Ninguém é obrigado

Em 24.08.2016   Arquivado em Crônicas, Off topic, Por aí

Dia desses um amigo fez aquela pergunta que todo mundo responde em algum momento da vida: “Você já se decepcionou com as pessoas? Com o amor?”

Sabe aquele silêncio ensurdecedor que paira no ar nos momentos mais inesperados? Pois é.

Fico me perguntando até agora por que diabos minha voz ficou entalada na garganta e eu não consegui dar a resposta que já estava na ponta da língua. Vai ver é aquele medo de se expor que no fundo todo ser humano tem. Aquele medo de se mostrar frágil. De se mostrar quebrável.

E mesmo depois da conversa fiquei com aquela pergunta ecoando nos meus ouvidos quando deitei a minha cabeça no travesseiro. Porque eu tinha mesmo a resposta na ponta da língua.

Afinal de contas, acho que todos nós um dia já sofremos e nos decepcionamos. Dentro e fora do amor. E comigo, claro, não seria diferente.

Sabe por que nos decepcionamos? Porque esperamos demais das pessoas. Achamos que só porque somos capazes das loucuras mais absurdas quando gostamos de alguém (não só no amor, mas também na amizade), só porque nos entregamos demais, achamos que as pessoas têm a mesma obrigação conosco. Que o sentimento precisa ser mútuo.

Só porque eu já cansei de largar minhas obrigações pra socorrer uma amiga que tá com dor de amor e passar a madrugada com ela vendo filmes, comendo gordices e aconselhando, não significa que essa amiga irá fazer o mesmo por mim. Só porque eu abri mão de sonhos para estar ao lado de um grande amor, não significa que esse grande amor fará o mesmo por mim. Conseguem entender?

As pessoas nem sempre fariam o mesmo por nós. E é aí que mora a polêmica! Sabe aquela famosa frase da sociedade contemporânea dos memes malucos? “Eu não sou obrigada!”? Pois é, ninguém é obrigado a ser recíproco. E isso deveria ser completamente aceitável.

Só que não é. Em se tratando do ser humano, não é. Somos egoístas mesmo sem querer. Queremos aquilo que as pessoas são incapazes de nos oferecer. E nem é culpa delas, sabe? Como elas vão oferecer algo que não têm?

Meu pai sempre me dizia isso e eu demorei muito pra entender. Confesso que até hoje ainda me custa aceitar, mas é a mais pura verdade. Precisamos parar de esperar demais das pessoas e a ser tão dependentes delas. Se aquilo é o que elas têm para oferecer e não lhes é o suficiente, então talvez seja hora de deixar pra lá, não acham? Afinal de contas… Nós também não somos obrigados a viver com pouco, viver de miséria. Isso mesmo. Não somos obrigados. Ninguém é.

A praga que é te esquecer

Em 31.07.2016   Arquivado em Crônicas

Ouça: Like a Fool – Keira Knightley

É engraçado como acreditamos no poder de certas atitudes para esquecer alguém. Quer dizer… Eu acreditei de verdade que apagando suas fotos das minhas redes sociais… Ou rasgando aquelas outras do mural fariam eu simplesmente esquecer que você já esteve na minha vida.

Eu também acreditei que deletando as músicas do meu iPod – aquelas que costumávamos escutar dividindo o fone de ouvido enquanto ficávamos deitados na sua cama olhando as estrelas pela janela – também deletariam você da minha memória.

Tive certeza absoluta que ia esquecer completamente as noites que você dormiu na minha cama trocando os móveis de lugar e dando embora os objetos de decoração que você me deu – e que eu adorava tanto.

Doei até mesmo as roupas que você me deu. Ou aquelas que você gostava que eu vestisse. Lembra aquele vestidinho azul, o meu preferido? Dei embora com muita dor no coração, só porque você dizia que eu ficava incrível nele.

E seu nome? Fiz minhas amigas banirem do nosso vocabulário. Fizemos um pacto e toda vez que alguém citar o seu nome, perde dez reais. E mesmo assim, adivinha quem é a que perdeu mais dinheiro? Se apostou em mim, acertou. Acertou em cheio.

Aliás, você me acertou tão em cheio que eu já nem sei mais quem sou. Fico me perguntando o que mais eu tenho de fazer pra tirar você da minha vida, dos meus pensamentos, dos meus lábios, dos meus sonhos. Já me peguei rezando à noite, pedindo a Deus que me livrasse das memórias que me levam até você. Já me peguei torcendo pra que aquele tratamento de esquecimento do filme “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” – aquele filme que assistimos juntos, lembra? – existisse, porque eu certamente aceitaria passar pelo processo. Eu aceitaria qualquer remédio, qualquer macumba, qualquer droga que substituísse o vício que você se tornou na minha vida.

