Au Pair: papelada

Em 21.08.2015   Arquivado em Por aí

papelada

Sei que estou postando mais sobre au pair do que qualquer outra coisa, mas não me odeiem! Eu quero explicar tudindin do processo antes do meu embarque, por isso pareço a louca do Brás. Mas podem ver que outros conteúdos estão sendo postados normalmente, até porque hoje, FINALMENTE, o freela acabooou! YAY

Bom, continuando o papinho legal sobre au pair que muita gente acabou se interessando e me pedindo, hoje vim falar sobre a parte, que na minha opinião, é a mais chata: a papelada. Sim, acho que vocês vão concordar comigo que a documentação é sempre a parte mais irritante de qualquer processo que seja!

Tive muuuuitas dúvidas, então acho que esse post vai poder esclarecer muita coisa que talvez esteja no processo.

 

1. Escolhendo a agência

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Não existe bem um passo pra isso, né. Eu joguei no pai de todos, o querido Google, palavras chaves para encontrar agências que trabalhassem com o programa de au pair. Como eu sou muito ansiosa, queria logo agências localizadas na minha cidade e que eu pudesse infernizar todo mundo na hora que eu quisesse ~aquelas~. Mentira. As duas agências que tinham por aqui e me interessaram foram a CI e STB. E confesso que fiquei bem na dúvida, porque a CI tinha programa de au pair com destino à Holanda ou aos Estados Unidos.

E por mais que meu sonho e objetivo iniciais fosse a Europa, eu acabei optando pela América pelo motivo de: paga bem, que mal tem.

“Af, sério?”. Sério. Sei que quando se pensa em intercâmbio, não se deve pensar só em grana, mas infelizmente eu não vivo em um castelo e eu tenho continhas para pagar quando eu voltar. Além disso, o programa para USA tem as passagens inclusas, o que significa que você não precisa comprá-las, pois a host family é quem arca com esse gasto. Já na Holanda, você é quem paga (ou você pode ser cara de pau e entrar em um consenso com a host Family para que o valor seja dividido).

AH, é mesmo. Depois que decidi isso, faltou decidir a agência. Depois de pesquisar na Internet e ouvir depoimentos de pessoas sobre ambas as agências, acabei escolhendo a STB. Até mesmo pelo atendimento, sabe? Isso conta muito pra mim.

Paguei U$ 500 no programa, o que na época equivalia a R$ 1.130,00. Velhos e bons tempos de dólar…

 

2. Documentos

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Antes de preencher um application enorme no site (que eu vou explicar logo menos), existem alguns documentos que você vai precisar inicialmente. Vou colocar a listinha do que a MINHA agência solicitou:

 

★ 02 fotos 5×7 sorrindo (bizarro, eu sei);

★ 02 cópias da carteira de motorista (por isso você já deve ter tirado a sua, senão nada feito);

★ 01 original + 01 cópia de um formulário médico (não é qualquer atestado, é um disponibilizado pela agência, e que deverá ser preenchido em inglês);

★ 02 originais + 01 cópia de recomendações de sua experiência com criança (também disponibilizado pela agência);

★ 01 original + 01 cópia de recomendação pessoal (um amigo seu pode preencher);

★ 01 original + 01 cópia de certidão de antecedentes criminais;

★ 01 original + 01 cópia do contrato assinado;

 

Se você for ansioso(a) como a minha pessoa, entregará essa documentação em uma semana. Para a minha sorte, um mês antes eu tinha feito exames de rotina e eles ainda eram válidos (sangue, urina e blablabla). Isso facilitou muito, pois eu só tive de ir até um médico para que ele preenchesse o documento de acordo com meus exames e carteira de vacinação. AH, eu fui espertinha, porque não é todo médico que fala inglês, né? E o documento estava em inglês. Então o que eu fiz? Fiz uma cópia em português para que a minha médica lesse, preenchesse e depois assinasse apenas a versão inglês. ~sou muito smart~

Sobre as recomendações de experiência, CUIDADO. Não encha de mentiras, porque depois vai sobrar. Mas é o seguinte, você precisa ter AO MENOS duas experiências cuidado de crianças e que some PELO MENOS 200 horas. Pode ser por você ter cuidado do seu irmão mais novo, do seu priminho, do vizinho, WHATEVER. Nesse documento você também vai ter que colocar qual era a sua responsabilidade com a criança e tudo mais. E claro, tem que ter a assinatura do responsável.

