A Volta dos Mortos Vivos

Em 25.03.2017   Arquivado em Off topic

Um bom filho à casa torna. Pelo menos é isso o que o ditado fala, não é? Pois é, minhas queridas e meus queridos. Após um ano e meio vivendo o meu chamado New Yorker Dream, eu estou de volta ao meu Brasil brasileiro. E aqui estou mais um dia sob o olhar sanguinário do vigia tentando fazer a sonsa e fingir que não fiquei sete funkin’ meses sem postar. 🙁 Bad, Nats.

Sei que até uma carta aos leitores cheia de emoção eu escrevi tentando explicar o que tava acontecendo e ainda fiz a promessa porca de que as postagens voltariam a todo vapor. Mas não foi bem assim que funcionou, não é mesmo? Quer dizer… Deu uma engrenada, mas depois tanta coisa aconteceu no meu intercâmbio que eu acabei perdendo a mão das coisas. Eu pensava no tanto de conteúdo que eu poderia estar produzindo diante da experiência rica que eu estava vivendo e que não estava aproveitando… E realmente ficava frustrada. Mas mesmo assim o sentimento não foi capaz de me fazer ter vergonha na cara.

Eu me arrependo em partes. Mas só em partes, sabe por quê? Porque assim como citei na cartinha a vocês, eu precisava viver aquela experiência 100%. Eu queria muito compartilhar a minha vivência, mas eu estava muito sedenta pra VIVER. Acabei sendo egoísta, eu sei. Mas se serve de consolo (?), ficar esse tempo longe me fez muito bem. Fez eu me tornar uma Nats melhor pro Além do Meu Mundo. Uma Nats mais madura cheia de coisas pra contar. Porque é isso o que eu sou, no final das contas: uma contadora de histórias. Eu só precisava de uma atualizada nas histórias. Estou pronta pra contar! E vocês, prontos pra escutar? <3 (Ok, na real é “ler”, mas “escutar” rimou e ficou pique “frase de efeito”, então me deixa).

Um ano de Natália na terra do tio Sam

Em 31.08.2016   Arquivado em Por aí

É verdade que todas as nossas escolhas mudam o curso das nossas vidas. Mas são apenas algumas escolhas que nos mudam para sempre. E embarcar no avião da American Airlines com destino a New York há exatamente um ano, sem sombra de dúvidas, me mudou para sempre.

Cheguei aqui crua. Quem me conhece sabe que eu mal cozinhava arroz…! Aposto que muita gente pensou “ela não vai conseguir. Já já volta para debaixo das asas da mamãe.” Eu sei que alguém aí pensou, porque eu mesma pensei! Muitas vezes ainda acho que vou fazê-lo, sinceramente falando.

Mas toda vez que esse pensamento surgia, eu lembrava o quão grande era o meu sonho de estudar e morar fora, de tudo o que eu fiz e o que eu sacrifiquei para estar aqui. E de repente a gratidão voltava e tudo parecia fazer sentido novamente.

Quando cheguei à terra do tio Sam…! Meu Deus, não vou negar. Fiquei deslumbrada e até meio frustrada porque parece que aqui tudo funciona! As pessoas não julgam, as leis são respeitadas, os preços das coisas são justos, a água da torneira é potável e digerível…!

Só que assim como aprendi a amar o país que me recebeu de braços abertos, comecei a dar valor ao meu país de origem. Aprendi que mesmo com os problemas pelos quais o Brasil está passando atualmente, não há lugar como o nosso lar. Não há comida tão saborosa quanto a nossa. Não há pessoas tão amáveis e calorosas como o brasileiro. Não há palavra no mundo capaz de substituir ou explicar o sentimento mais bonito e mais brasileiro do universo: saudade.

Saudade de ficar até tarde com a minha mãe na sala e acabar adormecendo ali porque havia passado o dia trabalhando e queria passar mais tempo com ela; saudade dos conselhos do meu pai que vinham do nada, mas sempre na hora certa; saudade de ouvir o Max latir porque o meu pai estava chegando do trabalho; saudade dos encontros com as amigas de escola; saudade dos churrascos com os amigos; saudades do Natal bagunçado com a família. Saudade. Simplesmente saudade.

Mas além da saudade que cresceu dentro de mim, um outro sentimento também assolou o meu corpo. E eu só tive consciência disso na noite passada, quando dirigia rumo ao Brooklyn, com as luzes de Manhattan me abraçando. Quando eu avistei um avião no céu.

Meus olhos marejaram instantaneamente ao me lembrar de que sim, há um ano era eu quem voava em um daqueles. E naquele momento eu estava a observar um avião que com alguma possível certeza no mundo trazia muitas vidas para uma nova e grande aventura como a minha.