Daria tudo por uma noite bem dormida, um sonho que só fosse meu, um pensamento que só fosse sobre mim, uma música que me lembrasse a mim. Daria um dos meus rins se dissessem que isso funcionaria.

Já tentei tudo o que é possível pra te esquecer. E mesmo assim, continuas muito vivo em minha memória. Eu lembro de tudo. Lembro até mesmo do timbre da sua voz enquanto andava de costas me encarando no meio daquele parque e me ordenava que eu fizesse o que eu tenho tentado fazer durante todo esse tempo: “Me esquece.

Do que sei sobre o amor

Em 15.06.2016   Arquivado em Crônicas

amor

Ouça: Like I’m Gonna Lose You – Meghan Trainor ft. John Legend

 

Eu não sei. Tudo o que eu consigo fazer quando tento nos explicar pra alguém é sorrir.

Eu poderia até me fazer de difícil contigo, poderia bancar a irritadinha que sempre fui e simplesmente não dar o braço a torcer. Porque eu… Eu nunca fui de me entregar assim, de primeira. Comigo tudo sempre foi um jogo, sempre foi na base das entrelinhas, das indiretas.

Só que com você isso simplesmente nunca aconteceu. Com você não existe joguinho, não existe armas de ataque e defesa. Eu nunca precisei mentir ou omitir o que sinto e penso. E isso é, sem dúvida, o que eu mais amo na gente – dentre tudo o que existe na gente e que eu amo tanto.

Aliás, amo tudo na gente. Amo como eu me perco no verde dos olhos mais brilhantes que já cruzaram os meus. Amo como sua mão encontra o meu rosto com facilidade e a maneira como meu corpo reage ao seu simples toque. Amo como a minha mão se encaixa na sua.

Amo como me sinto completa e inteira ao seu lado. Como não preciso mentir nem fazer média contigo.

Amo a maneira como os cantos dos seus lábios se curvam pra baixo quando eu digo algo que te surpreende. Amo o som da sua risada e como você sempre dá uma encolhidinha nos ombros pra rir, como se fosse uma criança.

Amo quando me puxa pra si como se não precisasse de mais ninguém por perto. Amo como até o timbre da sua voz muda rapidamente quando você está conversando com alguém e de repente está falando comigo. Amo o zelo que emana do seu olhar quando está me observando.

Amo o jeitinho cúmplice que me olha quando estamos no meio das pessoas. Como nos entendemos só com um olhar. Amo quando você faz aquela carinha de sem vergonha e não pode comentar o que tem vontade.

Amo sua feição de sono lutando pra não dormir. Amo como não tem vergonha de mostrar que precisa de mim e me quer por perto. Amo como você nunca escondeu o que sente perto dos seus amigos. Amo como soamos tão natural perto das pessoas. Amo nossas piadas e nosso jeito de provocar um ao outro. Amo quando soltamos farpinhas e logo nos redimimos porque não queremos errar com o outro, não queremos repetir erros de relacionamentos passados. Amo quando diz “nossa casa/nosso quarto/nossa cama” em uma frase. Amo quando você fala sobre uma vida juntos.

Amo o som do seu “R”. Amo quando me chama de chatice. Quando me chama de guria então…! Perco o chão. Aliás, quer me ver perder o ar? É só dizer “nossa, você me deixa louco, guria” com a voz um pouquinho rouca e dar aquela estreidadinha no olhar da maneira que você faz.

Amo como você nunca teve medo de demonstrar ou dizer o que sentia, desde aquela noite, naquele parque. Amo como você me mostra como sua “fraqueza”, como você amolece e não se importa com isso.

Amo o jeito como me aperta contra seu corpo. O jeito como me prende. Amo como o seu corpo se encaixa e se molda ao meu. Amo o desejo que emana do seu olhar quando estamos só eu e você. Amo como a minha pele parece queimar quando você me toca. Quando você diz que sou linda e o quanto me deseja. De que sou a melhor e não existiu nenhuma como a mim. De que sou única.

Amo cada parte de ti que chega a doer, garoto.

Eu. Amo. Te. Amar.

Metades por inteiro

Em 21.03.2016   Arquivado em Crônicas

MetadesPorInteiro

Amei Te Ver – Tiago Iorc

 

Eu deitei pra dormir, eu juro.

Mas quando você tá apaixonada, não é deitar e dormir. Porque de repente, a primeira coisa que vem no seu pensamento é aquele sorriso, aquele olhar que faz o seu coração bater rápido e o mundo ficar em câmera lenta.

Dizem que nada é por acaso. E acho que eu nunca pude comprovar uma teoria tão na prática como quando você cruzou o meu caminho e mudou o meu mundo.

