Sobre 13 Reasons Why e tudo o que tá rolando

Em 11.04.2017   Arquivado em Off topic

 

[ALERTA DE TEXTÃO SEM GIFS MANEIROS E POSSIVELMENTE COM SPOILERS]

 

Imagino que se você chegou a esse post é porque já assistiu ao mais novo lançamento original da Netflix: 13 Reasons Why. Ou se não assistiu está sendo atingindo por uma enorme repercussão positiva (e negativa) nas mais diversas redes sociais com gente problematizando e trazendo mais uns motivos aí pra você assistir (ou não) à série.

E é quase por esse mesmo motivo que eu decidi escrever sobre. Quando terminei de assistir à série a ideia era trazer esse post pro Além do Meu Mundo pra ser mais apenas um da série “A Nats indica”, mas devido à chuva de posts no facebook que eu tive a oportunidade de ler, decidi falar o que penso.

Bom, pra quem não assistiu ou não sabe do que eu estou falando (WUT?), aqui vai um breve resuminho: Hannah Baker, de apenas 17 anos, acredita que não há mais nada no mundo pelo qual valha à pena viver. Então ela decide tirar a própria vida. Mas antes de cometer o ato ela resolve gravar fitas para contar as 13 razões que a fizeram acreditar que já não havia mais outra saída. E nessas fitas o espectador encontrará tudo o que a sociedade tanto se esforça para omitir: bullying, assédio, estupro, agressões, drogas, preconceito, intolerância, machismo… A lista é tão grande que sinceramente ultrapassam as 13 razões. Mas mesmo assim, são 13 episódios… E em cada um deles você descobre junto de Clay (amigo de Hannah) o que realmente a fez chegar na cruel decisão do suicídio.

Pesado, eu sei. Mas mais pesado que isso é saber que essa série, inspirada no livro de mesmo título, retrata a realidade das escolas do mundo inteiro… Não acha?

E se por um segundo achar que estou exagerando, clique em “abrir nova aba” e pesquise sobre casos de suicídio e ataques a escolas envolvendo adolescentes. E note que a grande maioria deles tem como pivô da causa o assédio moral e físico sofrido nos corredores e salas de aulas das milhares de instituições de ensino ao redor do globo, assédio mais conhecido como uma palavra que resume tudo: bullying. E enquanto muitos de vocês estão aqui rolando os olhinhos para esse tema que já se tornou sinônimo de clichê, alguém que você gosta muito pode estar sofrendo ou já sofreu e lida com as consequências disso todos os dias.

Eu, que já até escrevi um post sobre o tema aqui no passado e sempre demonstrei grande inquietação a respeito da falta de materiais que popularizassem o assunto para atingir e alertar a sociedade, vibrei com a adaptação da obra literária de Jay Asher para as telas (apenas de eu ter algumas ressalvas pessoais).

Mas é claro que nem todo mundo ficou contente assim com a maneira com que os assuntos citados lá em cima foram abordados. E tudo bem. Tudo bem, mesmo. Todo mundo tem o direito de gostar ou “desgostar” de algo. Aliás, nossa vida hoje é baseada em likes e dislikes, não é mesmo? Mas o que me incomodou foram algumas opiniões sobre a romantização da série ou o certo e errado sobre quem sofre com bullying, depressão e/ou outras doenças mentais. Eu sei que não sou especialista no assunto, mas acho que como jornalista que escreveu um livro em parceria com relatos de histórias de pessoas que sofreram e sofrem até hoje com o bullying… E como pessoa que também já sofreu depressão no passado, talvez o que eu tenha a dizer possa ser considerado.

Enfim… Não vou me ater às questões do enredo e dos personagens em si. A série não é perfeita e possui alguns buracos (na minha humilde opinião), mas esse não é o ponto de discussão que quero propor. O que vou trazer são algumas aspas que provocaram certo desconforto no meu coraçãozinho diante de algumas alegações que pra mim não possuem sentido nem força argumentativa. A minha análise será considerando a série como uma representação da vida real e baseado nos relatos de fontes que documentei ao escrever o meu livro.

 

“O ‘glamour’ do suicídio”

Fico me perguntando se essas pessoinhas que bateram na tecla da romantização realmente assistiram à série quando leio algo assim. INCLUSIVE, essas mesmas pessoinhas demonstraram muita insatisfação e se sentiram horrorizadas por uma série, até então voltada para adolescentes, representar cenas de estupro e suicídio. Não sei se faz muito sentido uma cena ser considerada pesada e romantizada simultaneamente… Mas vá lá.

Quem assistiu tem plena noção de que não, não tem NADA de beleza nas cenas. Muito pelo contrário. Eu acho que não consegui encontrar uma única pessoa a qual tenha assistido esses momentos da série e não se sentiu mal. A cena em que a Hannah Baker tira a própria vida? Não há nem palavras para descrever, sinceramente. É crua, fria, dura. Não tem nem trilha sonora. Porque no momento em que você decide tirar a sua vida… No momento em que a vida está se esvaindo de você não existe trilha nenhuma… Não é?

É claro que o bullying não causa suicídio e nem torna uma vítima automaticamente em um suicida… Mas não finjamos ignorância, por favor… Afinal de contas, o suicídio não é apenas um ato cometido pela Hannah. Se acha que é, sugiro que assista o documentário “Bullying”. Esse é só 01 exemplo documentado dentre tantas reportagens sobre barbaridades relacionadas a esse mal social.

