Sempre Quase

Em 01.05.2015   Arquivado em Crônicas

 

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Você disse que seríamos o que quiséssemos. Então segui o meu caminho por aquela viela úmida, em busca do que eu queria ser. Mesmo que eu não soubesse de fato o que eu queria. A garoa era fraca, mas não deixava de fazer o seu trabalho de molhar o asfalto.

A única coisa que eu sabia era que eu não queria um tempo. Essa história de “dar um tempo” é apenas uma desculpa. Uma maneira de fazer com que os dois se acostumem com o fato de que não estarão mais juntos.

Saí andando por entre aquela multidão de pessoas que passam apressadas todos os dias pelas ruas e que acabam se tornando minúsculas diante do grande fluxo de vidas que por ali passam.

Me senti sufocada naquela maré de gente pela qual eu tentava passar. O ritmo caótico nunca foi o meu preferido. O caos faz com que as pessoas deixem de perceber umas as outras mesmo que elas estejam próximas. A sensação de parecer sozinha em meio a tantas pessoas fez a minha garganta prender um soluço.

Você disse que jamais me sentiria sozinha. Que estaria sempre aqui para me amparar. E por que só o que eu sinto agora é um vazio que domina cada terminação nervosa do meu corpo?

Olhei pra cima quando senti os pingos de chuva engrossarem. Senti meu cabelo grudar na pele enquanto a água do céu se encarregava de tocar o meu rosto e me dar boas-vindas. Fiquei ali enquanto percebia que as pessoas ao meu redor começavam a se abrigar abaixo de algum guarda-chuva.

Você disse que não importa o quão forte é a chuva, pois o sol sempre vem. Então por que sinto que só que o verei agora é o mesmo céu cinza que me encara? Por que sinto que a chuva será como uma melhor amiga que derrama lágrimas comigo?

Parei de olhar pra cima quando alguém trombou no meu ombro na pressa de passar por mim.

“Por que não sai do caminho?”, murmurou. Porque não sei qual é o meu caminho, minha mente respondeu.

Você disse que caminharíamos juntos, lado a lado. Mas olho para o lado e você já não está. Mordo o lábio tentando lembrar em que momento fomos para lados opostos. Mas não consigo me lembrar.

Você disse que era pra sempre. Mesmo que o “sempre” não existisse.  Mesmo que não houvesse mais estrelas. Mesmo que as estações não existissem. Mesmo que o azul do céu não se fundisse mais com azul do mar no horizonte e não nos desse mais aquela sensação de sermos infinitos.

Mas as estrelas continuam no céu. As estações ainda existem. O azul do céu continua sendo o mesmo azul do mar, fazendo-me infinita todos os dias e todas as noites. Você é o único que não cumpriu a promessa quando disse “pra sempre”. Como sempre.

Curtas-metragens: Cupidity

Em 30.04.2015   Arquivado em Na tela

 

cupidity

Bom, como já confessei pra vocês o meu amor por curtas, resolvi compartilhar essa série maravilhosa que descobri faz uns dois anos, e que é pouquíssima conhecida por motivos que não posso sequer imaginar.

A série, de nome Cupidity, traz histórias surpreendentes e românticas contadas por nada mais nada menos do que o príncipe do amor, o Cupido. Esse ser aparece nos momentos mais inusitados do curta. Me chamou a atenção pela maneira com que as tramas são desenvolvidas. São histórias que realmente merecem ser contadas, nada igual àquilo que a gente vê nas comédias românticas ou coisas do gênero.

E o mais legal disso tudo é que se trata de uma campanha publicitária da Kibon, divulgando sutilmente o sorvete da Cornetto. E quando digo que é sutilmente, é realmente bem discreto. Você acaba notando no detalhe das passagens de cena e ao final do curta. Achei bem legal, porque a Kibon quis focar mais na história em si do que no produto, e acho que foi o que deu mais notoriedade.