O sentimento do qual eu falei logo acima eu vos digo agora: orgulho. Orgulho de saber que eu tive a coragem que nem todos possuem, de largar o conforto rumo ao desconhecido. Orgulho por eu não ter desistido quando cheguei e pensei naquele primeiro momento “não vou conseguir” (porque eu consegui!). Orgulho de ter mudado e amadurecido, mas não ter perdido os meus valores e a minha essência. Orgulho da minha história e de como ela me trouxe até aqui. Hoje, independente de quanto dinheiro eu tenho no bolso, independente do glamour que isso tudo pareça ter, eu finalmente posso dizer com a boca cheia que eu sinto orgulho de quem eu me tornei. E de quem eu ainda vou me tornar.

Obrigada, Brasil. Obrigada, Estados Unidos.

Sobre felicidade – Show do Ed Sheeran

Em 29.04.2015   Arquivado em Música

 

Stephan Solon - Move Concerts9

Já que falei tanto esperando por esse show, não só nas minhas redes sociais, mas também no Além do Meu Mundo, achei justo escrever um texto sobre o que foi estar no mesmo ambiente e poder escutar de perto aquele que embala meus ouvidos e me emociona com suas letras que me fazem questionar como alguém consegue escrever de uma maneira tão única: Ed Sheeran.

Não é nenhum post de fã maluca que acha que tem que saber a hora que o ídolo nasceu ou com quantas mulheres ele já namorou, mas daquela fã que realmente admira o trabalho de um cara que lutou para merecer o lugar que ocupa hoje.

 

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Primeiro teve aquele dia maluco de comprar os ingressos, que aconteceu SEIS MESES ANTES. A tensão para o site abrir logo e você poder fazer a sua compra. Aí o susto, porque abriram as vendas meia hora antes e a mensagem “esgotado” estampando na sua cara. O desespero de ficar com o amigo até 4 horas da manhã para finalmente conseguir comprar a Pista Premium que custa o olho da cara e o rim esquerdo, mas a sensação de “Fiz o certo.” E fiz mesmo. Sou daquelas que se não faz, se arrepende feio.

Aí o dia finalmente chega derrubando forninhos e faz você ficar 12 HORAS NA FILA. É, pode julgar mesmo. Mas sabe o que é? Nunca tinha ido num show grande, um show de uma banda ou de um cantor que me fizesse comprar o ingresso e querer estar lá. Então quis realmente fazer tudo o que uma fã faz (em devidas proporções, claro). E ao contrário do que pensei que seria, fiz amizades, ri e me diverti.

Então chega a hora de entrar. Portões abertos, pulseira premium, desespero e correria. Nunca vi uma manada de elefantes, mas posso jurar que vi uma cena bem parecida. Aí você acha que achou o lugar perfeito, mas sempre tem aquelas fãs malucas. Aquelas que estão lá a todo custo? Pois é. Empurravam, apertavam, machucavam. Com as mãos, com os cotovelos, com os pés. Além disso, quando fui tentar tirar foto, percebi que a lente do meu celular havia embaçado POR DENTRO, e o desespero dele ter estragado tomou conta de mim. Juntou tudo isso, e como não sou uma pessoa que tem saúde mental para esse tipo de situação, acabei saindo aquele “apertamento” no fim da performance de Antonio Lulic, o show de abertura. Aliás, o cara é legal. Nunca tinha nem ouvido falar dele, mas ele conseguiu animar a galera, e isso me agradou.

Saí brava e fui para um lugar onde eu conseguisse ao menos ver o palco. As luzes começaram a piscar em tons azuis e roxos. Aí o motivo pelo qual eu estava passando todo aquele perrengue subiu no palco: Ed Sheeran, com a camiseta do Brasil. Número 10 estampado nas costas com o nominho dele atrás. <3

Não sei nem descrever o que eu senti direito, porque foi uma onda de emoções enquanto ele começava a cantar uma das minhas músicas favoritas, I’m a Mess. Só ele, o violão e o seu querido loop pedal.

Não sabia se estava chorando porque estava irritada com as fãs que me fizeram sair de onde eu estava antes, se porque estava emocionada ou porque era uma babaca, mesmo.

Comecei a cantar no mesmo momento. Esqueci a raiva, o celular embaçado, meu cabelo suado e nojento. TUDO. E fiquei olhando pro palco, pro telão. E percebi como eu queria estar ali mesmo.

Aí o Ed resolve querer matar todo mundo do coração e canta uma das antigas, Lego House. Que que foi aquilo, cara! Eu pirei. A multidão pirou. Aquela sensação de ser amigo do ruivo há bastante tempo e finalmente ter parado pra ouvir aquela música com ele ali pertinho.

