Filme: White Bird in a Blizzard

Em 29.07.2015   Arquivado em Na tela

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Primeiro de tudo: me perdoem. Sei que diminuí DRASTICAMENTE o número de postagens na última semana, mas o freela que peguei está tomando todo o meu tempo e está realmente difícil conciliar. Mas prometo que vou fazer o máximo pra que isso não se repita! E prometo mais: tem coisa nova chegando no bróguiiiii… RERERERERE!

 

Bom! Acho que como a grande maioria das pessoas na face da Terra, quando eu gosto de um ator ou atriz em especial, tenho aquela mania “stalker” de assistir todos os trabalhos do ser. Sacomé, né? A pessoa é boa no que faz, então você quer ver mais e mais e mais!

Foi exatamente por saber que a Shailene Woodley é maravilhosa e intensa em qualquer papel que ela faz, que eu me arrisquei e assisti Pássaro Branco na Nevasca (nome original: White Bird in a Blizzard). E já adianto que a Shai não me desapontou em NADA.

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A trama é baseada na obra literária de mesmo nome, escrito por Laura Kasischke, e conta a história de Kat Connor (Shai) e a sua luta para descobrir a verdade sobre o misterioso desaparecimento de sua mãe. Nós estamos em 1988 e acompanhamos a vida de Kat, que tem 17 anos e vive uma vida normal. Estuda, sai com os amigos e namora seu vizinho de porta, Phill (Shiloh Fernandez). Para a adolescente, a vida em casa também parecia simples e tranquila, com seus pais Eve (Eva Green) e Brock (Christopher Meloni). Porém, essa imagem de família feliz muda totalmente quando Eve some sem deixar rastros.

Eu acho que nunca havia assistido nenhum filme dirigido por Gregg Araki, então preciso ressaltar que gostei bastante de como ele desconstrói todo o contexto da história de forma minuciosa e detalhista. E é claro que isso funciona com grande sincronia levando em consideração a gama de atores incríveis que temos no filme. Você consegue pegar muita coisa no ar devido ao jogo de olhares que rola entre os personagens.

O filme é totalmente contado do ponto de vista de Kat, então nós temos a visão que ela tem das pessoas ao seu redor. Para ela, seu pai era um homem pacato, atencioso e trabalhador que amava sua esposa mas nunca teve o seu amor retribuído. Eve, que inicialmente parecia a esposa e mãe perfeita, se revela uma mulher bonita e frustrada com o rumo que a sua vida se tornou. Ela começa a descontar essa revolta na filha, que era jovem e ainda tinha uma vida toda pela frente que ela mesma não pôde aproveitar.

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Ao mesmo tempo, acompanhamos o desenvolvimento e amadurecimento de Kat, como suas descobertas sexuais. Ao contrário do que esperava quando li a sinopse, achei que Eve e Kat tinham aquela relação fofa de mãe e filha, mas na verdade, essa relação de cumplicidade só existiu quando Kat ainda era uma menina, e isso foi se perdendo conforme ela crescia. Elas se distanciam bastante, então quando Eve some, não é como se isso realmente afetasse a filha, o que me surpreendeu bastante!

Depois damos um salto no tempo e dois anos se passam sem qualquer notícia do paradeiro de Eve. Kat já está com 19 anos e é uma universitária. Nas semanas de férias, retorna para casa e encontramos um mesmo cenário mas com uma perspectiva completamente diferente. Brock finalmente tenta seguir em frente com uma nova namorada, o que deixa Kat muito feliz de ver o pai se desapegar do que aconteceu. Também reencontramos Phill, que acabou ficando na cidade, cuidando da mãe que é deficiente visual e pulando de emprego em emprego.

Então… BAM! O que foi especulado por vários personagens da trama passa a ser o enfoque principal e mais maluco de todos. A história vira do avesso e você fica “WUUUUT, como assiiiiiim?”. A coisa toda era tão óbvia que eu desacreditei e fiquei passada. Achei a motivação de tudo muito inesperada, mas uma boa jogada de desenrolar.

Não tive a oportunidade de ler esse livro, porque nem sabia que o filme era baseado em uma obra até procurar pela sinopse dele antes de assistí-lo. Então, não tenho propriedades para compará-lo com a obra literária, mas analisando apenas o filme, eu adorei a composição que a Shai dá pra personagem dela. É uma personagem simples, mas ao mesmo tempo, profunda, misteriosa, cativante. A cada dia que passa me apaixono mais ainda pelo trabalho dela.

E aí? O que acharam da minha tentativa de indicação? Já assistiram ao filme? Contem aí, quiridus!

 

Curtas animados de terror

Em 21.07.2015   Arquivado em Na tela

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Calma, que eu não morri!

Acreditem ou não, as coisinhas andam corridas! Viajei nos últimos dois finais de semana, e agora descolei um freela (DIM DIMMM $$), aí acabei sumindo, mas não esqueci o blog, muito menos vocês! <3

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E pra provar todo esse amô, vou compartilhar mais uma das coisinhas mais legais que eu tenho acompanhado!

