Categoria "Livros"

Resenha: Circo Invisível

Em 15.04.2016   Arquivado em Livros

Depois de trezentos e cinquenta e sete séculos muito tempo, o Além do Meu Mundo tira a poeira da estante da categoria Livros e traz uma obra da série “gostei da capa”: Circo Invisível, de Jennifer Egan. Cansada de ler os best-sellers da vida, quando ainda estava no Brasil (old but gold…), me aventurei em escolher um livro que estivesse fora dos holofotes juvenis. Não costumo fazer muito isso, mas as duas únicas vezes que realmente julguei um livro pela capa, eu acertei lindamente.

Quer dizer… Como esse livro não chamaria a atenção, gente?? Com esse nome sugestivo que te leva a algum lugar que você não sabe bem qual… E depois o jogo de luzes que brinca com o mistério de um cavalete… Quando vi, já estava levando o livro para o caixa!

book5

Nunca havia lido nada da Jennifer, e preciso admitir que ela me surpreendeu de uma maneira única. Não é um livro de ação. Não é um livro de amores impossíveis. Não é um livro de seres sobrenaturais. É um livro sobre a vida, e como ela pode nos pregar peças. É um livro que fala do ser humano e descreve como ele pode ser vulnerável. É uma trama que fala sobre a perda de alguém querido. E que fala mais do que isso: como seguir em frente.

A história se passa em 1978, e acompanhamos a vida da nossa querida Phoebe, uma jovem de 18 anos de São Francisco que acaba de se formar. Poderíamos dizer que Phoebe é aquela típica adolescente normal, com sonhos e vida normais… Mas acho que deve ser um pouco difícil ser “normal” quando se perde o pai e a irmã mais velha, mesmo depois de muitos anos.

Nos deparamos com uma narrativa misteriosa e melancólica que nos traz flashbacks de quando o pai e a irmã ainda eram vivos. Acompanhamos a infância dos três irmãos: Faith, a filha preferida, exemplo para todos; Barry, o irmão inteligente e ofuscado; e Phoebe a caçula que se espelha sempre na irmã mais velha. Tudo isso para tentar desvendar o que circunda a morte de Faith. Os boatos eram de que a primogênita tivesse se suicidado na Itália, enquanto viajava com o namorado pela Europa.

Depois de conhecermos um pouco do passado e do “presente” (final da década de 70) da família O’Connor, Phoebe acaba despertando e percebendo o marasmo no qual a sua vida havia se tornado devido as ondas de acontecimentos que pareciam tê-la congelado para sempre no tempo. Um tempo onde o pai, e principalmente a irmã, estavam vivos em sua memória e nas paredes da casa da família.

É quando, tomada por esses desespero de se desprender dos laços maternos e das raízes locais, Phoebe decide se jogar de verdade, e ir para a Europa. Mas é claro que essa viagem não é uma viagem qualquer. Depois de tanto sonhar com aquele momento, Phoebe decide refazer os passos de sua irmã para tentar descobrir, afinal de contas, o que realmente havia acontecido em 21 de novembro de 1971, o dia da morte de Faith.

Por meio dos cartões postais que a irmã havia mandado a família, Phoebe refaz o caminho de Faith. Inglaterra, Holanda, Bélgica, França, Alemanha… É aqui que a vida da nossa protagonista vira de cabeça para baixo, pois um personagem super importante surge para ajudá-la a desvendar o mistério que ronda a sua vida: Wolf, o ex-namorado de Faith.

A partir daqui, Phoebe consegue mais informações concretas sobre tudo o que veio a acontecer antes do fatídico acontecimento. Mas nem tudo estava claro, pois segundo Wolf, eles já não estavam mais juntos na época. Movido seja lá pelo que ele estava sendo movido, Wolf decide seguir viagem com ela até Corniglia, na Itália, com o seu velho carro.

