Au Pair: O que NÃO fazer nas entrevistas

Em 29.03.2017   Arquivado em Por aí

Pronto. Você já está online no site da agência e com host families no seu perfil! Tudo o que precisa agora é pegar aquela listinha com as perguntinhas que a Nats disponibilizou no Além do meu Mundo e… E agora?

É aquela famosa história: não adianta ter a cola da fórmula na prova se você não souber aplicá-la, certo? Certo. E é por isso que a Nats tá aqui: pra ajudar vocês a não fazer cagada na hora da entrevista. Ao contrário do que muitos pensam… Sim, é possível fazer cagada, porque euzinha presenciei esse tipo de situação (que não vem ao caso). Peguem canetas e bloquinhos!

 

Não deixe de mostrar interesse nas kids

Sei que parece óbvio, mas acredite… Existe um BOM motivo para esta ser a primeira dica da lista. O que tem de candidata que quando vai ser entrevistada e só fica perguntando sobre o modelo do carro que vai dirigir, o tamanho da casa, se vai ter uma suíte ou outros benefícios que ela terá em vez de mostrar interesse nas atividades e hobbies das kids é IMPRESSIONANTE. É claro que você pode e deve perguntar questões sobre suas acomodações e coisa e tal, mas isso decididamente não é a prioridade logo de cara. O seu principal objetivo como au pair é cuidar das kids, e se você não demonstrar interesse nelas… Por que diabos os host parents vão te escolher?

 

Não minta

That’s right. Não minta suas experiências e habilidades. Não diga que você é o Master Chef se você não sabe sequer fritar ovos; ou que você tem longos anos de experiência dirigindo se você realmente não tem. Seja sincera. Até porque mentira tem perna curta, eles vão descobrir isso na hora em que você estiver lá, e acredite: vai ser pior. Se você não sabe cozinhar, por exemplo, é um bom momento para começar a se interessar nisso antes mesmo de viajar. Você pode dizer “estou começando a me aventurar mais na cozinha e aprendendo algumas receitas.” Isso vai mostrar que você possui interesse em melhorar para atender às expectativas deles.

 

Não seja inflexível

Isso significa não ser uma pessoa muito fechada com relação às tarefas determinadas a você. O propósito do intercâmbio é justamente evoluir, aprender coisas novas, quebrar barreiras e pré-conceitos. É claro que você não irá gostar de todas as responsabilidades impostas pelos host parents, mas nada é perfeito. Mesmo que você não esteja lá muito satisfeita, tente não demonstrar isso na hora da entrevista. Deixe para pesar os prós e contras da proposta depois que desligar a chamada. Afinal de contas, você terá um tempo para pensar melhor à respeito até um segundo contato. E pense bem antes de recusar ou aceitar o match! Você pode acabar perdendo uma boa oportunidade se for inflexível assim.

 

Não aceite tudo de cara

Pode parecer meio contraditório já que na dica acima eu falei para não dizer “não” de cara, mas calma lá. Não é por isso que você também tem de dizer amém pra tudo, dizer que está de acordo com tudo sem questionar qualquer coisa. Sei que é difícil, principalmente quando se trata da primeira entrevista com uma host family e estamos ansiosas (os) para dar match e viajar logo. Mas lembre-se que essa é uma experiência de pelo menos um ano. Você não vai querer escolher a família errada pra depois ter a dor de cabeça de um rematch, believe me.

 

Não seja desinformada(o)

Após o primeiro contato da host family (que costuma ser por e-mail) para marcar a entrevista por Skype, você vai ter acesso a algumas informações da família para poder se preparar. Vai receber dados da região em que eles moram, quantos filhos, uma pequena descrição sobre cada membro e blablabla. Leia atentamente todas essas informações para poder tirar as suas dúvidas na hora da entrevista. Procure pesquisar sobre a cidade/região em que eles moram para saber o que a área tem a te oferecer e como são os arredores. Eu acho isso realmente importante, de verdade. Imagina só se você fecha com uma host family que mora no meio de lugar nenhum e eles não te concedem um carro para você poder se locomover? Vai ser BEM zoado, nénon?

 

Não faça perguntas desnecessárias

Faça perguntas relevantes e que acrescentem ao seu conhecimento enquanto possível candidata para au pair da host family. Isso vai ser ainda mais fácil se você deixar os host parents conduzirem a entrevista. Fique atenta às informações, pois muito provavelmente novas dúvidas surgirão (além das que você já anotou quando recebeu o perfil da hf) e este será o momento ideal.

 

Não deixe de perguntar o que não entendeu

Isso é sério. Pensa que você já vai estar nervosa(o) por estar fazendo uma entrevista de emprego. Agora pensa que ela vai ser feita em um idioma diferente do seu! Mesmo que o seu inglês seja muito bom, na hora do nervosismo você pode acabar travando, sei lá, ou a conexão da internet pode estar ruim… Enfim! Muita coisa pode acontecer. Então se você não entender o que eles falaram não tenha medo ou vergonha de pedir para repetir. É melhor perguntar do que ficar na incerteza de alguma informação.

 

Não finja ser algo que você não é

Esse tópico está intrinsecamente ligado à dica nº2 , mas agora o foco é você, não as suas habilidades. Isso quer dizer que você deve ser você mesma(o). A host family precisa saber quem você realmente é e ela só vai saber isso se você permitir. Isso é extremamente importante até mesmo para a sua pessoa, pois só assim você também vai ter o feeling de que aquela é a host family perfeita pra ti. Muitos não acreditam muito nesse feeling do match perfeito, mas ele realmente existe. Eu sou prova disso!

 

E aí, anotou tudinho? É claro que não existe uma fórmula perfeita para arrasar em uma entrevista. As coisas acontecem como devem acontecer… Mas se preparar não faz mal a ninguém, não é mesmo?

Espero que curtam as dicas, e se tiverem dúvidas, sabem onde me encontrar! <3

Au Pair: Quanto custa?

Em 30.06.2016   Arquivado em Por aí

Estou honestamente feliz de fazer um novo post sobre esse assunto que eu acabei deixando um pouquinho de lado aqui no blog (pra falar a verdade, o blog todo foi deixado de lado, mas faz a pêssega e ignora), mas a pedidos, resolvi falar sobre um assunto que muita gente sempre tem dúvida sobre o lance de ser au pair. Afinal de contas, tudo no mundo depende de uma coisinha: grana.

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Pois bem, achei esse assunto pertinente, porque muita gente fica se perguntando qual o preço do programa e se o salário é bom. Então vamos por partes, como já diria Jack, o Estripador.

Primeiro de tudo, falarei sobre o preço do programa em si, que é bem acessível, se comparado aos outros programas de intercâmbio. E é muito bom ressaltar isso, porque muitos conhecidos meus (e de muitas outras au pairs, posso apostar), acham que a gente é podre de rica e está indo passar férias nos States com tudo pago e uma passagem grátis pra Disney ou sei lá o quê. Então vou deixar tudo bem claro e explicadinho.

Não, nós não estamos cagando dinheiro quando decidimos ser au pair. É justamente o contrário. Aliás, o programa de au pair é mais barato pelo simples fato de que você vai trabalhar para famílias americanas como babá em troca de salário, comida e teto.

Entendesse?

Ótimo! Passemos agora aos preços da bagaça tudo.

 

Preço do programa de Au pair

 

Au Pair Care (APC)

Muito que bem. Eu vim por essa agência. Fechei com a agência STB no Brasil, que é conveniada com a APC nos USA. Quando eu fechei o programa, paguei o valor de US$ 500. Na época, o dólar estava cotado em uns R$ 3,00, aproximadamente. Ou seja, paguei cerca de R$ 1.500,00. Lembro que quando fui na agência para conhecer mais sobre o programa, estava morrendo de medo daquele momento em que o agente fala o preço e você só falta virar a cadeira pra trás. E eu realmente me surpreendi, porque não achei nada caro.

