Sobre 13 Reasons Why e tudo o que tá rolando

Em 11.04.2017   Arquivado em Off topic

 

[ALERTA DE TEXTÃO SEM GIFS MANEIROS E POSSIVELMENTE COM SPOILERS]

 

Imagino que se você chegou a esse post é porque já assistiu ao mais novo lançamento original da Netflix: 13 Reasons Why. Ou se não assistiu está sendo atingindo por uma enorme repercussão positiva (e negativa) nas mais diversas redes sociais com gente problematizando e trazendo mais uns motivos aí pra você assistir (ou não) à série.

E é quase por esse mesmo motivo que eu decidi escrever sobre. Quando terminei de assistir à série a ideia era trazer esse post pro Além do Meu Mundo pra ser mais apenas um da série “A Nats indica”, mas devido à chuva de posts no facebook que eu tive a oportunidade de ler, decidi falar o que penso.

Bom, pra quem não assistiu ou não sabe do que eu estou falando (WUT?), aqui vai um breve resuminho: Hannah Baker, de apenas 17 anos, acredita que não há mais nada no mundo pelo qual valha à pena viver. Então ela decide tirar a própria vida. Mas antes de cometer o ato ela resolve gravar fitas para contar as 13 razões que a fizeram acreditar que já não havia mais outra saída. E nessas fitas o espectador encontrará tudo o que a sociedade tanto se esforça para omitir: bullying, assédio, estupro, agressões, drogas, preconceito, intolerância, machismo… A lista é tão grande que sinceramente ultrapassam as 13 razões. Mas mesmo assim, são 13 episódios… E em cada um deles você descobre junto de Clay (amigo de Hannah) o que realmente a fez chegar na cruel decisão do suicídio.

Pesado, eu sei. Mas mais pesado que isso é saber que essa série, inspirada no livro de mesmo título, retrata a realidade das escolas do mundo inteiro… Não acha?

E se por um segundo achar que estou exagerando, clique em “abrir nova aba” e pesquise sobre casos de suicídio e ataques a escolas envolvendo adolescentes. E note que a grande maioria deles tem como pivô da causa o assédio moral e físico sofrido nos corredores e salas de aulas das milhares de instituições de ensino ao redor do globo, assédio mais conhecido como uma palavra que resume tudo: bullying. E enquanto muitos de vocês estão aqui rolando os olhinhos para esse tema que já se tornou sinônimo de clichê, alguém que você gosta muito pode estar sofrendo ou já sofreu e lida com as consequências disso todos os dias.

Eu, que já até escrevi um post sobre o tema aqui no passado e sempre demonstrei grande inquietação a respeito da falta de materiais que popularizassem o assunto para atingir e alertar a sociedade, vibrei com a adaptação da obra literária de Jay Asher para as telas (apenas de eu ter algumas ressalvas pessoais).

Mas é claro que nem todo mundo ficou contente assim com a maneira com que os assuntos citados lá em cima foram abordados. E tudo bem. Tudo bem, mesmo. Todo mundo tem o direito de gostar ou “desgostar” de algo. Aliás, nossa vida hoje é baseada em likes e dislikes, não é mesmo? Mas o que me incomodou foram algumas opiniões sobre a romantização da série ou o certo e errado sobre quem sofre com bullying, depressão e/ou outras doenças mentais. Eu sei que não sou especialista no assunto, mas acho que como jornalista que escreveu um livro em parceria com relatos de histórias de pessoas que sofreram e sofrem até hoje com o bullying… E como pessoa que também já sofreu depressão no passado, talvez o que eu tenha a dizer possa ser considerado.

Enfim… Não vou me ater às questões do enredo e dos personagens em si. A série não é perfeita e possui alguns buracos (na minha humilde opinião), mas esse não é o ponto de discussão que quero propor. O que vou trazer são algumas aspas que provocaram certo desconforto no meu coraçãozinho diante de algumas alegações que pra mim não possuem sentido nem força argumentativa. A minha análise será considerando a série como uma representação da vida real e baseado nos relatos de fontes que documentei ao escrever o meu livro.

