Au Pair: Match ❤

Em 02.09.2015   Arquivado em Por aí

Katy

OIIII GENTIIIEEEE. Brincadeira.

Vai ter dois posts sobre au pair em um dia só sim porque tô atrasada, e como tô atrasada e as pessoas estão querendo ME MATAR, vou logo entrar no assunto! O assunto que é o maior sonho das Au Pairs de plantão, né? É mais do que óbvio. Só quem está no processo e tem realmente vontade de estar aqui na Terra do Tio Sam sabe o que é se dedicar tanto para chegar até esse dia tão esperado.

Quando eu achava que o mundo estava contra mim, as coisas realmente viraram de cabeça para baixo e tomaram outro rumo. E eu tenho que dizer que tudo começou com um corte de cabelo, vocês acreditem ou não!

Em uma sexta-feira eu decidi que odiava o meu cabelo. Deixava ele natural, odiava… Deixava liso, odiava… Não estava me sentindo bem comigo mesma. Vocês, garotas, sabem o que eu estou dizendo, né? Então eu loucamente decidi que iria cortar o cabelo. Me inspirei na personagem da Manu Gavassi na última temporada de Malhação. Quem não sabe, tá aqui.

ENFIM. No dia em que eu estava cortando o cabelo, meu amigo me ligou me oferecendo um freela, e eu já fiquei MUITO feliz, porque estava precisando da grana. Além disso, seria uma ótima maneira de me distrair e esquecer o assunto “Au Pair” por um tempo.

Pois bem! Comecei a trabalhar logo na segunda-feira, e na QUARTA-FEIRA tive uma big surprise. Na empresa era impossível acessar o e-mail pessoal, pois eu trabalhava em uma área com informações sigilosas, então era bloqueado. Eu já tinha acessado o meu perfil no dia e já havia ficado frustrada com o famoso “0 interviews” na minha cara. Então não esperava nada mais além de trezentos e-mails de promoção da Saraiva, quando:

 

Hi Natalia,

 

We saw your profile on Au Pair Care and were hoping to interview you for a position to work in our home in New York City for the next year. Our current au pair (for the past two years) is from Brazil and we have had a wonderful experience with her.

 

Are you free tomorrow evening to Skype?

 

Thanks,

 

Meu coração apenas. Parou.

uuuuu

Enfim! Como contei no último post sobre o assunto de entrevistas, conversei com eles no dia seguinte (quinta-feira). Tudo foi bem legal e eles pediram pra conversar comigo ainda mais um dia. No final dessa segunda entrevista, o host dad disse que conversaria com a host mom sobre o que conversamos e que gostariam de me dar a resposta entre o domingo e a segunda-feira daquela semana. Eu disse que tudo bem, afinal… Quem esperou longos três meses poderia muito bem esperar mais três ou quatro dias, né, quirida.

icanwait

Mas o que eles não sabiam é que em uma das minhas conversas com a atual au pair deles (que também é brasileira e TAMBÉM chama Natália <3) eu perguntei se ela sabia se eles tinham outra menina em vista, e ela havia dito que sim, mas que parecia que eles não haviam gostado muito da menina. Aí o host dad disse antes de desligar: Nós estamos falando com uma outra garota também, mas nós queríamos que você soubesse que gostamos MUITO de você. E se POR VENTURA, qualquer outra família de contatar, nos avise o mais rápido possível para podermos nos decidir sobre o match.

Sobre a parte da concorrente, eu fiquei tipo “Não gosteiiiii.”

sónocoffe

Sobre a preocupação deles de eu ter um match com outra família:

wow

Não consegui acreditar, sabe? Eles tinham gostado de mim, afinal, e aquilo pra mim já estava bastado, porque eu realmente gostei deles também.

Eu havia ouvido e lido sobre muitas meninas que falam que tem aquele negócio de você ter o ~feeling~ e saber que eles são a família certa, mas eu achava que era bobagem. Mas eu digo aqui e agora: não é bobagem. Eu realmente me senti super à vontade com eles e me imaginei com eles! Parece gayzice, mas não é, believe me.

