Au Pair: Adaptação

Em 22.09.2015   Arquivado em Por aí

Adaptação

Alguém notou que eu dei uma diminuída nos posts sobre au pair? Vocês: Siiim, Nats! Mals aê!

Então, haviam me pedido pra falar sobre o tema antes… Mas eu precisava exatamente de um tempinho para poder escrever sobre isso. Se bem que eu estou aqui apenas há quase três semanas, então não sei o quão eficaz esse post será, mas tudo bem.

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Vim falar do primeiro terror de uma Au Pair assim que ela pisa nos States: a adaptação. E sim, tem MUITA coisa relacionada a isso, por isso resolvi listar algumas coisinhas pra vocês se prepararem para se acostumar:

 

“Mi casa es su casa”

Sim. É a primeira coisa mais estranha com a qual você vai ter que se acostumar a partir do momento em que você pisa na casa da sua Host Family. OPS, a partir do momento em que você pisa na sua casa.

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A Host Family vai dizer te falar: “Quero que você se sinta à vontade. Aqui agora é a sua casa. Sei que parece meio óbvio, mas você pode abrir a geladeira e os armários sempre que sentir fome.” Também vão falar: “Tem algo que você goste de comer que você gostaria que a gente comprasse?”. Como se a gente fosse realmente dizer, né?

Pois é. É muito estranho tentar se sentir à vontade, porque é algo que você acaba tentando se forçar a fazer. Mas relaxa, isso vem com o tempo. A primeira vez em que fui abrir a geladeira perto deles eu ainda soltei um “licença”. E sinceramente, o único lugar que me sinto REALMENTE à vontade é no meu quarto e no meu banheiro. Mas sei que aos poucos isso vai mudar.

E minha host family é muito boa pra mim. Acho que isso é primordial! Eles estão sempre preocupados comigo, com o meu bem-estar, sempre me dão espaço pra falar o que eu acho e como eu me sinto.

 

Comida

Já que citei a parte da comida, aí vai! Aqui tem muita diversidade, então você não vai sentir falta de muita coisa, a não ser de coisas específicas da sua região. Mas mesmo assim, é possível encontrar tudo aqui, sem brincadeira.

Mas a parte da diversidade também pode ser um problema pra quem não quer engordar – tipo eu. Eu sinto que já engordei e estou em um drama interno comigo mesma. Já comecei a maneirar, porque senão… Xá pra lá.

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Kids

Acho que essa é a parte mais aterrorizante, porque você, mais do que nunca, vai fazer de TUDO pra que as crianças gostem de você. Vai tentar agradar, vai levar foras, vai acertar, vai errar.

O começo é sempre a pior parte, principalmente porque muitas vezes você não será a primeira au pair deles. Vai haver comparação, vai haver saudade… Então você precisa estar preparada e ser forte.

Meu primeiro afazer quando peguei no batente foi a preparação para ir para a escola pela manhã. Eu não sei o que foi que eu mais me senti: perdida ou inútil.

Worthless

Eu não sabia o que eu tinha que fazer primeiro. Café da manhã? Roupa da escola? Checar mochila? E pra piorar, em vez de eles me pedirem as coisas, pediam aos pais, que estavam correndo se preparando para irem trabalhar. Eu estava desesperada, porque eu fui contratada pra fazer isso. Se eu não estou fazendo, por que diabos me terão em casa?

E eu realmente sentia que não ia rolar, porque os meninos são super tímidos, sabe? Eu achava que eles me ODIAVAM. Mas acontece que uma hora eles VÃO precisar falar com você, então não se preocupe. O elo começa a se formar por necessidade e depois vira até afeição!

Quase morri quando o mais novinho disse que eu era a melhor au pair essa semana.

Strong

Então desencana. Lembre-se que se pra você tudo é novo, para as crianças também é. Imagina o quão difícil é ter que se desapegar de uma au pair e ter que se acostumar com tudo de novo? Ainda mais em se tratando de crianças. Dê tempo ao tempo e não tente forçar situações.

