Resenha: The Heartbreakers

Em 11.12.2015   Arquivado em Livros

UM

Dentre as muitas coisas que devo a vocês, finalmente cumpri UMA. E cumpri sem a menor sombra de sacrifício. Depois de MESES sem postar resenhas de livros, Nats achou uma obra digna de um espacinho aqui no Além do Meu Mundo.

Alguém aí já ouviu falar do livro The Heartbreakers, da Ali Novak? Acho que a resposta é não para o título e para a escritora, né? Muito que bem, não tem problema, eu fico feliz em falar sobre ambos porque esse foi um achado meu no MERCADO, gente. E eu adoro quando tenho um feeling certo, porque eu estou completamente DOENTE por esse livro. Vamos à sinopse, vem comigo:

 

Stella é do tipo de pessoa que faz qualquer coisa pela irmã – até mesmo ficar em uma fila cheia de garotas histéricas apenas para conseguir um CD autografado dos Heartbreakers… Por três horas. Bom, pelo menos ela conheceu um garoto lindo na Starbucks horas antes. Um garoto dos olhos azuis que parece muito com…

Oliver Perry. É claro que o cara da Starbucks era apenas o vocalista da banda que ela menos gostava. Obrigada, universo. Mas talvez exista muito mais do que aquele mundo de fama para Oliver, porque mesmo depois de ela insultar suas músicas – na cara dele -, ele ainda dá o seu número a Stella. Oi?

Mas como Stella pode sequer pensar em estar com Oliver – namorando, se divertindo e pregando peças com os garotos da banda – quando sua irmã poderia morrer de câncer?

 

Pausa. Sim, eu nunca havia lido nenhum livro do tipo, sequer uma fanfic à respeito de garotas que acabam se apaixonando por algum vocalista e a história toda nós já conseguimos até formar na nossa cabeça, porque sim, clichê master blaster plus advanced. Quer dizer… Quem NUNCA sonhou em namorar aquele vocalista maravilhoso? Não, não negue com a sua cabecinha, porque no seu passado obscuro você bem que sonhou isso. Eu, aliás, com os meus 22 anos nas costas, ainda sonho com isso.

rainha

Vou começar dizendo que a capa do livro me ganhou sim e com certeza. Primeiro pela simplicidade de trazer apenas o que interessa. O título também foi importante, eu admito. Mas acho que as duas coisas que mais me fizeram tirá-lo da estante foi a linha-fina e uma coisinha logo abaixo do nome da autora.

 

“Oliver é o vocalista da banda mais quente do momento. Stella não faz ideia disso.”

 

Ali Novak

Mais conhecida como a nova sensação do Wattpad FALLZSWIMMER

 

Quando eu li Wattpad não teve Cristo que não me fizesse levar esse livro. Pra quem não sabe, esse site é uma grande janela para pessoas que sonham em publicar uma obra algum dia, e sim, eu sou uma dessas pessoas. Achei que valeria à pena ler um livro que veio de um lugar no qual eu pretendo postar a minha história em breve. BAM!

BAM

O livro é MUITO bem escrito, e tem um desenvolvimento simples e de fácil compreensão. Não abusa de palavreado difícil ou de descrição cansativa. Pelo contrário: os diálogos são muito bem pensados, além de MUITO engraçados.

Apesar de ler lido e gostado muito das obras do John Green por se aproximar muito do que pra mim é a adolescência (quando falamos de Cidades de Papel, claro), esse é o livro mais que próximo da realidade que eu já li, na minha opinião – ignorando o fato principal da personagem principal pegar o cara mais hot do momento, né –. Quando digo “próximo da realidade”, me refiro aos diálogos cotidianos entre os personagens e como as piadas são bem atuais. Não tem filtro. Existe palavrão, existe piada suja. E daí? Não é assim que nos comunicamos no dia a dia, jovens? Pois bem.

Ah! Você deve ter lido a linha-fina e pensado “Tá bom. A banda é a mais quente do momento e a menina simplesmente não sabe quem é o cara? Bullshit.” Bom, eu confesso que também pensei isso no primeiro momento, mas a Ali desenvolve essa parte da história com tanta naturalidade e tão cheia de sentido que não se torna nada absurdo. É doidinho, mas não é incompreensível.

O livro é escrito em primeira pessoa e pasmem, é o primeiro livro que realmente me satisfez nesse sentido. Apesar de já ter lido 8239874 livros em primeira pessoa, eu pessoalmente não gosto muito desse estilo, porque sinto que o autor muitas vezes deixa a desejar com relação à descrição, observação ou ao sentimento de um personagem que não o do principal, já que a história é contada do ponto de vista do mesmo. MAS acho que esse livro teve uma representação muito diferente e me agradou sem exageros.

DOIS

Sobre os personagens: me identifiquei HORRORES com a Stella. Ela não tem nada daquela garota “tradicional”, não é inteiramente girly e é cheia de dúvidas sobre o próprio futuro. Aliás, quem não? Ela sempre coloca as pessoas que ama em primeiro lugar até quando não deveria, além de sempre cobrar demais de si. Ela é encantadora, tem os melhores pensamentos e é super “sóbria” quando se trata de analisar uma situação. Isso eu realmente não sou e queria muito ser.

Outra coisa. Quem é esse Oliver Perry, gente? Alguém pode, por favor mandar embrulhar pra presente de Natal e me mandar? Sério, vou colocar o meu endereço no final desse post para a alma caridosa que quiser fazer uma garota feliz esse ano. Ele é sensível, doce, engraçado… Mas ao mesmo tempo é sexy, provocante, imponente e pode ser bem convencido de vez em quando.

Os garotos da banda… Gente, como eu terminei esse livro querendo ser amiga desses caras. Alec, Xander e JJ são a ALMA dessa história, e fico muito feliz que a Ali tenha conseguido o devido espaço e a devida essência a cada um deles, porque eu acho super difícil fazer com que tantos personagens interajam tão bem em uma mesma cena. O que é o companheirismo do Alec, a fofura do Xander e os comentários do JJ? Repito, a ALMA da história.