Enfim! Eles disseram que entre domingo e segunda me dariam a resposta, então desencanei sobre o assunto. Porém, no entanto, todavia, no DOMINGO DE MANHÃ, estava eu verificando meu e-mail. Sim, eu poderia estar dormindo gostosamente, mas eu não estava, e daí?

E vejo um e-mail enviado no SÁBADO DE NOITE:

 

Hi Natalia,

 

Mairav and I have spent some time thinking, and we were hoping you would agree to match with us as our au pair starting in late August or early September (really as soon as possible). We really enjoyed speaking with you and think that you would be perfect for our family.

 

Let us know. If you agree, we will formally request to match with you on au pair care.

 

Adivinhem. Deu tela azul na Natália! Fiquei apenas lendo, relendo e sentindo.

sentindo

As coisas sempre acontecem quando não posso gritar, já perceberam? Minha vontade era acordar todo mundo em casa e gritar I HAVE A MATCH, BIIIIIITCH! E eu simplesmente não podia. Domingo de manhã. -.-

Enfim… O que eu quero dizer para as meninas que estão na luta é: não desistam.

Como eu disse em outros posts, há meninas que ficam online e em 12 fuckin days conseguem uma host family e outras que ficam 5 meses e absolutamente NADA. Eu já tentei entender o sentido de como as coisas acontecem, mas a verdade é que nada acontece por acaso.

Eu li em muitos blogs que às vezes é a sua carta que não está boa, ou seu vídeo… Mas e se às vezes está perfeito e você não tem ninguém? Não se apegue a esse tipo de coisa… Porque às vezes simplesmente ainda não chegou a sua vez.

Eu nãos sei se você aí que está sendo acredita em algo do tipo, mas eu acredito muito que as coisas acontecem quando tudo está encaixadinho para acontecer. Deus não faz nada por fazer, acreditem. Por isso, eu estou aqui no quarto do hotel escrevendo isso pra vocês! Vocês não estão sozinhas, ok? Se precisarem conversar sobre essa frustração que vem assolando o coraçãozinho de vocês, não hesitem em comentar aqui ou mandar uma mensagem por aqui. De verdade. Já estive no lugar de vocês e sei MUITO BEM como é.

Amanhã eu vou conhecer minha host family e estou MEGA ansiosa. E espero que tudo dê certo e eles gostem mesmo de mim, assim como eu quero gostar MUITO deles!

Anyway, that’s all, folks! Logo logo trago mais e mais informações sobre o assunto e NOVIDADES DA MINHA VIDA AQUI! <3

Au pair: o começo

Em 18.08.2015   Arquivado em Por aí

AuPair - o começo

Muito bem, depois do meu post sobre a novidade do meu intercâmbio como au pair em NYC, eu obtive bastante pedidos e solicitações pra escrever mais sobre não só a minha experiência (que ainda nem começou), como também todo o processo pelo qual eu passei até o meu bendito match (quando você finalmente fecha com a família).

Se você não faz a menor ideia do que eu tô falando, dá uma de egípcia e acessa esse post aqui.

Então… Resolvi começar pelo começo, porque tudo tem um começo, não é mesmo?

Bom, acho que como 99,9% dos jovens, eu queria passar pela oportunidade de um intercâmbio, e esse sempre foi o meu sonho desde os meus 12 anos de idade. Porém, no entanto, todavia, nós sabemos que fazer intercâmbio não é NADA barato e meus pais não tinham condição para me bancar fora do país.

Pois bem, os anos passaram e em 2014 eu me formei em jornalismo! O contrato do meu estágio acabou e…!

atenção

Exato, nada estava funcionando. Sem emprego, sem perspectiva… E a frustração crescendo dentro de mim. Eu passei de uma estudante universitária para uma desempregada, e quando se está desempregada você tem bastante tempo para pensar. E quando você pensa demais, se frustra demais, né? Né.