 

“O ‘glamour’ do suicídio”

Fico me perguntando se essas pessoinhas que bateram na tecla da romantização realmente assistiram à série quando leio algo assim. INCLUSIVE, essas mesmas pessoinhas demonstraram muita insatisfação e se sentiram horrorizadas por uma série, até então voltada para adolescentes, representar cenas de estupro e suicídio. Não sei se faz muito sentido uma cena ser considerada pesada e romantizada simultaneamente… Mas vá lá.

Quem assistiu tem plena noção de que não, não tem NADA de beleza nas cenas. Muito pelo contrário. Eu acho que não consegui encontrar uma única pessoa a qual tenha assistido esses momentos da série e não se sentiu mal. A cena em que a Hannah Baker tira a própria vida? Não há nem palavras para descrever, sinceramente. É crua, fria, dura. Não tem nem trilha sonora. Porque no momento em que você decide tirar a sua vida… No momento em que a vida está se esvaindo de você não existe trilha nenhuma… Não é?

É claro que o bullying não causa suicídio e nem torna uma vítima automaticamente em um suicida… Mas não finjamos ignorância, por favor… Afinal de contas, o suicídio não é apenas um ato cometido pela Hannah. Se acha que é, sugiro que assista o documentário “Bullying”. Esse é só 01 exemplo documentado dentre tantas reportagens sobre barbaridades relacionadas a esse mal social.

 

“A falsa ideia de que o amor tudo cura”

Acho que muita gente tá tendo uma certa dificuldade pra interpretar algumas questões da trama. De que a série passa a impressão de que o amor de Clay teria impedido Hannah de se matar. Seriously? Não, gente. Vamos lá… Acho que para a Hannah ter chego no ponto em que chegou é porque ela já estava totalmente… Quebrada. E acho que todo mundo percebeu que a personagem tinha um quê de sensibilidade maior (assim como na vida real, que sempre tem uma pessoa A mais sensível do que uma outra pessoa B. porque cada pessoa É UMA PESSOA, right?). E ela desejava que indiretamente alguém no ciclo de pessoas com quem ela convivia mostrasse que sim, ela importava, e que sim, ainda valia à pena viver. Porque no fundo ela não queria ter de fazer o que fez! Mas as pessoas a decepcionaram, uma a uma. Umas intencionalmente, outras inocentemente. E é CLARO que elas não podem ser responsabilizadas de fato pelo ato que ela cometeu. Mas ela precisava de desculpas para fazê-lo. E tentar não fazê-lo. Resumindo: a ideia não era de que o amor de Clay poderia tê-la salvado, e sim sobre o que Hannah esperava das pessoas.

 

“Ela não demonstrou sinais em casa”

De novo… cada pessoa é uma pessoa. Tem gente que demonstra, tem gente que não. E quando se trata de agressões como as que Hannah sofreu, DIFICILMENTE um adolescente vai demonstrar. Nem todo mundo reage a assédios morais e físicos da mesma forma. Nem todo mundo sabe se defender. Ok? Nem sempre é simples assim falar o que acontece. Ok? A atitude da Hannah é repetida tristemente na vida real. Não é uma falsa ideia. É ASSIM QUE ACONTECE.

 

“Todo mundo tem problemas. Nem tudo precisa ser um drama”

Concordo. Em partes. Mas quem concorda que ninguém tem o direito de julgar a dor do outro? Só quem sofre sabe como doi… Acho que nem preciso escrever muito sobre isso, né? Então por favor… Just don’t.

 

“É muito fácil arranjar 13 desculpas em vez de agir e mudar”

Tá… Então bullying é uma desculpa? Estupro é uma desculpa? Agressão moral diária é uma desculpa? Uau. Inversão de valores detected.

VEJA BEM: não estou afirmando a ideia de que todas as 13 razões ou culpados listados por Hannah é válida. Ninguém é culpado e/ou merece sofrer chantagem emocional para assumir qualquer parcela de culpa em um suicídio. Isso, por exemplo, é algo com o qual eu não concordo quando se trata do enredo de 13 Reasons Why. A Hannah foi a única responsável pela decisão de tirar a própria vida. Mas eu ousaria dizer que a sociedade como um todo falha quando esse tipo de fatalidade acontece. Porque somos falíveis, somos imperfeitos, e muitas vezes incompreendidos.