Meu coração acelerava loucamente a cada decisão maluca e a cada situação na qual Stella acabava se enfiando. Eu tive todos os sentimentos do MUNDO enquanto lia as aventuras dessa menina de 18 anos: felicidade, tristeza, agonia, raiva…!

E aqueles que acham que a história só se trata de uma garota que vive o sonho de todas as garotas do mundo por namorar um vocalista como Oliver Perry e ou do quanto ela é sortuda por tudo que passa com os Heartbreakers, se enganam PIAMENTE. Existe uma história muito mais profunda do que só esse relacionamento que me arrancou suspiros e me fez ficar tipo freaking out o tempo todo. Trata aquele momento de decisões tensas na nossa vida de uma forma bem verídica. Mostra como os nossos medos nos impedem de realizar os nossos sonhos. Nos ensina a ver a vida com outros olhos. Aliás, nos ensina a abrir os olhos.

Eu não esperava toda essa onda de sentimentos e aprendizados desse livro, e acho que é por isso que ele acaba de entrar para a minha lista de favoritos.

QUATRO

A parte engraçada: fui pesquisar sobre o livro depois que li e descobri que a Ali fez um “book trailer” usando cenas de séries e filmes (faço muito, obg). Foi MUITO engraçado ver quem ela imaginava como Stella e Oliver, porque eu errei feio, errei RUDE.

Eu imaginei o casal ligeiramente parecido com a da capa do livro, mas a Stella eu acrescentei a tal da franja e a mecha azul no cabelo. Agora o Oliver… Eu confesso que fiz uma pequena relação ao Harry Styles pelo estilo do garoto, mas achei que personagem tinha o cabelo mais claro como o cara da capa. Também achei que ele tinha um quê de Chay Suede de olhos azuis, sei lá. PORÉM, QUANDO VOU VER O TRAILER:

Sim, ela tinha pensado no meu crush Harry Styles, minha gente! <3

harry

Bom, brincadeiras e observações à parte, esse livro já está no meu coração e por isso precisei compartilhar. Só desejava do fundo do meu coração que tivesse uma continuação, porque olha = <3 Até deixei um comentário-bíblia para a Ali Novak no Wattpad elogiando o trabalho dela, me julguem!

Anyway… Eu o li em inglês, dei uma caçada nas internet e infelizmente não tem a versão em português (#chateada). Mas falo sério quando digo que é uma leitura bem tranquila, então pra quem quiser se arriscar, segue o link da edição publicada. Não achei para pdf, então vai o link do Wattpad! <3

E não esquece de dar aquela comentadinha básica aqui no brógui, rere

HeartbreakersGraphic

Quartos da ficção

Em 16.11.2015   Arquivado em Inspiração, Na tela

DivQuartos

Se tem uma coisa que eu realmente amo e nunca dei espaço aqui no blog é decoração. Na verdade, não tem muito tempo que eu descobri essa paixão. Tudo acabou acontecendo porque eu comecei a querer dar maiores descrições para as histórias, crônicas e fanfics que escrevo. Adoro colocar imagens para ambientar melhor os meus leitores.

Paralelamente também comecei a “heartear” quartos na minha conta do WeHeartIt para me inspirar na decoração do meu quarto no Brasil. Aí já viu, né? A coisa ficou realmente séria e eu passo HORAS do meu dia fazendo isso. Acho que preciso de tratamento…

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Enfim! E como tenho uma séria paixão por filmes, séries, novelas e tudo mais que se tem direito, é ÓBVIO que eu tenho crushes por muitos quartos dos personagens da ficção, genxti. Acho que é muito porque eu realmente consigo ver muito deles refletidos na decoração e isso torna a atração mais “convincente”, entende. Espero que tenha entendido, porque não vou tentar explicar de novo não. :B

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Bom, chega de papo! Selecionei os quartos mais apaixonantes pra mostrar pra vocês! Quem sabe não é uma ajudinha para aquela inspiração que você tava precisando?

 

Anna

Quem aí não lembra desse filme sensacional com a rainha LiLo? Pra quem não lembra, ou não assistiu (duvido muito, mais VAI QUE), a Anna era uma rockeira maluquinha que adorava viver na privacidade do seu quarto.

Sempre fui fã desses quartos americanos que tem o teto mais rebaixado! É sempre uma oportunidade pra criar algo novo! A Anna, por exemplo, preencheu quase que toda a parede com fotos!

Além disso, mesmo ela tendo o estilo bem rocker, o quarto dela ainda trazia uma cor clara e um toque de feminilidade.

 

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Eu não sei vocês… Mas desde a primeira vez em que eu vi o quarto da Aria, eu simplesmente me APAIXONEI. Primeiro porque das Liars, a Aria é a com quem eu mais me identifico. Ela ama ler, escrever, fotografias… Além de ter um estilo bem eclético.

No quarto dela há livros espalhados por todo canto! A segunda coisa que mais tem são almofadas! De todos os tamanhos e cores, mas muito bem escolhidas. Acho que isso dá um mega ar de conforto. Fora as sobreposições das colchas da cama. Queria muitoooo.

 

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PAUSA DRAMÁTICA! Sei que seus olhinhos brilharam agora, porque esse é o quarto dos sonhos de toda criança nascida na década de 90, gente! Eu era viciada no desenho do Cabeça de Bigorna e no quarto mais que sensacional dele! E esse teto de vidro que tem uma escada que leva ao telhado?

O quarto sempre foi objeto de desejo da galera. Não é à toa que um designer gráfico até desenvolveu uma versão mais realística dele! Dá uma checadinha na última imagem!