 

Afazeres

Parece que não vai funcionar e que foi a maior furada da sua vida ter inventado ser au pair. Você não sabe lavar roupa. Você não sabe passar roupa. Você não sabe cozinhar. Você não sabe TANTAS COISAS! CALMA LÁ, SOLDADO.

É tudo como um novo emprego. Você vai errar, você vai fazer 300 perguntas repetidas, vai se frustrar, vai querer morrer. Mas não vai morrer. Porque quando você acerta UMA VEZ tudo começa a caminhar.

Primeiro que tudo depende da sua Host Family. Você vai acertar seus afazeres antes de vir, claro. Então você pode se preparar (ou não). Eu, por exemplo, sou uma LÁSTIMA na cozinha.

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Mas eu sabia que ia ter que saber cozinhar umas coisinhas e eles sabiam que eu não manjavam. A host mom se comprometeu a me ensinar algumas coisas. Além disso, internet tá aí pra isso, né, gentis? Eu estou aprendendo, já ouvi das kids “isso tá horrível!”. Mas também também ouvi “sua comida está ficando cada vez melhor.” Você tem que se prontificar a aprender e não desistir fácil.

E não se sinta diminuída por ter que fazer algum trabalho doméstico. Aliás, é o mínimo que você pode fazer. Tudo bem que você está sendo paga pra cuidar das kids. Mas não se esqueça que você não está tendo gastos com comida, água, telefone, estadia… Não custa nada lavar uma loucinha ou dar uma varridinha, né? Além do mais, pra mim está sendo sensacional ter que finalmente me virar sem ajuda da mommy all the time.

 

Independência

Essa palavra parece uma música aos nossos ouvidos, né? Mas cuidado. A palavra “responsável” vem junto dessa primeira, principalmente sendo uma au pair.

Você vai poder ir e vir sem ter que dar satisfação. Você vai poder se programar do seu jeito sem ninguém ficar cagando regras (quando o assunto dizer respeito à SUA vida, que fique bem claro). Você vai se ser dona do seu nariz, vai cuidar das suas próprias coisas. Isso inclui roupas, comida, organização do quarto.

Eu não sei vocês, mas eu SUPER adorei isso tudo.

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Me sinto muito mais adulta, muito mais tudo. Eu realmente precisava disso.

Bom, mas lembra que eu te disse que você também estará ligada a outro tipo de responsabilidade? Pois é. Na minha casa funciona da seguinte maneira: tudo o que tem a ver com a vida dos meninos me diz respeito. Roupas, alimentação, material escolar, organização do quarto…

Calma, eu não ajo como mãe. Eu cuido das roupas porque é óbvio. A alimentação e o material também. Mas muitas coisas eu apenas me CERTIFICO de que estão sendo feitas, como por exemplo a lição de casa. Ou o banho, ou a organização dos brinquedos. Os meus host parentes sabem bem que o papel de pais deles é fundamental e não me sobrecarregam de forma alguma, o que é maravilhoso. Todo o tempo que eles estão em casa eles se dedicam inteiramente aos meninos, e eu acho isso muito admirável.

Mas mesmo assim, você sentiu o drama? Você será responsável por outras vidas além da sua. Isso é, ao mesmo tempo assustador e incrível.

 

Amizades

Acho que no momento essa tem sido a pior parte pra mim e que ainda estou levando um tempo para realmente me adaptar. Por mais que eu tenha meus amigos no Brasil e que eu fale com eles praticamente TODO DIA, sinto necessidade de ter amigos próximos aqui. É claro que ainda não tive tempo de fazer amigos AMIGOS aqui, né, gente. Amizade não se constroi em um dia.

O problema é que anseio tanto pelo momento de novas amizades (e preferencialmente gringas pra poder usar o inglês), que acaba não rolando. É tipo aquela história de amor, que quanto mais você procura, menor a chance de encontrar.

Quando eu parar de me importar vai rolar.

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Inglês

E falando em inglês… Aconselho vocês virem com um inglês minimamente bom, e não é brincadeira. Eu estudei 6 anos de inglês e ainda tirei o certificado de proficiência da Universidade de Michigan. E mesmo assim eu estou apanhandinho, juro.