 

“A falsa ideia de que o amor tudo cura”

Acho que muita gente tá tendo uma certa dificuldade pra interpretar algumas questões da trama. De que a série passa a impressão de que o amor de Clay teria impedido Hannah de se matar. Seriously? Não, gente. Vamos lá… Acho que para a Hannah ter chego no ponto em que chegou é porque ela já estava totalmente… Quebrada. E acho que todo mundo percebeu que a personagem tinha um quê de sensibilidade maior (assim como na vida real, que sempre tem uma pessoa A mais sensível do que uma outra pessoa B. porque cada pessoa É UMA PESSOA, right?). E ela desejava que indiretamente alguém no ciclo de pessoas com quem ela convivia mostrasse que sim, ela importava, e que sim, ainda valia à pena viver. Porque no fundo ela não queria ter de fazer o que fez! Mas as pessoas a decepcionaram, uma a uma. Umas intencionalmente, outras inocentemente. E é CLARO que elas não podem ser responsabilizadas de fato pelo ato que ela cometeu. Mas ela precisava de desculpas para fazê-lo. E tentar não fazê-lo. Resumindo: a ideia não era de que o amor de Clay poderia tê-la salvado, e sim sobre o que Hannah esperava das pessoas.

 

“Ela não demonstrou sinais em casa”

De novo… cada pessoa é uma pessoa. Tem gente que demonstra, tem gente que não. E quando se trata de agressões como as que Hannah sofreu, DIFICILMENTE um adolescente vai demonstrar. Nem todo mundo reage a assédios morais e físicos da mesma forma. Nem todo mundo sabe se defender. Ok? Nem sempre é simples assim falar o que acontece. Ok? A atitude da Hannah é repetida tristemente na vida real. Não é uma falsa ideia. É ASSIM QUE ACONTECE.

 

“Todo mundo tem problemas. Nem tudo precisa ser um drama”

Concordo. Em partes. Mas quem concorda que ninguém tem o direito de julgar a dor do outro? Só quem sofre sabe como doi… Acho que nem preciso escrever muito sobre isso, né? Então por favor… Just don’t.

 

“É muito fácil arranjar 13 desculpas em vez de agir e mudar”

Tá… Então bullying é uma desculpa? Estupro é uma desculpa? Agressão moral diária é uma desculpa? Uau. Inversão de valores detected.

VEJA BEM: não estou afirmando a ideia de que todas as 13 razões ou culpados listados por Hannah é válida. Ninguém é culpado e/ou merece sofrer chantagem emocional para assumir qualquer parcela de culpa em um suicídio. Isso, por exemplo, é algo com o qual eu não concordo quando se trata do enredo de 13 Reasons Why. A Hannah foi a única responsável pela decisão de tirar a própria vida. Mas eu ousaria dizer que a sociedade como um todo falha quando esse tipo de fatalidade acontece. Porque somos falíveis, somos imperfeitos, e muitas vezes incompreendidos.

Sabe… Acho que muita gente realmente não entendeu que a proposta da série era retratar o que acontece na vida real e provocar a sociedade e as instituições PARA UMA MUDANÇA, e não encorajar o suicídio ou as pessoas a se calarem porque “nada muda”. NÃO. É justamente o oposto. É despertar o desespero dos espectadores em ver uma porção de absurdos acontecer e os personagens fecharem os olhos para a realidade. Eu sei que muitas vezes isso pode acabar atingindo justamente as pessoas que precisam de ajuda. Muita gente tem falado que a série poderia ser mais um “gatilho” para encorajar o suicídio. Será? Será que essa mesma série também não poderia estar salvando vidas? (PS edit: essa matéria foi publicada hoje: Busca por centro de prevenção ao suicídio cresce 445% após série)

A ideia é justamente abrir espaço para uma discussão sobre o tema. Assim como o livro da “Christiane F., 13 Anos, Drogada, Prostituída…” foi leitura obrigatória em muitas escolas nos anos 70. Não havia um final feliz, mas abriu um buraco na sociedade para algo que era um problema e era real. Sei que 13 Reasons Why não é verídico como o livro da Christiane. Mas pode ter certeza que já existiram e existem muitas Hannah’s por aí.

Como eu disse antes, não sou uma educadora ou uma especialista. Eu sei que é necessário pensar no que é difundido e termos cuidado com o que difundimos, mas eu ainda acho que prefiro a difusão do que a omissão.

 

“Acho que esse é o ponto de tudo. Ninguém sabe ao certo o tamanho do impacto que tem na vida de outras pessoas.”

Resenha: The Heartbreakers

Em 11.12.2015   Arquivado em Livros

UM

Dentre as muitas coisas que devo a vocês, finalmente cumpri UMA. E cumpri sem a menor sombra de sacrifício. Depois de MESES sem postar resenhas de livros, Nats achou uma obra digna de um espacinho aqui no Além do Meu Mundo.

Alguém aí já ouviu falar do livro The Heartbreakers, da Ali Novak? Acho que a resposta é não para o título e para a escritora, né? Muito que bem, não tem problema, eu fico feliz em falar sobre ambos porque esse foi um achado meu no MERCADO, gente. E eu adoro quando tenho um feeling certo, porque eu estou completamente DOENTE por esse livro. Vamos à sinopse, vem comigo:

 

Stella é do tipo de pessoa que faz qualquer coisa pela irmã – até mesmo ficar em uma fila cheia de garotas histéricas apenas para conseguir um CD autografado dos Heartbreakers… Por três horas. Bom, pelo menos ela conheceu um garoto lindo na Starbucks horas antes. Um garoto dos olhos azuis que parece muito com…

Oliver Perry. É claro que o cara da Starbucks era apenas o vocalista da banda que ela menos gostava. Obrigada, universo. Mas talvez exista muito mais do que aquele mundo de fama para Oliver, porque mesmo depois de ela insultar suas músicas – na cara dele -, ele ainda dá o seu número a Stella. Oi?

Mas como Stella pode sequer pensar em estar com Oliver – namorando, se divertindo e pregando peças com os garotos da banda – quando sua irmã poderia morrer de câncer?