Já deu pra notar que eu me apaixonei por essa coisa de curtas-metragens, né? Já teve sessão de curtas animados e curtas de amor. Dessa vez eu trouxe um gênero que me fascina tanto quanto curtas têm me fascinado: terror.

Apesar de não ser a criatura mais corajosa do universo (na verdade eu sou mega cagona), eu adoro assistir filmes de terror (tampando os olhos e assistindo pelas frestinhas dos dedos…) e ler sobre coisas sobrenaturais (e depois passar a noite em claro com medo…).

Como acompanho muitos sites e blogs do gênero, já assisti todo tipo de coisa. Coisas que eu nem teria coragem de compartilhar aqui porque eu mesma não quero assistir nunca mais. Porém, no entanto, todavia, quis trazer algo “fofo” do terror, que são os curtas animados.

Vem comigo?

 

Dream Catchers (2014)

Vamos começar por esse curta. Por quê? Por dois motivos. 1. Foi produzido por um brasileiro, o Gabriel Freire! Adoro ver quando nossos profissionais são tão bem reconhecidos! Dream Catchers ganhou MUITOS prêmios. Ganhou, inclusive, como Melhor Amaldiçoado Brasileiro de 2014! 2. Amei o contexto e a mensagem por trás da história de terror. No final, é tudo sobre enfrentar os nossos maiores medos!

 

Alma (2009)

Apesar de parecer fofinho à primeira vista, este curta é mais que assustador. Acho que é porque você não espera o que está por vir. Alma é a garotinha que ao passar por uma vitrine, fica surpresa de ver uma boneca parecida com ela. Encantada com tamanha semelhança, a garotinha decide entrar na loja e conhecer o fantástico mundo que existe lá dentro, mas mal sabe o que a espera. Foi produzido pelo espanhol Rodrigo Blaas, que anteriormente trabalhava na Pixar.

 

Jaulito (2008)

Produzida pelo espanhol Javier de La Torre, a animação conta a história de Jaulito, que desde que nasceu, vive trancafiado em uma gaiola, sempre prezando pela liberdade. Um belo dia (ou não), Jaulito consegue a ajuda de um corvo para conseguir escapar daquelas grades que o prendiam. Mas quando ele finalmente se liberta, algo surreal acontece. Achei a mensagem super forte e assustadora. É bem aquela parada que “liberdade demais não é bom”, sabe? Os traços bizarros me lembraram bastante o Tim Burton.

 

The Sandman (1991)

Essa animação britânica é super antiga! Foi dirigida por Paul Berry e retrata uma das versões do conto europeu do Homem de Areia, escrito pelo alemão Ernst Theodor Amadeus Hoffmann em 1815. Pra quem não conhece, uma das versões do conto do Sandman fala sobre um homem que ia atrás de crianças que não dormia, jogava areia nos olhos delas para arrancá-los e levá-los para servir de comida para seus filhos. O estilo “massinha” faz o curta ficar mais tenebroso ainda!

 

Madame Tutli Putli (2007)

Esse curta é da National Film Board of Canada, dos diretores os Chris Lavis e Maciek Szczerbowski. Essa é uma animação mais compridinha, mas não pude deixar de citar Madame Tutli Putli, gente. Primeiro pela filmografia, pela qualidade dos detalhes que englobam o produto final. É de um capricho que não consigo nem descrever.

Madame Tutli Putli embarca em um trem noturno carregando a bagagem que parece ser a sua vida toda. No trem, a mulher conhece pessoas de bem e de mal, como bem acontece na nossa vida. Conforme o tempo vai passando, Madame Tutli Putli percebe que ela embarcou em uma aventura surreal e metafísica para enfrentar seus demônios e transcender.

Perceba o detalhe dos olhos de Madame Tutli Putli! Não parecem reais? POIS É, eles SÃO reais, gente! E quem colocou esse olhos maravilhosos nela foi Jason Walker.

 

The Maker (2011)

Para fechar com chave de ouro, escolhi The Maker, um dos primeiros curtas de terror que assisti e pelo qual me apaixonei. Ele foi escrito e dirigido por Christopher Kezelos! A animação conta a história de uma criatura estranha e solitária que corre contra o tempo para dar vida a sua maior e mais bela criação. O desenho é lindo e trágico, gente. É meio que uma lição sobre o tempo e como ele realmente é. Sobre a vida e como nos dedicamos a fazer algo que às vezes toma a nossa vida para que seja concluído. Não é à toa a frase que a capa do curta traz: “Life is what you make it.” (“A vida é o que você faz dela”).

 

O que acharam desses curtas macabros barra fofos? Já conheciam algum?

 

 

Blogs que eu leio #2

Em 16.07.2015   Arquivado em Inspiração

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Quero dizer em poucas palavras para ninguém me odiar, porque eu juro que NÃO ESQUECI esse projetinho pessoal que criei de mostrar sobre o que gosto de ler pelas internets da vida.

