Au pair: o começo

Em 18.08.2015   Arquivado em Por aí

AuPair - o começo

Muito bem, depois do meu post sobre a novidade do meu intercâmbio como au pair em NYC, eu obtive bastante pedidos e solicitações pra escrever mais sobre não só a minha experiência (que ainda nem começou), como também todo o processo pelo qual eu passei até o meu bendito match (quando você finalmente fecha com a família).

Se você não faz a menor ideia do que eu tô falando, dá uma de egípcia e acessa esse post aqui.

Então… Resolvi começar pelo começo, porque tudo tem um começo, não é mesmo?

Bom, acho que como 99,9% dos jovens, eu queria passar pela oportunidade de um intercâmbio, e esse sempre foi o meu sonho desde os meus 12 anos de idade. Porém, no entanto, todavia, nós sabemos que fazer intercâmbio não é NADA barato e meus pais não tinham condição para me bancar fora do país.

Pois bem, os anos passaram e em 2014 eu me formei em jornalismo! O contrato do meu estágio acabou e…!

atenção

Exato, nada estava funcionando. Sem emprego, sem perspectiva… E a frustração crescendo dentro de mim. Eu passei de uma estudante universitária para uma desempregada, e quando se está desempregada você tem bastante tempo para pensar. E quando você pensa demais, se frustra demais, né? Né.

Comecei a repensar a minha vida e aquela ideia de intercâmbio finalmente voltou à minha mente. Mas como fazer um intercâmbio sem uma Dilma no bolso? Exatamente. Aí comecei a caçar as coisas nas internet, o nosso melhor amigo nessas horas. E paralelamente comecei a falar com algumas amigas que estão fora do país. E foi aí que a luz na minha vida chegou quando eu cogitei em ser au pair.

paixoniteron

Depois de pesquisar bastante, decidi que essa seria a saída para eu realizar o meu sonho. Mas antes é MUITO importante pesquisar, gente. Leia o quanto puder sobre o assunto, porque tem muita gente que acha que a coisa vai ser só Party Rock Anthem and pussies on the floor. E não é. É um trabalho com extensão para estudos. Então é importante saber se você tem intimidade com o que é proposto. Você está indo para cuidar de crianças. Você pode? Você quer? Está disposto? Se a resposta for realmente sim, então você pode prosseguir.

Eu nunca fui de ser aquela louca por crianças, de ficar correndo e perseguindo qualquer uma que eu visse, mas sempre curti e tive facilidade com esses serezinhos. Mas assim… TEM QUE TER UM POUQUINHO DE EXPERIÊNCIA, e jájá eu vou explicar o por quê.

KID

Enfim! Inicialmente eu queria ir para a Europa, e tentei encontrar uma família sem agência. Para quem não sabe, existem sites que você pode, sem auxílio nenhum, montar o seu perfil e procurar famílias, aí você mesmo resolve tudindinho com eles. Porém, eu fui encontrando várias dúvidas e obstáculos, porque o único país da Europa que poderia me receber era a Holanda. A Inglaterra e a Irlanda não permitem au pairs brasileiras. Todas as outras nacionalidades podem, menos brasileiras. Por quê? BOA PERGUNTA. E a Inglaterra era a minha primeiríssima opção, ÓBVIO. Há meninas que vão na cara e na coragem, e não há nada demais. Mas se dá M* já viu, né? E como eu sou uma pessoa propensa a me f*, decidi não arriscar.

Decidi tentar Holanda, Alemanha, França… O problema é que esses dois últimos países, pra você entrar no país, precisa AO MENOS falar o básico da língua, e eu, óbvio, só sei falar Volkswagen e Carrefour nessas línguas. Ou seja… Fuén!

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Depois de várias portadas na cara e insistência dos meus pais, que estavam morrendo de medo de eu cair numa família furada e me ferrar de verde e amarelo em outro país, decidi ir atrás de uma agência.

Escolhi a STB, que trabalha conveniada com a AuPairCare lá fora. Nesta agência só dá pra ir pros States, mas a CI tem a opção da Holanda. Pensei MUITO à respeito, mas decidi USA porque ganha mais e eu tô precisando. Mas acabou que fiquei muito animada com a ideia!

Quando cheguei na STB já cheguei sentando, com medo do preço do programa. Como eu disse no começo do post, eu não tô lá muito ryca… E acabei me impressionando com o valor. Parecia um sinal de que era a coisa certa a se fazer. Eu paguei 500 dólares, o que na época equivalia a R$ 1.300 e pouquinho, graças ao bom Deus. Pra quem não sabe, o programa de au pair é o mais em conta que tem!