Sabe… Acho que muita gente realmente não entendeu que a proposta da série era retratar o que acontece na vida real e provocar a sociedade e as instituições PARA UMA MUDANÇA, e não encorajar o suicídio ou as pessoas a se calarem porque “nada muda”. NÃO. É justamente o oposto. É despertar o desespero dos espectadores em ver uma porção de absurdos acontecer e os personagens fecharem os olhos para a realidade. Eu sei que muitas vezes isso pode acabar atingindo justamente as pessoas que precisam de ajuda. Muita gente tem falado que a série poderia ser mais um “gatilho” para encorajar o suicídio. Será? Será que essa mesma série também não poderia estar salvando vidas? (PS edit: essa matéria foi publicada hoje: Busca por centro de prevenção ao suicídio cresce 445% após série)

A ideia é justamente abrir espaço para uma discussão sobre o tema. Assim como o livro da “Christiane F., 13 Anos, Drogada, Prostituída…” foi leitura obrigatória em muitas escolas nos anos 70. Não havia um final feliz, mas abriu um buraco na sociedade para algo que era um problema e era real. Sei que 13 Reasons Why não é verídico como o livro da Christiane. Mas pode ter certeza que já existiram e existem muitas Hannah’s por aí.

Como eu disse antes, não sou uma educadora ou uma especialista. Eu sei que é necessário pensar no que é difundido e termos cuidado com o que difundimos, mas eu ainda acho que prefiro a difusão do que a omissão.

 

“Acho que esse é o ponto de tudo. Ninguém sabe ao certo o tamanho do impacto que tem na vida de outras pessoas.”

Livros que quero ler

Em 10.10.2015   Arquivado em Livros

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Sabe aquela lista de livros enorme que você lê um, risca da lista e acrescenta mais três? É a minha lista.

Eu deveria ser como toda garota normal que não pode entrar em uma loja de sapatos. Mas não, eu não posso entrar em uma livraria sem sair com pelo menos um outro título anotado para ler depois.

Vocês devem, inclusive, estar sentindo falta das resenhas que costumo fazer, e bom… A verdade é que não tenho tido tempo de terminar UM LIVRO. Comecei QUATRO e desde que cheguei aqui em New York não tenho conseguido continuar nenhum deles.

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E o motivo de “desinspiração” eu já descobri: preguiça de ter que ler um livro todinho em inglês. Parece bobeira, mas não é. Tem hora que o cérebro simplesmente cansa.

E claro, ainda assim a minha lista de livros continua a crescer. Por isso resolvi escrever sobre ALGUNS dos livros que estou lendo ou lerei em breve para me dar um empurrãozinho.

 

Naomi & Ely e A Lista do Não-Beijo

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Sinopse: Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi ama Ely e está apaixonada por ele. Já o garoto, ama a amiga, mas prefere estar apaixonado, bem, por garotos. Para preservar a amizade, criam a lista do não beijo — a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não beijo protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que… Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática.

 

Eu comecei a ler esse livro no Brasil, o trouxe comigo, mas na bagunça da minha vida parei de ler e quero recomeçá-lo pra fazer a coisa direito. E não é que o livro seja ruim. Muito pelo contrário. Achei a história simplesmente incrível porque é bem diferente de tudo. Super engraçada e despretensiosa. Eu nem sabia da existência desse livro, mas foi aquele caso de amor à primeira vista com a capa. Porque é azul (minha cor favorita), porque o copinho de café é em relevo e me faz pensar em New York. E aí me encantei ainda mais quando comecei a ler e vi que a história se passa, de fato em New York. Minha vontade é ir em todos os lugares que se tornaram cenários. E sim, eu vou tentar fazê-lo. Se tudo der certo postarei não só a resenha como também esse passeio.

 

The List

TheList

Sinopse: A mais bonita. A mais feia. Isso acontece todo ano antes do baile – uma lista é divulgada por toda a escola. Ninguém sabe quem a escreve, mas ninguém realmente se importa.

Duas garotas de cada série são escolhidas. Uma é nomeada a mais bonita, a outra a mais feia. As garotas não escolhidas são rapidamente esquecidas, mas as escolhidas se transformam no centro das atenções e reagem de diferentes maneiras.

A alegria de Abby por ter sido nomeada a mais bonita é obscurecida pelo ressentimento da irmã; Danielle se preocupa com a reação do namorado diante da novidade; Lauren, a garota educada em casa, fica cega com a rápida popularidade; Candance não é feia nem de perto, deve ter havido algum engano; Bridget sabe que a transformação do verão não foi algo a ser celebrado; Sarah sempre se rebelou contra a ideia de beleza tradicional, e ela decide levar a comunidade a outro nível; E Margo e Jennifer, ex-melhores amigas que pararam de se falar há anos são forçadas a se confrontar para entender o porquê do fim da amizade.