 

Pausa. Sim, eu nunca havia lido nenhum livro do tipo, sequer uma fanfic à respeito de garotas que acabam se apaixonando por algum vocalista e a história toda nós já conseguimos até formar na nossa cabeça, porque sim, clichê master blaster plus advanced. Quer dizer… Quem NUNCA sonhou em namorar aquele vocalista maravilhoso? Não, não negue com a sua cabecinha, porque no seu passado obscuro você bem que sonhou isso. Eu, aliás, com os meus 22 anos nas costas, ainda sonho com isso.

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Vou começar dizendo que a capa do livro me ganhou sim e com certeza. Primeiro pela simplicidade de trazer apenas o que interessa. O título também foi importante, eu admito. Mas acho que as duas coisas que mais me fizeram tirá-lo da estante foi a linha-fina e uma coisinha logo abaixo do nome da autora.

 

“Oliver é o vocalista da banda mais quente do momento. Stella não faz ideia disso.”

 

Ali Novak

Mais conhecida como a nova sensação do Wattpad FALLZSWIMMER

 

Quando eu li Wattpad não teve Cristo que não me fizesse levar esse livro. Pra quem não sabe, esse site é uma grande janela para pessoas que sonham em publicar uma obra algum dia, e sim, eu sou uma dessas pessoas. Achei que valeria à pena ler um livro que veio de um lugar no qual eu pretendo postar a minha história em breve. BAM!

BAM

O livro é MUITO bem escrito, e tem um desenvolvimento simples e de fácil compreensão. Não abusa de palavreado difícil ou de descrição cansativa. Pelo contrário: os diálogos são muito bem pensados, além de MUITO engraçados.

Apesar de ler lido e gostado muito das obras do John Green por se aproximar muito do que pra mim é a adolescência (quando falamos de Cidades de Papel, claro), esse é o livro mais que próximo da realidade que eu já li, na minha opinião – ignorando o fato principal da personagem principal pegar o cara mais hot do momento, né –. Quando digo “próximo da realidade”, me refiro aos diálogos cotidianos entre os personagens e como as piadas são bem atuais. Não tem filtro. Existe palavrão, existe piada suja. E daí? Não é assim que nos comunicamos no dia a dia, jovens? Pois bem.

Ah! Você deve ter lido a linha-fina e pensado “Tá bom. A banda é a mais quente do momento e a menina simplesmente não sabe quem é o cara? Bullshit.” Bom, eu confesso que também pensei isso no primeiro momento, mas a Ali desenvolve essa parte da história com tanta naturalidade e tão cheia de sentido que não se torna nada absurdo. É doidinho, mas não é incompreensível.

O livro é escrito em primeira pessoa e pasmem, é o primeiro livro que realmente me satisfez nesse sentido. Apesar de já ter lido 8239874 livros em primeira pessoa, eu pessoalmente não gosto muito desse estilo, porque sinto que o autor muitas vezes deixa a desejar com relação à descrição, observação ou ao sentimento de um personagem que não o do principal, já que a história é contada do ponto de vista do mesmo. MAS acho que esse livro teve uma representação muito diferente e me agradou sem exageros.

DOIS

Sobre os personagens: me identifiquei HORRORES com a Stella. Ela não tem nada daquela garota “tradicional”, não é inteiramente girly e é cheia de dúvidas sobre o próprio futuro. Aliás, quem não? Ela sempre coloca as pessoas que ama em primeiro lugar até quando não deveria, além de sempre cobrar demais de si. Ela é encantadora, tem os melhores pensamentos e é super “sóbria” quando se trata de analisar uma situação. Isso eu realmente não sou e queria muito ser.

Outra coisa. Quem é esse Oliver Perry, gente? Alguém pode, por favor mandar embrulhar pra presente de Natal e me mandar? Sério, vou colocar o meu endereço no final desse post para a alma caridosa que quiser fazer uma garota feliz esse ano. Ele é sensível, doce, engraçado… Mas ao mesmo tempo é sexy, provocante, imponente e pode ser bem convencido de vez em quando.

Os garotos da banda… Gente, como eu terminei esse livro querendo ser amiga desses caras. Alec, Xander e JJ são a ALMA dessa história, e fico muito feliz que a Ali tenha conseguido o devido espaço e a devida essência a cada um deles, porque eu acho super difícil fazer com que tantos personagens interajam tão bem em uma mesma cena. O que é o companheirismo do Alec, a fofura do Xander e os comentários do JJ? Repito, a ALMA da história.

Meu coração acelerava loucamente a cada decisão maluca e a cada situação na qual Stella acabava se enfiando. Eu tive todos os sentimentos do MUNDO enquanto lia as aventuras dessa menina de 18 anos: felicidade, tristeza, agonia, raiva…!

E aqueles que acham que a história só se trata de uma garota que vive o sonho de todas as garotas do mundo por namorar um vocalista como Oliver Perry e ou do quanto ela é sortuda por tudo que passa com os Heartbreakers, se enganam PIAMENTE. Existe uma história muito mais profunda do que só esse relacionamento que me arrancou suspiros e me fez ficar tipo freaking out o tempo todo. Trata aquele momento de decisões tensas na nossa vida de uma forma bem verídica. Mostra como os nossos medos nos impedem de realizar os nossos sonhos. Nos ensina a ver a vida com outros olhos. Aliás, nos ensina a abrir os olhos.

Eu não esperava toda essa onda de sentimentos e aprendizados desse livro, e acho que é por isso que ele acaba de entrar para a minha lista de favoritos.

QUATRO

A parte engraçada: fui pesquisar sobre o livro depois que li e descobri que a Ali fez um “book trailer” usando cenas de séries e filmes (faço muito, obg). Foi MUITO engraçado ver quem ela imaginava como Stella e Oliver, porque eu errei feio, errei RUDE.