Você chegou sem avisar com esse jeito marrento e irreverente. Nem pediu licença e por aqui foi ficando. E a cada dia que passava, você conquistava mais um pedacinho de mim. A cada dia, o que era uma trivialidade começou a se tornar necessidade. E não vou nem dizer que ganhamos intimidade porque parece que isso existe desde sempre entre a gente. Como se nos conhecêssemos de outras vidas. Essa é a única conclusão na qual eu pude chegar depois de tanto matutar. Foi o encontro de duas almas que estavam à procura, uma da outra. E a coincidência, o acaso, ou o destino – chame do que preferir -, nos colocou frente a frente, na 42 com a 8ª avenida.

Eu não sei o que aconteceu. Nem mesmo como. Há uma porção de coisas no mundo que até hoje não temos as respostas. E dentre os mistérios do universo e dos sete mares, com certeza podemos encontrar um espacinho para encaixar a nossa história.

Uma história que modéstia à parte, é digna de um livro com direito a reprodução cinematográfica. Que faz qualquer um suspirar e ficar boquiaberto com o nosso desenrolar. E eu, que sempre quis escrever uma história arrebatadora e de tirar o fôlego… Ironicamente a estou escrevendo. Mas com a sua ajuda.

E sim, eu disse que você chegou sem pedir licença, mesmo. E no começo eu achei que fosse pra bagunçar tudo. Demorou alguns dias até eu perceber que na verdade já estava uma bagunça, e que você estava ali, na realidade, pra colocar no lugar. E então, do meu coração… Você fez tua morada.

Eu já me perguntei o que diabos estava acontecendo. E eu juro que tentei entender… Mas depois de um tempo, eu simplesmente parei de tentar e passei a aceitar… Que eu estou honestamente, verdadeiramente e completamente apaixonada por você. De todas as maneiras que alguém pode se apaixonar. Aliás, você me conquistou de todas as maneiras que alguém pode conquistar uma pessoa. Dos pés à cabeça, de dentro pra fora e de fora pra dentro.

Você me faz acreditar que o próximo dia sempre vale à pena. Que pra tudo sempre existe uma solução. E que o amor… O amor sempre vence. Sempre. Sempre. Sempre.

Eu não vou mentir. Aliás, acho que essa palavra nem existe no nosso vocabulário. Já lhe disse e não foi uma… Não foram duas nem três vezes: eu estou com medo. Medo do que seremos e se seremos. Não é do julgamento e nem das más línguas. É daquilo tudo que não enxergamos, mas que existe. O tempo, a distância, a saudade.

Sou daquelas que sofre por antecipação e sente dor antes mesmo de levar a pancada. Talvez seja culpa das surras que a vida já deu, quem sabe. Só não digo que isso faz parte da minha natureza porque venho aprendido o contrário contigo. Quero que a gente dê certo. Quero fazer certo e quero você, de certo. E sei que você também me quer, pois somente um louco faria tudo o que fizeste até agora se não quisesse. Por isso, me apoio nas suas atitudes. Porque todo dia que acordei com a dúvida de saber se conseguiríamos passar por isso, você esteve ali, me provando que sim. E eu sei que você o fará quantas vezes mais forem necessárias, por querer e sem querer.

E eu só espero que a gente vença esse obstáculo. Aliás, espero que esse seja o único grande obstáculo que irá nos separar por um tempo.

Que o desejo seja realizado; que o vazio seja preenchido; que o sentimento cresça; que a distância se encurte; que as horas não nos afaste; que as metades sejam por inteiro.

Me espera.

Um pedaço de papel

Em 29.11.2015   Arquivado em Crônicas

Umpedaçodepapel

Like Real People Do – Hozier

Foi uma daquelas noites. Aquela em que você sai com a sua melhor amiga porque ela simplesmente precisa daquele momento depois de um fora básico.

Aí você a leva em um lugar diferente de tudo o que estão acostumadas.

A bebida é de graça, já que você é amiga de uns trezentos e tantos promoters que te colocam pra dentro e praticamente te bancam. É até divertido.

Bebemos como se não o houvesse amanhã e MILAGROSAMENTE estamos sãs o suficiente pra chegar em casa. Pelo menos é o que esperamos.

O problema é cada uma vive em um lado da cidade, e haverá um certo momento em que será só você e… Deus. De noite, naquelas ruas mal iluminadas e que são dignas de filmes de terror.

Aí eu pego o metrô sozinha torcendo pra acertar o caminho de casa. Não que eu esteja exatamente bêbada. Mas “alegre” já é o suficiente pra se perder, certo? Certo.

Eu só sento no banco. Aparento estar tranquila e certa do que estou fazendo, mas acho que não é bem isso.

Continuo a mascar meu chiclete e bancar a garota da cidade, porque sim.

Então eu o vejo. Cabelos perfeitamente penteados para o lado como se tivessem acabados de ser moldados daquela maneira. A camisa social branca com alguns detalhes para dentro da calça escura igualmente bem passada.

