Triste felicidade

Em 10.11.2015   Arquivado em Crônicas

triste-felicidade

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

Como fingir a dor que se sente de verdade, Fernando Pessoa?
No auge de tudo o que já vivi (e vivo), nunca consegui essa proeza. A grosso modo, não consigo sequer escrever uma “autopsicografia¹” quando estou feliz. Deprimente, não?
Soará estranho dizer, mas ouso ficar feliz de estar triste, pois só assim sou capaz de deixar que um lápis ganhe vida em minha mão e passe a dizer o que se passa em meu coração.
Talvez me deixe feliz saber que mesmo triste, ao concluir essas linhas, alguma coisa boa tirarei daquela tristeza. Pois ao passo de que vou escrevendo, vou me entendendo. Ao passo de que vou escrevendo, talvez não saia só rabiscos e palavras desconexas. Se olhar atentamente, verás a tristeza se esvaindo de mim, dando um até logo, como se voltasse em breve, com a tal dor de Fernando Pessoa.
Enquanto isso, eu sorrio para as minhas queridas amigas: as palavras que nunca me faltam.

1. Pode ser entendida como “escrita automática da própria alma”;

10 coisas que aprendi com relacionamentos

Em 22.06.2015   Arquivado em Inspiração

10coisas

Ah, o amor…

Os solteiros que me perdoem! Vi muitos posts nas redes sociais criticando o dia/mês dos namorados e fiquei meio sem entender. Qualé, galera! Vocês têm 11 meses/335 dias que são só de vocês! Compromissados também são felizes, por favor, obrigada, de nada.

Fiquei meio em dúvida se faria esse meme do Rotaroots* porque acho que aprendi TANTA COISA e venho aprendendo tantas outras, que não sabia nem o que colocar nessa joça. Mas aí achei legal compartilhar um pouquinho do que é essa coisa maluca que uns acreditam que não existe, e outros ignoram a existência até que um dia finalmente aconteça com eles: amar! [/Natsgay]

Eu já tive uns peguetes no passado [num passado meio distante, na verdade], mas pra quem não sabe, eu namoro, e não é há pouco tempo, não. São seis anos e sete meses (e por acaso, meu namorado é colaborador no blog, sim senhô! <3). Caiam pra trás, morram do coração, julguem, chorem. E pasmem, um dia ainda é mais incrível que o outro e é mais único que tudo! <3

Então acho que aprendi BASTANTE coisa e posso passar um pouquinho de tudo o que eu sei, né? Ready? Go!

 

1. Aprendi a gostar de mim

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Vocês não leram errado. Uma coisa que é MUITO importante antes de iniciarmos qualquer relacionamento… Ou até mesmo, ASSIM que iniciamos um relacionamento… É aprender a se gostar primeiro. Não adianta querer demonstrar carinho por alguém se você não tem carinho por si próprio(a). Se eu não gosto de mim, quem vai gostar? Temos que estarmos felizes com nós mesmos, gostarmos de quem somos, sem medo!

 

2. Aprendi que certas atitudes valem mais do que palavras

Delena

Pois é. Como sou fã de palavras, sempre fui muito de acreditar mais nelas do que na atitude de alguém. Quando comecei a namorar, percebi que embora algumas coisas não tivessem sido ditas, não significava que não existiam ou não tinham valor. Um gesto realmente vale mais que mil palavras e provocam 300.000 outros sentimentos impossíveis de serem descritos.

 

3. Aprendi que é muito mais gostoso conquistar algo quando você tem com quem compartilhá-lo

Freffy

Conquistar coisas e realizar sonhos é sempre incrível. Não estou dizendo que não tem graça se você estiver sozinho. NÃO É ISSO. Mas se você tem uma pessoa que te ama e torce por você, não há nada mais maravilhoso no mundo. É comemoração em dobro, são sorrisos em dobro.

