Au Pair: O que NÃO fazer nas entrevistas

Em 29.03.2017   Arquivado em Por aí

Pronto. Você já está online no site da agência e com host families no seu perfil! Tudo o que precisa agora é pegar aquela listinha com as perguntinhas que a Nats disponibilizou no Além do meu Mundo e… E agora?

É aquela famosa história: não adianta ter a cola da fórmula na prova se você não souber aplicá-la, certo? Certo. E é por isso que a Nats tá aqui: pra ajudar vocês a não fazer cagada na hora da entrevista. Ao contrário do que muitos pensam… Sim, é possível fazer cagada, porque euzinha presenciei esse tipo de situação (que não vem ao caso). Peguem canetas e bloquinhos!

 

Não deixe de mostrar interesse nas kids

Sei que parece óbvio, mas acredite… Existe um BOM motivo para esta ser a primeira dica da lista. O que tem de candidata que quando vai ser entrevistada e só fica perguntando sobre o modelo do carro que vai dirigir, o tamanho da casa, se vai ter uma suíte ou outros benefícios que ela terá em vez de mostrar interesse nas atividades e hobbies das kids é IMPRESSIONANTE. É claro que você pode e deve perguntar questões sobre suas acomodações e coisa e tal, mas isso decididamente não é a prioridade logo de cara. O seu principal objetivo como au pair é cuidar das kids, e se você não demonstrar interesse nelas… Por que diabos os host parents vão te escolher?

 

Não minta

That’s right. Não minta suas experiências e habilidades. Não diga que você é o Master Chef se você não sabe sequer fritar ovos; ou que você tem longos anos de experiência dirigindo se você realmente não tem. Seja sincera. Até porque mentira tem perna curta, eles vão descobrir isso na hora em que você estiver lá, e acredite: vai ser pior. Se você não sabe cozinhar, por exemplo, é um bom momento para começar a se interessar nisso antes mesmo de viajar. Você pode dizer “estou começando a me aventurar mais na cozinha e aprendendo algumas receitas.” Isso vai mostrar que você possui interesse em melhorar para atender às expectativas deles.

 

Não seja inflexível

Isso significa não ser uma pessoa muito fechada com relação às tarefas determinadas a você. O propósito do intercâmbio é justamente evoluir, aprender coisas novas, quebrar barreiras e pré-conceitos. É claro que você não irá gostar de todas as responsabilidades impostas pelos host parents, mas nada é perfeito. Mesmo que você não esteja lá muito satisfeita, tente não demonstrar isso na hora da entrevista. Deixe para pesar os prós e contras da proposta depois que desligar a chamada. Afinal de contas, você terá um tempo para pensar melhor à respeito até um segundo contato. E pense bem antes de recusar ou aceitar o match! Você pode acabar perdendo uma boa oportunidade se for inflexível assim.

 

Não aceite tudo de cara

Pode parecer meio contraditório já que na dica acima eu falei para não dizer “não” de cara, mas calma lá. Não é por isso que você também tem de dizer amém pra tudo, dizer que está de acordo com tudo sem questionar qualquer coisa. Sei que é difícil, principalmente quando se trata da primeira entrevista com uma host family e estamos ansiosas (os) para dar match e viajar logo. Mas lembre-se que essa é uma experiência de pelo menos um ano. Você não vai querer escolher a família errada pra depois ter a dor de cabeça de um rematch, believe me.

 

Não seja desinformada(o)

Após o primeiro contato da host family (que costuma ser por e-mail) para marcar a entrevista por Skype, você vai ter acesso a algumas informações da família para poder se preparar. Vai receber dados da região em que eles moram, quantos filhos, uma pequena descrição sobre cada membro e blablabla. Leia atentamente todas essas informações para poder tirar as suas dúvidas na hora da entrevista. Procure pesquisar sobre a cidade/região em que eles moram para saber o que a área tem a te oferecer e como são os arredores. Eu acho isso realmente importante, de verdade. Imagina só se você fecha com uma host family que mora no meio de lugar nenhum e eles não te concedem um carro para você poder se locomover? Vai ser BEM zoado, nénon?

 

Não faça perguntas desnecessárias

Faça perguntas relevantes e que acrescentem ao seu conhecimento enquanto possível candidata para au pair da host family. Isso vai ser ainda mais fácil se você deixar os host parents conduzirem a entrevista. Fique atenta às informações, pois muito provavelmente novas dúvidas surgirão (além das que você já anotou quando recebeu o perfil da hf) e este será o momento ideal.

 

Não deixe de perguntar o que não entendeu

Isso é sério. Pensa que você já vai estar nervosa(o) por estar fazendo uma entrevista de emprego. Agora pensa que ela vai ser feita em um idioma diferente do seu! Mesmo que o seu inglês seja muito bom, na hora do nervosismo você pode acabar travando, sei lá, ou a conexão da internet pode estar ruim… Enfim! Muita coisa pode acontecer. Então se você não entender o que eles falaram não tenha medo ou vergonha de pedir para repetir. É melhor perguntar do que ficar na incerteza de alguma informação.