Se você é novo(a) por aqui e tá sem entender do que eu tô falando, dá uma olhadinha nesse post! Aproveita e não deixe de conhecer os primeiros blogs que já indiquei por aqui! <3

Bom, a má notícia é que enrolei, a boa notícia é que nesse meio tempo conheci muitos outros blogs maravilhosos que virei leitora e já amo de paixão. E como adoro compartilhar o que é bão, vamos ao que mais interessa! *-*

 

Twee

Twee

Na verdade, esse é um dos primeiros blogs que conheci quando entrei na blogosfera. E assim que meus olhinhos se depararam com esse layout delicado e encantador, não teve jeito! Fui arrematada, cara. Tenho que ser sincera. Dentre tantos blogs que conheci ao longo dessa minha pequena jornada, nenhum faz eu me sentir do jeito que o blog Twee da fofa Mel faz. Os posts dela trazem uma simplicidade e uma delicadeza diferente pra esse mundo caótico, falando de coisas simples como a natureza e os detalhes fofos da vida que nunca damos atenção. Sempre que leio as palavras dessa fadinha, sinto uma paz danada no meu coração! Além disso, as fotos dela são as mais inspiradoras POSSÍVEIS!

 

Leite com Biscoitos

LeiteComBiscoitos

Conheci o Leite com Biscoitos tem pouquinho tempo, e como sempre, foi SUPER por acaso. O layout logo me chamou a atenção! Fala se não é uma fofura? Outra coisa que com certeza me fez parar para ler foi o nome, adoro essas coisas que remetem a algo do nosso dia a dia, além do quê, tem uma ótima sonoridade, é fácil de lembrar!

Se você quer um blog com bastante diversidade, esse é o lugar! A Monique fala de tudo o que você imaginar. Tira fotos MUITO criativas ~e muito bem tiradas, devo ressaltar <3~. Também fala de animes! Quem é fã vai adorar as dicas que ela dá, sério! E ah, uma coisa que gostei bastante foram os gamezinhos que ela sugere! Outro dia entrei no blog dela só pra isso, juro! hahahaha

 

Penúltimo Andar

PenúltimoAndar

Se tem um blog que adoro pra conhecer coisas novas e opiniões diferentes, é o Penúltimo Andar, da Raffa. Conheci esse espaço perfeito logo no começo também, e sempre que entro ele me surpreende cada vez mais! A Raffa tá sempre inovando no layout do blog! Sempre acho que tô entrando no endereço errado, até, porque sempre está mudando ~ficando cada vez mais lindo~. Adoro as dicas de livros e músicas que ela dá, acho que ela tem um gostinho bem parecido com o meu!

Isso sem contar os textos que nos fazem pensar e refletir, sejam fofinhos ou mais sérios.

 

1/4 de Café

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Bom, acredito que muita gente deve conhecer esse blog, porque ele é sinceramente muito bem conhecido. Acho que é um dos blogs mais antigos que eu acompanho, muito antes de eu SONHAR em criar o Além do Meu Mundo. Aliás, quem gosta daqui deve agradecer a existência do blog 1/4 de Café, porque foi graças a ele que eu pude ver que existe espaço para textos e crônicas um blog. Eu tinha medo de postar minhas crônica e as pessoas ignorarem. Depois que vi que existem pessoas que gostam tanto quanto eu nesse blog, decidi que quando criasse o meu próprio, o que mais teria nele seriam crônicas! <3

A Mari escreve coisas realmente maravilhosas e de parar o coração, gente! Se atrevam a entrar no blog dela, juro que não é mentira! Mas não deixem minhas crônicas de lado, tá? 🙁 hahahaha Ela é tão boa que acaba de lançar seu primeiro livrooo *-* Tô louca pra comprar!

 

Marilices

Marilices

Esse é um blog que não conheço há muito tempo, mas achei ele tão original que logo ganhou espacinho no meu blogroll. Primeiro porque o nome Marilices já me encantou. Adoro ideias que brincam com o nome do criador, deixa aquilo ainda mais especial e único! No caso, o nome da blogueira é Marília, ririri. O que eu mais gosto do blog dela são os vídeos de culinária, que são super fofinhos e bem editados! Ah, também adoro as dicas de lugares pra comer, que ela chama de “Marilices Experimenta”!

 

Esses são os blogs amor que indico, minhas gentes! Não deixem de conhecer esses universos maravilhosos, garanto que não vão se arrepender!

 

E é claro, me contem o que acharam, se já conheciam e tudo mais! <3

Onde está o meu frio na barriga?

Em 14.07.2015   Arquivado em Off topic

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Hoje o post vai ser meio diferente. Talvez você aí, que esteja lendo se identifique com o esse drama, ou talvez seja apenas mais um post que venha a se tornar “polêmico”. Depende de qual grupo você se encaixa.

Quais são teus planos? É, é isso mesmo, você não leu errado. Hm, deixe-me ver…

Se está no ensino médio, está estudando feito maluco(a), para passar no vestibular sem ter que enfrentar o cursinho. Se já está na faculdade, deve estar pirando com a montanha de trabalhos, projetos e provas. Além disso, deve estar correndo atrás de um estágio legal que lhe proporcione um salário aceitável e uma boa experiência.