O estrago é feito e o preço é alto.

 

Esse é o livro que estou lendo atualmente e que PROMETO não soltá-lo como fiz com os outros três que estou ~lendo~. Comprei essa semana com o intuito de me inspirar novamente. A sinopse (“traduzida” por mim já que não achei nada em português sobre o livro) me chamou a atenção e a leitura parece ser fácil para eu começar. Esse assunto me interessa muito, porque de certa forma, ao se pensar em rótulos de “mais bonita e mais feia”, automaticamente pode-se pensar sobre o bullying, que como todo mundo sabe, é assunto que muito me interessa.

 

Unspoken

Unspoken

Sinopse: Kami Glass está apaixonada por alguém que nunca chegou a conhecer – Um garoto com o qual ela conversa desde o seu nascimento. Isso a faz uma pessoa diferente em sua pacata cidade inglesa Sorry-in-the-Vale, mas ela aprendeu a utlizar isso a seu favor. Sua vida parece estar em ordem, até que eventos perturbadores começam a ocorrer. Houveram gritos na floresta e pela primeira vez em 10 anos a mansão com vista para a cidade se iluminou… A família Lynburn, que governou a cidade há uma geração e que todos abandonaram sem aviso, agora retornou. Agora Kami pode ver que a cidade que ela conheceu e amou a vida toda está escondendo um punhado de segredos – e um assassinato. A chave para tudo isso só pode estar no garoto em sua cabeça. O garoto que ela pensava ser apenas fruto de sua imaginação é real, e difinitivamente algo deliciosamente perigoso.

 

Na minha caçada por livros na rede social de Bookaholics, Skoob.com.br, acabei descobrindo essa obra literária que muito me interessou. As críticas que li também fazem uma boa referência e tô louca pra ler!

 

Fangirl

Fangirl

Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.

Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou

na vida real.

Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.

Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.

Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

 

Esse livro está na minha lista há SÉCULOS e eu ainda não o li por motivos de: acho ele muito caro no Brasil. Porém, no entanto, todavia, agora que estou aqui a coisa mudou de figura e eu estarei apta a comprá-lo. Nem preciso falar porque quero muito ler esse livro, né? Precisa? Tá bom. Uma palavra: fanfictions.

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Essa é a minha lista do momento, embora eu tenha cerca de 120 na lista real… Mas esse assunto a gente deixa pra outro dia!

E aí? Alguém também se interessa em ler um desses livros ou já leu algum e quer dar opinião? MANDA A VER. Só não dê spoiler, pelo amor de Jeová.

spoilers

Filme: The Duff

Em 11.06.2015   Arquivado em Na tela

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Coleguinhas of my life! Não é que eu gostei dessa coisa de trazer filminhos pra vocês?

Como já expliquei nesse post aqui, minha dica vai ser dupla, o que significa que vou falar sobre o filme que foi baseado em um livro. Amei ambos e decidi resenhar AMBOS. Legal, né? Bate aqui o/

TUDO COMEÇOU COM O FILME. Lamento que tenha sido assim, mas a vida… A vida é uma caixinha de surpresas ~Joseph Climber moments~.

O filme The Duff é muito tranquilo. Comentei que gosto de filmes “mamão com açúcar” a la high school, lembra? Só que esse aqui não é bem um Clube dos Cinco, que trazia bastante reflexão. É mais do mesmo. Sim, você não leu errado.

“Se é mais do mesmo, por que indicá-lo?”. Porque eu quis! Brincadeira. The Duff me atraiu porque fazia MUITO tempo que eu não assistia um filme atual com a mesma pegada de filme teen engraçado, como “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”. Esse filme é novinho, desse ano, e faz menção a diversas coisas que faz parte do nosso cotidiano, o que torna as piadas bem atuais.

