mas o ritmo dela me incendeia de uma forma que eu nem sei! Adoro ouví-la enquanto ando pela rua num dia cinza. Pra quem gosta de The O.C., essa música fazia parte da trilha sonora da série! Super recomendo!

 

Falling Slowly – Glen Hansard & Marketa Irglova

Ai, gente, essa música é muito *——-*. Faz parte do filme irlandês “Once”. Saudade saudade! Só o trailer do filme me faz voltar pra Dublin e dá um apertãozinho no coração! Ela é CHEIA de emoção e me mata muito!

 

Hey There Delilah – Plain White T’s

Back to 00’s! Não importa quanto tempo passe, essa ainda é muito minha música (My Precious!). Volto aos meus 15 anos facilmente e sou capaz de sentir tudo o que eu sentia naquela época, juro! E isso me ajuda muito no momento de escrever. Me faz ser nostálgica. <3

 

XO – John Mayer

A diva Beyoncé que me perdoe, mas essa música com o John é muito amor. A letra se encaixou perfeitamente na voz dele, gente, não dá! Quantos textos eu já não escrevi ouvindo esse Ser cantando ESSA música? Socorro.

 

Somewhere Only We Know – Keane

Derrubando todos os forninhos com essa música, né. Ela é uma declaração explícita de alguém que está repensando a vida, e acho que todos nós passamos por isso em algum momento da nossa vida. Apenas. Será que não inspira, será?

 

Que música te inspira? Comenta aí, meu bem!

Nós – Parte I

Em 31.03.2015   Arquivado em Crônicas

 

nós

Ela

Está frio onde você está? Já dá pra contar as estrelas do céu? Afinal, são 9 mil quilômetros de distância e 4 horas de diferença no solstício. Aposto que aí ainda nem anoiteceu.

Hoje foi o dia mais frio dos últimos vinte anos aqui na cidade, sabia? Estou te contando isso porque… Você sabe, eu amo o inverno. Só que… Chegou um momento em que eu já não sei se o frio que estou sentindo é porque está fazendo 8º ou porque falta você do meu lado.

Estou sentada aqui na encosta do mar com James Blunt estourando nos meus ouvidos. E se eu fechar os olhos enquanto lhe escrevo esta carta, tenho certeza que posso escutar você dizendo: “James Blunt é um cara que respira sofrimento. Você gosta de sofrer, né, amor?”. Eu acho que gosto, mesmo. Gosto de ser intensa, de sentir até que tudo escape do meu peito. E no momento o que me escapa é essa saudade que eu tenho de você.

E sentada aqui no limite desta terra, me flagro encarando o horizonte do mar, imaginando se você está fazendo o mesmo no limite da terra em que você está. Fico sonhando que de alguma forma estamos nos olhando. Seria cômico se não fosse trágico.

Sempre gostei de ser sozinha, sabe. De ter meus momentos para pensar, escrever, refletir, sonhar e criar. O meu hobby favorito ainda é me trancar no mundo do meu quarto. Mas desde que você se foi, finalmente entendi o sentimento ruim que algumas pessoas descrevem sobre a solidão. E mais do que nunca, agora entendi que também é possível se sentir sozinha mesmo rodeada de pessoas. As presenças se tornam apenas sombras. Sombras fracas demais para ofuscar você nos meus pensamentos.

Tudo isso porque nós costumávamos dizer que éramos um só, lembra?

Agora a distância me dá medo. Medo de que ela faça uma vida se desmembrar para voltar a ser duas, sem contexto, sem ligação. Medo de que a cor que existia na pequena cidade próxima à serra se divida e não consiga mais mesclar nem aqui nem aí. Medo de que sejam apenas duas cidades cinzas. Duas vidas. Você e eu.

Você                                                                                                  e                                                                                                                  Eu.

 

Nós – Parte II

Translate »