 

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Lembra daquele filme maroto que eu indiquei há umas semanas atrás, The First Time? Então! A Aubrey, personagem fofica, tem um dos quartos mais apaixonantes que eu já vi! Primeiro porque é azul, e todo mundo sabe que sou maluca por essa cor, né. Fora que a personagem é uma artista! Tá vendo aquelas ondas atrás da cabeceira? Ela mesma quem fez utilizando o recurso da foto-colagem (não sei se esse é o temo. Se não for, vai ser agora). Não é divino? Outra coisa que me chamou a atenção é a iluminação do quarto, que é bem fraquinha. Gosto muito <3

 

Carter1

Sei que já havia comentado sobre o quarto dela em um outro post…Mas e daí? O que é bonito a gente repete, né? Aliás, o que é essa parede feita de lousa de giz, por favor? Se eu não tivesse alergia, com certeza teria uma dessas! ~cry~ Outra coisa que eu também adorei foi a ideia de utilizar os piscas-piscas como varal de fotos! Dois em um!

 

Dinho1

Não sei quem acompanhei Malhação e se apaixonou pelo quarto do Dinho loucamente. O tema intergaláctico + aventureiro é muito a minha cara, aquela coisa de wanderlust, sabe? Teria muito esse quarto pra mim, sem mais.

 

DrakeAndJosh

E falando em quarto de menino, acho que ninguém consegue se esquecer do quarto monumental da série Drake & Josh, né? Sempre achei ele muito fora do normal pra quarto de adolescente, mesmo sendo o sótão da casa… Mas ok, isso não muda o fato de que eu queria a camona com a escada e esse super espaço livre (que mais tarde foi ocupado pela cama do Josh).

 

Ju1

Na mesma geração do Dinho, ainda tinha a Ju, uma It-Girl super estilosa. Acho que esse é um quarto que com certeza eu teria, gente. Sempre quis colocar a minha mesa nos pés da cama, acho que fica tão fofico, dá um ar diferente pro quarto. O detalhe que eu mais gosto no quarto dela é a árvore de madeira na cabeceira da cama, acho tão único, tão original. As cores do quarto também me agradam bastante. São chamativas, mas ao mesmo tempo tudo combina.

 

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Por último (mas não menos maravilhoso) o quarto mais amado dos últimos tempos. Eu não sei dizer ao certo o que me encantou no quarto da Sam: a junção do tecido lindo com os piscas-piscas, a mesa aproveitada com cavaletes (e que está super na moda), a máquina de escrever no lugar do que seria um computador (uma vez que a história se passa nos anos 80), os espelhinhos e molduras ao lado da cama ou essa bagunça organizada sobre a escrivaninha. Acho que tudo se encaixou lindamente, o que muito me agradou, porque eu não lembro se havia uma descrição exata do quarto da Sam no livro… Mas acho que não poderiam ter produzido algo mais original.

 

UFA! Nem eu sabia que eu gostava de tantos quartos da ficção, socorro. E aí, gente, qual o preferido de vocês? Conta pa nóis!

Resenha: Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída…

Em 17.08.2015   Arquivado em Livros

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Como boa jornalista que sou, tenho que fazer jus à profissão e lhes trazer algumas obras literárias verídicas escritas por jornalistas, né gente?

E eu não poderia fazer isso sem começar com Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída…, a obra com o teor mais pesado que já li. Porém, acho que ninguém deve temer esse livro, pois ele é reflexo de uma história real que acontece todos os dias pelas ruas do mundo todo.

O livro traz depoimentos factuais de Christiane F. recolhidos pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck durante o tribunal da infância e da juventude. Os dois jornalistas que escreviam para a revista alemã Stern ficaram chocados com o depoimento da garota sobre a realidade dos jovens de Berlim viciados em drogas, que dedicaram dois meses de entrevistas que resultaram no livro.

Os infortúnios de Christiane começam quando ela passa a ter contato com maconha e outros entorpecentes no grupo de jovens ao qual frequentava, aos 11 anos. Depois ficou fascinada pela discoteca mais badalada da Europa, a Sound, ao qual passou a ir sempre. Lá ela descobriu a heroína. Inicialmente ela se recusa a experimentar, mas uma vez que ela se arrisca… Não tem mais volta. Se torna mais uma viciada em Berlim que, para sustentar o vício, passa a se prostituir.

A obra mostra a linha tênue que existe entre uma criança e as desgraças do mundo. Por meio de depoimentos de Christiane, e até mesmo de depoimentos da mãe dela, você acompanha a trajetória de uma pré-adolescente que se muda do interior para a famosa cidade de Berlim junto com sua família, que começa a se desestruturar deste momento em diante. Você acompanha os dramas dela a fundo, começa a torcer para ela de uma forma que nem mesmo você acredita, porque infelizmente é uma história real, e não há nada que possa mudá-la.

Você conhece amigos de Christiane que viveram, morreram desapareceram e nunca mais se ouviu falar… Acompanha um show do David Bowe… Acompanha as tentativas e fracassos da garota para se curar em reabilitações… Enfim. É um retrato real e fiel. Uma história triste com uma boa lição.

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Acho que esse livro ainda deveria ser material solicitado nas escolas, pois é a melhor maneira de aproximar as pessoas da verdadeira realidade que cerca o mundo das drogas e entendê-las do pior jeito possível: com uma história real.
Ah, a edição que eu li é da foto ali de cima, como vocês bem podem ver. Eu indico que vocês tentem consegui-la, pois esta edição traz fotos da Christiane na época em que ela vivencia tudo aquilo, e eu achei bem legal, uma coisa melhor documentada.
E pra quem não sabe, a Christiane F. continua vivinha da silva (não sei como, mas está) e escreveu uma autobiografia dela sobre o “depois” desse primeiro livro. E eu realmente mal posso esperar para lê-lo e contar para vocês!