A história é meio clichê, mas ganha um “termo novo”. Bianca Piper (Mae Whitman) sempre esteve ao lado de suas melhores amigas, Jess (Skyler Samuels) e Casey (Bianca A. Santos). As duas sempre foram bem cobiçadas pelos garotos, o que para Bianca era completamente simples e normal ATÉ QUE… Descobre que dentre todos aqueles rótulos tão bem conhecidos na escola (nerd, atleta, popular e blablabla…), ela faz parte de um novo grupo: Duff (“Designated Ugly Fat Friend”. Tradução livre: Designada Amiga Feia e Gorda). Segundo a definição que o popular Wesley Rush (Robbie Amell) dá ao termo, Duff é aquela amiga que não é bonita, e isso faz com que as suas outras amigas se sobressaiam. Por ela não ser cobiçada, se torna alguém fácil para abordar e chegar finalmente ao alvo de interesse.

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Revoltada, Bianca se sente enganada pelas amigas e pede ajuda a quem? AO PRÓPRIO Wesley, quem lhe nomeou uma Duff. Aí você já fica “OMFG!”. Ela decide que não quer mais ser uma Duff, por isso faz uma troca com o Wes: promete ajudá-lo a passar em Ciências para continuar a jogar no time desde que ele a ajude a mudar.

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Tudo maravilhoso, né? NOPE. Para uma história high school ser perfeita, falta uma personagem extremamente necessária, e qual é? A VILÃ! No livro não temos essa personagem, mas acho que no filme foi mais que necessário. Madison (Bella Thorne) é a típica “garota má” popular e desejada que, ADIVINHEM! Isso mesmo, é a namorada “ioiô” de Wes. E é CLARO que ela fica emputecida da vida quando descobre uma certa “aproximação” dele com Bianca. O que ela faz? Arruína a vida da coitada, espalhando diversos vídeos embaraçosos na internet, o que abre uma aba para o filme discutir o cyberbullying, uma vertente do bullying já mencionada no blog. Não lembra? Passa aqui.

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Com os vídeos, Bianca fica totalmente exposta a ofensas na escola, o que piora ainda mais a situação, já que a nossa protagonista tem uma queda por um músico, Toby (Nick Eversman). Para ajudá-la até mesmo com o garoto, Wes se torna o “treinador” de Bianca, e a faz passar por várias “lições”, como ir às compras, aprender a falar com garotos, saber o que fazer em encontros e tudo mais o que você imaginar. Eles tornam grandes amigos e as piadas são incríveis. Eu ri do começo ao fim, sem brincadeira!

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E como todo filme high school, o que obviamente acontece? A amizade de Wes e Bianca se torna ainda mais forte e e e e… Eles acabam percebendo estarem apaixonados, um pelo outro, no desenrolar. E mesmo sendo tão óbvio, é a coisa mais linda quando acontece. Apesar de ser o clichê que eu tanto tenho falado, esse filme tem muito mais comédia que “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”, e torna o casal mais fofo ainda, porque você percebe uma química diferente na maneira deles se tratarem e tirarem sarro da cara do outro. ALIÁS, achei que o elenco foi muito bem escolhido, principalmente a nossa Bianca e o nosso Wes. Mae e Robbie tiveram uma química incrível, sério mesmo! Tão bom quanto no livro!

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Você se sente à vontade com tudo muito rápido. O cenário, o diálogo, os personagens… Sei que bato muito nessa tecla dos personagens e do elenco em todas as “resenhas” que faço, mas é meio óbvio, né? A história pode ser péssima… Mas se o elenco consegue segurar e os personagens têm profundidade, a trama vai embora.

Uma personagem que eu realmente adorei foi a mãe da Bianca, Dottie (Allison Janney), uma divorciada que depois de sofrer muito com a separação, escreveu um livro, deu a volta por cima e se tornou uma figura conhecida, dando palestras sobre motivação e independência. Ela não é aquela mãe que não se importa, muito pelo contrário! Tenta estar presente e fazer com que a filha siga os dez passos do livro dela de uma maneira super divertida. No livro a situação é um POUQUINHO diferente, mas a relação das duas não foge muito disso.

The Duff é um filme baseado no livro de Kody Keplinger. Se vocês curtiram a resenha do filme e ficaram interessados no livro, fiz uma resenha e disponibilizei um PDF mara. Vem ver!

Trailer:

É isso, bebês! Adorei e indico!

O que acham? Já assistiram? <3

Bullying não é brincadeira!