 

Não finja ser algo que você não é

Esse tópico está intrinsecamente ligado à dica nº2 , mas agora o foco é você, não as suas habilidades. Isso quer dizer que você deve ser você mesma(o). A host family precisa saber quem você realmente é e ela só vai saber isso se você permitir. Isso é extremamente importante até mesmo para a sua pessoa, pois só assim você também vai ter o feeling de que aquela é a host family perfeita pra ti. Muitos não acreditam muito nesse feeling do match perfeito, mas ele realmente existe. Eu sou prova disso!

 

E aí, anotou tudinho? É claro que não existe uma fórmula perfeita para arrasar em uma entrevista. As coisas acontecem como devem acontecer… Mas se preparar não faz mal a ninguém, não é mesmo?

Espero que curtam as dicas, e se tiverem dúvidas, sabem onde me encontrar! <3

Au pair: Sobre ficar online e estar no limbo

Em 26.08.2015   Arquivado em Por aí

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Gente, sei que ando sumida, mas estou correndo com as malas! Tá OSSO, porque só tem o essencial e não fechaaa, ACREDITEM.

E sim, mais um post sobre Au Pair, porque embarco essa semana e quero terminar todas as dicas antes disso!

Paciência. Sim, ela é a palavra de ordem de quem anseia por ficar online e estar no limbo até uma host family se interessar.

Eu sou uma pessoa que quer tudo pra ontem, então vocês bem devem imaginar o meu sofrimento em todo esse processo, né? Se não imaginam, não tem problema, porque eu posso contar e dar umas dicas pra TENTAREM não ficar assim. ~perceba que eu disse tentarem, porque é OSSO~.

Verificando meus e-mails, lembro que minha saga para ficar online foi “pequena”, mas não foi. Lembro de ter entregue os documentos em uma semana, como comentei no post sobre a papelada. Não lembro exatamente a data, mas sei que tentei abstrair e não pensar no assunto porque senão surtava. Naquele meio tempo, consegui um freela maluco que preenchia todo o meu tempo, então não conseguia pensar em application, blog ou qualquer outra coisa. Até que um dia eu acabei lembrando e liguei para saber como estava o andamento das coisas, pois já havia se passado uma semana e ninguém da agência tinha me contatado para falar à respeito. Liguei e adivinha? Nada.

E eu sou uma pessoa que é uma ótima cliente, mas se não tenho o que eu quero, infernizo. Infernizo MESMO.

Por isso, comecei o processo de “infernização” dia 17 de abril, fiquei ligando e mandando trezentos e-mails, e só fui ficar online dia 22 de abril, quase mais uma semana depois. Parece pouco, mas as agentes sempre dizem que essa parte do processo é rápida, então isso realmente me incomodou.

AÍ, depois de muito encher os pacová da agência, eu fiquei online…!

Expectativa

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Realidade:

HUMM

EXATO! Nada aconteceu, minha gente. Tenho que confessar que a situação me frustrou MUITO, porque eu esperei que ao menos UMA família fosse entrar em contato logo, sabe? Não imaginei que eu fosse ter um match de primeira, mas toda garota aspirante a au pair quer ver as coisas acontecendo, famílias entrando em contato… Até mesmo pra se preparar, treinar, aprender com os erros. Só que nada disso acontecia.

Aí vocês vão me dizer: “Nats, você é muito impaciente!”. Eu sou, não vou mentir. Mas a coisa toda é o seguinte. Desde que eu fechei com esse programa, entrei em um grupo enorme de au pairs no Facebook. É um espaço maravilhoso, em que meninas e meninos au pairs, ou que estão tentando ser au pairs ou que já foram au pairs dividem muitas experiências, dicas, informações e se ajudam bastante.

Todo dia vinha alguém postando “I HAVE A MATCH”, e todos não veem a hora de chegar o seu dia de falar, claro. E sem brincadeira, eu vi muitas meninas dizendo que ficaram online uma, duas semanas NO MÁXIMO, e tiveram não só umas 5 ou 6 famílias interessadas, como tiveram o match assim, num estalar de dedos.

Então quando duas semanas se passam você começa a se preocupar, é inevitável. E eu, que como bem já informei vocês que sou a louca do Brás, ficava mais preocupada ainda. Sei que é clichê falar, mas além de MUITO ansiosa, sou muito exigente comigo mesma, então eu ficava frustrada tentando entender o que eu tinha de errado pra nenhuma família me querer. E acredite: não é legal.

Todo mundo com família e eu não. Aí tive que lembrar daquela famosa frase da nossa mommy, sabe? “Você não é todo mundo, Natália.” Sim, é bem por aí que a banda toca. É nesse momento que você tem que tentar se desligar um pouco e parar de se comparar, porque cada menina é uma menina e cada processo é um processo. Sei que IT SUCKS pensar dessa maneira, e eu confesso que era MUITO difícil pensar assim.