Para fazer o post, pesquisei pela agência da STB para saber quanto está o programa e, atualmente o valor é de US$ 700 (em reais, esse valor é de aproximadamente R$ 2.240,00). É claro que hoje, com a cotação do dólar nas alturas, ficou um pouco mais salgado. Mas ainda assim, ao comparar com outros tipos de intercâmbio, esse programa é uma mixaria. Eu sinceramente não lembro se eu tive gasto com taxa de inscrição!

 

Cultural Care (CC)

Algumas das minhas amigas vieram por essa agência e sempre ouvi muito bem, mas lembro que o motivo pelo qual eu não escolhi vir por ela é que preço não estava nada tranquilo nem favorável para o meu bolsinho. Não lembro o valor, ao exato, mas era mais caro que a APC, na época.

Dei uma pesquisada por cima no site da CC, e o preço é de aproximadamente US$ 1.018,00 (R$ 3.610,00). Segundo o site, o valor inclui taxa de entrevista pessoal, taxa de inscrição e taxa do programa.

 

Au Pair In America

Até uns três meses atrás eu achava que essa agência era só para au pairs europeias, mas uma das minhas amigas atuais veio por ela. A Au Pair In America funciona no mundo todo!

Entrei no site e procurei pela agência responsável pelo Brasil e fui encaminhada para a Experimento Intercâmbio Cultural. De acordo com a página da Internet deles, existe uma taxa de inscrição no valor de R$ 790,00, e o programa, US$ 860 (aproximadamente R$2.752,00).

 

IMPORTANTE

Além do gasto do pacote de intercâmbio, existem os gastos que ficam por conta da au pair:

 

– Passaporte: se eu não chequei errado, são R$ 257,25

– Um documento chamado SEVIS (a agência vai te explicar melhor como funciona): pelo menos US$ 180

– Visto J-1 (visto de Work and Study): U$160 ou R$ 512,00 (isso se o valor também não foi alterado)

– PID (Permissão Internacional para Dirigir): R$ 259,05

 

As passagens aéreas são bancadas pelas famílias (mas atenção, se você não é de São Paulo, terá de pagar o vôo doméstico).

 

Conclusão: mesmo sendo o programa de intercâmbio mais barato que existe, ainda assim nos deixa pobrinhas, nénom?

Eu não vou colocar o valor médio de gastos porque depende muito da agência com a qual você vai fechar. Eu não sei se existem outras agências além dessas, e sinceramente não me dei o trabalho de procurar. Coloquei as mais conhecidas!

 

Salário + benefícios

Pois bem, chegamos ao tópico mais polêmico da vida de uma au pair: o salário. Depois de ter tido gastos astronomicozinhos para tirar a papelada necessária, o momento que todos esperavam.

Pois bem. O salário de uma au pair nada mais é do que US$ 195.75 semanais (aproximadamente R$ 626,40). Isso significa que no mês, ganha-se US$ 783 (cerca de R$ 2.505,00).

Mas, porém, no entanto, todavia…! Vale lembrar que a família, além de pagar as suas passagens aéreas, também é responsável pela sua estadia (que inclui alimentação e acomodação), e uma bolsa de estudos no valor de US$ 500 (mais ou menos R$ 1.600,00). Então eu diria que é um big deal, considerando que você não terá gastos com comida ou acomodação, nénom?

Então, dá pra viver bem com o salário de au pair? A resposta é sim. É claro que você tem que aprender a se organizar financeiramente, mas é possível sim, senhora. Eu vivo no aperto porque tenho minhas prioridades e envio uma graninha para o Brasil mensalmente. Mas ainda assim meus pais nunca precisaram me enviar um único centavo! Há semanas que eu (e muitas outras au pairs) precisam apertar o cinto, mas isso não significa que passamos dificuldades.

Também já ouvi histórias de au pairs que economizavam para mandar dinheiro para o Brasil… E conseguiram até mesmo comprar uma casa quando voltaram! Cada uma vem pra cá com o seu objetivo, então cabe a cada uma saber priorizar as coisas.

Mesmo assim, não somos ricas.

Bom, deu pra tirar todas as dúvidas, galere? Eu espero que sim, porque eu acho que só pra fazer esse post eu fiz mais cálculos do que fiz em toda a minha vida ~aquelas~.

Quem ainda tiver alguma dúvida, não hesite em perguntar, ok? <3

 

P.S.: Todos os valores convertidos foram calculados segundo a cotação do dia 29/06/2016 e estão sujeitos a variações.

 

Au Pair: Namoro a distância

Em 15.10.2015   Arquivado em Por aí

distância

Pois é. Depois de muitos pedidos, resolvi falar do assunto que assusta muito as futuras au pairs que deixarão o país e são comprometidas.

Aí vocês devem estar se perguntando: “Como sobreviver a isso?”/”Nosso amor vai acabar!”

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Meu primeiro conselho é:

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Calmou? Então agora vamos lá!

Ninguém aqui tá falando que vai ser uma coisa simples, porque não é. E eu acho que eu sou a melhor pessoa pra falar sobre isso por motivos de: já passei por isso antes.

Há dois anos atrás eu tive um namorado que foi fazer intercâmbio em Dublin e ficou lá 8 meses. Aí vocês devem estar pensando: “Você deve ter morrido.”

Pra ser sincera, eu achei que fosse mesmo.

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Só que não. Ao que contrário do que podem pensar, aprendi MUITA COISA com essa distância. Aprendi a me conhecer melhor, a saber meus gostos, a ficar sozinha… E descobri que ficar sozinha é totalmente diferente de ser sozinha, e que em alguns momentos isso é uma delícia!

É claro que eu não descobri isso de cara, né, gente. Tive que aprender na marra. Nós dois aprendemos com os erros e estamos tentando não cometer os mesmos erros que cometemos quando ele foi, e mesmo assim, todo dia é uma nova lição a aprender!

Então eu estou aqui para tentar acalmar o coração dessas moças todas com algumas diquinhas primordiais pra que esse relacionamento perdure.

 

Diálogo

Esse é o primeiro item porque provavelmente é a primeira coisa que acontece quando você decide que quer ser au pair. Vocês vão precisar conversar sério e honestamente para saber o que será do relacionamento de vocês a partir deste momento.

Você vai. Essa é a primeira coisa a ser dita. Vocês vão continuar o relacionamento? Ele(a) aceita continuar o namoro? Como vai funcionar? Vocês vão se ver? Ele(a) vai te visitar?

Como você pode ver, tem MUITO assunto pra ser resolvido.

Não faça novela novela mexicana antes da hora.

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Compreensão

Esse item é primordial no relacionamento, ainda mais em se tratando de intercâmbio. E isso não serve só pra quem está ficando, mas pra quem está partindo também.

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Pra quem fica

Não vou ser hipócrita, até porque já estive no lugar de quem fica. Esse é o papel mais difícil. É compreender logo de cara que o seu amor deseja realizar algo pessoal do qual você não irá necessariamente fazer parte, mas que isso não é de um todo ruim (só que você só percebe isso depois). É compreender que o egoísmo precisa ser deixado de lado. Acho que essa foi a parte mais complicada pra mim quando ele foi, e eu sinto muito por isso até hoje. Sei que era mais nova, mas acho que eu poderia tentar levar as coisas um pouco menos na emoção, só pra variar um pouquinho.

Também tem que compreender que o seu amor está indo desbravar uma outra terra e conhecerá pessoas novas, mas isso (pelo menos no nosso caso) não será uma ameaça ao seu relacionamento.

 

Pra quem vai

Apesar de você estar com a cabeça à mil, com visto, malas, família, ansiedade tudo ao mesmo tempo, terá que abrir um espaço gigante pra compreender que o seu amor que está ficando vai sofrer mais do que você nesse período, e isso é triste e inevitável. Não adiantará você dizer que tudo vai dar certo, que vocês vão passar por isso, que você continuará amando-o(a). Nada faz o sentimento de “perda” dele(a) ir embora, e você precisa entender que isso não é necessariamente sua culpa. Você vai ficar triste e vai sofrer junto, óbvio. Mas não se sinta culpada(o).