Entonces. Nesse mesmo dia, a sua agente já pergunta se você fala inglês. Sim, você tem que saber AO MENOS se comunicar. Lembre-se que você está indo pra cuidar de crianças. Se às vezes é difícil de entender uma criança de 3 anos brasileira falando, IMAGINA entender uma criança de mesma idade em INGLÊS. É DOSE. E nem adianta querer dar uma de espertinha e falar que sabe se você não souber, porque depois você vai ter que fazer uma provinha oral de conversação.

Outra duas coisas MUITO importantes que são primordiais pra você conseguir entrar no programa são: ter experiência de pelo menos 200 horas com crianças e já possuir carteira de motorista.

Exatamente. Cuidando de crianças como babá, ou dos irmãos, dos primos, qualquer criança no UNIVERSO! E você vai ter que provar isso igualmente.

Bom! A partir daí, vem a papelada! Mas essa parte eu vou deixar para o próximo post, pessoar!

E aí, alguma dúvida até aqui?

Além do Meu Mundo na terra do Obama!

Em 14.08.2015   Arquivado em Por aí

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Tenho explicações a dar! Sei que tenho faltado muito com meus leitores amadinhos, sabem que odeio ficar sem posar, mas agora eu finalmente posso contar pra vocês o motivo desse sumiço repentino.

Pra quem acompanha o blog já sabe que o motivo inicial foi um freela que eu peguei (e no qual eu ainda estou trabalhando). Esse trabalho temporário toma muuuuito do meu tempo, e tem sido super difícil conciliar tudo, então sim, peço desculpas mais uma vez, porque talvez isso se estenda até a próxima semana, depois tudo volta ao normal e vocês vão ter que voltar a me engoliiiiir!

Agora voltando ao segundo motivo! Assim que consegui o freela, dois dias depois tudo virou de cabeça pra baixo e eu finalmente tive a confirmação de que vou poder fazer meu intercâmbio, gentxeeee! Vocês conseguem imaginar o quanto estou feliz? Esse é um sonho que eu tenho deeeesde pequenininha, se estendeu à minha pré-adolescência e adolescência e perdura até hoje, mas eu nunca havia tido a oportunidade de realizá-lo porque essa parada custa MUITO dinheiro, né.

“E o que aconteceu, Nats? Agora você ganha dinheiro com o blog e está muitíssimo ryca? Tá esfregando na cara do proletariado?”. Nem é, mané.

O que acontece é que há três meses estava em um processo para tentar ser au pair na terra do Sr. Obama. “Au o quê?!”

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Calma, calma, não priemos cânico! A expressão au pair, vem do francês significa “ao par” ou “igual” e tem sua origem na ideia intercâmbio econômico entre serviços trocados. Isso significa que eu irei morar na casa de uma família americana, tornando-me parte dela, e participarei de todas as rotinas e atividades da casa enquanto cuido das crianças.

“AHHH, você vai ser babysitter!”. Não, não serei babysitter!

O serviço de au pair é um programa econômico de intercâmbio cultural que dura em média de um a dois anos, voltado em geral para jovens mulheres entre 18 e 30 anos. (Mas há vagas para homens também). Babysitter é realmente uma funcionária doméstica contratada num regime de horas, como no Brasil. Além disso, ela não tem vínculos empregatícios com a família, recebendo assim o pagamento pelas horas trabalhadas.

Enfim! Fiquei três meses online à procura de uma família, e finalmente, no finalzinho de julho, eu encontrei! *-*
Porém, no entanto, todavia, a família quer que eu chegue nos US no começo de setembro. Isso significa que eu estou fuckin freakin out, correndo contra o tempo, organizando as coisas, matando saudade, correndo com papeladas… Imagina tudo isso mais o tal freela que eu falei que me consome muito? POIS É!

ahhhhhh

Ah! Agora vem a parte maneira, galere. Sabem onde eu vou morar? Uma dica:

giphy

SIM, NEW YORK CITYYYYYYYYYYY! Parece um sonho, sério, tô acreditando ainda não! E depois de escrever essa bíblia, finalmente vou poder contar a novidade que eu tanto fiz mistério! Vai ter diário de bordo sobre o intercâmbio, SIIIIM! Tudo na categoria “Por Aí”! E se reclamar vai ter fotos também! (mentira, nem precisa reclamar, porque já ia ter fotos, mesmo…).

E aí, gostaram? Eu gostei, e gostei muito! O Além do Meu Mundo vai virar além do meu mundo MESMO! Vão me acompanhar nessa aventura? Sigam me os bons, pois eu vou contar cada capítulo dessa minha história que vai me render muitas novidades, além de assuntos e crônicas!

AHHH, alguém aí ficou interessado em saber mais sobre esse negócio de au pair? Se sim, manda sinal de fumaça, e eu farei posts especiais falando TUDO sobre processo, application, espera, entrevistas, papeladas, preparativos…!

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