Caso você não tenha NENHUMA experiência com crianças, não entre em pânico! Pretendo fazer um post exclusivamente sobre esse assunto em breve. Mas é importante ressaltar que sem essas duas experiências mínimas, você não consegue dar procedimento ao seu application, e você terá que completar essas missões pra prosseguir.

 

3. Preenchendo o application

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Provavelmente a sua agência vai disponibilizar um documento que sirva de guia para o preenchimento, então DON’T WORRY, essa é a parte MAIS TRANQUILA!

Mas é bom que saibam inglês bonitinho, porque vocês terão que responder perguntinhas sobre vocês mesmos e dizer por que você querem ser au pair… Aquelas coisas que parecem de entrevista de emprego, sabe?

 

4. Carta e vídeo

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HUMPF, essa parte…! A carta foi tranquila, tenho que admitir, porque amo escrever, então consegui me livrar dela muito rapidamente. Falei sobre mim, minha formação, com quem eu moro, meus hobbies, o que eu gosto e o que eu não gosto. É CLARO que escrevendo com aquela emoção pra cativar quem quer que estivesse lendo. Seja sincero(a) não invente nada que não será capaz de provar depois. Além do mais, lembre-se que a apresentação é sobre você mesmo(a), as hosts families querem se identificar com você, então falando a verdade é um bom começo para que no futuro isso não atrapalhe.

Agora o vídeo… Odeio me filmar, odeio aparecer em filmagens. SIM, sou jornalista, mas isso não significa que quero apresentar o Jornal Nacional ao lado do William Bonner, ok? Ok. O problema é que essa bagaça é obrigatória.

A minha sorte é que tenho um amigo que manja de gravação e se dispôs a me ajudar! Usei a parte favorita do meu quarto como cenário, preparei um roteirinho e fui gravando em partes, inserindo fotinhos e tudo mais. Também coloquei uma musiquinha pra não ficar aquela coisa monótona. Acho que o que ajudou foi que eu gravei um momento meu com uma criança próxima a mim, a gente no parque. Apesar de eu ter pego um dia pra gravar aquelas cenas em específico, NADA foi combinado ou ensaiado, eu e a kid nos damos muito bem, e tenho que admitir, ficou LINDO.

Pediram pra eu disponibilizar o meu vídeo, mas eu tenho uma vergonha danada, então decidi apenas printar algumas cenas pra terem uma ideia.

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Dica? Vocês vão me bater… Mas again, sejam vocês mesmos. Apesar de vocês também estarem passando por uma seleção pra trabalharem, lembrem-se que vocês também vão conviver com essa host family. Eu fui o mais autêntica possível e tentei mostrar o meu melhor. Sei que parece conselho clichê, mas acho que aqui não tem por que mentir.

Ah, além disso também tem um espacinho pra colocar fotos. Coloque fotos com a sua família, das coisas que você curte fazer, e principalmente com crianças.

Enfim, acho que já escrevi muito, chega!

No próximo post sobre o assunto, vou falar sobre ficar online, o que fazer quando se está no limbo à espera de um match e o como melhorar alguma coisa no seu application.

 

Quem tiver dúvida sobre alguma coisa, manda ver, agora é a hora!

Quero fazer jornalismo: Comofaz?

Em 27.04.2015   Arquivado em Inspiração

 

jornalista

FINALMENTE! Depois de longos anos na escola, aguentando matérias que você não curte, montanhas de provas e lições de casa sobre coisas que nunca mais ver na sua VIDA… Você se formou!

Ooooou… Não se formou ainda, mas já andou pesquisando futuras possibilidades….

E o quê, o quê, o quê? Escolheu fazer jornalismo!

uhul

Pera… Novo ambiente, nova rotina, novos professores, novos amigos, trabalhos mais difíceis, responsabilidades…!

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Calma, calma! Não priemos cânico! Euzinha, como uma recém-formada, ainda estou fresquinha para dar umas dicas infalíveis para você sobreviver a esses longos e tortuosos quatro anos de “jornaleiro”!

1. Primeiro de tudo, não vá com tanta sede ao pote! Essa é a primeira dica que eu dou porque eu mesma fui mega neurótica com meus afazeres logo que entrei na faculdade. Lembre-se que todos estão no mesmo barco!FreakingOut

 

2. Saiba separar amigos e trabalhos. Faça uma análise de campo na sua sala de aula e comece a anotar possíveis candidatos para serem seus futuros amigos de projeto. Em jornalismo, temos MUITO trabalho em grupo. Quem sabe você não tem a sorte de conhecer pessoas com as quais você se identifique pessoalmente e profissionalmente?