Você vai ter que compreender que “cada cabeça é uma sentença”, e que ele(a) pode reagir de diferentes maneiras. Talvez ele(a) queira participar de todo o processo, queira te ajudar com as malas, queira saber dos seus planos (como no caso do meu namorado). Mas pode ser que ele(a) não queira nem ouvir a palavra “intercâmbio” ou o nome do destino para onde você vai. Talvez ele(a) não aguente e comece a chorar só de pensar à respeito (como no meu caso. Culpada nos dois itens). E de novo, eu muito me arrependo da minha postura diante disso, pois era um momento em que meu namorado precisava de apoio e eu não o dei. Peço desculpas pra ele até hoje por isso.

 

Paciência

Como se não bastasse vocês terem que lidar com a própria situação e com a saudade de matar, ainda tem aquelas pessoas que fazem você perder a cabeça, tentando te fazer pensar besteira mesmo sem intenção. Não entendeu?

Sabe aquele primo que solta: “Nossa, mas relacionamento a distância não dá certo, cês sabem, né?” ou “Iiiiih, quem vai trair primeiro?”. Melhor: “Ahh, mas comigo não rolou não. Terminamos no primeiro mês.”

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SEMPRE vai ter uma pessoa querida assim pra te “ajudar” a passar por essa situação, então o que eu tenho pra dizer é: respira fundo e confia no seu relacionamento.

Você já conversou com o seu/sua parceiro(a) a respeito e vocês são os ÚNICOS que sabem do relacionamento de vocês. Não deixe que ninguém possa ditar o que será de vocês agora. As únicas pessoas que vão fazer isso dar certo (ou não) são vocês dois e PONTO FINAL.

 

Ciúmes

Cheguei onde todo mundo queria, né? NÉ!

É inevitável, gente, sinto dizer. Até o ser menos ciumento do universo vai virar a Namorada Sinistra nesse momento.

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A culpa é da distância, que aumenta tudo na gente: a saudade, a insegurança, o medo de perder. Mas também digo que a culpa será sua se ficar se encanando com qualquer coisa.

Não pense você, que vai ficar no Brasil, que seu boy/sua girl vai ficar entocado em casa nos finais de semana e dias off, porque eles não vão. Eles estão em um país diferente e TAMBÉM querem curtir. E não pense você, que tá viajando, que seu boy/sua girl também não vão querer sair pra se distrair, uma vez que você não está lá para fazerem isso juntos. É uma troca justa, né?

E sim, haverão amigos novos, principalmente quem estiver viajando. E isso faz parte, so sorry, mate.

É claro que é preciso estabelecer certos “limites”. E quando eu digo “limites”, não é impor nem viver em um “relacionamento abusivo”. Vamos chamar isso de bom senso, ok?

“Como assim, Nats?” Bom. Sempre que você for fazer algo e pensar se aquilo vai magoar seu/sua parceiro(a), pense “E se fosse o contrário? Eu me chatearia?”. Sim sim. Sabe aquela frase da nossa mamãe “Não faça aos outros o que você não quer que façam com você?”. Adote e siga com amor e carinho e todos ficarão felizes (e vivos).

 

Confiança

Apesar de esse item estar intrinsecamente ligado ao item acima, resolvi dar um espacinho especial para falar. Isso não é novidade e não é a primeira vez que você ouvir (ler, no caso): Confiança é a base e todo o relacionamento.

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Acredito que você conhece com quem está namorando e sabe muito bem o que esperar e o que não esperar do(a) seu/sua parceiro(a). Nesse ponto vocês já conversaram bastante e sabem o que é saudável e o que não é para o relacionamento de vocês, certo? Diz que sim, for Christ Sake.

Vocês passarão por muitas provações e muitos mal-entendidos, e aí entra aquele item do diálogo, lembra? Não interprete nada antes de conversar, não dê espaço para que sua interpretação seja a história real sem antes ouvir o outro lado.

 

Honestidade

Eu poderia ter falado isso tudo no item acima, mas também acho primordial falar sobre isso separadamente. Fale SEMPRE o que sente. Nunca deixe pra falar depois, fale quando der na telha, no momento em que estiver sentindo.

Se estiver inseguro(a) diga. Se estiver com saudade diga. Se estiver com raiva diga. Se estiver triste diga. Se estiver sofrendo diga. Se estiver feliz e quiser compartilhar uma novidade diga. Se estiver confuso diga. Não deixe nada passar.

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Se em algum momento do relacionamento um dos dois sentir que não conseguirá mais lidar com a distância por qualquer motivo… Seja por estar desgastado(a), cansado(a) ou até mesmo interessado(a) em outra pessoa, diga.

Se você não ama mais a pessoa com quem está, pelo menos respeite a história e o amor que compartilharam pelo tempo em que estiveram juntos. Seja homem/mulher e fale a verdade. Não magoe quem está à sua espera. Não magoe quem está longe, porque não é justo com ninguém.

 

Bom, acho que o post já virou uma bíblia, então eu deixarei esse assunto em aberto porque ainda falarei sobre diquinhas fofas para manter o relacionamento.

 

O que você acha de namoro a distância? Acha que conseguiria lidar? Deixe suas dúvidas, críticas, mágoas e frustrações aqui! RIRI

Au Pair: Adaptação

Em 22.09.2015   Arquivado em Por aí

Adaptação

Alguém notou que eu dei uma diminuída nos posts sobre au pair? Vocês: Siiim, Nats! Mals aê!

Então, haviam me pedido pra falar sobre o tema antes… Mas eu precisava exatamente de um tempinho para poder escrever sobre isso. Se bem que eu estou aqui apenas há quase três semanas, então não sei o quão eficaz esse post será, mas tudo bem.

thumbsup

Vim falar do primeiro terror de uma Au Pair assim que ela pisa nos States: a adaptação. E sim, tem MUITA coisa relacionada a isso, por isso resolvi listar algumas coisinhas pra vocês se prepararem para se acostumar:

 

“Mi casa es su casa”

Sim. É a primeira coisa mais estranha com a qual você vai ter que se acostumar a partir do momento em que você pisa na casa da sua Host Family. OPS, a partir do momento em que você pisa na sua casa.

amigas

A Host Family vai dizer te falar: “Quero que você se sinta à vontade. Aqui agora é a sua casa. Sei que parece meio óbvio, mas você pode abrir a geladeira e os armários sempre que sentir fome.” Também vão falar: “Tem algo que você goste de comer que você gostaria que a gente comprasse?”. Como se a gente fosse realmente dizer, né?

Pois é. É muito estranho tentar se sentir à vontade, porque é algo que você acaba tentando se forçar a fazer. Mas relaxa, isso vem com o tempo. A primeira vez em que fui abrir a geladeira perto deles eu ainda soltei um “licença”. E sinceramente, o único lugar que me sinto REALMENTE à vontade é no meu quarto e no meu banheiro. Mas sei que aos poucos isso vai mudar.

E minha host family é muito boa pra mim. Acho que isso é primordial! Eles estão sempre preocupados comigo, com o meu bem-estar, sempre me dão espaço pra falar o que eu acho e como eu me sinto.

 

Comida

Já que citei a parte da comida, aí vai! Aqui tem muita diversidade, então você não vai sentir falta de muita coisa, a não ser de coisas específicas da sua região. Mas mesmo assim, é possível encontrar tudo aqui, sem brincadeira.

Mas a parte da diversidade também pode ser um problema pra quem não quer engordar – tipo eu. Eu sinto que já engordei e estou em um drama interno comigo mesma. Já comecei a maneirar, porque senão… Xá pra lá.

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Kids

Acho que essa é a parte mais aterrorizante, porque você, mais do que nunca, vai fazer de TUDO pra que as crianças gostem de você. Vai tentar agradar, vai levar foras, vai acertar, vai errar.

O começo é sempre a pior parte, principalmente porque muitas vezes você não será a primeira au pair deles. Vai haver comparação, vai haver saudade… Então você precisa estar preparada e ser forte.