No primeiro dia que cheguei aqui e escutei o sotaque nova-iorquino da minha Host Family pensei. “Whatahell eu tô fazendo aqui? Gente, não sei inglês. Tchau América, tô voltando pro meu BR.” Fiquei mega assustada e pensei que não conseguiria lidar.

Felizmente meus ouvidos já estão mais acostumados, e agora eu só apanho quando são coisas muito específicas, tipo utensílios de cozinha e alimentos. Mas essa semana mesmo escutei do meu Host Dad que meu inglês tá bem melhor do que quando cheguei. Isso também tem a ver com o nervosismo. Quando estou fora de casa dou um SHOW falando em inglês, mas em casa tem aquela coisa de “aceitação” e querer falar certo, sabe? Aí já viu. Mas manda a ver e fale sem medo.

E a parte mais engraçada é quando você esquece que não está no Brasil e às vezes a tecla SAP falha, aí você começa a falar em português e ninguém entende o que tá acontecendo. Faço isso sempre, apenas.

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Bom, acho que esse assunto ainda vai ter MUUUITO pano pra manga, mas por enquanto eu já dei bastante lição de casa pra vocês hoje, né, crianças?

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Continuem acompanhando e mandando suas dúvidas, que tá ficando lindo! <3

Um rolê por New York

Em 08.09.2015   Arquivado em Por aí

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Sei que sumi e quando postei só soube falar sobre Au Pair, Au Pair e Au Pair. Me desculpem por isso, mas como muita gente se interessou sobre o assunto e me pediu para escrever, eu o fiz. Sabe como é a democracia, né?

Enfim! Para me desculpar com a galera que queria ler sobre outras coisas, decidi juntar algumas das fotos que tirei aqui em NYC desde que cheguei! Peço desculpas, pois inicialmente não tinha pensado em postá-las aqui, então muitas delas eu tirei na vertical, então meio que ficou zuado. Mas é o que tem pra hoje, então é isso aí!

Vamos ver o que os olhinhos da Nats já viram por aqui? <3

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PS1: Para muitos essa é uma placa comum, mas para mim, no primeiro momento, foi um sobrenome chinês. Até eu parar de ler em português e entender que “Xing” é “Crossing”. Anta.

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PS2: Artistas no Subway. Todo dia!

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PS3: “Spotted: N in New York City! – I know you love me! XOXO GOSSIP GIRL”. Sim <3

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PS4: Reconheceu essa fofura de algum lugar? SIM, é a Ana, do canal Agora Virei Gringa. <3 Pra quem não sabe, vai saber agora que somos amigas de infância da época de escola.

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PS5: E estamos nós turistando na Times Square quando… Giovanna Ewbank <3

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PS6: Quem se sentiu em “Todo Mundo Odeia o Chris” levanta a mão! Brooklyn <3

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PS7: Comprei pra começar a decorar o meu quartinho *-*

UFA! Enchi todo mundo de foto, né? Estou desculpada agora?

O que acharam das pics? Digo… Dos lugares, porque sei que sou uma PÉSSIMA fotógrafa, ok? -.-

Au Pair: entrevistas com famílias

Em 02.09.2015   Arquivado em Por aí

GENTE, desculpa o sumiço, mas eu não consegui postar tudo antes do meu embarque, como eu queria! E aí, já sabem… Tô na maior correria, fazendo um curso especial que a agência dá e tudo mais!

Sim! Já estou falando da terra do Tio Sam! Logo logo eu postarei sobre tudo! ~Além de fotinhos, claro~.

Mas vamos ao que interessa!

Enquanto tem aquela história toda de ficar online e melhorar o application… Muitas outras coisas podem acontecer ~ou nada~. E é por isso que temos que estar preparados para qualquer situação, certo, soldado?

Pois bem… Um dos momentos mais horripilantes ~e ao mesmo tempo esperados~ é o momento em que uma família finalmente entra em contato para uma entrevista. Afinal de contas, é a possibilidade de uma concretização.