Alpes italianos, Áustria, Espanha… Depois na Itália, passando pelas cidades de Pisa, Gênova, La Spezia, Vernazza… Para então chegarmos à misteriosa e tão esperada Corniglia. Nesse ponto, você já está completamente apaixonada por toda a estrada europeia, pelas cidadezinhas… Fica difícil não querer estar lá.

E é aqui que a nossa Phoebe finalmente descobre como tudo aconteceu. E acreditem… Fiquei pasma, pois não imaginei que ela fosse conseguir descobrir como as coisas exatamente aconteceram. Os detalhes… Foi além do que eu esperei, sério. Tinha esperado um desfecho completamente diferente, e acho que é isso o que eu mais gosto nos livros. Quando não são acabam de uma maneira tão óbvia.

Esse livro descreve situações cotidianas, mas ao mesmo tempo, únicas e super reflexivas. Nos remonta cenários políticos e sociais da década de 70 de uma maneira espetacular. Além disso, Jennifer descreve tudo tão bem, que há um certo momento em que você simplesmente se sente parte da viagem de Phoebe.

Parece que o nome não tem nada a ver com a obra, mas acredite em mim, TEM SIM. E tudo meio que gira em torno dos acontecimentos da década. Entra bastante coisa de história, então preparem-se!

Agora a pergunta que não quer calar: Você indica esse livro, Nats? Indico. Indico duas, três vezes, se precisar. No fundo, todos temos um pouco de Phoebe dentro de nós. Eu, particularmente, me identifiquei muito com as indagações e os questionamentos da personagem. São coisas que eu achei que só nós, jovens da atualidade, questionávamos. E eu errei. Acho que tenho uma visão de mundo diferente agora.

Entre na história fascinante de Jennifer Egan sem medo. Juro que você não vai se arrepender!

 

Pra quem se interessou pelo livro, taí o PDF do primeiro capítulo!

 

 

“Em ‘Circo Invisível’, Jennifer Egan prova que não importa o que quer que estejamos procurando, em geral queremos encontrar a nós mesmos.” The New York Observer

Resenha: The Heartbreakers

Em 11.12.2015   Arquivado em Livros

UM

Dentre as muitas coisas que devo a vocês, finalmente cumpri UMA. E cumpri sem a menor sombra de sacrifício. Depois de MESES sem postar resenhas de livros, Nats achou uma obra digna de um espacinho aqui no Além do Meu Mundo.

Alguém aí já ouviu falar do livro The Heartbreakers, da Ali Novak? Acho que a resposta é não para o título e para a escritora, né? Muito que bem, não tem problema, eu fico feliz em falar sobre ambos porque esse foi um achado meu no MERCADO, gente. E eu adoro quando tenho um feeling certo, porque eu estou completamente DOENTE por esse livro. Vamos à sinopse, vem comigo:

 

Stella é do tipo de pessoa que faz qualquer coisa pela irmã – até mesmo ficar em uma fila cheia de garotas histéricas apenas para conseguir um CD autografado dos Heartbreakers… Por três horas. Bom, pelo menos ela conheceu um garoto lindo na Starbucks horas antes. Um garoto dos olhos azuis que parece muito com…

Oliver Perry. É claro que o cara da Starbucks era apenas o vocalista da banda que ela menos gostava. Obrigada, universo. Mas talvez exista muito mais do que aquele mundo de fama para Oliver, porque mesmo depois de ela insultar suas músicas – na cara dele -, ele ainda dá o seu número a Stella. Oi?

Mas como Stella pode sequer pensar em estar com Oliver – namorando, se divertindo e pregando peças com os garotos da banda – quando sua irmã poderia morrer de câncer?

 

Pausa. Sim, eu nunca havia lido nenhum livro do tipo, sequer uma fanfic à respeito de garotas que acabam se apaixonando por algum vocalista e a história toda nós já conseguimos até formar na nossa cabeça, porque sim, clichê master blaster plus advanced. Quer dizer… Quem NUNCA sonhou em namorar aquele vocalista maravilhoso? Não, não negue com a sua cabecinha, porque no seu passado obscuro você bem que sonhou isso. Eu, aliás, com os meus 22 anos nas costas, ainda sonho com isso.

rainha

Vou começar dizendo que a capa do livro me ganhou sim e com certeza. Primeiro pela simplicidade de trazer apenas o que interessa. O título também foi importante, eu admito. Mas acho que as duas coisas que mais me fizeram tirá-lo da estante foi a linha-fina e uma coisinha logo abaixo do nome da autora.

