Filme: The Duff

Em 11.06.2015   Arquivado em Na tela

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Coleguinhas of my life! Não é que eu gostei dessa coisa de trazer filminhos pra vocês?

Como já expliquei nesse post aqui, minha dica vai ser dupla, o que significa que vou falar sobre o filme que foi baseado em um livro. Amei ambos e decidi resenhar AMBOS. Legal, né? Bate aqui o/

TUDO COMEÇOU COM O FILME. Lamento que tenha sido assim, mas a vida… A vida é uma caixinha de surpresas ~Joseph Climber moments~.

O filme The Duff é muito tranquilo. Comentei que gosto de filmes “mamão com açúcar” a la high school, lembra? Só que esse aqui não é bem um Clube dos Cinco, que trazia bastante reflexão. É mais do mesmo. Sim, você não leu errado.

“Se é mais do mesmo, por que indicá-lo?”. Porque eu quis! Brincadeira. The Duff me atraiu porque fazia MUITO tempo que eu não assistia um filme atual com a mesma pegada de filme teen engraçado, como “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”. Esse filme é novinho, desse ano, e faz menção a diversas coisas que faz parte do nosso cotidiano, o que torna as piadas bem atuais.

A história é meio clichê, mas ganha um “termo novo”. Bianca Piper (Mae Whitman) sempre esteve ao lado de suas melhores amigas, Jess (Skyler Samuels) e Casey (Bianca A. Santos). As duas sempre foram bem cobiçadas pelos garotos, o que para Bianca era completamente simples e normal ATÉ QUE… Descobre que dentre todos aqueles rótulos tão bem conhecidos na escola (nerd, atleta, popular e blablabla…), ela faz parte de um novo grupo: Duff (“Designated Ugly Fat Friend”. Tradução livre: Designada Amiga Feia e Gorda). Segundo a definição que o popular Wesley Rush (Robbie Amell) dá ao termo, Duff é aquela amiga que não é bonita, e isso faz com que as suas outras amigas se sobressaiam. Por ela não ser cobiçada, se torna alguém fácil para abordar e chegar finalmente ao alvo de interesse.

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Revoltada, Bianca se sente enganada pelas amigas e pede ajuda a quem? AO PRÓPRIO Wesley, quem lhe nomeou uma Duff. Aí você já fica “OMFG!”. Ela decide que não quer mais ser uma Duff, por isso faz uma troca com o Wes: promete ajudá-lo a passar em Ciências para continuar a jogar no time desde que ele a ajude a mudar.

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Tudo maravilhoso, né? NOPE. Para uma história high school ser perfeita, falta uma personagem extremamente necessária, e qual é? A VILÃ! No livro não temos essa personagem, mas acho que no filme foi mais que necessário. Madison (Bella Thorne) é a típica “garota má” popular e desejada que, ADIVINHEM! Isso mesmo, é a namorada “ioiô” de Wes. E é CLARO que ela fica emputecida da vida quando descobre uma certa “aproximação” dele com Bianca. O que ela faz? Arruína a vida da coitada, espalhando diversos vídeos embaraçosos na internet, o que abre uma aba para o filme discutir o cyberbullying, uma vertente do bullying já mencionada no blog. Não lembra? Passa aqui.

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Com os vídeos, Bianca fica totalmente exposta a ofensas na escola, o que piora ainda mais a situação, já que a nossa protagonista tem uma queda por um músico, Toby (Nick Eversman). Para ajudá-la até mesmo com o garoto, Wes se torna o “treinador” de Bianca, e a faz passar por várias “lições”, como ir às compras, aprender a falar com garotos, saber o que fazer em encontros e tudo mais o que você imaginar. Eles tornam grandes amigos e as piadas são incríveis. Eu ri do começo ao fim, sem brincadeira!

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E como todo filme high school, o que obviamente acontece? A amizade de Wes e Bianca se torna ainda mais forte e e e e… Eles acabam percebendo estarem apaixonados, um pelo outro, no desenrolar. E mesmo sendo tão óbvio, é a coisa mais linda quando acontece. Apesar de ser o clichê que eu tanto tenho falado, esse filme tem muito mais comédia que “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”, e torna o casal mais fofo ainda, porque você percebe uma química diferente na maneira deles se tratarem e tirarem sarro da cara do outro. ALIÁS, achei que o elenco foi muito bem escolhido, principalmente a nossa Bianca e o nosso Wes. Mae e Robbie tiveram uma química incrível, sério mesmo! Tão bom quanto no livro!

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Você se sente à vontade com tudo muito rápido. O cenário, o diálogo, os personagens… Sei que bato muito nessa tecla dos personagens e do elenco em todas as “resenhas” que faço, mas é meio óbvio, né? A história pode ser péssima… Mas se o elenco consegue segurar e os personagens têm profundidade, a trama vai embora.