Aconselho que percam um tempinho da vida de vocês para assistir alguns desses curtas, porque vale MUITO à pena. O desfecho das histórias são lindas e nos fazem refletir bastante! Além disso, a qualidade da produção é incrível. Nats likes it.

snapeapproves

Separei meus favoritos, mas tem muito mais de onde esses vieram. Por isso, não se limitem. 🙂

 

 

E aí? O que acharam da diquinha? Já têm uma história preferida? Compartilhem comigo! <3

Nós – Parte I

Em 31.03.2015   Arquivado em Crônicas

 

nós

Ela

Está frio onde você está? Já dá pra contar as estrelas do céu? Afinal, são 9 mil quilômetros de distância e 4 horas de diferença no solstício. Aposto que aí ainda nem anoiteceu.

Hoje foi o dia mais frio dos últimos vinte anos aqui na cidade, sabia? Estou te contando isso porque… Você sabe, eu amo o inverno. Só que… Chegou um momento em que eu já não sei se o frio que estou sentindo é porque está fazendo 8º ou porque falta você do meu lado.

Estou sentada aqui na encosta do mar com James Blunt estourando nos meus ouvidos. E se eu fechar os olhos enquanto lhe escrevo esta carta, tenho certeza que posso escutar você dizendo: “James Blunt é um cara que respira sofrimento. Você gosta de sofrer, né, amor?”. Eu acho que gosto, mesmo. Gosto de ser intensa, de sentir até que tudo escape do meu peito. E no momento o que me escapa é essa saudade que eu tenho de você.

E sentada aqui no limite desta terra, me flagro encarando o horizonte do mar, imaginando se você está fazendo o mesmo no limite da terra em que você está. Fico sonhando que de alguma forma estamos nos olhando. Seria cômico se não fosse trágico.

Sempre gostei de ser sozinha, sabe. De ter meus momentos para pensar, escrever, refletir, sonhar e criar. O meu hobby favorito ainda é me trancar no mundo do meu quarto. Mas desde que você se foi, finalmente entendi o sentimento ruim que algumas pessoas descrevem sobre a solidão. E mais do que nunca, agora entendi que também é possível se sentir sozinha mesmo rodeada de pessoas. As presenças se tornam apenas sombras. Sombras fracas demais para ofuscar você nos meus pensamentos.

Tudo isso porque nós costumávamos dizer que éramos um só, lembra?

Agora a distância me dá medo. Medo de que ela faça uma vida se desmembrar para voltar a ser duas, sem contexto, sem ligação. Medo de que a cor que existia na pequena cidade próxima à serra se divida e não consiga mais mesclar nem aqui nem aí. Medo de que sejam apenas duas cidades cinzas. Duas vidas. Você e eu.

Você                                                                                                  e                                                                                                                  Eu.

 

Nós – Parte II

Resenha: A verdade sobre o caso Harry Quebert

Em 23.03.2015   Arquivado em Livros

 

harryquebert

“Cerca de meio segundo após terminar o seu livro e ler a última palavra, o leitor deve se sentir invadido por uma sensação avassaladora. Por um instante fugaz, ele não deve pensar senão em tudo o que acabou de ler, admirar a capa e sorrir, com uma ponta de tristeza pela saudade que sentirá de todos os personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter terminado.”

Acho que esse trecho consegue resumir completamente a onda de sensações na qual eu mergulhei ao ler a última página do livro “A verdade sobre o caso Harry Quebert”. Sabe aquele tipo de história que te prende do começo ao fim e faz você ficar pensando em cada capítulo o dia todo? Aquele livro que faz você ficar desejando mentalmente chegar logo em casa para poder se apossar daquelas palavras que tanto querem ser lidas? Com certeza é a obra do suíço Joël Dicker. Mexeu tanto comigo que resolvi dar uma palhinha pra vocês correrem atrás dele.

Pois bem! A nossa trama começa quando Marcus Goldman, um escritor boa pinta de 30 anos, acaba de sair do torpor do primeiro best-seller e precisa escrever um novo livro num prazo determinado pelo contrato realizado entre ele e a editora. Só que é aí que mora o problema. Marcus acaba se afundando na doença dos escritores, o famoso “bloqueio criativo”.

Desesperado, Goldman entra em contato com seu grande amigo, renomado escritor e ex-professor da faculdade, Harry Quebert, que o recebe de braços abertos e o convida para passar uma temporada longe dos holofotes de Nova York e se abrigar em sua maravilhosa casa à beira-mar, em Aurora, New Hampshire.