Meu primeiro afazer quando peguei no batente foi a preparação para ir para a escola pela manhã. Eu não sei o que foi que eu mais me senti: perdida ou inútil.

Worthless

Eu não sabia o que eu tinha que fazer primeiro. Café da manhã? Roupa da escola? Checar mochila? E pra piorar, em vez de eles me pedirem as coisas, pediam aos pais, que estavam correndo se preparando para irem trabalhar. Eu estava desesperada, porque eu fui contratada pra fazer isso. Se eu não estou fazendo, por que diabos me terão em casa?

E eu realmente sentia que não ia rolar, porque os meninos são super tímidos, sabe? Eu achava que eles me ODIAVAM. Mas acontece que uma hora eles VÃO precisar falar com você, então não se preocupe. O elo começa a se formar por necessidade e depois vira até afeição!

Quase morri quando o mais novinho disse que eu era a melhor au pair essa semana.

Strong

Então desencana. Lembre-se que se pra você tudo é novo, para as crianças também é. Imagina o quão difícil é ter que se desapegar de uma au pair e ter que se acostumar com tudo de novo? Ainda mais em se tratando de crianças. Dê tempo ao tempo e não tente forçar situações.

 

Afazeres

Parece que não vai funcionar e que foi a maior furada da sua vida ter inventado ser au pair. Você não sabe lavar roupa. Você não sabe passar roupa. Você não sabe cozinhar. Você não sabe TANTAS COISAS! CALMA LÁ, SOLDADO.

É tudo como um novo emprego. Você vai errar, você vai fazer 300 perguntas repetidas, vai se frustrar, vai querer morrer. Mas não vai morrer. Porque quando você acerta UMA VEZ tudo começa a caminhar.

Primeiro que tudo depende da sua Host Family. Você vai acertar seus afazeres antes de vir, claro. Então você pode se preparar (ou não). Eu, por exemplo, sou uma LÁSTIMA na cozinha.

cozinhando

Mas eu sabia que ia ter que saber cozinhar umas coisinhas e eles sabiam que eu não manjavam. A host mom se comprometeu a me ensinar algumas coisas. Além disso, internet tá aí pra isso, né, gentis? Eu estou aprendendo, já ouvi das kids “isso tá horrível!”. Mas também também ouvi “sua comida está ficando cada vez melhor.” Você tem que se prontificar a aprender e não desistir fácil.

E não se sinta diminuída por ter que fazer algum trabalho doméstico. Aliás, é o mínimo que você pode fazer. Tudo bem que você está sendo paga pra cuidar das kids. Mas não se esqueça que você não está tendo gastos com comida, água, telefone, estadia… Não custa nada lavar uma loucinha ou dar uma varridinha, né? Além do mais, pra mim está sendo sensacional ter que finalmente me virar sem ajuda da mommy all the time.

 

Independência

Essa palavra parece uma música aos nossos ouvidos, né? Mas cuidado. A palavra “responsável” vem junto dessa primeira, principalmente sendo uma au pair.

Você vai poder ir e vir sem ter que dar satisfação. Você vai poder se programar do seu jeito sem ninguém ficar cagando regras (quando o assunto dizer respeito à SUA vida, que fique bem claro). Você vai se ser dona do seu nariz, vai cuidar das suas próprias coisas. Isso inclui roupas, comida, organização do quarto.

Eu não sei vocês, mas eu SUPER adorei isso tudo.

independent

Me sinto muito mais adulta, muito mais tudo. Eu realmente precisava disso.

Bom, mas lembra que eu te disse que você também estará ligada a outro tipo de responsabilidade? Pois é. Na minha casa funciona da seguinte maneira: tudo o que tem a ver com a vida dos meninos me diz respeito. Roupas, alimentação, material escolar, organização do quarto…

Calma, eu não ajo como mãe. Eu cuido das roupas porque é óbvio. A alimentação e o material também. Mas muitas coisas eu apenas me CERTIFICO de que estão sendo feitas, como por exemplo a lição de casa. Ou o banho, ou a organização dos brinquedos. Os meus host parentes sabem bem que o papel de pais deles é fundamental e não me sobrecarregam de forma alguma, o que é maravilhoso. Todo o tempo que eles estão em casa eles se dedicam inteiramente aos meninos, e eu acho isso muito admirável.

Mas mesmo assim, você sentiu o drama? Você será responsável por outras vidas além da sua. Isso é, ao mesmo tempo assustador e incrível.

 

Amizades

Acho que no momento essa tem sido a pior parte pra mim e que ainda estou levando um tempo para realmente me adaptar. Por mais que eu tenha meus amigos no Brasil e que eu fale com eles praticamente TODO DIA, sinto necessidade de ter amigos próximos aqui. É claro que ainda não tive tempo de fazer amigos AMIGOS aqui, né, gente. Amizade não se constroi em um dia.

O problema é que anseio tanto pelo momento de novas amizades (e preferencialmente gringas pra poder usar o inglês), que acaba não rolando. É tipo aquela história de amor, que quanto mais você procura, menor a chance de encontrar.

Quando eu parar de me importar vai rolar.

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Inglês

E falando em inglês… Aconselho vocês virem com um inglês minimamente bom, e não é brincadeira. Eu estudei 6 anos de inglês e ainda tirei o certificado de proficiência da Universidade de Michigan. E mesmo assim eu estou apanhandinho, juro.

No primeiro dia que cheguei aqui e escutei o sotaque nova-iorquino da minha Host Family pensei. “Whatahell eu tô fazendo aqui? Gente, não sei inglês. Tchau América, tô voltando pro meu BR.” Fiquei mega assustada e pensei que não conseguiria lidar.

Felizmente meus ouvidos já estão mais acostumados, e agora eu só apanho quando são coisas muito específicas, tipo utensílios de cozinha e alimentos. Mas essa semana mesmo escutei do meu Host Dad que meu inglês tá bem melhor do que quando cheguei. Isso também tem a ver com o nervosismo. Quando estou fora de casa dou um SHOW falando em inglês, mas em casa tem aquela coisa de “aceitação” e querer falar certo, sabe? Aí já viu. Mas manda a ver e fale sem medo.

E a parte mais engraçada é quando você esquece que não está no Brasil e às vezes a tecla SAP falha, aí você começa a falar em português e ninguém entende o que tá acontecendo. Faço isso sempre, apenas.

chocado2

Bom, acho que esse assunto ainda vai ter MUUUITO pano pra manga, mas por enquanto eu já dei bastante lição de casa pra vocês hoje, né, crianças?

professortiburcio

Continuem acompanhando e mandando suas dúvidas, que tá ficando lindo! <3

Au Pair: entrevistas com famílias

Em 02.09.2015   Arquivado em Por aí

GENTE, desculpa o sumiço, mas eu não consegui postar tudo antes do meu embarque, como eu queria! E aí, já sabem… Tô na maior correria, fazendo um curso especial que a agência dá e tudo mais!

Sim! Já estou falando da terra do Tio Sam! Logo logo eu postarei sobre tudo! ~Além de fotinhos, claro~.

Mas vamos ao que interessa!

Enquanto tem aquela história toda de ficar online e melhorar o application… Muitas outras coisas podem acontecer ~ou nada~. E é por isso que temos que estar preparados para qualquer situação, certo, soldado?

Pois bem… Um dos momentos mais horripilantes ~e ao mesmo tempo esperados~ é o momento em que uma família finalmente entra em contato para uma entrevista. Afinal de contas, é a possibilidade de uma concretização.

No meu caso, essa “possibilidade de concretização” demorou MUITO. Três meses, pra não ser tão exata. E como isso me revoltava só Deus sabe. Eu estava tão ansiosa por esse momento, que já tinha a lista de perguntas prontas desde o início do PROCESSO, quando comecei a conhecer meninas no grupo de o Facebook e fui pedindo dicas logo de cara. E tava TUDO PRONTO, menos uma p#@$% de uma família.

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Quando a primeira (e única COF COF) família entrou em contato… Vocês não têm NOÇÃO! Eu estava no escritório do freela que eu estava fazendo, e lá os e-mails pessoais são bloqueados nos computadores por motivo de sigilo de informações que podem vazar. Então eu só conseguia acessar o meu e-mail pelo celular.