Créditos foto: http://anacaroamaral.com.br/?s=christiane+f

Créditos foto: http://anacaroamaral.com.br/?s=christiane+f

E pra quem ficou interessado nessa história super bem contada, e como eu, sempre fica pesquisando tudo o que puder sobre o assunto, livro, personagens… Tem um filme de 1981 baseado na obra dos jornalistas alemães! E sim, é um filme alemão! Eu gostei bastante e super indico!

Adorei a maneira como a Christiane e os seus amigos são retratados. Parece que a história ganha mais cor quando você finalmente pode conhecer, através do filme, os lugares citados pela biografada.

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Dá uma conferida no trailer, benhê! É um filme antiguinho, mas vale MUITO a pena.

Bom, é isso, babies! Depois que fizerem a lição de casa, venham me contar! <3

PDF – Eu, Christiane F., 13 Anos, Dro – Kai Hermann

Filme: White Bird in a Blizzard

Em 29.07.2015   Arquivado em Na tela

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Primeiro de tudo: me perdoem. Sei que diminuí DRASTICAMENTE o número de postagens na última semana, mas o freela que peguei está tomando todo o meu tempo e está realmente difícil conciliar. Mas prometo que vou fazer o máximo pra que isso não se repita! E prometo mais: tem coisa nova chegando no bróguiiiii… RERERERERE!

 

Bom! Acho que como a grande maioria das pessoas na face da Terra, quando eu gosto de um ator ou atriz em especial, tenho aquela mania “stalker” de assistir todos os trabalhos do ser. Sacomé, né? A pessoa é boa no que faz, então você quer ver mais e mais e mais!

Foi exatamente por saber que a Shailene Woodley é maravilhosa e intensa em qualquer papel que ela faz, que eu me arrisquei e assisti Pássaro Branco na Nevasca (nome original: White Bird in a Blizzard). E já adianto que a Shai não me desapontou em NADA.

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A trama é baseada na obra literária de mesmo nome, escrito por Laura Kasischke, e conta a história de Kat Connor (Shai) e a sua luta para descobrir a verdade sobre o misterioso desaparecimento de sua mãe. Nós estamos em 1988 e acompanhamos a vida de Kat, que tem 17 anos e vive uma vida normal. Estuda, sai com os amigos e namora seu vizinho de porta, Phill (Shiloh Fernandez). Para a adolescente, a vida em casa também parecia simples e tranquila, com seus pais Eve (Eva Green) e Brock (Christopher Meloni). Porém, essa imagem de família feliz muda totalmente quando Eve some sem deixar rastros.

Eu acho que nunca havia assistido nenhum filme dirigido por Gregg Araki, então preciso ressaltar que gostei bastante de como ele desconstrói todo o contexto da história de forma minuciosa e detalhista. E é claro que isso funciona com grande sincronia levando em consideração a gama de atores incríveis que temos no filme. Você consegue pegar muita coisa no ar devido ao jogo de olhares que rola entre os personagens.

O filme é totalmente contado do ponto de vista de Kat, então nós temos a visão que ela tem das pessoas ao seu redor. Para ela, seu pai era um homem pacato, atencioso e trabalhador que amava sua esposa mas nunca teve o seu amor retribuído. Eve, que inicialmente parecia a esposa e mãe perfeita, se revela uma mulher bonita e frustrada com o rumo que a sua vida se tornou. Ela começa a descontar essa revolta na filha, que era jovem e ainda tinha uma vida toda pela frente que ela mesma não pôde aproveitar.

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Ao mesmo tempo, acompanhamos o desenvolvimento e amadurecimento de Kat, como suas descobertas sexuais. Ao contrário do que esperava quando li a sinopse, achei que Eve e Kat tinham aquela relação fofa de mãe e filha, mas na verdade, essa relação de cumplicidade só existiu quando Kat ainda era uma menina, e isso foi se perdendo conforme ela crescia. Elas se distanciam bastante, então quando Eve some, não é como se isso realmente afetasse a filha, o que me surpreendeu bastante!

Depois damos um salto no tempo e dois anos se passam sem qualquer notícia do paradeiro de Eve. Kat já está com 19 anos e é uma universitária. Nas semanas de férias, retorna para casa e encontramos um mesmo cenário mas com uma perspectiva completamente diferente. Brock finalmente tenta seguir em frente com uma nova namorada, o que deixa Kat muito feliz de ver o pai se desapegar do que aconteceu. Também reencontramos Phill, que acabou ficando na cidade, cuidando da mãe que é deficiente visual e pulando de emprego em emprego.

Então… BAM! O que foi especulado por vários personagens da trama passa a ser o enfoque principal e mais maluco de todos. A história vira do avesso e você fica “WUUUUT, como assiiiiiim?”. A coisa toda era tão óbvia que eu desacreditei e fiquei passada. Achei a motivação de tudo muito inesperada, mas uma boa jogada de desenrolar.

Não tive a oportunidade de ler esse livro, porque nem sabia que o filme era baseado em uma obra até procurar pela sinopse dele antes de assistí-lo. Então, não tenho propriedades para compará-lo com a obra literária, mas analisando apenas o filme, eu adorei a composição que a Shai dá pra personagem dela. É uma personagem simples, mas ao mesmo tempo, profunda, misteriosa, cativante. A cada dia que passa me apaixono mais ainda pelo trabalho dela.

E aí? O que acharam da minha tentativa de indicação? Já assistiram ao filme? Contem aí, quiridus!

 

Resenha: Se Eu Ficar

Em 26.06.2015   Arquivado em Livros

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Sim, Nats lê livros da modinha, e daí? Se reclamar, leio “50 Tons de Cinza” e escrevo a resenha! Só que não.

Enfim, ouvindo das pessoas que o livro era maravilindo, que eu ia adorar e coisa e tal… E depois vendo o trailer que me deixou de olhinhos lacrimejando no cinema com a música “Say Something”, eu resolvi me entregar aos encantos de “Se Eu Ficar”.