No meu caso, essa “possibilidade de concretização” demorou MUITO. Três meses, pra não ser tão exata. E como isso me revoltava só Deus sabe. Eu estava tão ansiosa por esse momento, que já tinha a lista de perguntas prontas desde o início do PROCESSO, quando comecei a conhecer meninas no grupo de o Facebook e fui pedindo dicas logo de cara. E tava TUDO PRONTO, menos uma p#@$% de uma família.

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Quando a primeira (e única COF COF) família entrou em contato… Vocês não têm NOÇÃO! Eu estava no escritório do freela que eu estava fazendo, e lá os e-mails pessoais são bloqueados nos computadores por motivo de sigilo de informações que podem vazar. Então eu só conseguia acessar o meu e-mail pelo celular.

É claro que TODOS OS DIAS, e inclusive nesse bendito dia, eu acessava o meu perfil da AuPairCare, e todos os dias eu encarava dois frustrantes números “0” em “Past Interviews” e “Current Interviews”.

Então quando vi um e-mail com o título “Au Pair Interview”… Adivinha quem surtei?

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Queria pular e não podia. Queria gritar e não podia. Queria chorar e não podia. Eu, que sou expressiva e escandalosa, tive que me conter na minha bolhinha de felicidade e abrir o e-mail tranquilamente pelo celular.

Sim, eles se interessaram por mim, e sim, queriam marcar uma entrevista para o dia seguinte no Skype. E até hoje eu agradeço todos os dias pelo fato de as tecnologias não serem capaz de mostrar o nosso estado ao escrever alguma resposta, porque eu tava feito uma babaca consciente respondendo toda feliz, quase morrendo do coração.

Assim que cheguei em casa, já fui caçar a minha lista de perguntas que uma amiguinha do coração havia compartilhado comigo. Além delas, criei mais algumas baseadas no perfil da família que logo ficou disponível pra mim. Tive que cortar uma tonelada, porque pelo número de perguntas que eu tinha, parecia que só eu ia fazer as perguntas. Aí lembrei que eu também ia ser entrevistada.

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Sabe o que é essa sensação quando se é uma jornalista e geralmente está no papel de entrevistadora? É aterrorizante, porque eu sei exatamente o tipo de pergunta que pode vir a ser feita a mim, embora não saiba o conteúdo, exatamente. E aquilo me deixou apavorada. Eu queria assistir meu vídeo do application trezentas vezes, decorar as coisas pra que não parecesse que eu tinha mentido em alguma coisa, ou me estudar pra não falar besteira… ALGUÉM JÁ SE ESTUDOU NA VIDA? Pois é, não existe isso.

Sei que tive que me preparar fisicamente e psicologicamente, me maquiei toda pra parecer que não estava maquiada e ficar “fofamente” apresentável, rezei o terço ~isso é sério. Aliás, tudo isso é sério.~, me deu siricutico, borboletas no estômago…

Sabe aquela sensação de entrevista para o primeiro emprego? Sabe aquela sensação de primeiro encontro com o boy magia que você está a fim? Mistura as duas sensações! ERA EXATAMENTE ISSO QUE EU TAVA SENTINDO.

Já havia ouvido das minhas amigas que americanos costumam ser SUPER pontuais, mas não achei que era tão literalmente falando assim. Eles marcaram 21h30 e 21h30 lá estavam eles me ligando no Skype.

Respirei fundo e:

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Gente… Eu tava tão nervosa que meu inglês ficou HORROROSO! Parecia que eu nem sabia falar inglês, não conseguia falar uma frase sem gaguejar. Pensei “PQP, vão pensar que sou um fiasco!”. Mas o casal logo de cara percebeu que era o nervosismo tomando conta de mim, e fizeram de tudo pra me deixar à vontade, e isso logo me encantou.

Logo fui me sentindo à vontade, e eles me deram espaço pra perguntar também, e achei isso bem legal. Mas eles fizeram uma pegadinha comigo, que GENTE, ainda bem que contornei e me saí bem.