Uma personagem que eu realmente adorei foi a mãe da Bianca, Dottie (Allison Janney), uma divorciada que depois de sofrer muito com a separação, escreveu um livro, deu a volta por cima e se tornou uma figura conhecida, dando palestras sobre motivação e independência. Ela não é aquela mãe que não se importa, muito pelo contrário! Tenta estar presente e fazer com que a filha siga os dez passos do livro dela de uma maneira super divertida. No livro a situação é um POUQUINHO diferente, mas a relação das duas não foge muito disso.

The Duff é um filme baseado no livro de Kody Keplinger. Se vocês curtiram a resenha do filme e ficaram interessados no livro, fiz uma resenha e disponibilizei um PDF mara. Vem ver!

Trailer:

É isso, bebês! Adorei e indico!

O que acham? Já assistiram? <3

Bullying não é brincadeira!

Em 07.05.2015   Arquivado em Off topic

 

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Não, não saia. Não feche a aba do seu navegador agora que você viu o assunto do qual eu vim falar hoje. Já está cada vez mais comum as pessoas ignorarem o tema por acharem que é bobeira, que falar de bullying é algo totalmente clichê.

Se fosse clichê, com certeza não haveria tantos casos se desenrolando dentro das escolas do mundo todo, dia após dia. Aliás… Achar que o sofrimento das pessoas é clichê é algo muito grave. Só confirma o quanto os valores da sociedade estão completamente invertidos.

Eu sei que já tiraram sarro de você. Já tiraram sarro de mim também, mas felizmente eu fui uma criança bem comunicativa e do tipo que não levava desaforo pra casa. Mas sabemos que cada pessoa é uma pessoa, cada mente é um universo diferente. Eu sabia me defender, me impor. Mas e aquele carinha inteligente e quietinho que sentava sozinho na sua sala? Será que ele sabia se defender? E aquela menina um pouquinho acima do peso? Será que ela sabia se defender? Será que ela era gordinha porque queria?

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Mas a pergunta que não quer calar é… Por que as pessoas se importam e se incomodam tanto quando alguém acaba destoando em meio a sala? Eu tenho a resposta, quer saber? Tudo se resume a uma palavra: intolerância.

E ao contrário do que muitos pensam, infelizmente, ser intolerante nem sempre se trata da educação que os bullies (quem pratica o bullying) receberam em casa, apesar de isso colaborar bastante. Sabe do que se trata? Caráter.

Porque não é possível que alguém seja capaz de se divertir ofendendo, provocando e agredindo outrem. Pra mim, essa pessoa tem que ter muitos probleminhas internos pra achar isso engraçado. Porque não é engraçado, cara. Pode até ser na hora, quando você é do tipo de pessoa que precisa ser o centro das atenções e gosta de fazer os coleguinhas rirem das suas piadas, que para serem engraçadas, precisam machucar alguém. Mas será que você vai achar engraçado quando encontrar aquele cara inteligente e sem amigos doente? Será que vai ser engraçado quando descobrir que aquela menina acima do peso acabou sofrendo de anorexia? Será que você vai achar engraçado quando souber que a culpa é sua?

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Então eu peço que entenda esse texto não como mais uma frescurinha, de uma revoltada em busca de revolução ou coisas do tipo. Isso aqui é só um apelo a um assunto que precisa ser melhor compreendido.

Como trabalho de conclusão de curso da faculdade, eu e um amigo escrevemos um livro-reportagem chamado “Fim do Silêncio – Retratos do Bullying”. Nele, trouxemos depoimentos de 5 vítimas do bullying e as consequências que as agressões (físicas ou psicológicas) trouxeram a elas, além de entrevistas com profissionais das áreas jurídicas, psiquiátricas e pedagógicas para falar sobre esse fenômeno social.

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Nós produzimos esse livro porque frequentemente vemos como a imprensa trata do tema “bullying”. O que você vê na mídia? “Adolescente invade escola e mata alunos”. “Adolescente sofre bullying por ser bonita”. Sim, o tema só entra em discussão quando algo do tipo acontece. Mas nenhuma matéria com profundidade, nada que explique o tema ou as motivações dos casos. Então, resolvemos trazer algo diferente, mostrando como as vítimas se sentiam, o que elas passavam, o que elas pensavam no momento em que estavam sendo agredidas. A ideia é fazer com que os leitores sintam na pele o que essas vítimas já sentiram. Uma maneira incomum de conscientizar a sociedade. Ainda não temos nosso livro disponível. Estamos pensando em investir e procurar alguma editora que se interesse pela obra.

Mas caso tenha se interessado pelo tema, você pode conhecer mais casos reais de outras pessoas que sofrem ou sofreram com esse mal social. Seguem duas indicações.

 

O garoto que cantou sua história de vítima do bullying no “Britain’s Got Talent” – Legendado

 

Documentário “Bullying”

 

Como indicação, também tem esse filme incrível com a Emily Osment, Cyberbully, que trata de um fenômeno que creio, todo mundo conhece. Vale a pena conferir! Deixo o trailer pra vocês sentirem um gostinho de quero mais!

Fica aqui a minha parte para um mundo melhor, gente.

O que vocês acham sobre o assunto? Fiquem à vonts para comentar!

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