 

4. Aprendi a compartilhar gostos diferentes

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É o seguinte. Não é porque você está com alguém que terão gostos parecidos em TUDO, e isso é completamente NORMAL, ok? Afinal, as pessoas são diferentes. Se você quer alguém com gostos iguaizinhos aos seus, é melhor namorar com o espelho ~badumtss~. O legal de estar com alguém é ter a chance de abrir a mente e ampliar os horizontes, conhecer coisas novas. E como meu namorado é músico, fico feliz em dizer que ampliei bastante o meu gosto musical! <3

 

5. Aprendi que o amor é maior do que a distância

reencontro

Muitas pessoas passaram ou passarão pela experiência da distância. Não vou dizer que adorei e recomendo. Além de n fatores que não citarei aqui, existe a principal delas: a saudade que machuca. Pensei que fosse morrer… Mas não morri.

Às vezes o relacionamento passa por provações. Acho que a minha foi essa. É normal perseguirmos sonhos diferentes, e em algum momento isso acaba acontecendo, mas isso não significa que é o fim do mundo. Mesmo nos momentos mais difíceis. E se tem uma coisa maior e melhor do que a distância… É quando você cruza o mundo e reencontra quem você ama. Eu o fiz. <3

 

6. Aprendi que algumas experiências loucas são incríveis a dois

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É meio que aquela história sobre realizar sonhos e ter alguém para compartilhar, sabe? Por mais que tenha coisas que você gostaria de fazer sozinho(a), às vezes a experiência pode ser melhor do que você poderia esperar quando compartilhado com quem ama. Aliás, acredito muito em destino. Talvez, se você não estivesse com aquela pessoa, nada daquilo teria acontecido, já pensou nisso? Foi assim quando viajei pra Dublin. <3

 

7. Aprendi a não levar as coisas tão a sério

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Acho que depois de “te amo” e “tô com fome”, essa foi a frase que mais ouvi no meu relacionamento! Sempre levei tudo muito a sério, até as brincadeiras. Sabe aquela coisa de “toda brincadeira tem um fundo de verdade”? Levo a ferro e fogo!

Mas estar com alguém brincalhão, que vê graça nas coisas e gosta de me fazer rir fez essa coisa se amenizar em mim. Fez a minha vida ganhar um pouco mais de diversão!

 

8. Aprendi a perdoar e a ser perdoada

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Acho que mais difícil do que perdoar é ser perdoada, porque não sei vocês, mas pra mim não basta apenas ser perdoada pelo alguém. Sofro muito para perdoar a mim mesma quando erro. Acho que essa é uma das coisas que aprendi e venho aprendendo todos os dias. Precisamos dar uma segunda chance a nós mesmos antes de querer que alguém nos dê essa segunda chance.

 

9. Aprendi a ter mais paciência

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Confesso que se meu namorado ler esse item, vai dar umas boas gargalhadas, porque eu ainda sou uma pessoa MUITO nervosa e sem paciência, mas se querem saber, eu acho que melhorei bastante com relação a esse ponto. Eu nasci brava, cresci brava, vou envelhecer brava e vou morrer brava. Talvez a minha causa de morte seja a braveza! Mas uma coisa é certa: eu aprendi a entender que tudo tem a sua hora e tenho consciência de que preciso ser uma pessoa mais calma. O primeiro passo é a aceitação, né, gente?

 

10. Aprendi (e aprendo) que amar é mais do que estar em um relacionamento

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No fim, não se trata apenas de ter um namorado. E sim de ter um melhor amigo, aquele pra todas as horas, de manhã, de tarde, de noite, de madrugada. Alguém com quem você sabe que pode contar, e que aliás, pra quem você pode contar tudo! Seus medos, receios, sentimentos, ideias, frustrações. Ele até vai rir das suas piadas sem graça. Vai tirar com a sua cara, vai te apoiar e puxar sua orelha.

Você aprende que é mais compreensível do que achou que era, que é mais forte do que jamais imaginou. Que é capaz de ajudar e fazer coisas inimagináveis por alguém. Porque você vai saber que vale a pena. <3

 

*O Rotaroots é um grupo que preza pela volta dos tempos de ouro dos blogs! Caso tenha gostado, peça solicitação no grupo do Facebook para participar de discussões e ver os temas do mês! <3

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