Foi o seguinte:

Casal: Vamos supor que você leve nossos dois filhos ao parque. Todos estão felizes brincando animadamente. De repente o mais velho começa a gritar que quer ir embora porque quer ir embora. O que você faz?

Eu: Peço pra ele se acalmar (se ele estiver gritando), e pergunto o que está acontecendo pra ele querer ir embora de repente, já que ele estava contente até então.

Casal: Certo… Mas e se ele dissesse “Não quero falar, não quero falar! Eu quero ir embora!”?

Eu: Bom, aí eu diria que tudo bem, mas quando chegássemos em casa gostaria de conversar e entender o que aconteceu, pois quero que eles confiem em mim e se sintam à vontade pra conversar o que quer que seja comigo.

Casal: Legal! Mas e se na hora de ir embora, o mais novo começasse a pedir para ficar…

Eu: Bom… Falaria para o mais velho que não era justo, pois o irmão mais novo também estava lá e tínhamos que entrar em um acordo. Ficaríamos mais uns cinco minutinhos e iríamos embora.

Casal: Muito bom! Não há, na verdade, respostas certas. Mas perguntamos isso porque essa situação realmente aconteceu, e uns dias antes disso acontecer, descobrimos que o nosso menino mais velho tinha alergia a nozes, e ele ficou muito assustado com isso. Então, no dia do parque ele viu um homem vendendo nozes e ficou com medo de algo acontecer.

Eu: (fiz aquela cara de “me ferrei”, respirei fundo). Ah, mas eu acho que tudo é uma questão de observar as crianças e conhece-las, pois eu garanto que era só olhar no rostinho dele para perceber que aquilo não se tratava de manha, e que com certeza ele estaria super assustado, então acho que eu perceberia!

Casal: Nossa, é um bom ponto a ser avaliado, muito bem observado!

Eu por dentro:

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Depois de bastante conversar eles pediram para que marcássemos mais um Skype para o dia seguinte, o que significava um bom sinal, se não eles nem perderiam mais tempo para conversar comigo, né?

Enfim… Focando mais nas perguntas, que é o maior interesse de vocês (eu imagino), eu acabei que não fiz nem METADE das perguntas que eu havia formulado. Uma porque eu não quis parecer inconveniente com tantas perguntas. Outra porque o perfil deles estava muito bem explicadinho, e as perguntas que eu tinha podiam ser feitas depois, CASO eu fosse escolhida, pois eram bem específicas já. Por isso, vou deixar disponível um arquivo com as perguntas, mas acho legal que além delas, vocês formulem outras a partir do perfil das famílias. Isso mostra que vocês foram atentos ao que eles escreveram e tudo mais.

Se tiver algum errinho de gramática em inglês, vocês IGNOREM, ok? Ok!

PDF – QUESTIONS

Alguma duvidazinha? Hein, hein?

AH, o próximo post será sobre o quê, o quê, o quê? O esperado MATCH, sim senhores e senhoras! 🙂

Au Pair: melhorando o application

Em 28.08.2015   Arquivado em Por aí

AuPair

Como o combinado do último post sobre o assunto, hoje vim falar um pouquinho sobre as horas de experiência com kids que devem ser preenchidas, pois sei que isso pode ser um problema para as pessoas que querem participar e esbarram nesse obstáculo por terem pouca experiência (ou nenhuma).

Eu também nunca fui uma babá que recebia por esses serviços, por isso não se preocupem. Isso não é de fato, um problema. Toda experiência “duradoura” com crianças é válida. Se você cuidou dos seus irmãos mais novos, dos primos, dos sobrinhos, já é uma experiência. Eu tive uma experiência mínima com meus vizinhos.

E aumentei isso um pouquinho ao longo do processo com outras kids. Mesmo que você já tenha essas 200 horas, mais experiência nunca é demais, sabe. Até mesmo pra você se conhecer e saber se você realmente combina com esse programa. Sei que já disse isso, mas não custa repetir! Isso aqui não é um intercâmbio comum onde você só estuda e curte a vida. Você estará indo ESPECIALMENTE para trabalhar, e precisa ter afinidade com os seus deveres, gostar de crianças e tudo mais.