 

“Oliver é o vocalista da banda mais quente do momento. Stella não faz ideia disso.”

 

Ali Novak

Mais conhecida como a nova sensação do Wattpad FALLZSWIMMER

 

Quando eu li Wattpad não teve Cristo que não me fizesse levar esse livro. Pra quem não sabe, esse site é uma grande janela para pessoas que sonham em publicar uma obra algum dia, e sim, eu sou uma dessas pessoas. Achei que valeria à pena ler um livro que veio de um lugar no qual eu pretendo postar a minha história em breve. BAM!

BAM

O livro é MUITO bem escrito, e tem um desenvolvimento simples e de fácil compreensão. Não abusa de palavreado difícil ou de descrição cansativa. Pelo contrário: os diálogos são muito bem pensados, além de MUITO engraçados.

Apesar de ler lido e gostado muito das obras do John Green por se aproximar muito do que pra mim é a adolescência (quando falamos de Cidades de Papel, claro), esse é o livro mais que próximo da realidade que eu já li, na minha opinião – ignorando o fato principal da personagem principal pegar o cara mais hot do momento, né –. Quando digo “próximo da realidade”, me refiro aos diálogos cotidianos entre os personagens e como as piadas são bem atuais. Não tem filtro. Existe palavrão, existe piada suja. E daí? Não é assim que nos comunicamos no dia a dia, jovens? Pois bem.

Ah! Você deve ter lido a linha-fina e pensado “Tá bom. A banda é a mais quente do momento e a menina simplesmente não sabe quem é o cara? Bullshit.” Bom, eu confesso que também pensei isso no primeiro momento, mas a Ali desenvolve essa parte da história com tanta naturalidade e tão cheia de sentido que não se torna nada absurdo. É doidinho, mas não é incompreensível.

O livro é escrito em primeira pessoa e pasmem, é o primeiro livro que realmente me satisfez nesse sentido. Apesar de já ter lido 8239874 livros em primeira pessoa, eu pessoalmente não gosto muito desse estilo, porque sinto que o autor muitas vezes deixa a desejar com relação à descrição, observação ou ao sentimento de um personagem que não o do principal, já que a história é contada do ponto de vista do mesmo. MAS acho que esse livro teve uma representação muito diferente e me agradou sem exageros.

DOIS

Sobre os personagens: me identifiquei HORRORES com a Stella. Ela não tem nada daquela garota “tradicional”, não é inteiramente girly e é cheia de dúvidas sobre o próprio futuro. Aliás, quem não? Ela sempre coloca as pessoas que ama em primeiro lugar até quando não deveria, além de sempre cobrar demais de si. Ela é encantadora, tem os melhores pensamentos e é super “sóbria” quando se trata de analisar uma situação. Isso eu realmente não sou e queria muito ser.

Outra coisa. Quem é esse Oliver Perry, gente? Alguém pode, por favor mandar embrulhar pra presente de Natal e me mandar? Sério, vou colocar o meu endereço no final desse post para a alma caridosa que quiser fazer uma garota feliz esse ano. Ele é sensível, doce, engraçado… Mas ao mesmo tempo é sexy, provocante, imponente e pode ser bem convencido de vez em quando.

Os garotos da banda… Gente, como eu terminei esse livro querendo ser amiga desses caras. Alec, Xander e JJ são a ALMA dessa história, e fico muito feliz que a Ali tenha conseguido o devido espaço e a devida essência a cada um deles, porque eu acho super difícil fazer com que tantos personagens interajam tão bem em uma mesma cena. O que é o companheirismo do Alec, a fofura do Xander e os comentários do JJ? Repito, a ALMA da história.