Para quem ainda não leu ou assistiu, a trama conta a história de Mia Hall, uma garota bem diferente das garotas de sua idade e até mesmo de sua família. Para começar, ela é filha de pais punks. Todo mundo adoraria ter pais assim, liberais, divertidos e que nos incentivassem a ir em festas para voltar só no outro dia. Todo mundo, menos a Mia. E para completar a coisa, ela seguiu um gosto completamente diferente da família, do pai que tinha uma banda de punk rock. Mia se apaixonou pelo violoncelo e se tornou uma incrível musicista clássica.

Tem como ser um patinho feio mais feio que esse? Tem! Mia acaba se apaixonando pelo rockeiro popular da escola, Adam, o garoto dos sonhos de qualquer adolescente. O fato dele se interessar por Mia é algo que a intriga desde o começo, pois ambos são completamente diferentes. Mas né… Os opostos se atraem.

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E a história que parece linda, perfeita e cheia de coisas fofinhas acaba se definhando quando um acidente de carro horrível acaba matando os pais e o irmãozinho de Mia. A garota se vê no meio dos destroços do carro enquanto paramédicos e ambulâncias chegam para socorrê-los. Assiste à tudo: seu corpo sendo levado, os médicos tentando reanimá-la… Se vê na sala de cirurgia, na UTI… Então percebe que está fora do seu próprio corpo, e ninguém é capaz de vê-la. Percebe que a Mia deitada na maca está em coma.

Seu mundo vira de cabeça para baixo e ela se vê em uma encruzilhada, pois não consegue imaginar um mundo em que sua família já não esteja mais ao seu lado. Mas por outro lado, sofre ao ver Adam, seus avós e sua melhor amiga Kim implorando e até mesmo rezando pela sua melhora.

Então ela percebe que tudo está em suas mãos. A decisão de morrer ou viver é dela e somente dela. Ao longo desse tempo, Mia começa a pesar as coisas, a reviver momentos e a refletir se vale a pena ficar ou não.

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“Então do que você não gostou, afinal?” . Pois bem, a ideia da história em si é linda e diferente de tudo o que eu já li. O ponto de vista de uma garota em coma e que decide pela própria vida! Sim, é tudo bonitinho, mas a narrativa não me agradou muito, achei a história pouco aprofundada e faltando detalhes, sabe? Os personagens são muito bons, especialmente os pais de Mia, pelos quais eu me apaixonei desde o primeiro momento.

O problema não é a história em si, e sim COMO as coisas acabam se desenrolando. Depois de ler o livro, acabei assistindo o filme… E foi uma situação bem estranha, porque eu nunca tinha achado um filme melhor do que o próprio livro, e isso me frustrou.

E pra terminar de piorar, um dos motivos pelos quais eu havia comprado “Se Eu Ficar”, é porque eu queria ler um livro que não fosse uma saga, pois estava muito nessa. Então, ao terminar, descubro nas últimas páginas que haverá uma continuação. Fuén! E que não vai ter continuação do filme! Fuén duplo!

Tirando esses conflitos internos meus e da vida, é uma boa história. Apenas não entrou na minha lista de favoritos. PORÉM, Nats é brasileira e não desiste. Por isso, vou ler a continuação e dizer o que achei, belê? Belê!

E quem leu, o que achou do livro? Coloque tudo na caixinha!

Se não leu, NÃO SEJA POR ISSO! Abaixo, o pdf do livro. Lição de casa, ma cheries!

PDF – Se Eu Ficar – Gayle Forman

Filme: The Duff

Em 11.06.2015   Arquivado em Na tela

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Coleguinhas of my life! Não é que eu gostei dessa coisa de trazer filminhos pra vocês?

Como já expliquei nesse post aqui, minha dica vai ser dupla, o que significa que vou falar sobre o filme que foi baseado em um livro. Amei ambos e decidi resenhar AMBOS. Legal, né? Bate aqui o/

TUDO COMEÇOU COM O FILME. Lamento que tenha sido assim, mas a vida… A vida é uma caixinha de surpresas ~Joseph Climber moments~.

O filme The Duff é muito tranquilo. Comentei que gosto de filmes “mamão com açúcar” a la high school, lembra? Só que esse aqui não é bem um Clube dos Cinco, que trazia bastante reflexão. É mais do mesmo. Sim, você não leu errado.

“Se é mais do mesmo, por que indicá-lo?”. Porque eu quis! Brincadeira. The Duff me atraiu porque fazia MUITO tempo que eu não assistia um filme atual com a mesma pegada de filme teen engraçado, como “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”. Esse filme é novinho, desse ano, e faz menção a diversas coisas que faz parte do nosso cotidiano, o que torna as piadas bem atuais.

A história é meio clichê, mas ganha um “termo novo”. Bianca Piper (Mae Whitman) sempre esteve ao lado de suas melhores amigas, Jess (Skyler Samuels) e Casey (Bianca A. Santos). As duas sempre foram bem cobiçadas pelos garotos, o que para Bianca era completamente simples e normal ATÉ QUE… Descobre que dentre todos aqueles rótulos tão bem conhecidos na escola (nerd, atleta, popular e blablabla…), ela faz parte de um novo grupo: Duff (“Designated Ugly Fat Friend”. Tradução livre: Designada Amiga Feia e Gorda). Segundo a definição que o popular Wesley Rush (Robbie Amell) dá ao termo, Duff é aquela amiga que não é bonita, e isso faz com que as suas outras amigas se sobressaiam. Por ela não ser cobiçada, se torna alguém fácil para abordar e chegar finalmente ao alvo de interesse.

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Revoltada, Bianca se sente enganada pelas amigas e pede ajuda a quem? AO PRÓPRIO Wesley, quem lhe nomeou uma Duff. Aí você já fica “OMFG!”. Ela decide que não quer mais ser uma Duff, por isso faz uma troca com o Wes: promete ajudá-lo a passar em Ciências para continuar a jogar no time desde que ele a ajude a mudar.