E aí? Qual o plano depois? Já sei! Conseguir um trabalho que pague bem. Você vai ralar muito, talvez até de final de semana. Mas e daí? É o emprego dos seus sonhos, a profissão que você ansiou desde cedo…! AH, É! Depois a ideia é conhecer um cara/uma moça legal pra namorar, casar e ter filhos. Então vai ser hora de guardar ainda mais grana pra dar tudo aquilo que os seus pais ralaram pra te dar. Mas agora é a vez dos seus filhos, né? Então eles vão estudar, estudar, estudar, pra depois passar no vestibular, pra entrar na faculdade, conseguir um bom estágio e…! Notou alguma coincidência nessa história?

“Esse é seu plano para ser feliz?”, perguntaria Margo Roth Spiegelman, de “Cidades de Papel”. E você diria “Oras, é sim!”

Só que aí você se forma na faculdade… E vê que nada saiu e nem vai sair como o planejado. Depois de fazer estágios em empresas grandes e renomadas, você está sem emprego, disparando seu currículo para todos os lados, desesperando-se e torcendo pra aparecer uma oportunidade. Qual era a oportunidade mesmo? Poxa, você achou que poderia escolher no que trabalharia… Mas ai, a crise, a economia… Não tá dando pra escolher, né? Então o que vier é lucro, certo?

Aí você percebe que em todos esses anos você nem se deu o trabalho de ter um plano B. Qual é teu plano? Passa os dias pensando onde errou, tentando dar um jeito com uma cola que parece que não gruda nada. Tem tanto tempo pra pensar, que começa a questionar as próprias escolhas. Será mesmo que escolheu a área que queria? Será que é isso mesmo o que você quer pra vida? Percebe que a pergunta que respondia com tanta certeza já não é respondida com a mesma facilidade.

A frustração faz isso com a gente, mesmo. Faz a gente questionar até mesmo a nossa essência. É como se você estivesse no fim de um corredor e não houvesse pra onde correr enquanto algo está no nosso encalço. É você fugindo da pressão. Da pressão de ser alguém que você não sabe quem, mas que deve sê-lo. Quando foi que viver se tornou algo tão complicado, mesmo?

O pior de tudo é que você fica tão bitolado(a) com o plano da sua vida, e tão frustrado(a) quando tudo parece estar dando errado, que parece que não há outro jeito ou solução… Acaba se esquecendo daquela coisa incrível, aquele sentimento que fazia você estar sempre em movimento.

Se você que chegou até aqui se identificou, que tal mudar? Se você não está contente, é porque alguma coisa PRECISA mudar nessa história. Lembro que eu tinha uma amiga que me dizia o seguinte. “Um problema só é problema se tiver solução.”

É hora de tentar sair da neura desse mundo estranho e parar de pensar no que os outros vão pensar. É VOCÊ quem precisa pensar. Esqueça tudo e todos. Olhe pra si e se pergunte:

Onde está o meu frio na barriga?

Procure por essa resposta. Talvez ela esteja mais próxima do que você imagina.

 

“Não são os grandes planos que dão certo; são os pequenos detalhes.”

            ~Stephen Kanitz~

Filme: Cidades de Papel

Em 13.07.2015   Arquivado em Na tela

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EU SEI, demorei, mas o post chegou lindamente! Assim que o filme Cidades de Papel lançou nos cinemas, corri o mais rápido que pude para assistir. A minha ansiedade era realmente grande porque o livro é um dos meus favoritos na VIDA. Não é à toa que até já o resenhei aqui no blog.

Galera que não assistiu ainda, NÃO SE PREOCUPE, não haverá spoilers.

Pra quem não conhece a história, aqui vai a sinopsezinha!

Quentin Jacobsen (Nat Wolff), mais conhecido apenas como Q, é um garoto comum que acredita que todo mundo tem o seu próprio milagre na vida, e o dele foi ser vizinho e colega de escola de Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne).

Quando crianças, Q e Margo era bem próximos e estavam sempre juntos, brincando e andando de bicicleta pelo bairro, mas depois de uma tarde em que os dois, aos 10 anos de idade, encontram o corpo de um homem morto, tudo muda. Eles acabam se afastando e vivendo seus próprios mundos, mas Q continuou a amá-la secretamente durante seis anos.

Q está no último ano do ensino médio e faltam apenas duas semanas para o fim de toda aquela etapa de sua vida. Não poderia estar mais feliz, tudo estava correndo como deveria correr. Sim, ESTAVA. Até a noite em que Margo aparece na janela convocando-o para se juntar a ela em um plano de vingança contra seus amigos e namorado. Sim, ele vai. E não se arrepende.

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Se diverte e conhece Margo além da beleza exorbitante que ela emana e se vê ainda mais apaixonado por ela. Se diverte e se sente mais vivo ao lado da garota, que o instiga e o desafia, fazendo-o conhecer seus próprios limites. Se sente… Único.

Nada poderia ser mais incrível, e Q mal podia esperar pelo dia seguinte na escola. Estava louco para saber como seria a relação deles depois de uma noite maluca como aquela. Só que esse encontro nunca acontece, porque Margo acaba sumindo misteriosamente.

Inconformado, Q e seus amigos começam a procurar pelas pistas que Margo sempre deixa para as pessoas quando some, e a coisa os leva para um mar de mistérios sem fim que só assistindo pra saber.