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“Ah, então quer dizer que você é praticamente a Super Nanny, Natália?”. Não, nem de longe, meu amô. Apesar das poucas experiências que tive, depois é que percebi que eu me dava bem com crianças, sabe? Nunca vi isso como uma qualidade ou um dom especial. E foi realmente bom descobrir isso em mim.

“Tá, tá… Você tá falando que dá pra melhorar o application. Como?”. Simples, caros Watsons. Já ouviram falar em trabalho voluntário?

Sim, é a saída pra tudo, ACREDITEM. Existem muitas creches e escolinhas que aceitam esse tipo de trabalho! Basta você entrar em contato com as que existem nas redondezas de onde você mora e explicar o que você pretende e tudo mais. E LEMBREM-SE de depois solicitar que eles assinem aquele documento do qual eu falei por cima nesse post aqui, porque ele será a prova de que você realmente fez o trabalho voluntário.

Não só você pode buscar escolinhas como já existem ONGs com projetos voltados a atividades com crianças nos quais vocês podem se inscrever! Eu mesma participei da Semana Mundial do Brincar, que aconteceu no Parque Ibirapuera e foi MA-RA-VI-LHO-SO, uma experiência mais do que única!

Aquilo não significou só aumentar horas e fazer bonito pras host families se interessarem por mim, foi um aprendizado interior.

Além desse projeto, existem outros vários como o Massacuca, que entrou em contato comigo recentemente, e é um projeto INCRÍVEL. Inclusive, eles têm conhecimento que muitas meninas precisam desse tipo de ajuda com horas para o processo de au pair, e estão à procura! Por isso, basta entrar em contato, viu?

Sei que muitos esperavam uma receita mágica pra melhorar o application, mas a verdade é que não existe. Essa parada de trabalho voluntário é, como eu disse, a melhor saída. É uma coisa que faz um bem danado não só para o seu application, mas pra você mesma e para as pessoas a quem você se dedica nesse período, então não ignorem essa dica!

Outra coisa que é muito importante é estar aberto(a) a opiniões externas. Pergunte à sua agente sobre seu vídeo e a sua carta, se está realmente bom, se ela sugere alguma alteração e seja RECEPTIVA. Não encare a sugestão como uma crítica destrutiva. Lembrem-se que é trabalho delas orientar e dizer o que é bom e o que não é… Afinal de contas elas entendem do ramo, né não?

Aguentem firme que ainda falarei sobre entrevistas e match!

É nóis! Flw vlw! <3

Au pair: o começo

Em 18.08.2015   Arquivado em Por aí

AuPair - o começo

Muito bem, depois do meu post sobre a novidade do meu intercâmbio como au pair em NYC, eu obtive bastante pedidos e solicitações pra escrever mais sobre não só a minha experiência (que ainda nem começou), como também todo o processo pelo qual eu passei até o meu bendito match (quando você finalmente fecha com a família).

Se você não faz a menor ideia do que eu tô falando, dá uma de egípcia e acessa esse post aqui.

Então… Resolvi começar pelo começo, porque tudo tem um começo, não é mesmo?

Bom, acho que como 99,9% dos jovens, eu queria passar pela oportunidade de um intercâmbio, e esse sempre foi o meu sonho desde os meus 12 anos de idade. Porém, no entanto, todavia, nós sabemos que fazer intercâmbio não é NADA barato e meus pais não tinham condição para me bancar fora do país.

Pois bem, os anos passaram e em 2014 eu me formei em jornalismo! O contrato do meu estágio acabou e…!

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Exato, nada estava funcionando. Sem emprego, sem perspectiva… E a frustração crescendo dentro de mim. Eu passei de uma estudante universitária para uma desempregada, e quando se está desempregada você tem bastante tempo para pensar. E quando você pensa demais, se frustra demais, né? Né.