Meu coração acelerava loucamente a cada decisão maluca e a cada situação na qual Stella acabava se enfiando. Eu tive todos os sentimentos do MUNDO enquanto lia as aventuras dessa menina de 18 anos: felicidade, tristeza, agonia, raiva…!

E aqueles que acham que a história só se trata de uma garota que vive o sonho de todas as garotas do mundo por namorar um vocalista como Oliver Perry e ou do quanto ela é sortuda por tudo que passa com os Heartbreakers, se enganam PIAMENTE. Existe uma história muito mais profunda do que só esse relacionamento que me arrancou suspiros e me fez ficar tipo freaking out o tempo todo. Trata aquele momento de decisões tensas na nossa vida de uma forma bem verídica. Mostra como os nossos medos nos impedem de realizar os nossos sonhos. Nos ensina a ver a vida com outros olhos. Aliás, nos ensina a abrir os olhos.

Eu não esperava toda essa onda de sentimentos e aprendizados desse livro, e acho que é por isso que ele acaba de entrar para a minha lista de favoritos.

QUATRO

A parte engraçada: fui pesquisar sobre o livro depois que li e descobri que a Ali fez um “book trailer” usando cenas de séries e filmes (faço muito, obg). Foi MUITO engraçado ver quem ela imaginava como Stella e Oliver, porque eu errei feio, errei RUDE.

Eu imaginei o casal ligeiramente parecido com a da capa do livro, mas a Stella eu acrescentei a tal da franja e a mecha azul no cabelo. Agora o Oliver… Eu confesso que fiz uma pequena relação ao Harry Styles pelo estilo do garoto, mas achei que personagem tinha o cabelo mais claro como o cara da capa. Também achei que ele tinha um quê de Chay Suede de olhos azuis, sei lá. PORÉM, QUANDO VOU VER O TRAILER:

Sim, ela tinha pensado no meu crush Harry Styles, minha gente! <3

harry

Bom, brincadeiras e observações à parte, esse livro já está no meu coração e por isso precisei compartilhar. Só desejava do fundo do meu coração que tivesse uma continuação, porque olha = <3 Até deixei um comentário-bíblia para a Ali Novak no Wattpad elogiando o trabalho dela, me julguem!

Anyway… Eu o li em inglês, dei uma caçada nas internet e infelizmente não tem a versão em português (#chateada). Mas falo sério quando digo que é uma leitura bem tranquila, então pra quem quiser se arriscar, segue o link da edição publicada. Não achei para pdf, então vai o link do Wattpad! <3

E não esquece de dar aquela comentadinha básica aqui no brógui, rere

HeartbreakersGraphic

Livros que quero ler

Em 10.10.2015   Arquivado em Livros

books

Sabe aquela lista de livros enorme que você lê um, risca da lista e acrescenta mais três? É a minha lista.

Eu deveria ser como toda garota normal que não pode entrar em uma loja de sapatos. Mas não, eu não posso entrar em uma livraria sem sair com pelo menos um outro título anotado para ler depois.

Vocês devem, inclusive, estar sentindo falta das resenhas que costumo fazer, e bom… A verdade é que não tenho tido tempo de terminar UM LIVRO. Comecei QUATRO e desde que cheguei aqui em New York não tenho conseguido continuar nenhum deles.

book2

E o motivo de “desinspiração” eu já descobri: preguiça de ter que ler um livro todinho em inglês. Parece bobeira, mas não é. Tem hora que o cérebro simplesmente cansa.

E claro, ainda assim a minha lista de livros continua a crescer. Por isso resolvi escrever sobre ALGUNS dos livros que estou lendo ou lerei em breve para me dar um empurrãozinho.

 

Naomi & Ely e A Lista do Não-Beijo

Naomi&Elly

Sinopse: Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi ama Ely e está apaixonada por ele. Já o garoto, ama a amiga, mas prefere estar apaixonado, bem, por garotos. Para preservar a amizade, criam a lista do não beijo — a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não beijo protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que… Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática.