Depois Don’t com No Diggity e Nina. A galera não se aguentava, e acho que até mesmo o Ed não estava se aguentando. Não sei como foram os outros shows dele aqui na América do Sul, mas nunca vi esse ruivo sorrir tanto! Fora os agradecimentos. “Nunca imaginei que vocês fossem conhecer minhas músicas, sou de tão longe! Aí chego aqui e vejo que vocês sabem todas as letras perfeitamente. Vocês amam música, vocês são incríveis! Eu amo o Brasil.” Imagina se o público não gritou com essa declaração?

Ed foi ovacionado várias vezes ao som de “WE LOVE YOU, WE LOVE YOU” e “ED, EU TE AMOOO!”. E como tímido que é, sorria e ficava vermelho.

 

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Veio Drunk, veio aquela junção de Take it Back/Superstition/Ain’t No Sunshine. Acho que nesse ponto eu já estava tendo mini ataques cardíacos. Mas foi quando Photograph começou a rolar que eu quase morri mesmo. Mal me recupero e ele vem com outra que eu amo, Bloodstream. O que é aquela música ao vivo, gente? Ela por si já vale o show todinho, com as peripécias de acordes, batuques e momentos freestyles de Ed.

Aí ele faz aquele momento fofo e traz Tenerife Sea, Kiss Me, Thinking Out Loud e I See Fire, nessa ordem mesmo. Aiai, muita emoção! Em All of The Stars, uma brincadeira com a letra que matou as fãs: “Can you see the stars from Amsterdam… Or São Paulo!”

The A Team (com um mar de celulares acesos para acompanhar) e Give Me Love vêm juntas pra fazer as fãs se derreterem com músicas antiguinhas. Aí vem aquele momento foda com You Need Me, I Don’t Need You. Tão envolvente quanto Bloodstream, onde ele estende a música pra uns 10 minutos, juro!

Um mar de celulares invadiu o #LiveMusicRocks de ontem. Hoje tem mais #EdSheeranBR! Vocês já se recuperaram pro round 2?

Um vídeo publicado por Move Concerts (@moveconcertsbrasil) em

 

Então ele simplesmente sai do palco e você sabe que o show está no fim, porque ele sempre faz isso antes de cantar a última música. Bate aquela tristeziiiiinha, mas ela logo vai embora porque ele volta pra cantar o hit do CD Multiply: Sing.

O cenário e os filtros só deram aquela emoção maior ainda, fazendo a gente se derreter com trechos de clipes e imagens desfocadas do próprio ruivo.

UFA! Escrevi uma bíblia que nem sei se vão ler, mas eu precisava deixar esse dia registrado em algum lugar pra eu me lembrar sempre que o dia 28 de abril de 2015 foi o dia em que eu vi meu ídolo de perto e me diverti com ele, mesmo de longinho. Tive que registrar o único e melhor show da minha vida. O show do Ed Sheeran.

 

** Crédito das fotos: Foto de destaque – Stephan Solon – Move Concerts
Demais fotos – Marcelo Brammer / AgNews

 

Ed Sheeran: Eu vou!

Em 21.04.2015   Arquivado em Música

 

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Depois de tanto sonhar, especular, sofrer, esperar… Eis que o show do todo lindo, ruivo, maravilhoso e amor da minha vida Ed Sheeran, está chegando!

E acho que vocês conseguem imaginar a fissura na qual eu estou para que esse dia chegue logo, não é?

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Estou praticamente pulando e rolando feito uma histérica sonhando com o momento em que os olhos do Ed vão se encontrar com os meus em meio ao show para ele se apaixonar por mim e me levar para Londres. Tá certo, me deixem sonhar um pouquinho, que é de graça. Tsc tsc.

Se vocês soubessem o sofrimento que foi para comprar esse bendito ingresso… Ficar até as 4h da manhã acordada tentando a compra quando você tem que trabalhar no dia seguinte… E depois quase ter um infarto com o preço da pista premium e mesmo assim comprar, não sabe o que é viver com emoção. Mas agora tá tudo certo, tudo feito, e não importa o que aconteça! Nem que todos os forninhos caiam, nem que os óculos das Juliana’s se percam todos, EU VOU VER O ED SHEERAN! *-*

E como eu já estou muito na vibe desde a compra do ingresso o começo do mês e estamos a aproximadamente 7 DIAS do Dia D, resolvi compartilhar um show que tenho assistido loucamente, me imaginando em meio a plateia e tudo mais. *-* Você também pode deixar o show rolando enquanto faz aquela arrumação no seu quarto!

Pra quem também vai, pode servir como um aquecimento! Pra quem não vai, fica aí um gostinho do que é esse ruivo em cima do palco!

 

Mas atenção: o vídeo é contraindicado em caso de suspeita de amor à primeira vista! <3

E aí? Quem mais vai ver o Ed Sheeran levanta a mão!

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