Categoria "Por aí"

Sampa Tour: Edifício Martinelli

Em 30.06.2015   Arquivado em Por aí

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Olá, pessoar!

Hoje resolvi dividir um pouquinho dos rolês que venho fazendo. Esse ano eu e meu namorado decidimos fazer um Sampa Tour. Oi?

É. Nós moramos em São Bernardo do Campo, a 40 minutos de São Paulo, o que significa que estamos mas não estamos em São Paulo. Em 40 minutos nós também chegamos a muitos lugares em São Bernardo, pois a cidade aqui é grande. Sei que não é, mas nos sentimos parte da cidade de São Paulo porque a distância é mínima.

Enfim, a coisa é o seguinte… Assim como metade do universo, queremos conhecer vários países, rodar o mundo, aquela coisa toda. Mas nos veio a seguinte questão: Como queremos conhecer o mundo se não conhecemos nem a nossa cidade direito? Pois é! Por isso, decidimos que realizaríamos um tour de mais ou menos 30 lugares diferentes para conhecermos em São Paulo. E ADIVINHA! Vai ter tudo documentado no brógui, porque sim!

Explicada a bagaça, vou apresentar o nosso primeiro rolê do “Sampa Tour”: Edifício Martinelli.

A foto que tirei da fachada não ficou legal, então decidi usar essa pra vocês verem melhor. Créditos: José Cordeiro / SPTURIS.

A foto que tirei da fachada não ficou legal, então decidi usar essa pra vocês verem melhor. Créditos: José Cordeiro / SPTURIS.

Vou resumir um pouquinho da história do prédio porque né…

Em 1889, o italiano Giuseppe Martinelli imigrou para o Brasil, com um sonho muito comum entre todos os imigrantes que chegavam aqui: prosperar. Em pouco mais de duas décadas ele construiu um bom império.

O Comendador Martinelli simplesmente se apaixonou por São Paulo e viu na cidade um futuro, e para deixar a sua marca, decidiu erguer o Edifício Martinelli, o arranha-céu mais alto da América do Sul.

Foi uma polêmica, na época, pois São Paulo não havia nenhum prédio daquele tamanho todo. Os prédios da cidade tinham, no máximo, 5 andares. Martinelli alcançou 25 andares. Não satisfeito e incomodado com os boatos de que a construção cederia, decidiu construir sua própria mansão EM CIMA DO PRÉDIO, aumentando em mais CINCO andares. Tudo isso para provar que o prédio não iria abaixo.

O prédio já passou por altos e baixos, quase foi demolido, virou cortiço, foi cenário de crimes, prostituição e assassinatos. Depois de muita degradação, foi restaurado e aberto para visitação, além de abrigar algumas repartições públicas. Se quiser saber mais sobre a história, clique aqui. O Edifício Martinelli também possui várias lendas, entre elas a de ser mal-assombrado. Se quiser saber sobre isso, clique aqui.

Agora, chega de papo e vamos às fotos! <3

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E aí? O que acharam da história? E as fotos? Não somos fotógrafos, mas tentamos! Nesse mesmo dia fizemos um outro rolê, no Museu Catavento. Clique aqui para ver tudo o que rolou! <3

Um rolê nos anos 50

Em 20.06.2015   Arquivado em Por aí
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Foto: Amaro Fotografia

Atenção: este post NÃO é um publieditorial. É uma experiência minha que fiz questão de compartilhar com vocês!

1950. 2015. Sessenta e cinco anos dividem essas duas datas. Datas essas que diferem em vestimentas, estilos, músicas, programas, lugares. Mas nada que um bar em meio a caótica cidade de São Paulo não possa juntar esses tempos tão distintos.

Confesso que quando o convite foi feito, fiquei hesitante. Sempre gostei de bares temáticos, mas daí um bar em que as pessoas vão a caráter pra dançar rockabilly? Meu alerta “Cilada, Bino!” já ficou a postos.

De frente com a fachada não consegui fazer nenhum comentário. Eu nem diria que era um bar, a não ser pelo nome acima “The Clock Rock Bar”. Parecia que eram aquelas festas clandestinas dos anos 50, e… dã, Natália!