Eu imaginei o casal ligeiramente parecido com a da capa do livro, mas a Stella eu acrescentei a tal da franja e a mecha azul no cabelo. Agora o Oliver… Eu confesso que fiz uma pequena relação ao Harry Styles pelo estilo do garoto, mas achei que personagem tinha o cabelo mais claro como o cara da capa. Também achei que ele tinha um quê de Chay Suede de olhos azuis, sei lá. PORÉM, QUANDO VOU VER O TRAILER:

Sim, ela tinha pensado no meu crush Harry Styles, minha gente! <3

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Bom, brincadeiras e observações à parte, esse livro já está no meu coração e por isso precisei compartilhar. Só desejava do fundo do meu coração que tivesse uma continuação, porque olha = <3 Até deixei um comentário-bíblia para a Ali Novak no Wattpad elogiando o trabalho dela, me julguem!

Anyway… Eu o li em inglês, dei uma caçada nas internet e infelizmente não tem a versão em português (#chateada). Mas falo sério quando digo que é uma leitura bem tranquila, então pra quem quiser se arriscar, segue o link da edição publicada. Não achei para pdf, então vai o link do Wattpad! <3

E não esquece de dar aquela comentadinha básica aqui no brógui, rere

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Filme: Me And Earl And The Dying Girl

Em 05.11.2015   Arquivado em Na tela

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OK, não era a minha intenção trazer outra resenha de filme aqui tão cedo, mas acontece que eu apenas acabei de assistir essa coisa e precisei compartilhar com o mundo, no caso, vocês.

Me And Earl And The Dying Girl (em português: Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer) já estava na minha listinha de filmes para assistir, preciso confessar. Eu nem sabia direito do que se tratava, mas o nome e a capa já haviam me chamado a atenção enquanto fazia uma pesquisa para fazer aquela sessão cinema antes de dormir. Aí me dei ao luxo de fazer um “Lazy Morning” e ficar na cama a manhã todinha. E não deu em outra: decidi assistir esse filme.

Pra quem não sabe (eu também não sabia, então, né…), o roteiro é baseado no livro de mesmo nome, do autor Jesse Andrews, e fiquei chateadíssima quando descobri isso, porque todo mundo sabe que eu odeio ver filmes antes de ler os livros, mas anyway, já que estamos aqui, falaremos do FILME, exclusivamente. Ok? Ok.

Enfim, o filme conta a história de Greg Gaines, um adolescente despretensioso e com um grande talento para cinema que tem como único objetivo passar desapercebido pelo Ensino Médio ao lado de seu amigo de infância, Earl – com quem ele já gravara 43 filmes secretamente.

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Nada poderia ser tão normal… Só que as coisas mudam quando a mãe de Greg o obriga a fazer amizade com Rachel, uma colega de escola diagnosticada com leucemia.

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Contra a vontade, Greg tenta se aproximar de Rachel. E depois de muita insistência, consegue atingir seu objetivo. E aí o que era obrigação virou diversão, pois uma verdadeira amizade acaba nascendo e os dois se tornam inseparáveis. Greg está sempre visitando-a – já que Rachel começa a fazer o tratamento e não pode mais ir à escola. Ele e Earl até passam a deixar a garota assistir aos terríveis filmes que eles produzem. Animar Rachel se torna a única e principal ocupação de Greg.

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O filme me encantou MUITO, porque assim como o personagem principal, começa despretensioso. Parece que não há muito o que esperar da história, mas a maneira como ela é desenvolvida é o que prende o telespectador. Pelo menos foi assim que eu me rendi!

A história é narrada por Greg desde o início, e desde que ele é um aspirante a cineasta, o filme acaba tendo uma pegada cinematográfica, dividida em partes que o personagem considera marcantes e importantes o suficiente para serem pontuadas, bem como os comentários. E ao contrário do que pode se pensar, apesar de ser um drama, as piadas estão super bem encaixadas e nada forçadas.

Vocês devem estar lendo e pensando: tá bom, é só mais um filme com uma garota com câncer. É só mais um romance que acaba mal. Só que não é. É muito mais que isso, gente e eu não estou de brincagem.

A sinceridade que pontua a amizade de Greg e Rachel é muito fofa e mais do que essencial para prender a atenção. Começa tão boba e se torna tão profunda que não há como você não ficar desejando ter uma amizade daquelas para si.

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Você vê a doença se desenvolvendo? Vê. Você vê a amizade deles crescendo? Vê muito. E a melhor parte é que a doença, que parecia ser a coisa mais importante da história, acaba sendo esquecida. Não é como se aquilo fosse o ponto crucial. E não é porque o filme para de falar sobre isso, é porque você simplesmente não consegue fazer daquilo a coisa mais importante diante de todo o resto!

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Quem curte A Culpa É Das Estrelas vai COM CERTEZA achar referências, mas não se engane! Os personagens são beeeem distintos. Greg nunca teve pretensão nenhuma de ser amigo de Rachel, nunca teve nenhum sentimento de pena ou altruísmo, mesmo depois de ela ter adoecido. As coisas foram forçadas e acabaram acontecendo. Ponto.

Adorei a personagem da Rachel e como ela se torna bem mais essencial ao final do filme. Ela é a chave, e não é porque tem leucemia. Aliás, sei que já falei isso ali em cima, falei agora e falarei de novo… Mas é porque achei incrível. O filme (e provavelmente o livro) interpreta e mostra a história de adolescentes e como eles são muito mais do que vemos. Mostra a história da Rachel e quem ela é, e não quem ela se tornou, ou seja, “a pobre garota com câncer”.

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Aliás, cada personagem é super bem desenvolvido, desde o professor de história tatuado e cheio de frases de emoção até Earl, que por favor, não pode ser esquecido. É super caricaturado e fala palavrões o tempo todo.

