Filme: White Bird in a Blizzard

Em 29.07.2015   Arquivado em Na tela

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Primeiro de tudo: me perdoem. Sei que diminuí DRASTICAMENTE o número de postagens na última semana, mas o freela que peguei está tomando todo o meu tempo e está realmente difícil conciliar. Mas prometo que vou fazer o máximo pra que isso não se repita! E prometo mais: tem coisa nova chegando no bróguiiiii… RERERERERE!

 

Bom! Acho que como a grande maioria das pessoas na face da Terra, quando eu gosto de um ator ou atriz em especial, tenho aquela mania “stalker” de assistir todos os trabalhos do ser. Sacomé, né? A pessoa é boa no que faz, então você quer ver mais e mais e mais!

Foi exatamente por saber que a Shailene Woodley é maravilhosa e intensa em qualquer papel que ela faz, que eu me arrisquei e assisti Pássaro Branco na Nevasca (nome original: White Bird in a Blizzard). E já adianto que a Shai não me desapontou em NADA.

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A trama é baseada na obra literária de mesmo nome, escrito por Laura Kasischke, e conta a história de Kat Connor (Shai) e a sua luta para descobrir a verdade sobre o misterioso desaparecimento de sua mãe. Nós estamos em 1988 e acompanhamos a vida de Kat, que tem 17 anos e vive uma vida normal. Estuda, sai com os amigos e namora seu vizinho de porta, Phill (Shiloh Fernandez). Para a adolescente, a vida em casa também parecia simples e tranquila, com seus pais Eve (Eva Green) e Brock (Christopher Meloni). Porém, essa imagem de família feliz muda totalmente quando Eve some sem deixar rastros.

Eu acho que nunca havia assistido nenhum filme dirigido por Gregg Araki, então preciso ressaltar que gostei bastante de como ele desconstrói todo o contexto da história de forma minuciosa e detalhista. E é claro que isso funciona com grande sincronia levando em consideração a gama de atores incríveis que temos no filme. Você consegue pegar muita coisa no ar devido ao jogo de olhares que rola entre os personagens.

O filme é totalmente contado do ponto de vista de Kat, então nós temos a visão que ela tem das pessoas ao seu redor. Para ela, seu pai era um homem pacato, atencioso e trabalhador que amava sua esposa mas nunca teve o seu amor retribuído. Eve, que inicialmente parecia a esposa e mãe perfeita, se revela uma mulher bonita e frustrada com o rumo que a sua vida se tornou. Ela começa a descontar essa revolta na filha, que era jovem e ainda tinha uma vida toda pela frente que ela mesma não pôde aproveitar.

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Ao mesmo tempo, acompanhamos o desenvolvimento e amadurecimento de Kat, como suas descobertas sexuais. Ao contrário do que esperava quando li a sinopse, achei que Eve e Kat tinham aquela relação fofa de mãe e filha, mas na verdade, essa relação de cumplicidade só existiu quando Kat ainda era uma menina, e isso foi se perdendo conforme ela crescia. Elas se distanciam bastante, então quando Eve some, não é como se isso realmente afetasse a filha, o que me surpreendeu bastante!

Depois damos um salto no tempo e dois anos se passam sem qualquer notícia do paradeiro de Eve. Kat já está com 19 anos e é uma universitária. Nas semanas de férias, retorna para casa e encontramos um mesmo cenário mas com uma perspectiva completamente diferente. Brock finalmente tenta seguir em frente com uma nova namorada, o que deixa Kat muito feliz de ver o pai se desapegar do que aconteceu. Também reencontramos Phill, que acabou ficando na cidade, cuidando da mãe que é deficiente visual e pulando de emprego em emprego.

Então… BAM! O que foi especulado por vários personagens da trama passa a ser o enfoque principal e mais maluco de todos. A história vira do avesso e você fica “WUUUUT, como assiiiiiim?”. A coisa toda era tão óbvia que eu desacreditei e fiquei passada. Achei a motivação de tudo muito inesperada, mas uma boa jogada de desenrolar.

Não tive a oportunidade de ler esse livro, porque nem sabia que o filme era baseado em uma obra até procurar pela sinopse dele antes de assistí-lo. Então, não tenho propriedades para compará-lo com a obra literária, mas analisando apenas o filme, eu adorei a composição que a Shai dá pra personagem dela. É uma personagem simples, mas ao mesmo tempo, profunda, misteriosa, cativante. A cada dia que passa me apaixono mais ainda pelo trabalho dela.

E aí? O que acharam da minha tentativa de indicação? Já assistiram ao filme? Contem aí, quiridus!

 

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