 

Eu comecei a ler esse livro no Brasil, o trouxe comigo, mas na bagunça da minha vida parei de ler e quero recomeçá-lo pra fazer a coisa direito. E não é que o livro seja ruim. Muito pelo contrário. Achei a história simplesmente incrível porque é bem diferente de tudo. Super engraçada e despretensiosa. Eu nem sabia da existência desse livro, mas foi aquele caso de amor à primeira vista com a capa. Porque é azul (minha cor favorita), porque o copinho de café é em relevo e me faz pensar em New York. E aí me encantei ainda mais quando comecei a ler e vi que a história se passa, de fato em New York. Minha vontade é ir em todos os lugares que se tornaram cenários. E sim, eu vou tentar fazê-lo. Se tudo der certo postarei não só a resenha como também esse passeio.

 

The List

TheList

Sinopse: A mais bonita. A mais feia. Isso acontece todo ano antes do baile – uma lista é divulgada por toda a escola. Ninguém sabe quem a escreve, mas ninguém realmente se importa.

Duas garotas de cada série são escolhidas. Uma é nomeada a mais bonita, a outra a mais feia. As garotas não escolhidas são rapidamente esquecidas, mas as escolhidas se transformam no centro das atenções e reagem de diferentes maneiras.

A alegria de Abby por ter sido nomeada a mais bonita é obscurecida pelo ressentimento da irmã; Danielle se preocupa com a reação do namorado diante da novidade; Lauren, a garota educada em casa, fica cega com a rápida popularidade; Candance não é feia nem de perto, deve ter havido algum engano; Bridget sabe que a transformação do verão não foi algo a ser celebrado; Sarah sempre se rebelou contra a ideia de beleza tradicional, e ela decide levar a comunidade a outro nível; E Margo e Jennifer, ex-melhores amigas que pararam de se falar há anos são forçadas a se confrontar para entender o porquê do fim da amizade.

O estrago é feito e o preço é alto.

 

Esse é o livro que estou lendo atualmente e que PROMETO não soltá-lo como fiz com os outros três que estou ~lendo~. Comprei essa semana com o intuito de me inspirar novamente. A sinopse (“traduzida” por mim já que não achei nada em português sobre o livro) me chamou a atenção e a leitura parece ser fácil para eu começar. Esse assunto me interessa muito, porque de certa forma, ao se pensar em rótulos de “mais bonita e mais feia”, automaticamente pode-se pensar sobre o bullying, que como todo mundo sabe, é assunto que muito me interessa.

 

Unspoken

Unspoken

Sinopse: Kami Glass está apaixonada por alguém que nunca chegou a conhecer – Um garoto com o qual ela conversa desde o seu nascimento. Isso a faz uma pessoa diferente em sua pacata cidade inglesa Sorry-in-the-Vale, mas ela aprendeu a utlizar isso a seu favor. Sua vida parece estar em ordem, até que eventos perturbadores começam a ocorrer. Houveram gritos na floresta e pela primeira vez em 10 anos a mansão com vista para a cidade se iluminou… A família Lynburn, que governou a cidade há uma geração e que todos abandonaram sem aviso, agora retornou. Agora Kami pode ver que a cidade que ela conheceu e amou a vida toda está escondendo um punhado de segredos – e um assassinato. A chave para tudo isso só pode estar no garoto em sua cabeça. O garoto que ela pensava ser apenas fruto de sua imaginação é real, e difinitivamente algo deliciosamente perigoso.

 

Na minha caçada por livros na rede social de Bookaholics, Skoob.com.br, acabei descobrindo essa obra literária que muito me interessou. As críticas que li também fazem uma boa referência e tô louca pra ler!

 

Fangirl

Fangirl

Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.

Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou

na vida real.

Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.

Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.

Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

 

Esse livro está na minha lista há SÉCULOS e eu ainda não o li por motivos de: acho ele muito caro no Brasil. Porém, no entanto, todavia, agora que estou aqui a coisa mudou de figura e eu estarei apta a comprá-lo. Nem preciso falar porque quero muito ler esse livro, né? Precisa? Tá bom. Uma palavra: fanfictions.

brancadeneve

Essa é a minha lista do momento, embora eu tenha cerca de 120 na lista real… Mas esse assunto a gente deixa pra outro dia!