Bom, tenho que dizer que o filme foi mais fiel ao livro do que eu esperava. Foram uma ou duas cenas que eu realmente senti falta, mas mais por ser fã do livro do que por necessidade da cena em si. A história foi super bem amarradinha, e não ficou nenhuma coisa sem entendimento.

A coisa que mais me cativou foi a química entre Q (Nat Wolff), Ben (Austin Abrams) e Radar (Justice Smith). É aquela coisa que me conquistou logo de cara, sabe? Eles conseguiram mesmo transmitir aquela cumplicidade entre adolescentes. Impossível não se identificar com aquela zoeira sem limites, e ao mesmo tempo, aquela amizade pra qualquer hora. Me arrancaram loucas risadas. Quase enfartei com os três cantando a música-tema de Pokémon!

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Outra coisa que me surpreendeu bastante foi a atuação da Cara Delevingne como Margo Roth Spiegelman. Por mais que eu já gostasse bastante dela, não esperava muito, sabe? Era aquela dúvida de “será que ela só está no filme porque está em evidência na mídia?”. Mas ela realmente mandou bem e soube dar vida à misteriosa e divertida Margo. Sem exagerar e sem faltar. A Margo é aquilo mesmo e pronto, perfeito. As cenas entre Nat e Cara me arrepiavam, me deixavam curiosa. Os olhares, os gestos… Não existiriam atores melhores.

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Isso tudo sem falar da trilha sonora MA-RA-VI-LHO-SA. Tudo se encaixava no lugar certo e dava aquele ar de filme dos anos 90 sem ser dos anos 90. Já pesquisei a trilha todinha pra colocar no meu iPod, porque sim. A que eu mais gostei foi a música em que toca no momento em que Q e Margo estão dentro do carro e ela coloca a cabeça pra fora. Fiquei realmente extasiada.

Pra quem ficou com a curiosidade em saber qual é:

Lost It To Trying (Paper Towns Mix) – Son Lux

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A verdade é que eu saí da sala de cinema querendo dizer “missão cumprida” pro elenco, produção e toda a equipe que fez parte desse filme, juro. As mínimas mudanças não alteraram em nada com relação a trama e a lição final. Continuei com o mesmo frio na barriga e a reflexão que se apossou do meu cérebro no momento em fechei o livro há um ano atrás. E acho que se isso tudo saiu tão fiel a obra literária, foi graças ao próprio John Green, que participou das gravações do começo ao fim. Ter o autor ali do ladinho deve ter colaborado muito para que a fidelidade e a essência não fossem perdidos.

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O filme só me fez ter mais certeza do gênio que o John Green é. Já disse uma vez e repito: Green não é só mais um autor que escreve pra arrancar lágrimas de adolescentes. Ele escreve com propósito, com alma, com bagagens culturais inimagináveis… E com lições a se passar. Me fez pensar de novo e de novo sobre toda a minha vida. Me fez pensar no seguinte:

Qual é o meu milagre?

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Eu já quero o DVD! T-T

Quem aí já assistiu Cidades de Papel? O que achou? Compartilha aí! <3

Você já leu Imagines?

Em 13.07.2015   Arquivado em Inspiração

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Então, tu já leu alguma Imagine? Calma, não priemos cânico! Até poucas horas antes de escrever esse post eu também nem sabia do que se tratava esse termo.

Tudo começou porque… Existe uma área de busca aqui no Além do Meu Mundo, assim como em todos os sites do universo, que auxilia o leitor a reencontrar algum post ou até mesmo verificar se existe algum conteúdo pelo qual ele se interessa naquele blog. Eis que um(a) leitor(a) procurou por “mini imagine Ed Sheeran”.

Pensei “DAFUQUI É ISSO?”. Juro que pensei que fosse algum show dele, um evento chamado “Imagine”, SEI LÁ.

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Aí, né. Fui pesquisar.

Achei pouca informação. O que eu mais achava, em si, eram Imagines de One Direction, mas assim… Não via nenhuma diferenciação entre fanfics e Imagines. Aquilo começou a dar um nó na minha cabeça. Pensei “Quando é que as denominações das fanfics mudaram e eu não vi, gente? Será que tô desinformada? Desatualizada? O QUE TÁ ACONTECENDOOO?”

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Eis que resolvi falar com uma fonte mais nova que eu, e que eu sabia que vivia no mesmo mundo que eu, lendo fanfics. E aí, fez-se a luz!

Vamos à explicação? VAMOS.

Basicamente, a Imagine nada mais é que uma “categoria” das fanfics, e geralmente é utilizada para escrever algo relacionado a algum ídolo. Ela é escrita sempre em primeira pessoa, e esse personagem que narra não é bem descrito fisicamente. E tem uma boa explicação para isso: A história é escrita de forma que o/a leitor(a) seja aquele personagem, de fato.

Não entendeu? Tudo bem. Eu também não havia entendido no primeiro momento.

Vamos supor que eu estivesse lendo uma Imagine com o Ed Sheeran, que foi o que procuraram aqui no brógui. Em vez da personagem em primeira pessoa ter seu próprio nome (Ana, Maria, Cristina, whatever), toda vez que vier uma fala, vai estar escrito “V” de “você” ou qualquer outra denominação que indique que ali seria eu interagindo com o Ed. E quando o Ed estivesse se pronunciando a mim, onde viria o nome da personagem (Ana, Maria, Cristina, whatever), aparece “Seu nome”, ou algo do tipo que indique ele está falando comigo.

