Dica de filme: Clube dos Cinco

Em 05.06.2015   Arquivado em Na tela

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Agora que me inspirei, ninguém me segura! Vai ter post de dica de filme de novo, e se reclamar vai ter mais de um por semana!

Pensei em animar vocês que não têm nada de legal para fazer nesse feriadão! O filme que trago hoje é um clássico cult dos anos 80: Clube dos Cinco (título original: The Breakfast Club).

Vocês devem estar se perguntando: “Tanto filme no mundo e você vai me resenhar um filme que tem 26 anos, Nats?”. Pois então… E se eu dissesse que essa obra continua tão recente quanto qualquer outro filme high school que vocês já assistiram?

Descobri o filme muito sem querer. Sapeando nas internet, acabei me deparando com uma foto do longa:

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Pra muitos, essa imagem não tem nada demais, eu sei. Mas vou confessar uma coisa ridícula: sou obcecada por filmes teen. De todo tipo. Não adianta, é mais forte do que eu. Quando vi a foto fiquei “Socorro, que filme é esseeee?”. O nome, é claro, estava logo abaixo: “The Breakfast Club”. Adorei o nome, achei instigante e me deixou super curiosa! Até então, não fiz nenhuma ligação com o tão conhecido nome em português.

É, pode me julgar, mesmo. Só fui descobrir esse filme agora. Mas o que importa é que eu descobri, e isso significa que eu tive salvação. Então se eu tive salvação, vocês que não assistiram também têm! Bora descobrir sobre o que é esse longa?

A trama conta a história de cinco adolescentes (Andrew, Claire, John, Brian e Allison), que até então, por motivos desconhecidos, são obrigados a passar um sábado na escola, cumprindo detenção. O “abre” do filme já nos prende, pois ele começa com a narração da carta de um dos nossos protagonistas:

 

“Sábado, 24 mar 1984. Shermer High School, Shermer, Illinois. 60062.

Caro Sr. Vernon, aceitamos o fato de que nós tivemos que sacrificar um sábado inteiro na detenção pelo que fizemos de errado … e o que fizemos foi errado, mas acho que você está louco por nos fazer escrever este texto dizendo-lhe o que pensamos de nós mesmos. Que te importa? Você nos enxerga como você deseja nos enxergar … Em termos mais simples e com definições mais convenientes. Você nos enxerga como um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso. Correto? Essa é a maneira que nós nos víamos, às sete horas desta manhã. Passamos por uma lavagem cerebral.

Brian Johnson”

 

Aí você fica com aquela cara de interrogação, tentando entender “whatafuck essa carta?”. Pois é, coloquei a carta pra deixar vocês curiosos também, MUAHAHAHAHA.

Então o filme realmente começa, com os cinco alunos chegando na escola. Você percebe logo de cara que eles não NADA a ver um com o outro. São completamente diferentes. Em estilo, em atitudes, em pensamentos, em ideais.

Todos os cinco são obrigados a ficar sentados na biblioteca da escola, sem falar ou se levantar de seus respectivos lugares. Oito horas e 54 minutos. Pra piorar a situação, o Sr. Vernon, o assistente do diretor encarregado de supervisionar a detenção, passou uma tarefa para eles: uma redação com mais de mil palavras. O tema? “Quem você pensa que é?”

É CLARO que nenhum deles está a fim de fazer a tal redação, muito menos respeitar as ordens lhe impostas. Durante todo o primeiro momento da detenção, o que podemos ver é a típica cena de segregação que a escola americana sempre proporciona. Aquela coisa de panelinhas e grupos diferentes que impede que eles se misturem. Cada um faz parte de uma “tribo”. A princesa (Claire), o atleta (Andrew), o criminoso (John), o cérebro (Brian) e o caso perdido (Allison).

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Não demora muito para que se confrontem e se ofendam com comentários preconceituosos e sem limites. Pra quem acha que isso é mais do mesmo que já vimos em filmes adolescentes… Lembre-se que esse filme é muito mais antigo do que esses tantos outros que vocês devem ter pensado. Isso significa que “Clube dos Cinco” é a referência para todos os filmes posteriores a ele.