E aí? Alguém também se interessa em ler um desses livros ou já leu algum e quer dar opinião? MANDA A VER. Só não dê spoiler, pelo amor de Jeová.

spoilers

Resenha: Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída…

Em 17.08.2015   Arquivado em Livros

ChristianeF

Como boa jornalista que sou, tenho que fazer jus à profissão e lhes trazer algumas obras literárias verídicas escritas por jornalistas, né gente?

E eu não poderia fazer isso sem começar com Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída…, a obra com o teor mais pesado que já li. Porém, acho que ninguém deve temer esse livro, pois ele é reflexo de uma história real que acontece todos os dias pelas ruas do mundo todo.

O livro traz depoimentos factuais de Christiane F. recolhidos pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck durante o tribunal da infância e da juventude. Os dois jornalistas que escreviam para a revista alemã Stern ficaram chocados com o depoimento da garota sobre a realidade dos jovens de Berlim viciados em drogas, que dedicaram dois meses de entrevistas que resultaram no livro.

Os infortúnios de Christiane começam quando ela passa a ter contato com maconha e outros entorpecentes no grupo de jovens ao qual frequentava, aos 11 anos. Depois ficou fascinada pela discoteca mais badalada da Europa, a Sound, ao qual passou a ir sempre. Lá ela descobriu a heroína. Inicialmente ela se recusa a experimentar, mas uma vez que ela se arrisca… Não tem mais volta. Se torna mais uma viciada em Berlim que, para sustentar o vício, passa a se prostituir.

A obra mostra a linha tênue que existe entre uma criança e as desgraças do mundo. Por meio de depoimentos de Christiane, e até mesmo de depoimentos da mãe dela, você acompanha a trajetória de uma pré-adolescente que se muda do interior para a famosa cidade de Berlim junto com sua família, que começa a se desestruturar deste momento em diante. Você acompanha os dramas dela a fundo, começa a torcer para ela de uma forma que nem mesmo você acredita, porque infelizmente é uma história real, e não há nada que possa mudá-la.

Você conhece amigos de Christiane que viveram, morreram desapareceram e nunca mais se ouviu falar… Acompanha um show do David Bowe… Acompanha as tentativas e fracassos da garota para se curar em reabilitações… Enfim. É um retrato real e fiel. Uma história triste com uma boa lição.

christianefgiveup

Acho que esse livro ainda deveria ser material solicitado nas escolas, pois é a melhor maneira de aproximar as pessoas da verdadeira realidade que cerca o mundo das drogas e entendê-las do pior jeito possível: com uma história real.
Ah, a edição que eu li é da foto ali de cima, como vocês bem podem ver. Eu indico que vocês tentem consegui-la, pois esta edição traz fotos da Christiane na época em que ela vivencia tudo aquilo, e eu achei bem legal, uma coisa melhor documentada.
E pra quem não sabe, a Christiane F. continua vivinha da silva (não sei como, mas está) e escreveu uma autobiografia dela sobre o “depois” desse primeiro livro. E eu realmente mal posso esperar para lê-lo e contar para vocês!

Créditos foto: http://anacaroamaral.com.br/?s=christiane+f

Créditos foto: http://anacaroamaral.com.br/?s=christiane+f

E pra quem ficou interessado nessa história super bem contada, e como eu, sempre fica pesquisando tudo o que puder sobre o assunto, livro, personagens… Tem um filme de 1981 baseado na obra dos jornalistas alemães! E sim, é um filme alemão! Eu gostei bastante e super indico!

Adorei a maneira como a Christiane e os seus amigos são retratados. Parece que a história ganha mais cor quando você finalmente pode conhecer, através do filme, os lugares citados pela biografada.

christianefamigos

Dá uma conferida no trailer, benhê! É um filme antiguinho, mas vale MUITO a pena.