Fiquei chateada por longas semanas tentando entender o que diabos estava errado, se eu não prestava nem pra cuidar de crianças… Revia minha carta, meu vídeo, pedia opinião das pessoas… E eu não sabia se estavam mesmo sendo sinceras ou não queriam me magoar, mas sempre diziam que estava tudo ÓTIMO, inclusive a minha própria agente. Então imaginem só, eu tava querendo comer o cérebro de todo mundo e me matar. E acreditem, vocês também vão querer. Por isso:

girlsitdown

Se você estuda, se dedique aos estudos. Se você trabalha, se dedique ao trabalho. Se você não estuda nem trabalha, abstraia. Leia livros, assista séries, filmes, faça atividades físicas…! Só não fique com essa história na cabeça porque não vai dar certo. Se você faz parte de algum grupo de au pairs no Facebook, tente não acessá-lo tanto. Não é por inveja, mas sim porque ficar ligada nesse assunto o tempo todo e não ver as coisas acontecerem pra gente machuca. Você fica SIM, se comparando, fica SIM revoltada, e não faz bem, sabe?

Então a diquinha de hoje é: TOMA MARACUJINA, ACALMA A PEPECA E MELHORE SEU APPLICATION!

Pera: melhorar o application? Como? Essa história eu conto no próximo post! <3

Acerto de erros

Em 27.05.2015   Arquivado em Crônicas

acertodeerros

De: Breno

Para: Nina

Data: 12 de abril de 2015 03:15

Assunto: Acerto de erros

 

Sei que são 02h54 da manhã. Sei que provavelmente você já deve estar no seu décimo quinto sono. Na verdade, você sempre teve facilidade pra dormir, e eu sempre invejei isso.

Sempre fui do tipo “atormentado” pelos próprios pensamentos em plena madrugada. Principalmente quando o assunto é você.

Sei que não é normal escrever um e-mail dessa procedência nessa hora da madrugada, mas não estou aguentando essa barreira que você colocou entre nós. Já não atende mais minhas ligações, me bloqueou no Skype, no Facebook, no Instagram, e até mesmo no maldito Snapchat. E quando vou até o seu prédio, você pede para o Seu Floriano dizer que não está.

Então, decidi mandar este e-mail, antes que você se lembre de me bloquear por aqui também.

Sei que brigamos o tempo todo. Sei que meu ciúmes me domina, sei que você é estourada e odeia minhas “brincadeiras de moleque”. E sei que errei também quando te escondi a verdade. Sei que isso o que eu fiz foi mais uma molecagem. Mas eu sei mais que tudo que eu te amo e não queria magoá-la.

Droga, Nina… A única coisa que eu não sei é porque sou tão idiota.

A minha vida toda… Eu só fiz cagada. Nunca fui o melhor aluno ou o filho exemplar. Nunca fui o cara mais fiel, nem “o cara certo pra casar”. Na verdade, sempre fui do tipo que “surfa conforme a onda”, sabe? Daqueles que acreditam no sentimento do momento e pronto.

Aí você apareceu… Com esse jeito de menina mandona arrogante, querendo botar a banca e dizendo que sabia tudo sobre tudo. E eu lembro que quando tentei te lançar uma das minhas cantadas baratas, você teve a audácia de me responder: “Cuidado, moleque… Vai acabar se apaixonando por mim se continuar perto assim.”

Eu ri. Ri na sua cara, me achando o tal. Ri, ri, ri…. E no final, quem tava rindo era você. Rindo de mim de quatro por você. Rindo da minha risada, rindo o meu riso, rindo comigo.

Do dia pra noite você passou a fazer parte da minha vida, da minha casa, da minha cama, dos meus sonhos.

Parte de mim mesmo.

Botou a banca, e botou pra valer. Me botou na linha, me botou no caminho, me botou no lugar. E ali eu fui ficando, gostando, cuidando, me arrumando, te amando.

Só que moleque é moleque. Cai na piada, cai na dos amigos. Não vou ser cretino e dizer que a culpa foi deles. A culpa foi minha. Porque tive medo.

E o medo me fez te ver partir sem olhar pra trás, certa de que eu era o seu maior erro, quando mesmo errado, eu sabia que você era o meu maior acerto.

Você É meu maior acerto.

Nina, sei que nada do que eu falar justifica. E se estiver lendo até aqui, eu agradeço…. Porque nunca tive a chance nem a coragem de te dizer tudo isso. De te confessar o que você fez e é na minha vida.

Sei que não tenho quase nada a te oferecer, além de alguns acertos e muitos dos erros que provavelmente ainda cometerei. Sei que só tenho uns trocados e esse amor babaca… Mas… Mas eu te amo.

E… E eu ainda me lembro de como você me beijou debaixo da luz falha e turva da avenida. Eu ainda me lembro de como você sussurrou aquelas palavras meio sem sentido. Eu pensei que fosse efeito do álcool, mas acho que hoje eu finalmente entendi. Você disse:

 

– Tudo bem.

– Tudo bem o quê, maluca?

– Eu vou te perdoar, mas… Isso não significará muita coisa.

 

O problema é que significa, Nina. Você sabia que em algum momento eu ia errar contigo e mesmo assim decidiu ficar pra ver.

Você viveu um erro meio acertado. E eu vivi achando que era um acerto. Errado.

 

Só queria uma chance. Uma ficha. Uma aposta. Me deixa fazer certo?

 

Te amo.

Breno

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