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Tudo maravilhoso, né? NOPE. Para uma história high school ser perfeita, falta uma personagem extremamente necessária, e qual é? A VILÃ! No livro não temos essa personagem, mas acho que no filme foi mais que necessário. Madison (Bella Thorne) é a típica “garota má” popular e desejada que, ADIVINHEM! Isso mesmo, é a namorada “ioiô” de Wes. E é CLARO que ela fica emputecida da vida quando descobre uma certa “aproximação” dele com Bianca. O que ela faz? Arruína a vida da coitada, espalhando diversos vídeos embaraçosos na internet, o que abre uma aba para o filme discutir o cyberbullying, uma vertente do bullying já mencionada no blog. Não lembra? Passa aqui.

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Com os vídeos, Bianca fica totalmente exposta a ofensas na escola, o que piora ainda mais a situação, já que a nossa protagonista tem uma queda por um músico, Toby (Nick Eversman). Para ajudá-la até mesmo com o garoto, Wes se torna o “treinador” de Bianca, e a faz passar por várias “lições”, como ir às compras, aprender a falar com garotos, saber o que fazer em encontros e tudo mais o que você imaginar. Eles tornam grandes amigos e as piadas são incríveis. Eu ri do começo ao fim, sem brincadeira!

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E como todo filme high school, o que obviamente acontece? A amizade de Wes e Bianca se torna ainda mais forte e e e e… Eles acabam percebendo estarem apaixonados, um pelo outro, no desenrolar. E mesmo sendo tão óbvio, é a coisa mais linda quando acontece. Apesar de ser o clichê que eu tanto tenho falado, esse filme tem muito mais comédia que “A Nova Cinderela” ou “Meninas Malvadas”, e torna o casal mais fofo ainda, porque você percebe uma química diferente na maneira deles se tratarem e tirarem sarro da cara do outro. ALIÁS, achei que o elenco foi muito bem escolhido, principalmente a nossa Bianca e o nosso Wes. Mae e Robbie tiveram uma química incrível, sério mesmo! Tão bom quanto no livro!

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Você se sente à vontade com tudo muito rápido. O cenário, o diálogo, os personagens… Sei que bato muito nessa tecla dos personagens e do elenco em todas as “resenhas” que faço, mas é meio óbvio, né? A história pode ser péssima… Mas se o elenco consegue segurar e os personagens têm profundidade, a trama vai embora.

Uma personagem que eu realmente adorei foi a mãe da Bianca, Dottie (Allison Janney), uma divorciada que depois de sofrer muito com a separação, escreveu um livro, deu a volta por cima e se tornou uma figura conhecida, dando palestras sobre motivação e independência. Ela não é aquela mãe que não se importa, muito pelo contrário! Tenta estar presente e fazer com que a filha siga os dez passos do livro dela de uma maneira super divertida. No livro a situação é um POUQUINHO diferente, mas a relação das duas não foge muito disso.

The Duff é um filme baseado no livro de Kody Keplinger. Se vocês curtiram a resenha do filme e ficaram interessados no livro, fiz uma resenha e disponibilizei um PDF mara. Vem ver!

Trailer:

É isso, bebês! Adorei e indico!

O que acham? Já assistiram? <3

Resenha: The Duff

Em 11.06.2015   Arquivado em Livros
Foto ilustrativa. Créditos: http://poderdegarota.blogspot.com.br/2015/01/livro-do-dia-duff.html

Foto ilustrativa. Créditos: http://poderdegarota.blogspot.com.br/2015/01/livro-do-dia-duff.html

Bom, vamos a uma nova indicação de livro, o livro que eu menos esperava da VIDA. E como eu amei essas horas de leitura, gente! Sim, vocês não leram errado. Eu disse horas.

Sabe aquele livro sem pretensão que você não espera absolutamente qualquer coisa dele? Esse é The Duff. Calma! Vou ter que situar vocês um pouquinho.

Algo que muito me irrita tem acontecido frequentemente. Sabe aquele dia sem propósito que você simplesmente escolhe um filme pra assistir de bobeira? Então, todas as últimas vezes em que fiz isso, me irritei ao descobrir que o filme que eu acabava de assistir era baseado em uma obra literária, e eu fiquei com muito medo de me tornar o tipo de gente que eu mais critico na face da Terra: pessoas que assistem o filme e não leem the damn livro.

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Desesperada com a possibilidade de eu ter me tornado esse tipo de ser humano, decidi que leria o livro do último filme que eu havia acabado de assistir: The Duff. Como eu estava com uma certa urgência de não poder esperar, acabei baixando o livro em PDF (vão ter que me perdoar por não ter fotos próprias do livro). Não sabia quando ia ler o livro, mas ia lê-lo nem que fosse a última coisa que eu fizesse na vida.

Fiz a resenha do filme e pensei “Caraca, mas e o livro?”. Não achei justo e segurei a resenha todos esses dias, ansiosa pra postar porque eu realmente AMEI o filme. Decidi que iria publicar os dois juntos e pronto. Então esse post será o “post duplo” do blog. E me aguentem, porque isso acontecerá bastante daqui pra frente. Vão ter que me engolir.

Agora, antes que vocês desistam de ler a maldita resenha, vamos começar dizendo que AMEI o livro. E o primeiro motivo? É diferente do filme. Calma, não fiquem com essa cara de interrogação. Geralmente é mesmo uma porcaria quando o filme destoa muito do livro, mas nesse caso, acho que foi bem positivo, porque o longa funcionou mais como uma versão mais engraçada de “A Nova Cinderela” ou coisa do tipo, e o livro explorou o tema muito mais do que eu poderia IMAGINAR.

Antes de mais nada, vamos a explicação do nome do livro, no caso, The Duff. Sim, ele não tem uma boa tradução, e eu fiquei imensamente feliz em saber que a editora não tentou traduzir o nome dele. MAS, para quem quer saber, o termo é uma gíria americana: Designated Ugly Fat Friend (em português Designada Amiga Feia e Gorda).