É claro que TODOS OS DIAS, e inclusive nesse bendito dia, eu acessava o meu perfil da AuPairCare, e todos os dias eu encarava dois frustrantes números “0” em “Past Interviews” e “Current Interviews”.

Então quando vi um e-mail com o título “Au Pair Interview”… Adivinha quem surtei?

surtando

Queria pular e não podia. Queria gritar e não podia. Queria chorar e não podia. Eu, que sou expressiva e escandalosa, tive que me conter na minha bolhinha de felicidade e abrir o e-mail tranquilamente pelo celular.

Sim, eles se interessaram por mim, e sim, queriam marcar uma entrevista para o dia seguinte no Skype. E até hoje eu agradeço todos os dias pelo fato de as tecnologias não serem capaz de mostrar o nosso estado ao escrever alguma resposta, porque eu tava feito uma babaca consciente respondendo toda feliz, quase morrendo do coração.

Assim que cheguei em casa, já fui caçar a minha lista de perguntas que uma amiguinha do coração havia compartilhado comigo. Além delas, criei mais algumas baseadas no perfil da família que logo ficou disponível pra mim. Tive que cortar uma tonelada, porque pelo número de perguntas que eu tinha, parecia que só eu ia fazer as perguntas. Aí lembrei que eu também ia ser entrevistada.

aaaaa

Sabe o que é essa sensação quando se é uma jornalista e geralmente está no papel de entrevistadora? É aterrorizante, porque eu sei exatamente o tipo de pergunta que pode vir a ser feita a mim, embora não saiba o conteúdo, exatamente. E aquilo me deixou apavorada. Eu queria assistir meu vídeo do application trezentas vezes, decorar as coisas pra que não parecesse que eu tinha mentido em alguma coisa, ou me estudar pra não falar besteira… ALGUÉM JÁ SE ESTUDOU NA VIDA? Pois é, não existe isso.

Sei que tive que me preparar fisicamente e psicologicamente, me maquiei toda pra parecer que não estava maquiada e ficar “fofamente” apresentável, rezei o terço ~isso é sério. Aliás, tudo isso é sério.~, me deu siricutico, borboletas no estômago…

Sabe aquela sensação de entrevista para o primeiro emprego? Sabe aquela sensação de primeiro encontro com o boy magia que você está a fim? Mistura as duas sensações! ERA EXATAMENTE ISSO QUE EU TAVA SENTINDO.

Já havia ouvido das minhas amigas que americanos costumam ser SUPER pontuais, mas não achei que era tão literalmente falando assim. Eles marcaram 21h30 e 21h30 lá estavam eles me ligando no Skype.

Respirei fundo e:

giphy

Gente… Eu tava tão nervosa que meu inglês ficou HORROROSO! Parecia que eu nem sabia falar inglês, não conseguia falar uma frase sem gaguejar. Pensei “PQP, vão pensar que sou um fiasco!”. Mas o casal logo de cara percebeu que era o nervosismo tomando conta de mim, e fizeram de tudo pra me deixar à vontade, e isso logo me encantou.

Logo fui me sentindo à vontade, e eles me deram espaço pra perguntar também, e achei isso bem legal. Mas eles fizeram uma pegadinha comigo, que GENTE, ainda bem que contornei e me saí bem.

Foi o seguinte:

Casal: Vamos supor que você leve nossos dois filhos ao parque. Todos estão felizes brincando animadamente. De repente o mais velho começa a gritar que quer ir embora porque quer ir embora. O que você faz?

Eu: Peço pra ele se acalmar (se ele estiver gritando), e pergunto o que está acontecendo pra ele querer ir embora de repente, já que ele estava contente até então.

Casal: Certo… Mas e se ele dissesse “Não quero falar, não quero falar! Eu quero ir embora!”?

Eu: Bom, aí eu diria que tudo bem, mas quando chegássemos em casa gostaria de conversar e entender o que aconteceu, pois quero que eles confiem em mim e se sintam à vontade pra conversar o que quer que seja comigo.

Casal: Legal! Mas e se na hora de ir embora, o mais novo começasse a pedir para ficar…

Eu: Bom… Falaria para o mais velho que não era justo, pois o irmão mais novo também estava lá e tínhamos que entrar em um acordo. Ficaríamos mais uns cinco minutinhos e iríamos embora.

Casal: Muito bom! Não há, na verdade, respostas certas. Mas perguntamos isso porque essa situação realmente aconteceu, e uns dias antes disso acontecer, descobrimos que o nosso menino mais velho tinha alergia a nozes, e ele ficou muito assustado com isso. Então, no dia do parque ele viu um homem vendendo nozes e ficou com medo de algo acontecer.

Eu: (fiz aquela cara de “me ferrei”, respirei fundo). Ah, mas eu acho que tudo é uma questão de observar as crianças e conhece-las, pois eu garanto que era só olhar no rostinho dele para perceber que aquilo não se tratava de manha, e que com certeza ele estaria super assustado, então acho que eu perceberia!

Casal: Nossa, é um bom ponto a ser avaliado, muito bem observado!

Eu por dentro:

alaricboss

Depois de bastante conversar eles pediram para que marcássemos mais um Skype para o dia seguinte, o que significava um bom sinal, se não eles nem perderiam mais tempo para conversar comigo, né?

Enfim… Focando mais nas perguntas, que é o maior interesse de vocês (eu imagino), eu acabei que não fiz nem METADE das perguntas que eu havia formulado. Uma porque eu não quis parecer inconveniente com tantas perguntas. Outra porque o perfil deles estava muito bem explicadinho, e as perguntas que eu tinha podiam ser feitas depois, CASO eu fosse escolhida, pois eram bem específicas já. Por isso, vou deixar disponível um arquivo com as perguntas, mas acho legal que além delas, vocês formulem outras a partir do perfil das famílias. Isso mostra que vocês foram atentos ao que eles escreveram e tudo mais.

Se tiver algum errinho de gramática em inglês, vocês IGNOREM, ok? Ok!

PDF – QUESTIONS

Alguma duvidazinha? Hein, hein?

AH, o próximo post será sobre o quê, o quê, o quê? O esperado MATCH, sim senhores e senhoras! 🙂

Au Pair: melhorando o application

Em 28.08.2015   Arquivado em Por aí

AuPair

Como o combinado do último post sobre o assunto, hoje vim falar um pouquinho sobre as horas de experiência com kids que devem ser preenchidas, pois sei que isso pode ser um problema para as pessoas que querem participar e esbarram nesse obstáculo por terem pouca experiência (ou nenhuma).

Eu também nunca fui uma babá que recebia por esses serviços, por isso não se preocupem. Isso não é de fato, um problema. Toda experiência “duradoura” com crianças é válida. Se você cuidou dos seus irmãos mais novos, dos primos, dos sobrinhos, já é uma experiência. Eu tive uma experiência mínima com meus vizinhos.

E aumentei isso um pouquinho ao longo do processo com outras kids. Mesmo que você já tenha essas 200 horas, mais experiência nunca é demais, sabe. Até mesmo pra você se conhecer e saber se você realmente combina com esse programa. Sei que já disse isso, mas não custa repetir! Isso aqui não é um intercâmbio comum onde você só estuda e curte a vida. Você estará indo ESPECIALMENTE para trabalhar, e precisa ter afinidade com os seus deveres, gostar de crianças e tudo mais.

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“Ah, então quer dizer que você é praticamente a Super Nanny, Natália?”. Não, nem de longe, meu amô. Apesar das poucas experiências que tive, depois é que percebi que eu me dava bem com crianças, sabe? Nunca vi isso como uma qualidade ou um dom especial. E foi realmente bom descobrir isso em mim.

“Tá, tá… Você tá falando que dá pra melhorar o application. Como?”. Simples, caros Watsons. Já ouviram falar em trabalho voluntário?