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E o final… Bom. Me surpreendeu, e com certeza vai surpreender quem quer que o assista. A proposta continua lá e não te decepciona. Você fica, ao mesmo tempo à espera do clichê, e ao mesmo tempo não. E na verdade, no final você se depara com a compreensão e o autoconhecimento, que no fundo todos procuramos de alguma forma. Aí você decide se a história realmente te ensinou algo. Ou não.

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Ai, vocês… Assistam! <3

Filme: The First Time

Em 30.09.2015   Arquivado em Na tela

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Nats tarda mas não falha! Entre os tantos filmes que assisti no último mês, The First Time foi o primeiro que eu quis realmente resenhar para vocês. E tem alguns poucos (mas bons) motivos para isso.

1. Tem Dylan O’Brien. Como vocês bem sabem, eu tenho uma big crush on him. (Esse post deixa isso bem claro).

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2. Adoro romance adolescente, ainda mais quando se trata desses novos filmes que vêm sendo lançados. Eles sempre trazem um “Q” diferente de interpretação.

Dados os motivos, vamos ao que interessa!

Pra início de conversa, gostei da maneira diferente como o filme começa. Dave Hodgman (Dylan O’Brien) e Aubrey Miller (Britt Robertson) se conhecem inusitadamente em um beco, na frente de um portão onde está rolando a maior party house, mas nenhum dos dois estava muito interessada nela.

Enquanto Aubrey estava inconformada por ter aceitado ir até a festa com as amigas, Dave estava nervoso, prestes a se declarar para quem ele acredita ser grande amor da sua vida e melhor amiga Jane (Victoria Justice).

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Os dois começam uma conversa engraçada sobre a situação e confidenciam várias coisas da vida pessoal. A partir daí você já se encanta com os dois e vê a maior química mesmo eles não parecendo ser o provável e típico casal para shippar. Só pela conversa profunda e cheia de questionamentos que eles têm você percebe que não é apenas mais um filme clichê.

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Aubrey é uma garota praticamente à moda antiga, que gosta de ouvir discos de vinil e sonha em trabalhar com arte, mais precisamente com colagens. Ela não é nem um pouco fã de romantismo e namora um cara mais velho, Ronny (James Frecheville), que apesar de gato, não fala nada com nada, não a compreende e parece um cara completamente alheio a tudo.

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Já Dave é um cara bem tranquilo que já está no último ano da escola, está prestes a cursar a Columbia College, em NYC, e pretende trabalhar lecionando para depois se especializar em psicologia. Está sempre com seus dois melhores amigos, que sempre o aconselham Simon Daldry (Craig Roberts) e Big Corporation (LaMarcus Tinker). Aliás, todas as cenas em que os três estão juntos são HILÁRIAS.

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Eis que nessa sexta-feira maluca as vidas deles se entrelaçam, Dave vai parar na casa de Aubrey, e fica encantado ao conhecer o mundo da garota. Os dois continuam a confidenciar momentos e acabam dormindo juntinhos. ~suspira~

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A partir daí os dois começam a questionar os sentimentos que achavam que tinham antes de se conhecer: Aubrey pelo namorado Ronny, e Dave pela amiga Jane. É bem engraçado ver como cada um lida com a situação.

Depois de relutar, Aubrey decide dar uma chance ao sentimento que parece estar crescendo dentro dela em relação a Dave e os dois engatam em um relacionamento totalmente novo e sem pretensões, mas bem rápido.

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O que mais me encantou é como Dave se rende tão rapidamente aos sentimentos e vive intensamente o momento sem se importar se vai parecer um “maricas”. E Aubrey é totalmente o oposto, aquela garota que não acredita no amor à primeira vista e que apesar de ser virgem, trata o sexo como algo prático e biológico. Mas é claro que tudo isso é só na teoria.

Na prática, não demora muito para que eles comecem com o “grande talvez” da primeira vez. As coisas esquentam sempre que estão perto um do outro e parece que não tem como evitar o inevitável. As situações são constrangedoras e ao mesmo tempo fofas.

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Não é novidade eu gostar de algo no qual o Dylan está envolvido, então acho que sou um pouco suspeita quando falo, mas acho que ele é um dos mais novos atores que realmente passam emoção quando estão atuando, sabe? O olhar dele prende toda a minha atenção, além de me fazer suspirar a cada cinco minutos.

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A Britt foi uma surpresa pra mim. Pra ser sincera, nunca havia assistido nenhum filme em que ela estivesse atuando, e realmente gostei do que vi. Os dois têm uma sincronia bem legal, e isso é inegável.

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E é claro que a trilha sonora colabora MUITO com as cenas, gente. Não sei o que anda acontecendo com esses novos filmes que estão arrebentando na escolha das músicas. De novo, eu sou bem suspeita porque sou mega fã de indie misturado com pop/rock. Tô viajando lindamente no som do filme enquanto escrevo essa resenha e estou completamente apaixonada.

Esse você ficou a fim de ouvir, eu divido esse tesouro! Basta clicar aqui para continuar com a leitura embalada nessa música boa.

Gostei muito do desfecho final do filme. Acho que é algo mais próximo do real, não fica romantizando tanto o que é a primeira vez e finalmente faz o que muito filme deixa de fazer para ter um final lindo e épico. A história mostra que nem tudo é perfeito, mas isso não significa que seja o fim do mundo. Temos que estar preparados pra qualquer tipo de acontecimento e sermos maduros o suficiente para saber lidar com isso.

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O filme com certeza me surpreendeu, mas de uma maneira única e positiva. Isso tudo sem me fazer chorar mas me fazer suspirar feito uma bobona. Sou do tipo que se apega muito aos detalhes e olhares. Muito mais do que a frases de efeito. Então esse filme foi feito sob medida pra mim!