É simplesmente impossível não notá-lo ao lado do amigo de trabalho. Pergunto-me o que diabos eles estão fazendo em pleno final de semana enquanto eu simplesmente estou voltando de uma noitada com uma amiga que precisava ser animada.

Eu não sei se é o álcool ou se eu simplesmente queria que ele me notasse. Só pra constar que eu costumo ser o tipo mais discreto normalmente.

O problema é que simplesmente não consigo. Olho-o insistentemente até que ele sinta que está sendo observado dentro do vagão lotado – se considerado o horário.

Então ele finalmente me olha. Juro que se não estivesse sentada minhas pernas vacilariam quando os meus olhos encontraram os dele. Tão incrivelmente claros e hipnotizantes…

Não eram verdes. Não eram azuis. Talvez um meio termo entre o paraíso e o inferno?

Eu o encarei tanto que foi impossível não me notar. Acho que até mesmo um cego me notaria. Se eu não estivesse levemente alterada, estaria me xingando por isso. Aliás, eu nem o teria feito.

Talvez eu me sentisse constrangida. Talvez ELE se sentisse constrangido.

Mas tudo o que ele fez foi me encarar de volta. Talvez surpreso com a minha “ousadia”, talvez tentado para ver o que poderia acontecer.

Então ele sorriu e acenou discretamente. E eu fiquei tão ou mais surpresa. Tudo o que consegui fazer foi sorrir de volta como se debochasse da atitude impensada dele de acenar para uma desconhecida – embora eu tivesse adorado.

Virei o rosto e fingi me concentrar na janela escura que não mostrava nada além da escuridão dos túneis que engoliam o metrô.

É claro que continuei a observá-lo pelo reflexo. Ele fez o mesmo, e aquilo fez com que um sorriso fraco me escapasse dos lábios.

A estação na qual eu desceria já estava bem próxima, e eu sabia que talvez aquela fosse a primeira e última vez que eu o veria. Então eu fiz algo que eu com certeza não faria em estado normal.

Mais do que rapidamente, peguei um papel jogado na minha bolsa e o meu lápis de olho. Escrevi uma série de números em um garrancho de possível entendimento. Quando ouvi a voz abafada da caixa de som do metrô anunciar a minha estação, cruzei o outro lado do vagão.

Ele me olhou de cima abaixo surpreso com a minha presença. Meus olhos se prenderam nos dele enquanto a minha mão rapidamente se esticava em direção ao bolso direito da camisa dele, na altura do tórax. Enfiei o papel ali sem perder o contato visual.

Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa ou eu me arrepender do que tinha acabado de fazer, avancei em direção da saída. Quando olhei para trás, o vi me encarando com um pequeno sorriso nos lábios enquanto as portas se fechavam. Eu sorri de volta e tomei o meu caminho.

Au Pair: Namoro a distância

Em 15.10.2015   Arquivado em Por aí

distância

Pois é. Depois de muitos pedidos, resolvi falar do assunto que assusta muito as futuras au pairs que deixarão o país e são comprometidas.

Aí vocês devem estar se perguntando: “Como sobreviver a isso?”/”Nosso amor vai acabar!”

cryyy

Meu primeiro conselho é:

bitchpause

Calmou? Então agora vamos lá!

Ninguém aqui tá falando que vai ser uma coisa simples, porque não é. E eu acho que eu sou a melhor pessoa pra falar sobre isso por motivos de: já passei por isso antes.

Há dois anos atrás eu tive um namorado que foi fazer intercâmbio em Dublin e ficou lá 8 meses. Aí vocês devem estar pensando: “Você deve ter morrido.”

Pra ser sincera, eu achei que fosse mesmo.

MAKEITSTOP

Só que não. Ao que contrário do que podem pensar, aprendi MUITA COISA com essa distância. Aprendi a me conhecer melhor, a saber meus gostos, a ficar sozinha… E descobri que ficar sozinha é totalmente diferente de ser sozinha, e que em alguns momentos isso é uma delícia!

É claro que eu não descobri isso de cara, né, gente. Tive que aprender na marra. Nós dois aprendemos com os erros e estamos tentando não cometer os mesmos erros que cometemos quando ele foi, e mesmo assim, todo dia é uma nova lição a aprender!

Então eu estou aqui para tentar acalmar o coração dessas moças todas com algumas diquinhas primordiais pra que esse relacionamento perdure.

 

Diálogo

Esse é o primeiro item porque provavelmente é a primeira coisa que acontece quando você decide que quer ser au pair. Vocês vão precisar conversar sério e honestamente para saber o que será do relacionamento de vocês a partir deste momento.

Você vai. Essa é a primeira coisa a ser dita. Vocês vão continuar o relacionamento? Ele(a) aceita continuar o namoro? Como vai funcionar? Vocês vão se ver? Ele(a) vai te visitar?