Foto: Amaro Fotografia

Foto: Amaro Fotografia

BAM! Todo aquele pensamento de paulista iniciante acabou no momento em que passei pela porta. A parede do balcão de entrada já jogava na sua cara todos aqueles rostos tão conhecidos. Elvis Presley, Marilyn Monroe, Beatles, Bill Haley and The Comets… Meu humor mudou NA HORA.

Mas meus olhinhos brilharam MESMO quando a segunda porta foi aberta e finalmente adentrei o local que era de fato o bar. Uma mistura doida de baile, lanchonete americana e barzinho intimista com música ao vivo tomaram conta de todos os meus sentidos.

Saias plissadas e rodadas. Cabelos moldados no spray. Suspensórios. Meus olhos estavam quase brincando fora das próprias órbitas, observando os casais vestidos a caráter como se estivessem nas pistas borbulhantes dos anos 50/60. Fiquei “Gente, para o mundo que eu quero descer!”.

Sabe aquela história de cuspir pra cima e cair na testa? Pois é. Acho que caiu direto na cabeça, porque eu estava ocupada demais assistindo àquele show incrível pra que eu olhasse pro alto e deixasse que algo caísse na minha testa.

Foto: Veja São Paulo

Foto: Veja São Paulo

De Elvis Presley a Thurston Harris. Era impossível não balançar pelo menos o pezinho ao ritmo daquelas músicas dançantes e não se sentir como se estivesse mesmo nos anos 50/60. E a invejinha de não saber dançar o estilo crescendo no peito.

E em meio a tanta gente jovem e animada, eis que me deparo com um casal que realmente estava em casa, dando o maior show de todos:

DaniloMartins-TeresaCristina

Esses dois que eu tentei fotografar são o Danilo Martins, 75, e a esposa, Teresa Cristina, 63. Esse casal simpático de energia já estão juntos há 45 anos e sempre gostaram muito de dançar vários estilos: samba, chachacha, bolero, forró, foxtrote… Ufa! Cansei só de falar todas essas danças!

Eles frequentam o The Clock Rock Bar há 4 anos e Danilo disse que apesar de já dançarem rock desde quando eram mais jovens, precisaram tomar algumas aulas de rockabilly, porque a marcação dos passos é diferente. Acho que pelas fotinhos acima já dá pra perceber como eles chamam bastante a atenção, né? É só entrar na pista e são notados! E não é à toa que já fizeram tantas amizades! Quando perguntei sobre o que a dança representava em sua vida, Danilo só teve uma resposta: “Só alegria, faz bem para a cabeça, para as pernas e para a integração social, que é o que eu fiz com você.” Sim, eu dancei rockabilly e aprendi passos com ele! E foi incrível! Entendi que basta se deixar ser conduzida, e a mágica acontece! Até parecia que eu sabia mesmo como dançar, juro! Pena que não tenho nenhum registro do momento.

Para Danilo, mesmo sendo algo que resgata a sua juventude, o estilo de dança não é uma maneira de suprir o sentimento de nostalgia “No rockabilly somos todos iguais e todo mundo dança com todo mundo. Vamos dançar?”

O Danilo é um exemplo de que diversão não tem hora nem idade! Ir àquele lugar e conhecer aquelas me fez realmente bem! E agora que paro pra pensar, de certa forma, a frase que o Danilo me disse enquanto dançávamos faz todo o sentido. “Não podemos viver para sempre… Mas podemos dançar para sempre.” Podemos mesmo, seu Danilo. Basta dançar conforme a música!

 

Achou o The Clock Rock Bar legal? Quer saber mais? Que tal esse vídeo MARA dos professores dançando no programa Encontro com Fátima?! *-*

Ficou interessado em conhecer o lugar? O bar fica na Rua Turiassú, 806 – Perdizes, São Paulo – SP. Tá a fim de fazer umas aulinhas de rockabilly? O LUGAR TAMBÉM É LÁ. Basta entrar na fanpage e no site do bar para se informar!

Ufiii! Bom, essa foi a minha experiência nos anos 50! Qual é a sua? *-*

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