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AH, pesquisando para escrever essa resenha descobri uma coisa bem fofica, gente. Não sei se estou atrasada com relação a isso, e se estiver, pouco me importa. Sabem porque o Dylan e a Britt tem essa química maravilhosa, sabem? Porque esses dois estão juntos na vida real! ~se derrete toda~

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Então assim… ASSISTAM. Assistam e não vão se arrepender, pinky promise. Não sei como esse filme não é conhecido e fico ligeiramente frustrada por isso, porque é algo tão bom quanto “Begin Again” ou “What If”. Adorei passar o tempo com esse filme e já estou com saudades dos personagens. Se vou assistir de novo? VOU!

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Enquanto isso, dá uma checadinha no trailer pra você ver o que está perdendo! <3

Onde está o meu frio na barriga?

Em 14.07.2015   Arquivado em Off topic

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Hoje o post vai ser meio diferente. Talvez você aí, que esteja lendo se identifique com o esse drama, ou talvez seja apenas mais um post que venha a se tornar “polêmico”. Depende de qual grupo você se encaixa.

Quais são teus planos? É, é isso mesmo, você não leu errado. Hm, deixe-me ver…

Se está no ensino médio, está estudando feito maluco(a), para passar no vestibular sem ter que enfrentar o cursinho. Se já está na faculdade, deve estar pirando com a montanha de trabalhos, projetos e provas. Além disso, deve estar correndo atrás de um estágio legal que lhe proporcione um salário aceitável e uma boa experiência.

E aí? Qual o plano depois? Já sei! Conseguir um trabalho que pague bem. Você vai ralar muito, talvez até de final de semana. Mas e daí? É o emprego dos seus sonhos, a profissão que você ansiou desde cedo…! AH, É! Depois a ideia é conhecer um cara/uma moça legal pra namorar, casar e ter filhos. Então vai ser hora de guardar ainda mais grana pra dar tudo aquilo que os seus pais ralaram pra te dar. Mas agora é a vez dos seus filhos, né? Então eles vão estudar, estudar, estudar, pra depois passar no vestibular, pra entrar na faculdade, conseguir um bom estágio e…! Notou alguma coincidência nessa história?

“Esse é seu plano para ser feliz?”, perguntaria Margo Roth Spiegelman, de “Cidades de Papel”. E você diria “Oras, é sim!”

Só que aí você se forma na faculdade… E vê que nada saiu e nem vai sair como o planejado. Depois de fazer estágios em empresas grandes e renomadas, você está sem emprego, disparando seu currículo para todos os lados, desesperando-se e torcendo pra aparecer uma oportunidade. Qual era a oportunidade mesmo? Poxa, você achou que poderia escolher no que trabalharia… Mas ai, a crise, a economia… Não tá dando pra escolher, né? Então o que vier é lucro, certo?

Aí você percebe que em todos esses anos você nem se deu o trabalho de ter um plano B. Qual é teu plano? Passa os dias pensando onde errou, tentando dar um jeito com uma cola que parece que não gruda nada. Tem tanto tempo pra pensar, que começa a questionar as próprias escolhas. Será mesmo que escolheu a área que queria? Será que é isso mesmo o que você quer pra vida? Percebe que a pergunta que respondia com tanta certeza já não é respondida com a mesma facilidade.

A frustração faz isso com a gente, mesmo. Faz a gente questionar até mesmo a nossa essência. É como se você estivesse no fim de um corredor e não houvesse pra onde correr enquanto algo está no nosso encalço. É você fugindo da pressão. Da pressão de ser alguém que você não sabe quem, mas que deve sê-lo. Quando foi que viver se tornou algo tão complicado, mesmo?

O pior de tudo é que você fica tão bitolado(a) com o plano da sua vida, e tão frustrado(a) quando tudo parece estar dando errado, que parece que não há outro jeito ou solução… Acaba se esquecendo daquela coisa incrível, aquele sentimento que fazia você estar sempre em movimento.

Se você que chegou até aqui se identificou, que tal mudar? Se você não está contente, é porque alguma coisa PRECISA mudar nessa história. Lembro que eu tinha uma amiga que me dizia o seguinte. “Um problema só é problema se tiver solução.”

É hora de tentar sair da neura desse mundo estranho e parar de pensar no que os outros vão pensar. É VOCÊ quem precisa pensar. Esqueça tudo e todos. Olhe pra si e se pergunte:

Onde está o meu frio na barriga?

Procure por essa resposta. Talvez ela esteja mais próxima do que você imagina.

 

“Não são os grandes planos que dão certo; são os pequenos detalhes.”

            ~Stephen Kanitz~

Filme: Cidades de Papel

Em 13.07.2015   Arquivado em Na tela

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EU SEI, demorei, mas o post chegou lindamente! Assim que o filme Cidades de Papel lançou nos cinemas, corri o mais rápido que pude para assistir. A minha ansiedade era realmente grande porque o livro é um dos meus favoritos na VIDA. Não é à toa que até já o resenhei aqui no blog.

Galera que não assistiu ainda, NÃO SE PREOCUPE, não haverá spoilers.

Pra quem não conhece a história, aqui vai a sinopsezinha!

Quentin Jacobsen (Nat Wolff), mais conhecido apenas como Q, é um garoto comum que acredita que todo mundo tem o seu próprio milagre na vida, e o dele foi ser vizinho e colega de escola de Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne).

Quando crianças, Q e Margo era bem próximos e estavam sempre juntos, brincando e andando de bicicleta pelo bairro, mas depois de uma tarde em que os dois, aos 10 anos de idade, encontram o corpo de um homem morto, tudo muda. Eles acabam se afastando e vivendo seus próprios mundos, mas Q continuou a amá-la secretamente durante seis anos.