Como você pode ver, tem MUITO assunto pra ser resolvido.

Não faça novela novela mexicana antes da hora.

novelamexicana

 

Compreensão

Esse item é primordial no relacionamento, ainda mais em se tratando de intercâmbio. E isso não serve só pra quem está ficando, mas pra quem está partindo também.

ed20

Pra quem fica

Não vou ser hipócrita, até porque já estive no lugar de quem fica. Esse é o papel mais difícil. É compreender logo de cara que o seu amor deseja realizar algo pessoal do qual você não irá necessariamente fazer parte, mas que isso não é de um todo ruim (só que você só percebe isso depois). É compreender que o egoísmo precisa ser deixado de lado. Acho que essa foi a parte mais complicada pra mim quando ele foi, e eu sinto muito por isso até hoje. Sei que era mais nova, mas acho que eu poderia tentar levar as coisas um pouco menos na emoção, só pra variar um pouquinho.

Também tem que compreender que o seu amor está indo desbravar uma outra terra e conhecerá pessoas novas, mas isso (pelo menos no nosso caso) não será uma ameaça ao seu relacionamento.

 

Pra quem vai

Apesar de você estar com a cabeça à mil, com visto, malas, família, ansiedade tudo ao mesmo tempo, terá que abrir um espaço gigante pra compreender que o seu amor que está ficando vai sofrer mais do que você nesse período, e isso é triste e inevitável. Não adiantará você dizer que tudo vai dar certo, que vocês vão passar por isso, que você continuará amando-o(a). Nada faz o sentimento de “perda” dele(a) ir embora, e você precisa entender que isso não é necessariamente sua culpa. Você vai ficar triste e vai sofrer junto, óbvio. Mas não se sinta culpada(o).

Você vai ter que compreender que “cada cabeça é uma sentença”, e que ele(a) pode reagir de diferentes maneiras. Talvez ele(a) queira participar de todo o processo, queira te ajudar com as malas, queira saber dos seus planos (como no caso do meu namorado). Mas pode ser que ele(a) não queira nem ouvir a palavra “intercâmbio” ou o nome do destino para onde você vai. Talvez ele(a) não aguente e comece a chorar só de pensar à respeito (como no meu caso. Culpada nos dois itens). E de novo, eu muito me arrependo da minha postura diante disso, pois era um momento em que meu namorado precisava de apoio e eu não o dei. Peço desculpas pra ele até hoje por isso.

 

Paciência

Como se não bastasse vocês terem que lidar com a própria situação e com a saudade de matar, ainda tem aquelas pessoas que fazem você perder a cabeça, tentando te fazer pensar besteira mesmo sem intenção. Não entendeu?

Sabe aquele primo que solta: “Nossa, mas relacionamento a distância não dá certo, cês sabem, né?” ou “Iiiiih, quem vai trair primeiro?”. Melhor: “Ahh, mas comigo não rolou não. Terminamos no primeiro mês.”

shailene-woodley-ears-secret-life-american-teenager

SEMPRE vai ter uma pessoa querida assim pra te “ajudar” a passar por essa situação, então o que eu tenho pra dizer é: respira fundo e confia no seu relacionamento.

Você já conversou com o seu/sua parceiro(a) a respeito e vocês são os ÚNICOS que sabem do relacionamento de vocês. Não deixe que ninguém possa ditar o que será de vocês agora. As únicas pessoas que vão fazer isso dar certo (ou não) são vocês dois e PONTO FINAL.

 

Ciúmes

Cheguei onde todo mundo queria, né? NÉ!

É inevitável, gente, sinto dizer. Até o ser menos ciumento do universo vai virar a Namorada Sinistra nesse momento.

overly-attached-girlfriend-o

A culpa é da distância, que aumenta tudo na gente: a saudade, a insegurança, o medo de perder. Mas também digo que a culpa será sua se ficar se encanando com qualquer coisa.

Não pense você, que vai ficar no Brasil, que seu boy/sua girl vai ficar entocado em casa nos finais de semana e dias off, porque eles não vão. Eles estão em um país diferente e TAMBÉM querem curtir. E não pense você, que tá viajando, que seu boy/sua girl também não vão querer sair pra se distrair, uma vez que você não está lá para fazerem isso juntos. É uma troca justa, né?

E sim, haverão amigos novos, principalmente quem estiver viajando. E isso faz parte, so sorry, mate.

É claro que é preciso estabelecer certos “limites”. E quando eu digo “limites”, não é impor nem viver em um “relacionamento abusivo”. Vamos chamar isso de bom senso, ok?

“Como assim, Nats?” Bom. Sempre que você for fazer algo e pensar se aquilo vai magoar seu/sua parceiro(a), pense “E se fosse o contrário? Eu me chatearia?”. Sim sim. Sabe aquela frase da nossa mamãe “Não faça aos outros o que você não quer que façam com você?”. Adote e siga com amor e carinho e todos ficarão felizes (e vivos).