Sim, é a saída pra tudo, ACREDITEM. Existem muitas creches e escolinhas que aceitam esse tipo de trabalho! Basta você entrar em contato com as que existem nas redondezas de onde você mora e explicar o que você pretende e tudo mais. E LEMBREM-SE de depois solicitar que eles assinem aquele documento do qual eu falei por cima nesse post aqui, porque ele será a prova de que você realmente fez o trabalho voluntário.

Não só você pode buscar escolinhas como já existem ONGs com projetos voltados a atividades com crianças nos quais vocês podem se inscrever! Eu mesma participei da Semana Mundial do Brincar, que aconteceu no Parque Ibirapuera e foi MA-RA-VI-LHO-SO, uma experiência mais do que única!

Aquilo não significou só aumentar horas e fazer bonito pras host families se interessarem por mim, foi um aprendizado interior.

Além desse projeto, existem outros vários como o Massacuca, que entrou em contato comigo recentemente, e é um projeto INCRÍVEL. Inclusive, eles têm conhecimento que muitas meninas precisam desse tipo de ajuda com horas para o processo de au pair, e estão à procura! Por isso, basta entrar em contato, viu?

Sei que muitos esperavam uma receita mágica pra melhorar o application, mas a verdade é que não existe. Essa parada de trabalho voluntário é, como eu disse, a melhor saída. É uma coisa que faz um bem danado não só para o seu application, mas pra você mesma e para as pessoas a quem você se dedica nesse período, então não ignorem essa dica!

Outra coisa que é muito importante é estar aberto(a) a opiniões externas. Pergunte à sua agente sobre seu vídeo e a sua carta, se está realmente bom, se ela sugere alguma alteração e seja RECEPTIVA. Não encare a sugestão como uma crítica destrutiva. Lembrem-se que é trabalho delas orientar e dizer o que é bom e o que não é… Afinal de contas elas entendem do ramo, né não?

Aguentem firme que ainda falarei sobre entrevistas e match!

É nóis! Flw vlw! <3

Au pair: Sobre ficar online e estar no limbo

Em 26.08.2015   Arquivado em Por aí

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Gente, sei que ando sumida, mas estou correndo com as malas! Tá OSSO, porque só tem o essencial e não fechaaa, ACREDITEM.

E sim, mais um post sobre Au Pair, porque embarco essa semana e quero terminar todas as dicas antes disso!

Paciência. Sim, ela é a palavra de ordem de quem anseia por ficar online e estar no limbo até uma host family se interessar.

Eu sou uma pessoa que quer tudo pra ontem, então vocês bem devem imaginar o meu sofrimento em todo esse processo, né? Se não imaginam, não tem problema, porque eu posso contar e dar umas dicas pra TENTAREM não ficar assim. ~perceba que eu disse tentarem, porque é OSSO~.

Verificando meus e-mails, lembro que minha saga para ficar online foi “pequena”, mas não foi. Lembro de ter entregue os documentos em uma semana, como comentei no post sobre a papelada. Não lembro exatamente a data, mas sei que tentei abstrair e não pensar no assunto porque senão surtava. Naquele meio tempo, consegui um freela maluco que preenchia todo o meu tempo, então não conseguia pensar em application, blog ou qualquer outra coisa. Até que um dia eu acabei lembrando e liguei para saber como estava o andamento das coisas, pois já havia se passado uma semana e ninguém da agência tinha me contatado para falar à respeito. Liguei e adivinha? Nada.

E eu sou uma pessoa que é uma ótima cliente, mas se não tenho o que eu quero, infernizo. Infernizo MESMO.

Por isso, comecei o processo de “infernização” dia 17 de abril, fiquei ligando e mandando trezentos e-mails, e só fui ficar online dia 22 de abril, quase mais uma semana depois. Parece pouco, mas as agentes sempre dizem que essa parte do processo é rápida, então isso realmente me incomodou.

AÍ, depois de muito encher os pacová da agência, eu fiquei online…!

Expectativa

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Realidade:

HUMM

EXATO! Nada aconteceu, minha gente. Tenho que confessar que a situação me frustrou MUITO, porque eu esperei que ao menos UMA família fosse entrar em contato logo, sabe? Não imaginei que eu fosse ter um match de primeira, mas toda garota aspirante a au pair quer ver as coisas acontecendo, famílias entrando em contato… Até mesmo pra se preparar, treinar, aprender com os erros. Só que nada disso acontecia.

Aí vocês vão me dizer: “Nats, você é muito impaciente!”. Eu sou, não vou mentir. Mas a coisa toda é o seguinte. Desde que eu fechei com esse programa, entrei em um grupo enorme de au pairs no Facebook. É um espaço maravilhoso, em que meninas e meninos au pairs, ou que estão tentando ser au pairs ou que já foram au pairs dividem muitas experiências, dicas, informações e se ajudam bastante.

Todo dia vinha alguém postando “I HAVE A MATCH”, e todos não veem a hora de chegar o seu dia de falar, claro. E sem brincadeira, eu vi muitas meninas dizendo que ficaram online uma, duas semanas NO MÁXIMO, e tiveram não só umas 5 ou 6 famílias interessadas, como tiveram o match assim, num estalar de dedos.

Então quando duas semanas se passam você começa a se preocupar, é inevitável. E eu, que como bem já informei vocês que sou a louca do Brás, ficava mais preocupada ainda. Sei que é clichê falar, mas além de MUITO ansiosa, sou muito exigente comigo mesma, então eu ficava frustrada tentando entender o que eu tinha de errado pra nenhuma família me querer. E acredite: não é legal.

Todo mundo com família e eu não. Aí tive que lembrar daquela famosa frase da nossa mommy, sabe? “Você não é todo mundo, Natália.” Sim, é bem por aí que a banda toca. É nesse momento que você tem que tentar se desligar um pouco e parar de se comparar, porque cada menina é uma menina e cada processo é um processo. Sei que IT SUCKS pensar dessa maneira, e eu confesso que era MUITO difícil pensar assim.

Fiquei chateada por longas semanas tentando entender o que diabos estava errado, se eu não prestava nem pra cuidar de crianças… Revia minha carta, meu vídeo, pedia opinião das pessoas… E eu não sabia se estavam mesmo sendo sinceras ou não queriam me magoar, mas sempre diziam que estava tudo ÓTIMO, inclusive a minha própria agente. Então imaginem só, eu tava querendo comer o cérebro de todo mundo e me matar. E acreditem, vocês também vão querer. Por isso:

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Se você estuda, se dedique aos estudos. Se você trabalha, se dedique ao trabalho. Se você não estuda nem trabalha, abstraia. Leia livros, assista séries, filmes, faça atividades físicas…! Só não fique com essa história na cabeça porque não vai dar certo. Se você faz parte de algum grupo de au pairs no Facebook, tente não acessá-lo tanto. Não é por inveja, mas sim porque ficar ligada nesse assunto o tempo todo e não ver as coisas acontecerem pra gente machuca. Você fica SIM, se comparando, fica SIM revoltada, e não faz bem, sabe?

Então a diquinha de hoje é: TOMA MARACUJINA, ACALMA A PEPECA E MELHORE SEU APPLICATION!

Pera: melhorar o application? Como? Essa história eu conto no próximo post! <3

Au Pair: papelada

Em 21.08.2015   Arquivado em Por aí

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Sei que estou postando mais sobre au pair do que qualquer outra coisa, mas não me odeiem! Eu quero explicar tudindin do processo antes do meu embarque, por isso pareço a louca do Brás. Mas podem ver que outros conteúdos estão sendo postados normalmente, até porque hoje, FINALMENTE, o freela acabooou! YAY

Bom, continuando o papinho legal sobre au pair que muita gente acabou se interessando e me pedindo, hoje vim falar sobre a parte, que na minha opinião, é a mais chata: a papelada. Sim, acho que vocês vão concordar comigo que a documentação é sempre a parte mais irritante de qualquer processo que seja!

Tive muuuuitas dúvidas, então acho que esse post vai poder esclarecer muita coisa que talvez esteja no processo.

