Onde fica o meu espaço no mundo?

Em 02.08.2017   Arquivado em Crônicas, Por aí

Se você clicou neste post é bem provável que esta deva ser a pergunta que você se faz todos dias. Ou algum dia já foi uma pergunta que você fez a si mesmo.
A gente sempre acha que saber quais são as nossas habilidades e do que mais gostamos já é o suficiente para ter esse tão sonhado lugar no mundo. Só que é aquela velha história: na teoria tudo é fácil.
Saber o que te faz feliz nem sempre te coloca na estrada de tijolos dourados rumo ao seu destino. E não estou exigindo que fosse. Assim nem teria graça.
O problema real da questão é quando parece que o que te prospecta felicidade não possui espaço algum no mundo. E nem é questão de “ora, basta conquistar o seu espaço! Você precisa se esforçar!”
Será que quero mesmo um espaço nesse mundo? Um mundo em que não sou gente, e sim número? Um mundo que te obriga a ser o que não é e te enfia regras goela abaixo, doa a quem doer? Um mundo no qual eu tenho que falar aquilo que querem ouvir para que eu seja aquilo de que realmente precisavam? Bom… Se tenho de fazer isso é porque no fim das contas eu não sirvo pra nada daquilo que o mundo tem a oferecer, não é mesmo? E o que eu tenho também não lhe cabe. É como tentar vestir uma roupa de bebê recém-nascido em uma melancia.
Eu não sou um produto. Eu não sou uma oferta. Eu não estou a venda.
Eu tenho muito a oferecer. E é triste que o mundo seja tão cruel a ponto de me fazer pensar o contrário. De me fazer questionar o meu papel. De não me dar o que eu tanto queria: um espaço.

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