 

Confiança

Apesar de esse item estar intrinsecamente ligado ao item acima, resolvi dar um espacinho especial para falar. Isso não é novidade e não é a primeira vez que você ouvir (ler, no caso): Confiança é a base e todo o relacionamento.

medotaylor

Acredito que você conhece com quem está namorando e sabe muito bem o que esperar e o que não esperar do(a) seu/sua parceiro(a). Nesse ponto vocês já conversaram bastante e sabem o que é saudável e o que não é para o relacionamento de vocês, certo? Diz que sim, for Christ Sake.

Vocês passarão por muitas provações e muitos mal-entendidos, e aí entra aquele item do diálogo, lembra? Não interprete nada antes de conversar, não dê espaço para que sua interpretação seja a história real sem antes ouvir o outro lado.

 

Honestidade

Eu poderia ter falado isso tudo no item acima, mas também acho primordial falar sobre isso separadamente. Fale SEMPRE o que sente. Nunca deixe pra falar depois, fale quando der na telha, no momento em que estiver sentindo.

Se estiver inseguro(a) diga. Se estiver com saudade diga. Se estiver com raiva diga. Se estiver triste diga. Se estiver sofrendo diga. Se estiver feliz e quiser compartilhar uma novidade diga. Se estiver confuso diga. Não deixe nada passar.

reallyupset

Se em algum momento do relacionamento um dos dois sentir que não conseguirá mais lidar com a distância por qualquer motivo… Seja por estar desgastado(a), cansado(a) ou até mesmo interessado(a) em outra pessoa, diga.

Se você não ama mais a pessoa com quem está, pelo menos respeite a história e o amor que compartilharam pelo tempo em que estiveram juntos. Seja homem/mulher e fale a verdade. Não magoe quem está à sua espera. Não magoe quem está longe, porque não é justo com ninguém.

 

Bom, acho que o post já virou uma bíblia, então eu deixarei esse assunto em aberto porque ainda falarei sobre diquinhas fofas para manter o relacionamento.

 

O que você acha de namoro a distância? Acha que conseguiria lidar? Deixe suas dúvidas, críticas, mágoas e frustrações aqui! RIRI

Filme: The First Time

Em 30.09.2015   Arquivado em Na tela

THE FIRST TIME

Nats tarda mas não falha! Entre os tantos filmes que assisti no último mês, The First Time foi o primeiro que eu quis realmente resenhar para vocês. E tem alguns poucos (mas bons) motivos para isso.

1. Tem Dylan O’Brien. Como vocês bem sabem, eu tenho uma big crush on him. (Esse post deixa isso bem claro).

10

2. Adoro romance adolescente, ainda mais quando se trata desses novos filmes que vêm sendo lançados. Eles sempre trazem um “Q” diferente de interpretação.

Dados os motivos, vamos ao que interessa!

Pra início de conversa, gostei da maneira diferente como o filme começa. Dave Hodgman (Dylan O’Brien) e Aubrey Miller (Britt Robertson) se conhecem inusitadamente em um beco, na frente de um portão onde está rolando a maior party house, mas nenhum dos dois estava muito interessada nela.

Enquanto Aubrey estava inconformada por ter aceitado ir até a festa com as amigas, Dave estava nervoso, prestes a se declarar para quem ele acredita ser grande amor da sua vida e melhor amiga Jane (Victoria Justice).

first1

Os dois começam uma conversa engraçada sobre a situação e confidenciam várias coisas da vida pessoal. A partir daí você já se encanta com os dois e vê a maior química mesmo eles não parecendo ser o provável e típico casal para shippar. Só pela conversa profunda e cheia de questionamentos que eles têm você percebe que não é apenas mais um filme clichê.

2

Aubrey é uma garota praticamente à moda antiga, que gosta de ouvir discos de vinil e sonha em trabalhar com arte, mais precisamente com colagens. Ela não é nem um pouco fã de romantismo e namora um cara mais velho, Ronny (James Frecheville), que apesar de gato, não fala nada com nada, não a compreende e parece um cara completamente alheio a tudo.

first14

Já Dave é um cara bem tranquilo que já está no último ano da escola, está prestes a cursar a Columbia College, em NYC, e pretende trabalhar lecionando para depois se especializar em psicologia. Está sempre com seus dois melhores amigos, que sempre o aconselham Simon Daldry (Craig Roberts) e Big Corporation (LaMarcus Tinker). Aliás, todas as cenas em que os três estão juntos são HILÁRIAS.