Comecei a repensar a minha vida e aquela ideia de intercâmbio finalmente voltou à minha mente. Mas como fazer um intercâmbio sem uma Dilma no bolso? Exatamente. Aí comecei a caçar as coisas nas internet, o nosso melhor amigo nessas horas. E paralelamente comecei a falar com algumas amigas que estão fora do país. E foi aí que a luz na minha vida chegou quando eu cogitei em ser au pair.

paixoniteron

Depois de pesquisar bastante, decidi que essa seria a saída para eu realizar o meu sonho. Mas antes é MUITO importante pesquisar, gente. Leia o quanto puder sobre o assunto, porque tem muita gente que acha que a coisa vai ser só Party Rock Anthem and pussies on the floor. E não é. É um trabalho com extensão para estudos. Então é importante saber se você tem intimidade com o que é proposto. Você está indo para cuidar de crianças. Você pode? Você quer? Está disposto? Se a resposta for realmente sim, então você pode prosseguir.

Eu nunca fui de ser aquela louca por crianças, de ficar correndo e perseguindo qualquer uma que eu visse, mas sempre curti e tive facilidade com esses serezinhos. Mas assim… TEM QUE TER UM POUQUINHO DE EXPERIÊNCIA, e jájá eu vou explicar o por quê.

KID

Enfim! Inicialmente eu queria ir para a Europa, e tentei encontrar uma família sem agência. Para quem não sabe, existem sites que você pode, sem auxílio nenhum, montar o seu perfil e procurar famílias, aí você mesmo resolve tudindinho com eles. Porém, eu fui encontrando várias dúvidas e obstáculos, porque o único país da Europa que poderia me receber era a Holanda. A Inglaterra e a Irlanda não permitem au pairs brasileiras. Todas as outras nacionalidades podem, menos brasileiras. Por quê? BOA PERGUNTA. E a Inglaterra era a minha primeiríssima opção, ÓBVIO. Há meninas que vão na cara e na coragem, e não há nada demais. Mas se dá M* já viu, né? E como eu sou uma pessoa propensa a me f*, decidi não arriscar.

Decidi tentar Holanda, Alemanha, França… O problema é que esses dois últimos países, pra você entrar no país, precisa AO MENOS falar o básico da língua, e eu, óbvio, só sei falar Volkswagen e Carrefour nessas línguas. Ou seja… Fuén!

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Depois de várias portadas na cara e insistência dos meus pais, que estavam morrendo de medo de eu cair numa família furada e me ferrar de verde e amarelo em outro país, decidi ir atrás de uma agência.

Escolhi a STB, que trabalha conveniada com a AuPairCare lá fora. Nesta agência só dá pra ir pros States, mas a CI tem a opção da Holanda. Pensei MUITO à respeito, mas decidi USA porque ganha mais e eu tô precisando. Mas acabou que fiquei muito animada com a ideia!

Quando cheguei na STB já cheguei sentando, com medo do preço do programa. Como eu disse no começo do post, eu não tô lá muito ryca… E acabei me impressionando com o valor. Parecia um sinal de que era a coisa certa a se fazer. Eu paguei 500 dólares, o que na época equivalia a R$ 1.300 e pouquinho, graças ao bom Deus. Pra quem não sabe, o programa de au pair é o mais em conta que tem!

Entonces. Nesse mesmo dia, a sua agente já pergunta se você fala inglês. Sim, você tem que saber AO MENOS se comunicar. Lembre-se que você está indo pra cuidar de crianças. Se às vezes é difícil de entender uma criança de 3 anos brasileira falando, IMAGINA entender uma criança de mesma idade em INGLÊS. É DOSE. E nem adianta querer dar uma de espertinha e falar que sabe se você não souber, porque depois você vai ter que fazer uma provinha oral de conversação.

Outra duas coisas MUITO importantes que são primordiais pra você conseguir entrar no programa são: ter experiência de pelo menos 200 horas com crianças e já possuir carteira de motorista.

Exatamente. Cuidando de crianças como babá, ou dos irmãos, dos primos, qualquer criança no UNIVERSO! E você vai ter que provar isso igualmente.

Bom! A partir daí, vem a papelada! Mas essa parte eu vou deixar para o próximo post, pessoar!

E aí, alguma dúvida até aqui?

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