Eis que, numa tardezinha, enquanto estava no escritório de Harry tentando achar uma luz no fim do túnel para sua inspiração, Marcus acaba descobrindo que seu amigo teve um caso com uma garota de 15 anos quando ele mesmo tinha 34! E não foi um casinho qualquer, não! Os dois eram completamente apaixonados um pelo outro. Harry acaba contando o desfecho final daquele amor proibido: Nola Kellergan, a garota por quem se apaixonara, havia sumido desde o verão de 1975 e ninguém sabia seu paradeiro desde então.

Harry o faz prometer que jamais comentaria a alguém sobre aquele romance, ou o respeitado escritor teria grandes problemas.

Porém, meses depois o corpo de Nola é encontrado enterrado no jardim da casa de Harry após 33 anos, junto do original do livro que o consagrou como um dos maiores escritores do país. Encurralado pela polícia, ele finalmente admite ter tido um caso com a garota e diz ter escrito o livro para ela, porém alega inocência no caso do assassinato.

Sem um álibi que comprove o seu não-envolvimento, Quebert é preso, e para ajudar a salvar a pele do amigo, Marcus começa uma investigação por conta própria, o que o impulsiona a escrever um livro sobre o caso. Mais e mais pistas vão sendo desenterradas na pequena cidade de Aurora, e os segredos de seus cidadãos “pacatos” começam a vir à tona.

Faz tempo que um livro não me surpreende como esse, gente. Para aguentar as reviravoltas que essa história dá, como diz o Galvão, HAJA CORAÇÃO, viu!

Esse senhor Joël Dicker me segurou do começo ao fim. O jeito com que ele detalha e ambienta o lugar… É incrível. Faz você querer procurar no mapa a cidade de Aurora, sério mesmo! Fora a profundidade dos personagens, e como, de alguma forma, eles se interligam conforme o mistério é revelado. Palmas para o Sr. Dicker!

 

palmas

E aí? Será que Harry Quebert é mesmo o culpado pelo assassinato de seu grande amor? Não falo, não falo e não falo! A única coisa que posso falar é: VAI LER LOGO ESSE LIVRO, MOLIER/HOMI/SER/CRIATURA!

E como sou uma pessoa maior legal, vou disponibilizar o primeiro capítulo do livro! Que tal, que tal?

Trecho – A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert – Joël Dicker

Depois dividam comigo o que acharam, valeu? VALEU!

O Fantástico Mundo das Fanfics

Em 17.03.2015   Arquivado em Inspiração

 

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Quem já não teve vontade de mudar o final daquele livro? Ou shippar um casal que o autor original fez o favor de não compartilhar do mesmo gosto que o seu (sad but true)? Quem não quis que aquela história não acabasse nunca? Porque isso SEMPRE acontece comigo.

Por isso, hoje eu resolvi desvendar o misterioso, mas incrível, mundo das Fanfics! “Fan o quê?!”.

Caaalma, que você já vai entender (e se apaixonar)!

Fanfic vem do termo em inglês fanfiction, que traduzido significa “ficção criada por fãs”. Para os íntimos, o negócio é fic.

A palavra serve para classificar romances e contos escritos por outras pessoas que são fãs de alguma série, livro, banda ou anime, mas que não são os autores originais da obra em questão.

E pra quem acha que isso é coisa de nerd, está muitíssimo enganado. Esse “estilo literário” já é mundialmente conhecido e acessado todos os dias por milhares de pessoas. “Peraí… Como assim ‘acessados’?”. As fanfics ficaram tão famosas que possuem seus próprios sites na internet!

E ah! Uma coisa que é importante saber… Porque aposto que está lendo tudo isso e pensando “Isso não é plágio, Natália?”. Não, não é! Mesmo que haja direitos autorais, de modo geral, considera-se que escrever uma fanfic não é uma violação de propriedade intelectual, DESDE QUE a obra não seja comercializada e nem vise lucro. Mas para não correr nenhum risco, a maioria dos “ficwriters” acrescenta logo no início do texto uma pequena nota declarando quem realmente é o detentor dos direitos autorais e que a história não pretende obter qualquer forma de ganho financeiro.