20

Eis que nessa sexta-feira maluca as vidas deles se entrelaçam, Dave vai parar na casa de Aubrey, e fica encantado ao conhecer o mundo da garota. Os dois continuam a confidenciar momentos e acabam dormindo juntinhos. ~suspira~

first5

A partir daí os dois começam a questionar os sentimentos que achavam que tinham antes de se conhecer: Aubrey pelo namorado Ronny, e Dave pela amiga Jane. É bem engraçado ver como cada um lida com a situação.

Depois de relutar, Aubrey decide dar uma chance ao sentimento que parece estar crescendo dentro dela em relação a Dave e os dois engatam em um relacionamento totalmente novo e sem pretensões, mas bem rápido.

4

O que mais me encantou é como Dave se rende tão rapidamente aos sentimentos e vive intensamente o momento sem se importar se vai parecer um “maricas”. E Aubrey é totalmente o oposto, aquela garota que não acredita no amor à primeira vista e que apesar de ser virgem, trata o sexo como algo prático e biológico. Mas é claro que tudo isso é só na teoria.

Na prática, não demora muito para que eles comecem com o “grande talvez” da primeira vez. As coisas esquentam sempre que estão perto um do outro e parece que não tem como evitar o inevitável. As situações são constrangedoras e ao mesmo tempo fofas.

16

Não é novidade eu gostar de algo no qual o Dylan está envolvido, então acho que sou um pouco suspeita quando falo, mas acho que ele é um dos mais novos atores que realmente passam emoção quando estão atuando, sabe? O olhar dele prende toda a minha atenção, além de me fazer suspirar a cada cinco minutos.

6

A Britt foi uma surpresa pra mim. Pra ser sincera, nunca havia assistido nenhum filme em que ela estivesse atuando, e realmente gostei do que vi. Os dois têm uma sincronia bem legal, e isso é inegável.

5

E é claro que a trilha sonora colabora MUITO com as cenas, gente. Não sei o que anda acontecendo com esses novos filmes que estão arrebentando na escolha das músicas. De novo, eu sou bem suspeita porque sou mega fã de indie misturado com pop/rock. Tô viajando lindamente no som do filme enquanto escrevo essa resenha e estou completamente apaixonada.

Esse você ficou a fim de ouvir, eu divido esse tesouro! Basta clicar aqui para continuar com a leitura embalada nessa música boa.

Gostei muito do desfecho final do filme. Acho que é algo mais próximo do real, não fica romantizando tanto o que é a primeira vez e finalmente faz o que muito filme deixa de fazer para ter um final lindo e épico. A história mostra que nem tudo é perfeito, mas isso não significa que seja o fim do mundo. Temos que estar preparados pra qualquer tipo de acontecimento e sermos maduros o suficiente para saber lidar com isso.

15

O filme com certeza me surpreendeu, mas de uma maneira única e positiva. Isso tudo sem me fazer chorar mas me fazer suspirar feito uma bobona. Sou do tipo que se apega muito aos detalhes e olhares. Muito mais do que a frases de efeito. Então esse filme foi feito sob medida pra mim!

8

21

AH, pesquisando para escrever essa resenha descobri uma coisa bem fofica, gente. Não sei se estou atrasada com relação a isso, e se estiver, pouco me importa. Sabem porque o Dylan e a Britt tem essa química maravilhosa, sabem? Porque esses dois estão juntos na vida real! ~se derrete toda~

Dylann

Então assim… ASSISTAM. Assistam e não vão se arrepender, pinky promise. Não sei como esse filme não é conhecido e fico ligeiramente frustrada por isso, porque é algo tão bom quanto “Begin Again” ou “What If”. Adorei passar o tempo com esse filme e já estou com saudades dos personagens. Se vou assistir de novo? VOU!

3

Enquanto isso, dá uma checadinha no trailer pra você ver o que está perdendo! <3

Apenas diga “sim”

Em 29.09.2015   Arquivado em Crônicas

ApenasDiga

Your Song – Ellie Goulding

Sempre disse que não tinha medo de nada. E eu parecia mesmo ser dura na queda, mas não se engane. O enfeite da estante também parece ser intocável. Até que alguém o derrube e o deixe em pedaços.

Por muito tempo consegui manter essa pose de que nada nem ninguém fosse capaz de me atingir. O problema é que tenho essa mania de controlar tudo, sabe? Muitas vezes brigo comigo mesma sobre como quero me sentir, em vez de simplesmente observar como estou me sentindo.

E então você apareceu, como uma bomba que explode e leva tudo o está por perto aos ares. Fui para as nuvens e não consegui mais descer. Acho que acabei gostando mais da vista daqui de cima.

Percebi que já não queria mais ser sozinha como eu costumava ser – e gostava de sê-lo. – Fica difícil você não querer amar quando já o faz. É como uma droga quando se mistura com o sangue. Vira uma coisa só.

Talvez tenha sido o jeito com que você chegou em mim, imponente, como se já soubesse que eu me renderia. Eu, que sempre fui difícil de me surpreender, já estava com um sorriso bobo nos lábios. Eu, que sempre dizia não, agora estava dizendo sim.