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3. Não chegue na faculdade no ritmo da escola! Logo vai perceber que é completamente diferente! A maioria dos professores não escreve na lousa. Então esteja com um caderno e uma caneta em mãos e se prepare para anotar tudo o que ele falar!

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4. Se prepare para ler MUITO! Se você não gosta de ler livros, nunca leu um jornal impresso, uma revista, nem acompanha jornais online, sinto lhe dizer que está no lugar errado. Se você entrou no curso porque gostava de escrever, pode esquecer, porque não se trata apenas de escrever, mas de ser informado e INFORMAR!

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5. Não chegue na turma querendo bancar o maioral/sabichão/fodelão. Meus professores costumavam dizer que estudantes de jornalismo são piores que os próprios jornalistas, porque acham que sabem de tudo e acabam caindo na graça da classe. Então, CUIDADO!

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6. Sabe a dica sobre “Ler MUITO”? Agora você vai entender porque é uma dica primordial. Quando chegar no segundo semestre, você vai começar a trabalhar com pautas, e pra ter boas ideias, você precisa estar atento sobre o que está acontecendo no mundo para elaborar pautas relevantes. E quando for apresentar a sua pauta ao professor, esteja estudado! Você vai precisar defender a sua ideia!

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7. Faça SILÊNCIO na aula. Não faça parte daqueles engraçadinhos que gostam de causar. Diferente da escola, você está na faculdade por vontade própria, então saiba aproveitar a aula de um mestre respeitado e absorva o máximo possível. Pode parecer papo de pai/mãe, mas nem todo mundo tem a oportunidade que você tem de poder cursar a faculdade!

Se mesmo assim não estiver a fim, se retire e não atrapalhe quem tem interesse!

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8. Se você não gosta de viver com emoção e trabalhar sob uma pressãozinha, aconselho que repense a sua escolha, porque o que nós jornalistas enfrentamos no horário do fechamento de jornal NÃO É BRINCADEIRA. É informação vindo de todo lado, é a preocupação do editor em checar todas os dados que você passou pra ele, é texto indo, é texto voltando…!

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9. Sei que já devo ter te assustado com a dica nº 8, mas tente não surtar. A cada semestre você vai ter mais e mais matérias, mais pautas, mais trabalhos e leituras que vai parecer que você vai morrer antes mesmo de conseguir concluir as tarefas. Saiba organizar o seu tempo entre faculdade e diversão e priorize o trabalho mais importante. Tudo dará certo no final!

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10. Comece a sua procura por estágios o mais breve possível. A nossa área é daquelas que você só aprende na raça. Não tenha como primeira preocupação o salário que você vai receber, até porque não será muito! Foque-se em adquirir experiência e conhecimento, porque lá na frente vão surgir melhores oportunidades de estágio que pagarão melhor, mas exigirão experiência.

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11. PERCA A TIMIDEZ. Não existe jornalista tímido, gente. Existe jornalista persistente, que aborda pessoas na rua, liga para pessoas que nunca viu na vida atrás de uma entrevista mais que necessária pra fechar a pauta. Chega uma hora que somos até irritantes, de tantas vezes que ligamos cobrando o prazo final para fechar a matéria!

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12. Não deixe para fazer trabalhos/pautas/projetos/resenhas para a última hora, for Christ Sake. Não tem coisa PIOR do que fazer trabalho nas coxas. Ou pior… Ficar amolando aquele seu amigo que se dedicou durante todo o mês para fazer o trabalho pra você simplesmente dar aquela chegadinha e pedir pra copiar. De novo: Você está cursando a faculdade por opção própria, então tenha decência, responsabilidade e vergonha na cara, sim?

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13. Tenha paciência. Acho que essa é um dos conselhos mais difíceis para se seguir, inclusive pra mim! Vai ter hora que a gente vai querer matar o entrevistado que não responde no prazo combinado ou simplesmente cancela a entrevista. Você também vai querer matar aquele assessor de imprensa que te enrola até o último segundo enquanto o seu editor já está quase te enforcando porque quer a matéria pronta para o final do dia e não viu nem a primeira linha do texto. Costumamos dizer que um jornalista mata um leão por dia, porque a redação é uma verdadeira selva. Então respire fundo e segura a sua onda.

carminha1

Conseguiu anotar tudinho? Vai estudando essas diquinhas e se preparando psicologicamente e eu garanto que você sobreviverá! <3

çaelogan

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