 

1. Escolhendo a agência

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Não existe bem um passo pra isso, né. Eu joguei no pai de todos, o querido Google, palavras chaves para encontrar agências que trabalhassem com o programa de au pair. Como eu sou muito ansiosa, queria logo agências localizadas na minha cidade e que eu pudesse infernizar todo mundo na hora que eu quisesse ~aquelas~. Mentira. As duas agências que tinham por aqui e me interessaram foram a CI e STB. E confesso que fiquei bem na dúvida, porque a CI tinha programa de au pair com destino à Holanda ou aos Estados Unidos.

E por mais que meu sonho e objetivo iniciais fosse a Europa, eu acabei optando pela América pelo motivo de: paga bem, que mal tem.

“Af, sério?”. Sério. Sei que quando se pensa em intercâmbio, não se deve pensar só em grana, mas infelizmente eu não vivo em um castelo e eu tenho continhas para pagar quando eu voltar. Além disso, o programa para USA tem as passagens inclusas, o que significa que você não precisa comprá-las, pois a host family é quem arca com esse gasto. Já na Holanda, você é quem paga (ou você pode ser cara de pau e entrar em um consenso com a host Family para que o valor seja dividido).

AH, é mesmo. Depois que decidi isso, faltou decidir a agência. Depois de pesquisar na Internet e ouvir depoimentos de pessoas sobre ambas as agências, acabei escolhendo a STB. Até mesmo pelo atendimento, sabe? Isso conta muito pra mim.

Paguei U$ 500 no programa, o que na época equivalia a R$ 1.130,00. Velhos e bons tempos de dólar…

 

2. Documentos

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Antes de preencher um application enorme no site (que eu vou explicar logo menos), existem alguns documentos que você vai precisar inicialmente. Vou colocar a listinha do que a MINHA agência solicitou:

 

★ 02 fotos 5×7 sorrindo (bizarro, eu sei);

★ 02 cópias da carteira de motorista (por isso você já deve ter tirado a sua, senão nada feito);

★ 01 original + 01 cópia de um formulário médico (não é qualquer atestado, é um disponibilizado pela agência, e que deverá ser preenchido em inglês);

★ 02 originais + 01 cópia de recomendações de sua experiência com criança (também disponibilizado pela agência);

★ 01 original + 01 cópia de recomendação pessoal (um amigo seu pode preencher);

★ 01 original + 01 cópia de certidão de antecedentes criminais;

★ 01 original + 01 cópia do contrato assinado;

 

Se você for ansioso(a) como a minha pessoa, entregará essa documentação em uma semana. Para a minha sorte, um mês antes eu tinha feito exames de rotina e eles ainda eram válidos (sangue, urina e blablabla). Isso facilitou muito, pois eu só tive de ir até um médico para que ele preenchesse o documento de acordo com meus exames e carteira de vacinação. AH, eu fui espertinha, porque não é todo médico que fala inglês, né? E o documento estava em inglês. Então o que eu fiz? Fiz uma cópia em português para que a minha médica lesse, preenchesse e depois assinasse apenas a versão inglês. ~sou muito smart~

Sobre as recomendações de experiência, CUIDADO. Não encha de mentiras, porque depois vai sobrar. Mas é o seguinte, você precisa ter AO MENOS duas experiências cuidado de crianças e que some PELO MENOS 200 horas. Pode ser por você ter cuidado do seu irmão mais novo, do seu priminho, do vizinho, WHATEVER. Nesse documento você também vai ter que colocar qual era a sua responsabilidade com a criança e tudo mais. E claro, tem que ter a assinatura do responsável.

Caso você não tenha NENHUMA experiência com crianças, não entre em pânico! Pretendo fazer um post exclusivamente sobre esse assunto em breve. Mas é importante ressaltar que sem essas duas experiências mínimas, você não consegue dar procedimento ao seu application, e você terá que completar essas missões pra prosseguir.

 

3. Preenchendo o application

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Provavelmente a sua agência vai disponibilizar um documento que sirva de guia para o preenchimento, então DON’T WORRY, essa é a parte MAIS TRANQUILA!

Mas é bom que saibam inglês bonitinho, porque vocês terão que responder perguntinhas sobre vocês mesmos e dizer por que você querem ser au pair… Aquelas coisas que parecem de entrevista de emprego, sabe?

 

4. Carta e vídeo

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HUMPF, essa parte…! A carta foi tranquila, tenho que admitir, porque amo escrever, então consegui me livrar dela muito rapidamente. Falei sobre mim, minha formação, com quem eu moro, meus hobbies, o que eu gosto e o que eu não gosto. É CLARO que escrevendo com aquela emoção pra cativar quem quer que estivesse lendo. Seja sincero(a) não invente nada que não será capaz de provar depois. Além do mais, lembre-se que a apresentação é sobre você mesmo(a), as hosts families querem se identificar com você, então falando a verdade é um bom começo para que no futuro isso não atrapalhe.

Agora o vídeo… Odeio me filmar, odeio aparecer em filmagens. SIM, sou jornalista, mas isso não significa que quero apresentar o Jornal Nacional ao lado do William Bonner, ok? Ok. O problema é que essa bagaça é obrigatória.

A minha sorte é que tenho um amigo que manja de gravação e se dispôs a me ajudar! Usei a parte favorita do meu quarto como cenário, preparei um roteirinho e fui gravando em partes, inserindo fotinhos e tudo mais. Também coloquei uma musiquinha pra não ficar aquela coisa monótona. Acho que o que ajudou foi que eu gravei um momento meu com uma criança próxima a mim, a gente no parque. Apesar de eu ter pego um dia pra gravar aquelas cenas em específico, NADA foi combinado ou ensaiado, eu e a kid nos damos muito bem, e tenho que admitir, ficou LINDO.

Pediram pra eu disponibilizar o meu vídeo, mas eu tenho uma vergonha danada, então decidi apenas printar algumas cenas pra terem uma ideia.

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Dica? Vocês vão me bater… Mas again, sejam vocês mesmos. Apesar de vocês também estarem passando por uma seleção pra trabalharem, lembrem-se que vocês também vão conviver com essa host family. Eu fui o mais autêntica possível e tentei mostrar o meu melhor. Sei que parece conselho clichê, mas acho que aqui não tem por que mentir.

Ah, além disso também tem um espacinho pra colocar fotos. Coloque fotos com a sua família, das coisas que você curte fazer, e principalmente com crianças.

Enfim, acho que já escrevi muito, chega!

No próximo post sobre o assunto, vou falar sobre ficar online, o que fazer quando se está no limbo à espera de um match e o como melhorar alguma coisa no seu application.

 

Quem tiver dúvida sobre alguma coisa, manda ver, agora é a hora!

Au pair: o começo

Em 18.08.2015   Arquivado em Por aí

AuPair - o começo

Muito bem, depois do meu post sobre a novidade do meu intercâmbio como au pair em NYC, eu obtive bastante pedidos e solicitações pra escrever mais sobre não só a minha experiência (que ainda nem começou), como também todo o processo pelo qual eu passei até o meu bendito match (quando você finalmente fecha com a família).

Se você não faz a menor ideia do que eu tô falando, dá uma de egípcia e acessa esse post aqui.

Então… Resolvi começar pelo começo, porque tudo tem um começo, não é mesmo?

Bom, acho que como 99,9% dos jovens, eu queria passar pela oportunidade de um intercâmbio, e esse sempre foi o meu sonho desde os meus 12 anos de idade. Porém, no entanto, todavia, nós sabemos que fazer intercâmbio não é NADA barato e meus pais não tinham condição para me bancar fora do país.

Pois bem, os anos passaram e em 2014 eu me formei em jornalismo! O contrato do meu estágio acabou e…!

atenção

Exato, nada estava funcionando. Sem emprego, sem perspectiva… E a frustração crescendo dentro de mim. Eu passei de uma estudante universitária para uma desempregada, e quando se está desempregada você tem bastante tempo para pensar. E quando você pensa demais, se frustra demais, né? Né.