E continuo a dizer “sim” cada dia que você faz alguma coisa que realmente me irrita e me faz não querer olhar na sua cara nunca mais; e aí você aparece na porta da minha casa com um buquê de flores e aquela cara de cachorro abandonado pedindo perdão. E eu simplesmente esqueço o motivo pelo qual eu estava brava.

Continuo dizendo o mesmo “sim” quando digo que entre um casal sempre há um que ama mais. Aí você diz que não tem ninguém que ame mais do que você, assim, sem medidas. E então você abre os braços de uma maneira esquisita. Eu pergunto: “Quer abraçar o mundo?”. Você me abraça forte e responde: “Já estou abraçando. Você é o meu mundo.”

Como ser dura na queda se já estou caindo de amores desse jeito? Como dizer “não” quando tudo é tão “sim”?

Sim, eu te amo. E sim, eu quero que fique.

Você fica?

Saindo dos trilhos

Em 21.09.2015   Arquivado em Crônicas

Trem

Skinny Love – Birdy

Aí vem o trem que me levará a outra direção. Tudo o que eu carrego é uma mala onde eu acredito estar a minha vida. Isso depois de uma história muito mal resolvida.

É uma história sobre o momento em que deixo de ser alguém com quem você realmente se importa.

Sempre achei que fosse pra sempre, sabe? Eu e você. Mas acho que essa ideia boba mudou quando eu comecei a arrumar a minha mala e vi que você apenas ficou encostado no batente da porta, assistindo àquilo. Eu tentei juntar minhas coisas até que devagar, na esperança de você me pedir pra ficar.

Idiota. Acho que essa história é mais sobre como fui idiota do que sobre nós. Tantas mentiras, tantas traições… E eu ainda preferia uma vida com você do que uma vida comigo mesma.

Começo a ter aqueles questionamentos que eu deveria ter tido durante todo o nosso relacionamento. Você me amou? Você realmente segurou a minha mão para me salvar ou me atirar no precipício em que estou?

Pena que eu só percebi tudo isso agora, sentada no banco enquanto espero o trem mais demorado da minha vida. O trem que finalmente me fará mudar de estação. E então eu darei aquele passo que eu deveria ter dado há muito tempo. Aquele que me fará ir embora sem olhar para trás, a fim de uma nova vida. Uma vida sem você.

Aí vem o trem.

Um conto sem fadas

Em 16.09.2015   Arquivado em Crônicas

Lost It To Tyring – Son Lux

Talvez tenha sido o jeito com que você andou até mim no meio daquela festa à fantasia. Não diria que foi como aquelas cenas de filme, em que o garoto passa pela pista de maneira única, chamando a atenção de todos. Na verdade, foi uma entrada como outra qualquer. Um cara vestido de pirata com uma espada presa ao cinto e uma caneca de cerveja levantada no alto enquanto gargalhava. Romântico, não?

E eu ali, com a fantasia tão ou mais clichê quanto a sua: anjinho. E não sei por que raios acabei chamando a sua atenção. Quando dei por mim, já estava dançando com você em meio àquela multidão de personagens bêbados e histéricos.

Pulávamos e dançávamos como se houvesse apenas nós dois dentro daquele salão. O seu rosto estava mal iluminado devido ao jogo de luzes que ficava piscando frequentemente, mas ainda assim dava para ver o quão era lindo.

Não vou dizer que você me ganhou na conversa, porque na altura do campeonato, nós nem conseguíamos ouvir o que o outro falava com aquele som alto que enchia o ambiente. Era inútil tentar se comunicar, então logo começávamos a rir, um da cara do outro. Também não havia muita coisa para ser dita naquele momento. Nossos olhares eram capazes de se entender muito bem, obrigada. Estava claro. Eu queria você, e você me queria.

Nossos olhares haviam se conectado desde o momento em que eu o vi com a cerveja que você quase derrubou porque alguém havia lhe esbarrado. E naquele momento eu soube.

Nunca fui uma princesa, então nunca imaginei que fosse encontrar um príncipe encantado. Sempre gostei de algo mais aventureiro e avassalador. No fundo, sempre tive uma inclinação para piratas, sabe?

Mas quer saber qual é a vantagem de eu não viver num conto de fadas? Deu meia-noite e eu não precisei sair correndo para voltar para casa na minha abóbora gigante, nem perder meu sapatinho de cristal na corrida que não aconteceu. Deu meia-noite, e lá estávamos, eu e você.

E melhor do que nesses contos, nossa história não acabou com um beijo e um “feliz para sempre.” Terminou de uma maneira muito melhor. De uma maneira que eu sabia: haveria continuação.

– Posso te levar pra casa?

Página 1 de 3123
Translate »