Explicada a parada, fui procurar alguma Imagine pra ler, pra conhecer, né? Afinal… Como eu ia escrever sobre isso aqui se não tivesse lido ao menos uma?

Confesso que foi meio estranho! Primeiro porque a maioria das Imagines que encontrei eram 1D e eu não sou fã nesse nível, muito menos do 1D. Aí achei uma fofinha com o Ed, uma graça.

Algumas são bem escritas, mas a maioria, como acredito que são feitas por meninas mais novas, acaba divergindo do verdadeiro conceito de uma Imagine. Muitas vezes, as autoras acabam colocando elas mesmas na história, o que perde o propósito de uma Imagine, e acaba se transformando em uma fic fora dessa categoria.

Eis que a explicação da minha fonte não parou por aí. Existem Imagines Hot. Acho que pelo nome já deu pra sacar o teor da coisa, né? Pedi pra que ela me enviasse uma pra eu ver como era. Gente. Cho-quei. Eu já tenho vergonha de escrever cenas +18 na minha fanfic e estou lutando bravamente para mudar isso em mim e fazer ao menos uma cena fofa… Aí li uma parada pesada que supostamente é para eu me colocar na história. CHOQUEI. Sério. Foi tipo:

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Alguém aí já havia ouvido falar de Imagines? Já leu alguma? Conta tudo pra mim, porfa, quero saber mais, porque a minha experiência foi muito traumática! Hahahahaha

Quem sabe um dia, na vida, não faço uma Imagine? MAS FOFA, NADA HOT, JESUS.

 

Eu hein…

Resenha: Cidades de Papel

Em 08.07.2015   Arquivado em Livros

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Sei que já postei uma resenha de livro essa semana, mas, gente, não dá. Nem parece que eu leio tanto quanto falo, mas a verdade é que desenvolvi uma certa compulsão de sair comprando mais livros do que consigo ler, aí a coisa tá bem louca, mas prometo que não vou mais deixar ninguém na mão.

Agora é a vez de mais uma célebre obra de um dos meus escritores mais amadinhos, João Verde John Green. Pra quem não lembra, fiz uma resenha de um outro livro dele anteriormente aqui no Além do Meu Mundo (se não lembra, corre aqui). Cidades de Papel é um dos meus livros favoritos, e não é porque é modinha. Não é porque é John Green. Quer dizer, esse segundo ponto influencia muito, mas a culpa mesmo é das estrelas da história.

Li esse livro já tem mais de um ano, e fiquei bem animada quando soube que um filme seria produzido. Então decidi esperar até o lançamento do filme, que é AMANHÃ, para resenhar o livro, e SIM, resenhar o filme!

Então vamos ao que realmente importa! <3

O livro é contado em primeira pessoa, pelo nosso personagem principal, Quentin Jacobsen, mais conhecido como Q. A história começa sem nenhuma pretensão, com Q contando um pouco sobre sua infância e como conheceu Margo Roth Spiegelman, uma garota magnífica que é sua vizinha e colega de escola desde sempre. Sim, Q é apaixonado por Margo, e sim, é uma paixão platônica. Eles sequer se conversam, são de grupos completamente distintos. O bom e velho desconhecido e atormentado pelos valentões e a querida e popular amada por todos.

Mas acontece que as coisas nem sempre foram assim. Lembram que falei ali em cima que Margo e Q são vizinhos? Pois bem. Quando pequenos, os dois conviviam bastante, eram super amigos e andavam juntos pra lá e pra cá. Só que tudo mudou depois de uma tarde em que as duas crianças encontraram um homem morto no parque. Alguma coisa aconteceu que fez a conexão entre eles se romperem. Talvez tivessem sido os fios

Enfim, depois desse episódio, a amizade deles nunca mais foi a mesma. Até a noite em que Margo Roth Spiegelman invade o quarto de Q com o rosto pintado e vestida de ninja intimando-o a ser seu piloto de fuga e assistente em um plano de vingança. E é claro que… Ele topa na hora.

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A noite se torna longa e cheia de aventuras, desde compras no supermercado a invasões domiciliares, pegadinhas, arrombamentos, castigos e fugas. Isso sem mencionar uma visita a um dos prédios da cidade e uma invasão ao Sea World.

A noite não poderia ter sido mais incrível para Quentin, ao qual estava vivendo um sonho aventureiro ao lado de sua paixão adolescente, rendendo risadas e muito autoconhecimento. Margo mostrou que era muito mais do que os olhos dele eram capazes de captar, e ele mal podia esperar pelo dia seguinte para ver como as coisas se desenrolariam entre eles na escola.

O problema é que esse dia jamais chegou. Ou melhor… O dia chegou, mas o encontro não. Margo Roth Spiegelman não apareceu na escola. Os boatos era de que a nossa misteriosa mocinha simplesmente havia desaparecido, e ela, que tanto adorava mistérios, acabara de se tornar um. Ou seja… Se vocês acharam que o que eu contei ali em cima já era a aventura… Estavam enganados, pois é aí que a aventura realmente começa!