Comecei a repensar a minha vida e aquela ideia de intercâmbio finalmente voltou à minha mente. Mas como fazer um intercâmbio sem uma Dilma no bolso? Exatamente. Aí comecei a caçar as coisas nas internet, o nosso melhor amigo nessas horas. E paralelamente comecei a falar com algumas amigas que estão fora do país. E foi aí que a luz na minha vida chegou quando eu cogitei em ser au pair.

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Depois de pesquisar bastante, decidi que essa seria a saída para eu realizar o meu sonho. Mas antes é MUITO importante pesquisar, gente. Leia o quanto puder sobre o assunto, porque tem muita gente que acha que a coisa vai ser só Party Rock Anthem and pussies on the floor. E não é. É um trabalho com extensão para estudos. Então é importante saber se você tem intimidade com o que é proposto. Você está indo para cuidar de crianças. Você pode? Você quer? Está disposto? Se a resposta for realmente sim, então você pode prosseguir.

Eu nunca fui de ser aquela louca por crianças, de ficar correndo e perseguindo qualquer uma que eu visse, mas sempre curti e tive facilidade com esses serezinhos. Mas assim… TEM QUE TER UM POUQUINHO DE EXPERIÊNCIA, e jájá eu vou explicar o por quê.

KID

Enfim! Inicialmente eu queria ir para a Europa, e tentei encontrar uma família sem agência. Para quem não sabe, existem sites que você pode, sem auxílio nenhum, montar o seu perfil e procurar famílias, aí você mesmo resolve tudindinho com eles. Porém, eu fui encontrando várias dúvidas e obstáculos, porque o único país da Europa que poderia me receber era a Holanda. A Inglaterra e a Irlanda não permitem au pairs brasileiras. Todas as outras nacionalidades podem, menos brasileiras. Por quê? BOA PERGUNTA. E a Inglaterra era a minha primeiríssima opção, ÓBVIO. Há meninas que vão na cara e na coragem, e não há nada demais. Mas se dá M* já viu, né? E como eu sou uma pessoa propensa a me f*, decidi não arriscar.

Decidi tentar Holanda, Alemanha, França… O problema é que esses dois últimos países, pra você entrar no país, precisa AO MENOS falar o básico da língua, e eu, óbvio, só sei falar Volkswagen e Carrefour nessas línguas. Ou seja… Fuén!

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Depois de várias portadas na cara e insistência dos meus pais, que estavam morrendo de medo de eu cair numa família furada e me ferrar de verde e amarelo em outro país, decidi ir atrás de uma agência.

Escolhi a STB, que trabalha conveniada com a AuPairCare lá fora. Nesta agência só dá pra ir pros States, mas a CI tem a opção da Holanda. Pensei MUITO à respeito, mas decidi USA porque ganha mais e eu tô precisando. Mas acabou que fiquei muito animada com a ideia!

Quando cheguei na STB já cheguei sentando, com medo do preço do programa. Como eu disse no começo do post, eu não tô lá muito ryca… E acabei me impressionando com o valor. Parecia um sinal de que era a coisa certa a se fazer. Eu paguei 500 dólares, o que na época equivalia a R$ 1.300 e pouquinho, graças ao bom Deus. Pra quem não sabe, o programa de au pair é o mais em conta que tem!

Entonces. Nesse mesmo dia, a sua agente já pergunta se você fala inglês. Sim, você tem que saber AO MENOS se comunicar. Lembre-se que você está indo pra cuidar de crianças. Se às vezes é difícil de entender uma criança de 3 anos brasileira falando, IMAGINA entender uma criança de mesma idade em INGLÊS. É DOSE. E nem adianta querer dar uma de espertinha e falar que sabe se você não souber, porque depois você vai ter que fazer uma provinha oral de conversação.

Outra duas coisas MUITO importantes que são primordiais pra você conseguir entrar no programa são: ter experiência de pelo menos 200 horas com crianças e já possuir carteira de motorista.

Exatamente. Cuidando de crianças como babá, ou dos irmãos, dos primos, qualquer criança no UNIVERSO! E você vai ter que provar isso igualmente.

Bom! A partir daí, vem a papelada! Mas essa parte eu vou deixar para o próximo post, pessoar!

E aí, alguma dúvida até aqui?

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