Bom, é isso, babies! Depois que fizerem a lição de casa, venham me contar! <3

PDF – Eu, Christiane F., 13 Anos, Dro – Kai Hermann

Resenha: Cidades de Papel

Em 08.07.2015   Arquivado em Livros

DivCidades

Sei que já postei uma resenha de livro essa semana, mas, gente, não dá. Nem parece que eu leio tanto quanto falo, mas a verdade é que desenvolvi uma certa compulsão de sair comprando mais livros do que consigo ler, aí a coisa tá bem louca, mas prometo que não vou mais deixar ninguém na mão.

Agora é a vez de mais uma célebre obra de um dos meus escritores mais amadinhos, João Verde John Green. Pra quem não lembra, fiz uma resenha de um outro livro dele anteriormente aqui no Além do Meu Mundo (se não lembra, corre aqui). Cidades de Papel é um dos meus livros favoritos, e não é porque é modinha. Não é porque é John Green. Quer dizer, esse segundo ponto influencia muito, mas a culpa mesmo é das estrelas da história.

Li esse livro já tem mais de um ano, e fiquei bem animada quando soube que um filme seria produzido. Então decidi esperar até o lançamento do filme, que é AMANHÃ, para resenhar o livro, e SIM, resenhar o filme!

Então vamos ao que realmente importa! <3

O livro é contado em primeira pessoa, pelo nosso personagem principal, Quentin Jacobsen, mais conhecido como Q. A história começa sem nenhuma pretensão, com Q contando um pouco sobre sua infância e como conheceu Margo Roth Spiegelman, uma garota magnífica que é sua vizinha e colega de escola desde sempre. Sim, Q é apaixonado por Margo, e sim, é uma paixão platônica. Eles sequer se conversam, são de grupos completamente distintos. O bom e velho desconhecido e atormentado pelos valentões e a querida e popular amada por todos.

Mas acontece que as coisas nem sempre foram assim. Lembram que falei ali em cima que Margo e Q são vizinhos? Pois bem. Quando pequenos, os dois conviviam bastante, eram super amigos e andavam juntos pra lá e pra cá. Só que tudo mudou depois de uma tarde em que as duas crianças encontraram um homem morto no parque. Alguma coisa aconteceu que fez a conexão entre eles se romperem. Talvez tivessem sido os fios

Enfim, depois desse episódio, a amizade deles nunca mais foi a mesma. Até a noite em que Margo Roth Spiegelman invade o quarto de Q com o rosto pintado e vestida de ninja intimando-o a ser seu piloto de fuga e assistente em um plano de vingança. E é claro que… Ele topa na hora.

cidades1

A noite se torna longa e cheia de aventuras, desde compras no supermercado a invasões domiciliares, pegadinhas, arrombamentos, castigos e fugas. Isso sem mencionar uma visita a um dos prédios da cidade e uma invasão ao Sea World.

A noite não poderia ter sido mais incrível para Quentin, ao qual estava vivendo um sonho aventureiro ao lado de sua paixão adolescente, rendendo risadas e muito autoconhecimento. Margo mostrou que era muito mais do que os olhos dele eram capazes de captar, e ele mal podia esperar pelo dia seguinte para ver como as coisas se desenrolariam entre eles na escola.

O problema é que esse dia jamais chegou. Ou melhor… O dia chegou, mas o encontro não. Margo Roth Spiegelman não apareceu na escola. Os boatos era de que a nossa misteriosa mocinha simplesmente havia desaparecido, e ela, que tanto adorava mistérios, acabara de se tornar um. Ou seja… Se vocês acharam que o que eu contei ali em cima já era a aventura… Estavam enganados, pois é aí que a aventura realmente começa!

cidades2

Ao lado de seus melhores amigos Radar e Ben, Q começa a juntar peças e desvendar pistas para descobrir o paradeiro de Margo. É quando ele finalmente descobre as Cidades de Papel. Quer saber o que são? Sorry, segredo secreto!