Explicado TUDO, vamos ao que interessa. Bianca Piper é uma adolescente de 17 anos bem diferente das que estamos acostumados a conhecer. Tem como característica mais marcante o seu cinismo e a sua sinceridade. Aquela garota que preza mais pelo QI do que pela beleza dos outros. Aliás, não se acha nem a mais bonita ou a mais atraente dentre duas melhores amigas, Casey e Jessica. Também é a menos festeira. Considera todo tipo de diversão normal de adolescentes – como bailes de formatura ou festas – uma tremenda perda de tempo. Amar? “Amar” era uma palavra muito forte para estar no vocabulário de uma adolescente, e segundo ela mesma, “amor leva-se anos para se desenvolver”.

Pois bem! Ela não se importava muito com o que as outras pessoas pensavam dela. É, eu disse “não se importava, pois tudo isso muda numa noite em um bar, quando seu colega de escola Wesley Rush, que ela considera o cara mais nojento e mulherengo, a chama de Duff. Ao entender o significado do termo, faz o que toda garota ofendida faria em seu lugar: joga Coca-Cola nele, claro.

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Ok. Tudo superado? Não. Além desse novo rótulo ter surgido em sua vida e ela se sentir perseguida por ele mesmo que ninguém saiba da existência dele, Bianca também está com alguns problemas em casa que até então ela não julgava sério. Nossa protagonista é daquelas que odeia vitimismo, melação e drama queen, então ela guarda muita coisa pra si mesma. O casamento dos pais de Bianca está em crise já tem três anos, mas a bomba parece começar a estourar só agora.

Diferente do que vocês vão ver no filme, o pai de Bianca faz parte da história de verdade. A mãe dela é quem sempre está fora, viajando a trabalho, fazendo palestras motivacionais por causa do livro de auto-ajuda que ela mesma escreveu. Mas dessa vez aquela parecia a viagem mais longa, pois já fazia dois meses que ela não voltava.

Depois de flagrar um telefonema um tanto quanto meio tenso entre seus pais, ela já começa a vivenciar o drama com mais força. Começa a se sentir perdida, não com o fato da possível separação que ela já esperava há algum tempo, mas pela situação. E quando não parecia que a vida dela estava mais bagunçada, o que ela acaba fazendo num momento de alívio e stress? Beija Wesley Rush instintivamente. E obviamente se arrependeu as hell.

E é aí que a nossa história decola. Mais uma vez, diferente do que acontece no filme, Bianca começa um relacionamento de “friends with benefits” (amigos coloridos) com o cara que ela mais odiava na face da Terra. E é claro, tudo bem secretinho, pois ela não queria ser comparada com as dúzias de meninas quaisquer que se deitavam com Wes.

O que parece um tanto quanto óbvio e clichê conseguiu realmente me prender numa tarde, sério. Texto simples, divertido e cheio de piadas ótimas. Eu simplesmente não conseguia parar de devorar o livro gente! E em várias vezes eu soltei gargalhadas. Fazia muito tempo que um livro não me fazia rir como esse.

Eu simplesmente me apaixonei por cada personagem e por cada particularidade que cada um trazia conforme iam aparecendo. Wes é aquele mulherengo que NÃO TEM como não se apaixonar. Ele sempre se mostra aquele cara interesseiro e piadista, mas que ao longo da leitura você vai descobrindo que ele é muito mais que músculos e sexy appeal.

WES

Na verdade, ele se mostra um ótimo ouvinte e uma pessoa com tantos problemas quanto Bianca. E esse é mais um vínculo que se cria entre os dois durante a nossa jornada, e isso torna a leitura ainda mais instigante.

Bom… APESAAAR da nossa protagonista ser cheia de “não me toques” e particularidades que só ela poderia ter sobre o mundo jovem… Ela não é de ferro. Tem uma quedinha de três anos por um carinha da escola pouco convencional, Toby Tucker. Sinceramente gostei muito mais dessa versão do Toby do que o do filme. Nosso personagem literário é mais profundo e ao mesmo tempo simples. É inteligente, sincero, romântico e prático. Não tem o que complicar!

Muita coisa acontece e que eu não vou contar até que Bianca se encontra num triângulo amoroso, tendo que escolher entre o cara mais perfeito e o cara mais safado.

Nessa hora eu já estava em conflito interno porque me vi apaixonada pelos dois, juro. E pela história também, pelo rumo que ela tomou. Não esperava que nada daquilo fosse acontecer, especialmente por já ter assistido o filme. Esperei que tivesse uma coisinha ou outra diferente, mas não. Então a cada corrida dos meus olhos pelas linhas, minha boca formava um “o” maior ainda.

Pra vocês terem uma boa noção, eu li em PDF em UM DIA e vou comprar esse livro porque o quero na minha prateleira. Porque sim, porque vale. Eu gostei e indico pra vocês lerem AGORA.

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Não quer ler? Chateadíssima. Mas então passa aqui pra ler sobre o filme e assistir o trailer! Quem sabe não dá a louca e vocês repetem o meu lapso?

 

PDF – The Duff – Kody Keplinger (Português)

Dica de filme: Clube dos Cinco

Em 05.06.2015   Arquivado em Na tela

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Agora que me inspirei, ninguém me segura! Vai ter post de dica de filme de novo, e se reclamar vai ter mais de um por semana!

Pensei em animar vocês que não têm nada de legal para fazer nesse feriadão! O filme que trago hoje é um clássico cult dos anos 80: Clube dos Cinco (título original: The Breakfast Club).

Vocês devem estar se perguntando: “Tanto filme no mundo e você vai me resenhar um filme que tem 26 anos, Nats?”. Pois então… E se eu dissesse que essa obra continua tão recente quanto qualquer outro filme high school que vocês já assistiram?

