Resenha: The Duff

Em 11.06.2015   Arquivado em Livros
Foto ilustrativa. Créditos: http://poderdegarota.blogspot.com.br/2015/01/livro-do-dia-duff.html

Foto ilustrativa. Créditos: http://poderdegarota.blogspot.com.br/2015/01/livro-do-dia-duff.html

Bom, vamos a uma nova indicação de livro, o livro que eu menos esperava da VIDA. E como eu amei essas horas de leitura, gente! Sim, vocês não leram errado. Eu disse horas.

Sabe aquele livro sem pretensão que você não espera absolutamente qualquer coisa dele? Esse é The Duff. Calma! Vou ter que situar vocês um pouquinho.

Algo que muito me irrita tem acontecido frequentemente. Sabe aquele dia sem propósito que você simplesmente escolhe um filme pra assistir de bobeira? Então, todas as últimas vezes em que fiz isso, me irritei ao descobrir que o filme que eu acabava de assistir era baseado em uma obra literária, e eu fiquei com muito medo de me tornar o tipo de gente que eu mais critico na face da Terra: pessoas que assistem o filme e não leem the damn livro.

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Desesperada com a possibilidade de eu ter me tornado esse tipo de ser humano, decidi que leria o livro do último filme que eu havia acabado de assistir: The Duff. Como eu estava com uma certa urgência de não poder esperar, acabei baixando o livro em PDF (vão ter que me perdoar por não ter fotos próprias do livro). Não sabia quando ia ler o livro, mas ia lê-lo nem que fosse a última coisa que eu fizesse na vida.

Fiz a resenha do filme e pensei “Caraca, mas e o livro?”. Não achei justo e segurei a resenha todos esses dias, ansiosa pra postar porque eu realmente AMEI o filme. Decidi que iria publicar os dois juntos e pronto. Então esse post será o “post duplo” do blog. E me aguentem, porque isso acontecerá bastante daqui pra frente. Vão ter que me engolir.

Agora, antes que vocês desistam de ler a maldita resenha, vamos começar dizendo que AMEI o livro. E o primeiro motivo? É diferente do filme. Calma, não fiquem com essa cara de interrogação. Geralmente é mesmo uma porcaria quando o filme destoa muito do livro, mas nesse caso, acho que foi bem positivo, porque o longa funcionou mais como uma versão mais engraçada de “A Nova Cinderela” ou coisa do tipo, e o livro explorou o tema muito mais do que eu poderia IMAGINAR.

Antes de mais nada, vamos a explicação do nome do livro, no caso, The Duff. Sim, ele não tem uma boa tradução, e eu fiquei imensamente feliz em saber que a editora não tentou traduzir o nome dele. MAS, para quem quer saber, o termo é uma gíria americana: Designated Ugly Fat Friend (em português Designada Amiga Feia e Gorda).

Explicado TUDO, vamos ao que interessa. Bianca Piper é uma adolescente de 17 anos bem diferente das que estamos acostumados a conhecer. Tem como característica mais marcante o seu cinismo e a sua sinceridade. Aquela garota que preza mais pelo QI do que pela beleza dos outros. Aliás, não se acha nem a mais bonita ou a mais atraente dentre duas melhores amigas, Casey e Jessica. Também é a menos festeira. Considera todo tipo de diversão normal de adolescentes – como bailes de formatura ou festas – uma tremenda perda de tempo. Amar? “Amar” era uma palavra muito forte para estar no vocabulário de uma adolescente, e segundo ela mesma, “amor leva-se anos para se desenvolver”.

Pois bem! Ela não se importava muito com o que as outras pessoas pensavam dela. É, eu disse “não se importava, pois tudo isso muda numa noite em um bar, quando seu colega de escola Wesley Rush, que ela considera o cara mais nojento e mulherengo, a chama de Duff. Ao entender o significado do termo, faz o que toda garota ofendida faria em seu lugar: joga Coca-Cola nele, claro.