Q está no último ano do ensino médio e faltam apenas duas semanas para o fim de toda aquela etapa de sua vida. Não poderia estar mais feliz, tudo estava correndo como deveria correr. Sim, ESTAVA. Até a noite em que Margo aparece na janela convocando-o para se juntar a ela em um plano de vingança contra seus amigos e namorado. Sim, ele vai. E não se arrepende.

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Se diverte e conhece Margo além da beleza exorbitante que ela emana e se vê ainda mais apaixonado por ela. Se diverte e se sente mais vivo ao lado da garota, que o instiga e o desafia, fazendo-o conhecer seus próprios limites. Se sente… Único.

Nada poderia ser mais incrível, e Q mal podia esperar pelo dia seguinte na escola. Estava louco para saber como seria a relação deles depois de uma noite maluca como aquela. Só que esse encontro nunca acontece, porque Margo acaba sumindo misteriosamente.

Inconformado, Q e seus amigos começam a procurar pelas pistas que Margo sempre deixa para as pessoas quando some, e a coisa os leva para um mar de mistérios sem fim que só assistindo pra saber.

Bom, tenho que dizer que o filme foi mais fiel ao livro do que eu esperava. Foram uma ou duas cenas que eu realmente senti falta, mas mais por ser fã do livro do que por necessidade da cena em si. A história foi super bem amarradinha, e não ficou nenhuma coisa sem entendimento.

A coisa que mais me cativou foi a química entre Q (Nat Wolff), Ben (Austin Abrams) e Radar (Justice Smith). É aquela coisa que me conquistou logo de cara, sabe? Eles conseguiram mesmo transmitir aquela cumplicidade entre adolescentes. Impossível não se identificar com aquela zoeira sem limites, e ao mesmo tempo, aquela amizade pra qualquer hora. Me arrancaram loucas risadas. Quase enfartei com os três cantando a música-tema de Pokémon!

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Outra coisa que me surpreendeu bastante foi a atuação da Cara Delevingne como Margo Roth Spiegelman. Por mais que eu já gostasse bastante dela, não esperava muito, sabe? Era aquela dúvida de “será que ela só está no filme porque está em evidência na mídia?”. Mas ela realmente mandou bem e soube dar vida à misteriosa e divertida Margo. Sem exagerar e sem faltar. A Margo é aquilo mesmo e pronto, perfeito. As cenas entre Nat e Cara me arrepiavam, me deixavam curiosa. Os olhares, os gestos… Não existiriam atores melhores.

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Isso tudo sem falar da trilha sonora MA-RA-VI-LHO-SA. Tudo se encaixava no lugar certo e dava aquele ar de filme dos anos 90 sem ser dos anos 90. Já pesquisei a trilha todinha pra colocar no meu iPod, porque sim. A que eu mais gostei foi a música em que toca no momento em que Q e Margo estão dentro do carro e ela coloca a cabeça pra fora. Fiquei realmente extasiada.

Pra quem ficou com a curiosidade em saber qual é:

Lost It To Trying (Paper Towns Mix) – Son Lux

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A verdade é que eu saí da sala de cinema querendo dizer “missão cumprida” pro elenco, produção e toda a equipe que fez parte desse filme, juro. As mínimas mudanças não alteraram em nada com relação a trama e a lição final. Continuei com o mesmo frio na barriga e a reflexão que se apossou do meu cérebro no momento em fechei o livro há um ano atrás. E acho que se isso tudo saiu tão fiel a obra literária, foi graças ao próprio John Green, que participou das gravações do começo ao fim. Ter o autor ali do ladinho deve ter colaborado muito para que a fidelidade e a essência não fossem perdidos.

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O filme só me fez ter mais certeza do gênio que o John Green é. Já disse uma vez e repito: Green não é só mais um autor que escreve pra arrancar lágrimas de adolescentes. Ele escreve com propósito, com alma, com bagagens culturais inimagináveis… E com lições a se passar. Me fez pensar de novo e de novo sobre toda a minha vida. Me fez pensar no seguinte:

Qual é o meu milagre?

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Eu já quero o DVD! T-T

Quem aí já assistiu Cidades de Papel? O que achou? Compartilha aí! <3

Resenha: Se Eu Ficar

Em 26.06.2015   Arquivado em Livros

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Sim, Nats lê livros da modinha, e daí? Se reclamar, leio “50 Tons de Cinza” e escrevo a resenha! Só que não.

Enfim, ouvindo das pessoas que o livro era maravilindo, que eu ia adorar e coisa e tal… E depois vendo o trailer que me deixou de olhinhos lacrimejando no cinema com a música “Say Something”, eu resolvi me entregar aos encantos de “Se Eu Ficar”.

Para quem ainda não leu ou assistiu, a trama conta a história de Mia Hall, uma garota bem diferente das garotas de sua idade e até mesmo de sua família. Para começar, ela é filha de pais punks. Todo mundo adoraria ter pais assim, liberais, divertidos e que nos incentivassem a ir em festas para voltar só no outro dia. Todo mundo, menos a Mia. E para completar a coisa, ela seguiu um gosto completamente diferente da família, do pai que tinha uma banda de punk rock. Mia se apaixonou pelo violoncelo e se tornou uma incrível musicista clássica.

Tem como ser um patinho feio mais feio que esse? Tem! Mia acaba se apaixonando pelo rockeiro popular da escola, Adam, o garoto dos sonhos de qualquer adolescente. O fato dele se interessar por Mia é algo que a intriga desde o começo, pois ambos são completamente diferentes. Mas né… Os opostos se atraem.