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Ao lado de seus melhores amigos Radar e Ben, Q começa a juntar peças e desvendar pistas para descobrir o paradeiro de Margo. É quando ele finalmente descobre as Cidades de Papel. Quer saber o que são? Sorry, segredo secreto!

Depois de descobrir o que são as benditas Cidades de Papel e vasculhar lugares abandonados ao lado de seus amigos, Q conclui que finalmente tem pistas suficientes para encontrar Margo. Inesperadamente, Q percebe que contará com a ajuda de não só os seus dois melhores amigos, mas também Lacey (namorada de Ben e amiga de Margo).

Devo dizer que COMO SEMPRE, o John Green me surpreendeu. Mesmo sabendo que o estilo dele é surpreender, eu sempre acho que vou conseguir acertar o que vai acontecer no final, e nunca é aquilo realmente.

Acho que esse livro precisa ser lido por todo mundo, sério. Além da leitura leve e divertida que faz você rir do começo ao fim quando participa dos diálogos de Q, Radar e Ben, existe realmente um ensinamento por trás dessa história (em todas as histórias do Green, na verdade).

De todas as obras, acredito que essa foi a qual John Green mais se dedicou à pesquisa. Se alguém tinha dúvidas do nível de escrita dele, é nesse livro que se começa a repensar tudo. Os livros dele não se tratam apenas de arrancar lágrimas das menininhas. Em “Cidades de Papel”, os jovens finalmente conhecem a literatura de Walt Whitman, “Folhas de Relva”, e boa parte da história é baseada em um poema desse livro. É impressionante. Além disso, há também a pesquisa sobre as Cidades de Papel. Esse termo realmente existe e é super bem explicado no final do livro, o que eu havia achado desde o início que era apenas uma ideia saída da cabeça de John. E o mais incrível é que tudo isso se encaixa PERFEITAMENTE.

Lembro que depois que li o livro eu estava voltando do estágio, e eu fiquei simplesmente estática, em silêncio. Não conversei com ninguém por umas duas horas e tudo o que eu conseguia fazer era refletir sobre tudo o que eu havia acabado de ler, e como todas aquelas palavras e reflexões eram tão reais.

“Cidades de Papel” não é só romance, não é só comédia. Não é só sobre uma menina que quer se vingar de seus amigos. Não é sobre uma menina que desaparece. Não é sobre um paradeiro. É sobre mim, sobre você. É sobre como as pessoas nada mais são do que… Pessoas. Pessoas preocupadas demais em serem algo além do que elas mesmas são. Sobre as pessoas olharem umas para as outras e não se enxergarem de verdade, e sim o reflexo de si mesmas.

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Se quiser entender um pouquinho mais da história, que tal um vídeo do próprio John Green explicando? <3

Curtiu? Dá tempo de ler o livro!

PDF – Cidades de Papel – John Green

Aqueles Olhos

Em 08.07.2015   Arquivado em Crônicas

AquelesOlhos

Tenerife Sea – Ed Sheeran

Aqueles olhos. Por mais que eu tente eles não saem da minha cabeça, não consigo me esquecer. Não consigo me esquecer de como eles brilhavam, refletindo a luz que emanava do céu, fosse dia ou noite. Fosse sol ou chuva.

Aqueles olhos que eram capazes de transmitir todos os sentimentos do mundo numa só encarada. Era carinho, era dor, era mistério. Eles sorriam, eles choravam.

Já faz tempo que eu não os vejo. Me sinto no escuro, esperando por mais um dia como aqueles em que eu tinha a sorte de vê-los se abrirem para ganhar a claridade do quarto. As pupilas se contraíam rapidamente, como se a luz as assustassem de prontidão. Mas era tudo muito rápido. Era preciso ficar muito atento se quisesse ver tudo isso acontecendo, pois em questão de segundos seus olhos já ganhavam a calma do Mar Cáspio. Então era como se eu mergulhasse, me afogando na beleza deles.

Era como se eles me dessem a vida e a morte. Meu coração acelerava e parecia querer rasgar o meu peito como uma seda que vai se desfiando facilmente. E eu podia ficar olhando para eles durante o dia todo, juro que não me importaria.

Eles tinham um certo poder sobre mim. Droga, como me doía quando eles choravam e eu sabia que eu era o culpado! Era como se as suas lágrimas fossem lâminas cortantes que me atingiam lentamente enquanto aquele azul me encarava e perguntava “Por quê?”.

E mesmo não os vendo mais, sinto que esse poder, essa hipnose continua. Porque quando fecho os meus olhos, eles são tudo o que eu consigo ver. Aqueles olhos.

Onde estarão agora? Em outro quarto, do outro lado do mundo? Iluminando-se e mostrando-se Cáspio para outro alguém que não eu? Mostrando-se um puro mistério pronto para ser desvendado? Fazendo-se serem mergulhados?

Eu espero que esse alguém lhes dê a mesma atenção e valor que eu lhes dava. Que esse alguém não perca um único detalhe da maravilha que é vê-los acordando para um novo dia. Aqueles olhos.