Comecei a repensar a minha vida e aquela ideia de intercâmbio finalmente voltou à minha mente. Mas como fazer um intercâmbio sem uma Dilma no bolso? Exatamente. Aí comecei a caçar as coisas nas internet, o nosso melhor amigo nessas horas. E paralelamente comecei a falar com algumas amigas que estão fora do país. E foi aí que a luz na minha vida chegou quando eu cogitei em ser au pair.

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Depois de pesquisar bastante, decidi que essa seria a saída para eu realizar o meu sonho. Mas antes é MUITO importante pesquisar, gente. Leia o quanto puder sobre o assunto, porque tem muita gente que acha que a coisa vai ser só Party Rock Anthem and pussies on the floor. E não é. É um trabalho com extensão para estudos. Então é importante saber se você tem intimidade com o que é proposto. Você está indo para cuidar de crianças. Você pode? Você quer? Está disposto? Se a resposta for realmente sim, então você pode prosseguir.

Eu nunca fui de ser aquela louca por crianças, de ficar correndo e perseguindo qualquer uma que eu visse, mas sempre curti e tive facilidade com esses serezinhos. Mas assim… TEM QUE TER UM POUQUINHO DE EXPERIÊNCIA, e jájá eu vou explicar o por quê.

KID

Enfim! Inicialmente eu queria ir para a Europa, e tentei encontrar uma família sem agência. Para quem não sabe, existem sites que você pode, sem auxílio nenhum, montar o seu perfil e procurar famílias, aí você mesmo resolve tudindinho com eles. Porém, eu fui encontrando várias dúvidas e obstáculos, porque o único país da Europa que poderia me receber era a Holanda. A Inglaterra e a Irlanda não permitem au pairs brasileiras. Todas as outras nacionalidades podem, menos brasileiras. Por quê? BOA PERGUNTA. E a Inglaterra era a minha primeiríssima opção, ÓBVIO. Há meninas que vão na cara e na coragem, e não há nada demais. Mas se dá M* já viu, né? E como eu sou uma pessoa propensa a me f*, decidi não arriscar.

Decidi tentar Holanda, Alemanha, França… O problema é que esses dois últimos países, pra você entrar no país, precisa AO MENOS falar o básico da língua, e eu, óbvio, só sei falar Volkswagen e Carrefour nessas línguas. Ou seja… Fuén!

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Depois de várias portadas na cara e insistência dos meus pais, que estavam morrendo de medo de eu cair numa família furada e me ferrar de verde e amarelo em outro país, decidi ir atrás de uma agência.

Escolhi a STB, que trabalha conveniada com a AuPairCare lá fora. Nesta agência só dá pra ir pros States, mas a CI tem a opção da Holanda. Pensei MUITO à respeito, mas decidi USA porque ganha mais e eu tô precisando. Mas acabou que fiquei muito animada com a ideia!

Quando cheguei na STB já cheguei sentando, com medo do preço do programa. Como eu disse no começo do post, eu não tô lá muito ryca… E acabei me impressionando com o valor. Parecia um sinal de que era a coisa certa a se fazer. Eu paguei 500 dólares, o que na época equivalia a R$ 1.300 e pouquinho, graças ao bom Deus. Pra quem não sabe, o programa de au pair é o mais em conta que tem!

Entonces. Nesse mesmo dia, a sua agente já pergunta se você fala inglês. Sim, você tem que saber AO MENOS se comunicar. Lembre-se que você está indo pra cuidar de crianças. Se às vezes é difícil de entender uma criança de 3 anos brasileira falando, IMAGINA entender uma criança de mesma idade em INGLÊS. É DOSE. E nem adianta querer dar uma de espertinha e falar que sabe se você não souber, porque depois você vai ter que fazer uma provinha oral de conversação.

Outra duas coisas MUITO importantes que são primordiais pra você conseguir entrar no programa são: ter experiência de pelo menos 200 horas com crianças e já possuir carteira de motorista.

Exatamente. Cuidando de crianças como babá, ou dos irmãos, dos primos, qualquer criança no UNIVERSO! E você vai ter que provar isso igualmente.

Bom! A partir daí, vem a papelada! Mas essa parte eu vou deixar para o próximo post, pessoar!

E aí, alguma dúvida até aqui?

Além do Meu Mundo na terra do Obama!

Em 14.08.2015   Arquivado em Por aí

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Tenho explicações a dar! Sei que tenho faltado muito com meus leitores amadinhos, sabem que odeio ficar sem posar, mas agora eu finalmente posso contar pra vocês o motivo desse sumiço repentino.

Pra quem acompanha o blog já sabe que o motivo inicial foi um freela que eu peguei (e no qual eu ainda estou trabalhando). Esse trabalho temporário toma muuuuito do meu tempo, e tem sido super difícil conciliar tudo, então sim, peço desculpas mais uma vez, porque talvez isso se estenda até a próxima semana, depois tudo volta ao normal e vocês vão ter que voltar a me engoliiiiir!

Agora voltando ao segundo motivo! Assim que consegui o freela, dois dias depois tudo virou de cabeça pra baixo e eu finalmente tive a confirmação de que vou poder fazer meu intercâmbio, gentxeeee! Vocês conseguem imaginar o quanto estou feliz? Esse é um sonho que eu tenho deeeesde pequenininha, se estendeu à minha pré-adolescência e adolescência e perdura até hoje, mas eu nunca havia tido a oportunidade de realizá-lo porque essa parada custa MUITO dinheiro, né.

“E o que aconteceu, Nats? Agora você ganha dinheiro com o blog e está muitíssimo ryca? Tá esfregando na cara do proletariado?”. Nem é, mané.

O que acontece é que há três meses estava em um processo para tentar ser au pair na terra do Sr. Obama. “Au o quê?!”

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Calma, calma, não priemos cânico! A expressão au pair, vem do francês significa “ao par” ou “igual” e tem sua origem na ideia intercâmbio econômico entre serviços trocados. Isso significa que eu irei morar na casa de uma família americana, tornando-me parte dela, e participarei de todas as rotinas e atividades da casa enquanto cuido das crianças.

“AHHH, você vai ser babysitter!”. Não, não serei babysitter!

O serviço de au pair é um programa econômico de intercâmbio cultural que dura em média de um a dois anos, voltado em geral para jovens mulheres entre 18 e 30 anos. (Mas há vagas para homens também). Babysitter é realmente uma funcionária doméstica contratada num regime de horas, como no Brasil. Além disso, ela não tem vínculos empregatícios com a família, recebendo assim o pagamento pelas horas trabalhadas.

Enfim! Fiquei três meses online à procura de uma família, e finalmente, no finalzinho de julho, eu encontrei! *-*
Porém, no entanto, todavia, a família quer que eu chegue nos US no começo de setembro. Isso significa que eu estou fuckin freakin out, correndo contra o tempo, organizando as coisas, matando saudade, correndo com papeladas… Imagina tudo isso mais o tal freela que eu falei que me consome muito? POIS É!

ahhhhhh

Ah! Agora vem a parte maneira, galere. Sabem onde eu vou morar? Uma dica:

giphy

SIM, NEW YORK CITYYYYYYYYYYY! Parece um sonho, sério, tô acreditando ainda não! E depois de escrever essa bíblia, finalmente vou poder contar a novidade que eu tanto fiz mistério! Vai ter diário de bordo sobre o intercâmbio, SIIIIM! Tudo na categoria “Por Aí”! E se reclamar vai ter fotos também! (mentira, nem precisa reclamar, porque já ia ter fotos, mesmo…).

E aí, gostaram? Eu gostei, e gostei muito! O Além do Meu Mundo vai virar além do meu mundo MESMO! Vão me acompanhar nessa aventura? Sigam me os bons, pois eu vou contar cada capítulo dessa minha história que vai me render muitas novidades, além de assuntos e crônicas!

AHHH, alguém aí ficou interessado em saber mais sobre esse negócio de au pair? Se sim, manda sinal de fumaça, e eu farei posts especiais falando TUDO sobre processo, application, espera, entrevistas, papeladas, preparativos…!

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