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E a história que parece linda, perfeita e cheia de coisas fofinhas acaba se definhando quando um acidente de carro horrível acaba matando os pais e o irmãozinho de Mia. A garota se vê no meio dos destroços do carro enquanto paramédicos e ambulâncias chegam para socorrê-los. Assiste à tudo: seu corpo sendo levado, os médicos tentando reanimá-la… Se vê na sala de cirurgia, na UTI… Então percebe que está fora do seu próprio corpo, e ninguém é capaz de vê-la. Percebe que a Mia deitada na maca está em coma.

Seu mundo vira de cabeça para baixo e ela se vê em uma encruzilhada, pois não consegue imaginar um mundo em que sua família já não esteja mais ao seu lado. Mas por outro lado, sofre ao ver Adam, seus avós e sua melhor amiga Kim implorando e até mesmo rezando pela sua melhora.

Então ela percebe que tudo está em suas mãos. A decisão de morrer ou viver é dela e somente dela. Ao longo desse tempo, Mia começa a pesar as coisas, a reviver momentos e a refletir se vale a pena ficar ou não.

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“Então do que você não gostou, afinal?” . Pois bem, a ideia da história em si é linda e diferente de tudo o que eu já li. O ponto de vista de uma garota em coma e que decide pela própria vida! Sim, é tudo bonitinho, mas a narrativa não me agradou muito, achei a história pouco aprofundada e faltando detalhes, sabe? Os personagens são muito bons, especialmente os pais de Mia, pelos quais eu me apaixonei desde o primeiro momento.

O problema não é a história em si, e sim COMO as coisas acabam se desenrolando. Depois de ler o livro, acabei assistindo o filme… E foi uma situação bem estranha, porque eu nunca tinha achado um filme melhor do que o próprio livro, e isso me frustrou.

E pra terminar de piorar, um dos motivos pelos quais eu havia comprado “Se Eu Ficar”, é porque eu queria ler um livro que não fosse uma saga, pois estava muito nessa. Então, ao terminar, descubro nas últimas páginas que haverá uma continuação. Fuén! E que não vai ter continuação do filme! Fuén duplo!

Tirando esses conflitos internos meus e da vida, é uma boa história. Apenas não entrou na minha lista de favoritos. PORÉM, Nats é brasileira e não desiste. Por isso, vou ler a continuação e dizer o que achei, belê? Belê!

E quem leu, o que achou do livro? Coloque tudo na caixinha!

Se não leu, NÃO SEJA POR ISSO! Abaixo, o pdf do livro. Lição de casa, ma cheries!

PDF – Se Eu Ficar – Gayle Forman

Sobre a melhor série do mundo: SKINS

Em 06.05.2015   Arquivado em Na tela

 

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Vocês devem estar pensando que eu sou a louca do Brás por estar escrevendo sobre uma série que já acabou faz dois anos. Eu sou mesmo. Me tornei completamente louca e viciada em Skins e vocês sabem, adoro compartilhar os meus vícios.

A verdade é que eu tenho um bom argumento para escrever sobre séries que já estão fora do ar. Eu ODEIO acompanhar séries que ainda estão sendo gravadas (apesar de estar acompanhando três :x), porque eu fico feito uma retardada contando os dias para a nova temporada ser lançada, e o hiatos costuma fazer com que eu esqueça toda a trama, onde parou, e os detalhes todos se perdem. This really pisses me off.

Então aproveitei esse amor grande que tenho tido pelo Netflix, comecei a explorar cada cantinho dele e minha mãe mandou eu escolher este daqui: Skins.

Confesso que um dos motivos pra eu ter demorando tanto para assistir Skins é o mesmo motivo que uso para o resto da lista de séries que quero assistir: preguiça. Sim, vocês não leram errado. Eu tenho um sério problema para começar a assistir por pura preguiça de ter que me apegar a um novo seriado com uma nova trama e novos personagens, e sou meio “monogâmica”, gosto de venerar uma série por vez, se possível.

Bom, vamos ao que realmente importa, galere!

Pra quem nunca assistiu por falta de interesse ou preguiça, vou explicar um pouquinho do que se trata a bagaça.

Skins tem como foco contar histórias de adolescentes malucos e drogados de Bristol (Sudoeste da Inglaterra) e trata de assuntos que rodeiam todos nós: dramas familiares, transtornos mentais, sexualidade… Mas tudo isso com uma pitada a mais de sexo, drogas e rock ‘n roll. Apesar de serem assuntos tão clichês para se trazer em uma série adolescente, eu adorei o jeito como tudo é retratado, mesmo que em alguns momentos as situações se tornassem exageradas demais. Acho que o exagero e o escárnio acabaram trazendo mais leveza pra história.

A verdade é que tudo nessa série acabou me cativando. Os personagens, as histórias, a fotografia da ambientação, a trilha sonora… Tudo combina! E o que mais me surpreendeu foi a qualidade do trabalho e da atuação dos atores, porque eu nunca havia assistido uma série britânica. Agora estou até caçando mais produtos ingleses, porque me apaixonei MUITO, lad.

Outra coisa que gostei é a atemporalidade da série. A cada duas temporadas, muda a geração de “skinners”. Confesso que inicialmente isso me preocupou, porque como eu disse, sou daquelas que se apaixona eternamente pelos personagens. Mas acabou que eu nem senti tanto isso. Os novos personagens eram sempre tão intrigantes quanto os da antiga geração. Acho que isso fez com o que a série não ficasse naquela “mesmice” que muitas vezes acaba estragando a trama como um todo. E diferente de muita coisa que eu já assisti, os finais nem sempre são felizes. Os finais acabam sendo… Como têm que ser, assim como a vida (Nats sensível mode on ~snif snif~).

Já deu pra perceber que eu SUPER HIPER recomendo Skins, né, gentem? *-*

ohyeah

Quem mais já assistiu e compartilha da mesma opinião que eu? E quem não assistiu… Que tal dar uma bizoiada e me contar o que achou? Conte-me tudo e não esconda nada!

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