Há duas coisas que tornam esse longa incrível. A primeira coisa é que ele se passa em apenas UM dia. Ele é todo em sequência, sem nenhum flashback ou qualquer outro recurso que nos norteie. É como se fosse uma história qualquer de cinco adolescentes qualquer num dia qualquer. Você não sabe o que vai acontecer depois.

Eu disse que haviam duas coisas que tornavam o filme único, lembra? A segunda coisa é o roteiro. Ele tem dinâmica, ritmo e é engraçado. Foi escrito por John Hughes em apenas dois dias. Sim, vocês não leram errado.

E pasmem, os diálogos são originais, as cenas são surpreendentes, a trilha sonora é maravilhosa, e os personagens têm uma profundidade e uma complexidade que deixam muitos filmes super bem produzidos no chinelo.

Há uma cena em especial que precisa ser citada nessa resenha por motivos de: é maravilhosa e única. Hughes, que também foi diretor do filme, mostrou o quão melhor o roteiro poderia se tornar:

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Ao longo dessas quase nove horas de detenção, os jovens começam a perceber que não são tão diferentes como pensavam ser. E o primeiro momento que eles descobrem isso é quando começam a falar de seus pais. Mais importante que isso: é o momento em que finalmente descobrimos porque cada um está cumprindo detenção. No roteiro, essa cena simplesmente não tinha diálogo algum. Hughes autorizou que os atores falassem o que quisessem, tornando a cena improvisada num momento espontâneo e cheio de emoções inesperadas. Eles estão ali, expostos de todas as maneiras possíveis, algo que qualquer adolescente odeia.

Além das confissões e da diversão, surgem mais indagações: o que será deles no dia seguinte? Voltarão às suas tribos, aos seus mundinhos? Serão amigos? Se cumprimentarão nos corredores da escola? Ou simplesmente fingirão que aquele momento entre eles nunca aconteceu?

Dá pra perceber o nível de arte que estamos conhecendo assistindo a este filme, gente? Eu espero que sim. Não há nenhum efeito especial, não há nenhuma jogada de mestre. O que te prende são os personagens profundos e a maneira como a história de cada um é contada.

“Clube dos Cinco” é eleito o number one dentre os 50 melhores filmes High School, segundo a revista Entertainment Weekly, e não é à toa.

Este filme com certeza deixou a sua marca não só na história do cinema, mas em todos que o assistiram. Por quê? Porque ele deixa uma perguntinha no ar que ficamos tentando responder.

Quem você pensa que é?

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TAG: Você precisa ouvir! #2

Em 13.05.2015   Arquivado em Música

 

Keywest

Para dar continuidade a essa belíssima tag, hoje eu decidi compartilhar uma banda maravilinda que eu tive a honra de conhecer nas ruas de Dublin, lááá na Irlanda. Pra quem não sabe, lá também é muito comum encontrar artistas de rua. Não foi muito difícil gostar de Keywest. Até comprei os CDs deles pra ajudar a banda porque tenho certeza que uma hora vão estourar. Lembrem-se de minhas palavras!

caradelevigne

A banda é formada por cinco caras: Andrew (vocal), James (vocal e guitarra), Glover (vocal e guitarra), Sam (baixo) e Harry (bateria). Apenas dois dos integrantes são irlandeses: Andrew e Glover. Os demais são britânicos!

Esse grupo de gatchenhos são responsáveis por multidões que param a Grafton Street (uma das ruas mais movimentadas de Dublin). Estão sempre nas paradas das rádios irlandesas e estão até participando de comerciais! Então acreditem: vale a pena ouvir!

“I hope you remember that boy on the street staying in the rain hoping you notice me” *—-*

 

Algo mais animado?

Na rua? (PS: Eu estava nesse dia *—–*)

 

Uptown Funk com Iron Man? Também tem!

 

Gostaram, gostaram? *-*

Comente e sugira!

 

Sláinte!*

 

*(Brinde em gaélico irlandês. Significa “Saúde!”)

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