Descobri o filme muito sem querer. Sapeando nas internet, acabei me deparando com uma foto do longa:

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Pra muitos, essa imagem não tem nada demais, eu sei. Mas vou confessar uma coisa ridícula: sou obcecada por filmes teen. De todo tipo. Não adianta, é mais forte do que eu. Quando vi a foto fiquei “Socorro, que filme é esseeee?”. O nome, é claro, estava logo abaixo: “The Breakfast Club”. Adorei o nome, achei instigante e me deixou super curiosa! Até então, não fiz nenhuma ligação com o tão conhecido nome em português.

É, pode me julgar, mesmo. Só fui descobrir esse filme agora. Mas o que importa é que eu descobri, e isso significa que eu tive salvação. Então se eu tive salvação, vocês que não assistiram também têm! Bora descobrir sobre o que é esse longa?

A trama conta a história de cinco adolescentes (Andrew, Claire, John, Brian e Allison), que até então, por motivos desconhecidos, são obrigados a passar um sábado na escola, cumprindo detenção. O “abre” do filme já nos prende, pois ele começa com a narração da carta de um dos nossos protagonistas:

 

“Sábado, 24 mar 1984. Shermer High School, Shermer, Illinois. 60062.

Caro Sr. Vernon, aceitamos o fato de que nós tivemos que sacrificar um sábado inteiro na detenção pelo que fizemos de errado … e o que fizemos foi errado, mas acho que você está louco por nos fazer escrever este texto dizendo-lhe o que pensamos de nós mesmos. Que te importa? Você nos enxerga como você deseja nos enxergar … Em termos mais simples e com definições mais convenientes. Você nos enxerga como um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso. Correto? Essa é a maneira que nós nos víamos, às sete horas desta manhã. Passamos por uma lavagem cerebral.

Brian Johnson”

 

Aí você fica com aquela cara de interrogação, tentando entender “whatafuck essa carta?”. Pois é, coloquei a carta pra deixar vocês curiosos também, MUAHAHAHAHA.

Então o filme realmente começa, com os cinco alunos chegando na escola. Você percebe logo de cara que eles não NADA a ver um com o outro. São completamente diferentes. Em estilo, em atitudes, em pensamentos, em ideais.

Todos os cinco são obrigados a ficar sentados na biblioteca da escola, sem falar ou se levantar de seus respectivos lugares. Oito horas e 54 minutos. Pra piorar a situação, o Sr. Vernon, o assistente do diretor encarregado de supervisionar a detenção, passou uma tarefa para eles: uma redação com mais de mil palavras. O tema? “Quem você pensa que é?”

É CLARO que nenhum deles está a fim de fazer a tal redação, muito menos respeitar as ordens lhe impostas. Durante todo o primeiro momento da detenção, o que podemos ver é a típica cena de segregação que a escola americana sempre proporciona. Aquela coisa de panelinhas e grupos diferentes que impede que eles se misturem. Cada um faz parte de uma “tribo”. A princesa (Claire), o atleta (Andrew), o criminoso (John), o cérebro (Brian) e o caso perdido (Allison).

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Não demora muito para que se confrontem e se ofendam com comentários preconceituosos e sem limites. Pra quem acha que isso é mais do mesmo que já vimos em filmes adolescentes… Lembre-se que esse filme é muito mais antigo do que esses tantos outros que vocês devem ter pensado. Isso significa que “Clube dos Cinco” é a referência para todos os filmes posteriores a ele.

Há duas coisas que tornam esse longa incrível. A primeira coisa é que ele se passa em apenas UM dia. Ele é todo em sequência, sem nenhum flashback ou qualquer outro recurso que nos norteie. É como se fosse uma história qualquer de cinco adolescentes qualquer num dia qualquer. Você não sabe o que vai acontecer depois.

Eu disse que haviam duas coisas que tornavam o filme único, lembra? A segunda coisa é o roteiro. Ele tem dinâmica, ritmo e é engraçado. Foi escrito por John Hughes em apenas dois dias. Sim, vocês não leram errado.

E pasmem, os diálogos são originais, as cenas são surpreendentes, a trilha sonora é maravilhosa, e os personagens têm uma profundidade e uma complexidade que deixam muitos filmes super bem produzidos no chinelo.

Há uma cena em especial que precisa ser citada nessa resenha por motivos de: é maravilhosa e única. Hughes, que também foi diretor do filme, mostrou o quão melhor o roteiro poderia se tornar:

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Ao longo dessas quase nove horas de detenção, os jovens começam a perceber que não são tão diferentes como pensavam ser. E o primeiro momento que eles descobrem isso é quando começam a falar de seus pais. Mais importante que isso: é o momento em que finalmente descobrimos porque cada um está cumprindo detenção. No roteiro, essa cena simplesmente não tinha diálogo algum. Hughes autorizou que os atores falassem o que quisessem, tornando a cena improvisada num momento espontâneo e cheio de emoções inesperadas. Eles estão ali, expostos de todas as maneiras possíveis, algo que qualquer adolescente odeia.

Além das confissões e da diversão, surgem mais indagações: o que será deles no dia seguinte? Voltarão às suas tribos, aos seus mundinhos? Serão amigos? Se cumprimentarão nos corredores da escola? Ou simplesmente fingirão que aquele momento entre eles nunca aconteceu?

Dá pra perceber o nível de arte que estamos conhecendo assistindo a este filme, gente? Eu espero que sim. Não há nenhum efeito especial, não há nenhuma jogada de mestre. O que te prende são os personagens profundos e a maneira como a história de cada um é contada.

“Clube dos Cinco” é eleito o number one dentre os 50 melhores filmes High School, segundo a revista Entertainment Weekly, e não é à toa.

Este filme com certeza deixou a sua marca não só na história do cinema, mas em todos que o assistiram. Por quê? Porque ele deixa uma perguntinha no ar que ficamos tentando responder.

Quem você pensa que é?

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