Em 07.05.2015   Arquivado em Off topic

 

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Não, não saia. Não feche a aba do seu navegador agora que você viu o assunto do qual eu vim falar hoje. Já está cada vez mais comum as pessoas ignorarem o tema por acharem que é bobeira, que falar de bullying é algo totalmente clichê.

Se fosse clichê, com certeza não haveria tantos casos se desenrolando dentro das escolas do mundo todo, dia após dia. Aliás… Achar que o sofrimento das pessoas é clichê é algo muito grave. Só confirma o quanto os valores da sociedade estão completamente invertidos.

Eu sei que já tiraram sarro de você. Já tiraram sarro de mim também, mas felizmente eu fui uma criança bem comunicativa e do tipo que não levava desaforo pra casa. Mas sabemos que cada pessoa é uma pessoa, cada mente é um universo diferente. Eu sabia me defender, me impor. Mas e aquele carinha inteligente e quietinho que sentava sozinho na sua sala? Será que ele sabia se defender? E aquela menina um pouquinho acima do peso? Será que ela sabia se defender? Será que ela era gordinha porque queria?

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Mas a pergunta que não quer calar é… Por que as pessoas se importam e se incomodam tanto quando alguém acaba destoando em meio a sala? Eu tenho a resposta, quer saber? Tudo se resume a uma palavra: intolerância.

E ao contrário do que muitos pensam, infelizmente, ser intolerante nem sempre se trata da educação que os bullies (quem pratica o bullying) receberam em casa, apesar de isso colaborar bastante. Sabe do que se trata? Caráter.

Porque não é possível que alguém seja capaz de se divertir ofendendo, provocando e agredindo outrem. Pra mim, essa pessoa tem que ter muitos probleminhas internos pra achar isso engraçado. Porque não é engraçado, cara. Pode até ser na hora, quando você é do tipo de pessoa que precisa ser o centro das atenções e gosta de fazer os coleguinhas rirem das suas piadas, que para serem engraçadas, precisam machucar alguém. Mas será que você vai achar engraçado quando encontrar aquele cara inteligente e sem amigos doente? Será que vai ser engraçado quando descobrir que aquela menina acima do peso acabou sofrendo de anorexia? Será que você vai achar engraçado quando souber que a culpa é sua?

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Então eu peço que entenda esse texto não como mais uma frescurinha, de uma revoltada em busca de revolução ou coisas do tipo. Isso aqui é só um apelo a um assunto que precisa ser melhor compreendido.

Como trabalho de conclusão de curso da faculdade, eu e um amigo escrevemos um livro-reportagem chamado “Fim do Silêncio – Retratos do Bullying”. Nele, trouxemos depoimentos de 5 vítimas do bullying e as consequências que as agressões (físicas ou psicológicas) trouxeram a elas, além de entrevistas com profissionais das áreas jurídicas, psiquiátricas e pedagógicas para falar sobre esse fenômeno social.

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Nós produzimos esse livro porque frequentemente vemos como a imprensa trata do tema “bullying”. O que você vê na mídia? “Adolescente invade escola e mata alunos”. “Adolescente sofre bullying por ser bonita”. Sim, o tema só entra em discussão quando algo do tipo acontece. Mas nenhuma matéria com profundidade, nada que explique o tema ou as motivações dos casos. Então, resolvemos trazer algo diferente, mostrando como as vítimas se sentiam, o que elas passavam, o que elas pensavam no momento em que estavam sendo agredidas. A ideia é fazer com que os leitores sintam na pele o que essas vítimas já sentiram. Uma maneira incomum de conscientizar a sociedade. Ainda não temos nosso livro disponível. Estamos pensando em investir e procurar alguma editora que se interesse pela obra.

Mas caso tenha se interessado pelo tema, você pode conhecer mais casos reais de outras pessoas que sofrem ou sofreram com esse mal social. Seguem duas indicações.

 

O garoto que cantou sua história de vítima do bullying no “Britain’s Got Talent” – Legendado

 

Documentário “Bullying”

 

Como indicação, também tem esse filme incrível com a Emily Osment, Cyberbully, que trata de um fenômeno que creio, todo mundo conhece. Vale a pena conferir! Deixo o trailer pra vocês sentirem um gostinho de quero mais!

Fica aqui a minha parte para um mundo melhor, gente.

O que vocês acham sobre o assunto? Fiquem à vonts para comentar!

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