Au pair: Sobre ficar online e estar no limbo

Em 26.08.2015   Arquivado em Por aí

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Gente, sei que ando sumida, mas estou correndo com as malas! Tá OSSO, porque só tem o essencial e não fechaaa, ACREDITEM.

E sim, mais um post sobre Au Pair, porque embarco essa semana e quero terminar todas as dicas antes disso!

Paciência. Sim, ela é a palavra de ordem de quem anseia por ficar online e estar no limbo até uma host family se interessar.

Eu sou uma pessoa que quer tudo pra ontem, então vocês bem devem imaginar o meu sofrimento em todo esse processo, né? Se não imaginam, não tem problema, porque eu posso contar e dar umas dicas pra TENTAREM não ficar assim. ~perceba que eu disse tentarem, porque é OSSO~.

Verificando meus e-mails, lembro que minha saga para ficar online foi “pequena”, mas não foi. Lembro de ter entregue os documentos em uma semana, como comentei no post sobre a papelada. Não lembro exatamente a data, mas sei que tentei abstrair e não pensar no assunto porque senão surtava. Naquele meio tempo, consegui um freela maluco que preenchia todo o meu tempo, então não conseguia pensar em application, blog ou qualquer outra coisa. Até que um dia eu acabei lembrando e liguei para saber como estava o andamento das coisas, pois já havia se passado uma semana e ninguém da agência tinha me contatado para falar à respeito. Liguei e adivinha? Nada.

E eu sou uma pessoa que é uma ótima cliente, mas se não tenho o que eu quero, infernizo. Infernizo MESMO.

Por isso, comecei o processo de “infernização” dia 17 de abril, fiquei ligando e mandando trezentos e-mails, e só fui ficar online dia 22 de abril, quase mais uma semana depois. Parece pouco, mas as agentes sempre dizem que essa parte do processo é rápida, então isso realmente me incomodou.

AÍ, depois de muito encher os pacová da agência, eu fiquei online…!

Expectativa

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Realidade:

HUMM

EXATO! Nada aconteceu, minha gente. Tenho que confessar que a situação me frustrou MUITO, porque eu esperei que ao menos UMA família fosse entrar em contato logo, sabe? Não imaginei que eu fosse ter um match de primeira, mas toda garota aspirante a au pair quer ver as coisas acontecendo, famílias entrando em contato… Até mesmo pra se preparar, treinar, aprender com os erros. Só que nada disso acontecia.

Aí vocês vão me dizer: “Nats, você é muito impaciente!”. Eu sou, não vou mentir. Mas a coisa toda é o seguinte. Desde que eu fechei com esse programa, entrei em um grupo enorme de au pairs no Facebook. É um espaço maravilhoso, em que meninas e meninos au pairs, ou que estão tentando ser au pairs ou que já foram au pairs dividem muitas experiências, dicas, informações e se ajudam bastante.

Todo dia vinha alguém postando “I HAVE A MATCH”, e todos não veem a hora de chegar o seu dia de falar, claro. E sem brincadeira, eu vi muitas meninas dizendo que ficaram online uma, duas semanas NO MÁXIMO, e tiveram não só umas 5 ou 6 famílias interessadas, como tiveram o match assim, num estalar de dedos.

Então quando duas semanas se passam você começa a se preocupar, é inevitável. E eu, que como bem já informei vocês que sou a louca do Brás, ficava mais preocupada ainda. Sei que é clichê falar, mas além de MUITO ansiosa, sou muito exigente comigo mesma, então eu ficava frustrada tentando entender o que eu tinha de errado pra nenhuma família me querer. E acredite: não é legal.

Todo mundo com família e eu não. Aí tive que lembrar daquela famosa frase da nossa mommy, sabe? “Você não é todo mundo, Natália.” Sim, é bem por aí que a banda toca. É nesse momento que você tem que tentar se desligar um pouco e parar de se comparar, porque cada menina é uma menina e cada processo é um processo. Sei que IT SUCKS pensar dessa maneira, e eu confesso que era MUITO difícil pensar assim.

Fiquei chateada por longas semanas tentando entender o que diabos estava errado, se eu não prestava nem pra cuidar de crianças… Revia minha carta, meu vídeo, pedia opinião das pessoas… E eu não sabia se estavam mesmo sendo sinceras ou não queriam me magoar, mas sempre diziam que estava tudo ÓTIMO, inclusive a minha própria agente. Então imaginem só, eu tava querendo comer o cérebro de todo mundo e me matar. E acreditem, vocês também vão querer. Por isso:

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Se você estuda, se dedique aos estudos. Se você trabalha, se dedique ao trabalho. Se você não estuda nem trabalha, abstraia. Leia livros, assista séries, filmes, faça atividades físicas…! Só não fique com essa história na cabeça porque não vai dar certo. Se você faz parte de algum grupo de au pairs no Facebook, tente não acessá-lo tanto. Não é por inveja, mas sim porque ficar ligada nesse assunto o tempo todo e não ver as coisas acontecerem pra gente machuca. Você fica SIM, se comparando, fica SIM revoltada, e não faz bem, sabe?

Então a diquinha de hoje é: TOMA MARACUJINA, ACALMA A PEPECA E MELHORE SEU APPLICATION!

Pera: melhorar o application? Como? Essa história eu conto no próximo post! <3

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