 

 

Insanamente

Em 07.07.2015   Arquivado em Crônicas

Insanamente

Minha mente é daquelas que funcionam de maneira insana na madrugada. Isso doi, machuca, corroi.

Pois é quando o silêncio da rua nasce, na calada da noite, que tudo começa a pipocar dentro da minha cabeça. Meus fantasmas acordam e resolvem fazer uma festa.

A amiga insônia é a primeira a chegar, o que me faz ficar deitada, encarando o teto. E se fecho os olhos, sou importunada por aqueles pensamentos que simplesmente não me deixam.

Continuam fortes, correndo pela minha cabeça. Não entendo muito bem de anatomia nem de como o corpo funciona, mas tenho a impressão que existe um atalho do meu cérebro que vai direto ao coração, porque os pensamentos brincam dentro de mim como crianças correm em um parque de diversões. E quando atinge o meu coração, o pensamento que era pensamento se torna sentimento. E essa é a hora que eu mais sofro.

Sofro sentindo o que já passei e o que estou para passar. Sempre fui dessas de sofrer por antecipação, sabe? Daquelas que vive num eterno drama, sofrendo antes, durante e depois.

Essa sou eu, insana e imprecisa como um tornado. Intensa como a própria força da natureza. Mas enganados aqueles que acham que sou dura feito uma rocha, firme feito as raízes das árvores. Sou tão frágil e tão mutável quanto aquela folha que você vê caindo e dançando com o vento até chegar ao chão. Aliás… É onde eu sempre termino depois de passar a noite em claro pensando. No chão.

Resenha: Para Onde Ela Foi

Em 07.07.2015   Arquivado em Livros

paraondeelafoi

Quem leu a resenha de “Se Eu Ficar” (clique aqui para ler o post), deve estar se perguntando: “Se ela não gostou do primeiro livro, por que diabos leu o segundo?”. Pois é. Essa também foi a pergunta que ficou na minha cabeça quando comprei “Para Onde Ela Foi”. Mas é que a Nats não começa algo e não termina, é assim que funciona!

E quer saber de uma coisa? Ainda bem que eu não julguei o segundo livro pelo primeiro, porque eu realmente gostei da continuação da história.

Dessa vez, quem narra a trama é o Adam, o namorado rockeiro de Mia Hall, e tudo acontece três anos depois do acidente que matou os pais e o irmãozinho dela. E acredite ou não, muita coisa mudou.

A banda de Adam engrenou no mundo da música, o que significa que a Shooting Star alcançou o estrelato e nada em rios de dinheiro. Nada poderia estar melhor, não é? Não, porque sabem o que dizem por aí, sorte no jogo na carreira e azar no amor.

Depois de toda aquela barra pesada pela qual Mia passou física e emocionalmente, ela decidiu ir para Julliard, a universidade de música na qual ela foi aceita, que fica em Nova York. E por motivos misteriosos, Mia acaba se afastando de Adam sem nem lhe dar satisfações.

Durante esses três anos entre a separação dos dois e o caminho ao estrelato, Adam acaba se afundando na própria tristeza e na depressão, se perguntando dia após dia o que ele havia feito de errado e porque Mia havia sumido do mapa daquela maneira. Apoiado nesse sofrimento, ele meio que acaba escrevendo o CD do ano, e a Shooting Star, que até então estava em hiatos, volta com tudo e finalmente fica conhecida.

Ao longo da narração, nós vamos conhecendo o “cara” no qual Adam se tornou, seus vícios, seus arrependimentos, seus medos, seus rituais, sua vontade de voltar a ser o desconhecido moleque de Oregon…

E então, quando achamos que não tem mais como Adam ser mais depressivo, um acaso da vida acaba fazendo com que ele e Mia acabem se encontrando em meio à noite agitada da cidade de Nova York. Como será esse encontro entre o famoso rockeiro que namora uma das atrizes mais cobiçadas de Hollywood e uma musicista famosa que está a ponto de começar a sua turnê?

Os dois passam uma madrugada maluca juntos, onde Mia o leva para fazer uma “turnê de despedida” por Nova York, já que ela vai para o Japão e Adam, que mora em Los Angeles, vai iniciar uma turnê de mais de dois meses.

Será que um dia pode resolver questões que perduraram por três anos? É aí que está a chave da coisa.

Diferente do primeiro livro, a continuação me surpreendeu, porque trouxe uma trama completamente diferente, fora daquela situação de coma em que Mia fica praticamente o livro todo. Temos questionamentos mais profundos e maduros.

E eu, que durante toda essa leitura, estava odiando a Mia com todas as minhas forças, consigo finalmente compreender o que aconteceu para ela ter feito o que fez. Às vezes algumas decisões precisam ser tomadas para entendermos que precisamos estar bem com nós mesmos primeiro para depois poder fazermos bem aos outros.

Sem dúvida, Gayle Forman conseguiu reverter a minha insatisfação com a história! Indico com vontade!

Agora o que vocês têm que fazer? Hermione responde:

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Quem curtiu, aqui vai o PDF amado de todos do livro!

PDF – Para onde Ela Foi – Gayle Forman

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