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Ok. Tudo superado? Não. Além desse novo rótulo ter surgido em sua vida e ela se sentir perseguida por ele mesmo que ninguém saiba da existência dele, Bianca também está com alguns problemas em casa que até então ela não julgava sério. Nossa protagonista é daquelas que odeia vitimismo, melação e drama queen, então ela guarda muita coisa pra si mesma. O casamento dos pais de Bianca está em crise já tem três anos, mas a bomba parece começar a estourar só agora.

Diferente do que vocês vão ver no filme, o pai de Bianca faz parte da história de verdade. A mãe dela é quem sempre está fora, viajando a trabalho, fazendo palestras motivacionais por causa do livro de auto-ajuda que ela mesma escreveu. Mas dessa vez aquela parecia a viagem mais longa, pois já fazia dois meses que ela não voltava.

Depois de flagrar um telefonema um tanto quanto meio tenso entre seus pais, ela já começa a vivenciar o drama com mais força. Começa a se sentir perdida, não com o fato da possível separação que ela já esperava há algum tempo, mas pela situação. E quando não parecia que a vida dela estava mais bagunçada, o que ela acaba fazendo num momento de alívio e stress? Beija Wesley Rush instintivamente. E obviamente se arrependeu as hell.

E é aí que a nossa história decola. Mais uma vez, diferente do que acontece no filme, Bianca começa um relacionamento de “friends with benefits” (amigos coloridos) com o cara que ela mais odiava na face da Terra. E é claro, tudo bem secretinho, pois ela não queria ser comparada com as dúzias de meninas quaisquer que se deitavam com Wes.

O que parece um tanto quanto óbvio e clichê conseguiu realmente me prender numa tarde, sério. Texto simples, divertido e cheio de piadas ótimas. Eu simplesmente não conseguia parar de devorar o livro gente! E em várias vezes eu soltei gargalhadas. Fazia muito tempo que um livro não me fazia rir como esse.

Eu simplesmente me apaixonei por cada personagem e por cada particularidade que cada um trazia conforme iam aparecendo. Wes é aquele mulherengo que NÃO TEM como não se apaixonar. Ele sempre se mostra aquele cara interesseiro e piadista, mas que ao longo da leitura você vai descobrindo que ele é muito mais que músculos e sexy appeal.

WES

Na verdade, ele se mostra um ótimo ouvinte e uma pessoa com tantos problemas quanto Bianca. E esse é mais um vínculo que se cria entre os dois durante a nossa jornada, e isso torna a leitura ainda mais instigante.

Bom… APESAAAR da nossa protagonista ser cheia de “não me toques” e particularidades que só ela poderia ter sobre o mundo jovem… Ela não é de ferro. Tem uma quedinha de três anos por um carinha da escola pouco convencional, Toby Tucker. Sinceramente gostei muito mais dessa versão do Toby do que o do filme. Nosso personagem literário é mais profundo e ao mesmo tempo simples. É inteligente, sincero, romântico e prático. Não tem o que complicar!

Muita coisa acontece e que eu não vou contar até que Bianca se encontra num triângulo amoroso, tendo que escolher entre o cara mais perfeito e o cara mais safado.

Nessa hora eu já estava em conflito interno porque me vi apaixonada pelos dois, juro. E pela história também, pelo rumo que ela tomou. Não esperava que nada daquilo fosse acontecer, especialmente por já ter assistido o filme. Esperei que tivesse uma coisinha ou outra diferente, mas não. Então a cada corrida dos meus olhos pelas linhas, minha boca formava um “o” maior ainda.

Pra vocês terem uma boa noção, eu li em PDF em UM DIA e vou comprar esse livro porque o quero na minha prateleira. Porque sim, porque vale. Eu gostei e indico pra vocês lerem AGORA.

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Não quer ler? Chateadíssima. Mas então passa aqui pra ler sobre o filme e assistir o trailer! Quem sabe não dá a louca e vocês repetem o meu lapso?

 

PDF – The Duff – Kody Keplinger (Português)

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