 

Classificações

Atualmente há uma mistura muito grande de gêneros quando se trata de livros e filmes. E com as fanfics isso é mais frequente ainda. Até porque há possibilidade de usar os cenários originais com novos personagens que interagem com os já existentes. O autor da fic é quem manda! Estende a participação de coadjuvantes que não têm tanto espaço/profundidade na história original, modifica o enredo, a estrutura e até mesmo a linguagem.

Por esse motivo, a classificação das fanfics é bem mais complexa. O que eu mais costumo analisar antes de ler uma fic é o tamanho. Adoro histórias com muitos capítulos, e de preferência, extensos! (Sim, eu não sou leitora addicted só de livros, mas de fanfics também. E sendo mais específica ainda, de Harry Potter. <3)

Então aqui vai uma explicaçãozinha de como o tamanho das fics são classificadas:

 

  1. Drabble: Fanfic escrita com apenas 100 palavras.
  2. Double Drabble: É uma fanfic com, no máximo, 200 palavras.

III. Oneshot: Fanfic que contém somente um capítulo (one-shot: um-tiro – por ser uma leitura rápida).

  1. Shortfics: Fanfics breves, escritas em poucos capítulos.
  2. Longfic/Saga: Fanfics longas, escritas em muitos capítulos.

 

Se você ficou interessado nesse mundo que eu tanto amo, seguem algumas dicas de sites!

Floreios e Borrões: Simplesmente AMO esse site. Pra quem curte Harry Potter como eu, esse é um dos melhores. Sou leitora desde 2004. 😡

Para quem tem interesse em outras histórias como Crepúsculo, Vampire Diaries, Animes, Bandas, Filmes e Séries, os mais conhecidos são Nyah, Spirit e Fanfiction.net (esse último você pode escolher o idioma). Apesar de não frequentar, muitas das minhas amigas acessam e super indicam!

Parece estranho, eu sei! Mas uma vez que você entra nesse universo, fica difícil de sair, acredite em mim! E é muito fácil disso acontecer. Sabe por quê?

Porque assim como os livros, você vai:

– Rir

hahaha

– Chorar

cry

– Se revoltar

bitch

– Chocar

choquei

– E vai querer MAIS!

more

Fonte: Algumas informações foram retiradas do site Liga dos Betas

Sonhos

Em 16.03.2015   Arquivado em Crônicas

 

sonhos

Se eu pudesse, teria comigo todos os sonhos numa cama bem pequena para poder dormir acreditando na vida, e não precisar rogar pra que um único sonho passasse pela minha janela por acaso.

Se assim eu pudesse, dormiria todas as noites olhando estrelas e sentindo aquele vento especial roçar o meu rosto, e ouviria sem parar todas àquelas músicas que me fazem viajar. Eu falaria do amor todas as vezes que eu sentisse vontade, e gritaria até cansar… Se eu pudesse, eu passaria noites em claro olhando o céu pra não perder um único tom de cor diferente até que clareasse; até que a última estrela da noite sumisse do céu. Passaria dias olhando pra tudo com aquela atenção só pra lembrar que dali um segundo as coisas passariam a ter uma forma diferente…

Se eu pudesse, teria todos os sonhos comigo agora… E com certeza eu estaria deitada naquela cama pequena, tentando olhar além da janela algo que não fosse um sonho escapando, e que provavelmente alguém lá fora corre perdido tentando reencontrá-lo.

Queria ter naquele espaço que eu deixo na minha cama todas as noites um sonho já realizado, e queria que o tempo passasse logo, para ver onde tudo poderia chegar… Não precisa passar tanto tempo assim, nem TÃO rápido, porque não quero perder nenhum minuto do que estou vivendo agora… Só queria que o tempo passasse, pra chegar logo o amanhã, onde novos sonhos começam porque conquistei AQUELE.

Queria que o tempo passasse pra ver aquele sonho e aquele sentimento tomando conta do meu sono, da minha cama, dos meus pensamentos e de todo o resto. O meu sonho.

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