Depois de descobrir o que são as benditas Cidades de Papel e vasculhar lugares abandonados ao lado de seus amigos, Q conclui que finalmente tem pistas suficientes para encontrar Margo. Inesperadamente, Q percebe que contará com a ajuda de não só os seus dois melhores amigos, mas também Lacey (namorada de Ben e amiga de Margo).

Devo dizer que COMO SEMPRE, o John Green me surpreendeu. Mesmo sabendo que o estilo dele é surpreender, eu sempre acho que vou conseguir acertar o que vai acontecer no final, e nunca é aquilo realmente.

Acho que esse livro precisa ser lido por todo mundo, sério. Além da leitura leve e divertida que faz você rir do começo ao fim quando participa dos diálogos de Q, Radar e Ben, existe realmente um ensinamento por trás dessa história (em todas as histórias do Green, na verdade).

De todas as obras, acredito que essa foi a qual John Green mais se dedicou à pesquisa. Se alguém tinha dúvidas do nível de escrita dele, é nesse livro que se começa a repensar tudo. Os livros dele não se tratam apenas de arrancar lágrimas das menininhas. Em “Cidades de Papel”, os jovens finalmente conhecem a literatura de Walt Whitman, “Folhas de Relva”, e boa parte da história é baseada em um poema desse livro. É impressionante. Além disso, há também a pesquisa sobre as Cidades de Papel. Esse termo realmente existe e é super bem explicado no final do livro, o que eu havia achado desde o início que era apenas uma ideia saída da cabeça de John. E o mais incrível é que tudo isso se encaixa PERFEITAMENTE.

Lembro que depois que li o livro eu estava voltando do estágio, e eu fiquei simplesmente estática, em silêncio. Não conversei com ninguém por umas duas horas e tudo o que eu conseguia fazer era refletir sobre tudo o que eu havia acabado de ler, e como todas aquelas palavras e reflexões eram tão reais.

“Cidades de Papel” não é só romance, não é só comédia. Não é só sobre uma menina que quer se vingar de seus amigos. Não é sobre uma menina que desaparece. Não é sobre um paradeiro. É sobre mim, sobre você. É sobre como as pessoas nada mais são do que… Pessoas. Pessoas preocupadas demais em serem algo além do que elas mesmas são. Sobre as pessoas olharem umas para as outras e não se enxergarem de verdade, e sim o reflexo de si mesmas.

Cidades3

Se quiser entender um pouquinho mais da história, que tal um vídeo do próprio John Green explicando? <3

Curtiu? Dá tempo de ler o livro!

PDF – Cidades de Papel – John Green

Resenha: Para Onde Ela Foi

Em 07.07.2015   Arquivado em Livros

paraondeelafoi

Quem leu a resenha de “Se Eu Ficar” (clique aqui para ler o post), deve estar se perguntando: “Se ela não gostou do primeiro livro, por que diabos leu o segundo?”. Pois é. Essa também foi a pergunta que ficou na minha cabeça quando comprei “Para Onde Ela Foi”. Mas é que a Nats não começa algo e não termina, é assim que funciona!

E quer saber de uma coisa? Ainda bem que eu não julguei o segundo livro pelo primeiro, porque eu realmente gostei da continuação da história.

Dessa vez, quem narra a trama é o Adam, o namorado rockeiro de Mia Hall, e tudo acontece três anos depois do acidente que matou os pais e o irmãozinho dela. E acredite ou não, muita coisa mudou.

A banda de Adam engrenou no mundo da música, o que significa que a Shooting Star alcançou o estrelato e nada em rios de dinheiro. Nada poderia estar melhor, não é? Não, porque sabem o que dizem por aí, sorte no jogo na carreira e azar no amor.

Depois de toda aquela barra pesada pela qual Mia passou física e emocionalmente, ela decidiu ir para Julliard, a universidade de música na qual ela foi aceita, que fica em Nova York. E por motivos misteriosos, Mia acaba se afastando de Adam sem nem lhe dar satisfações.

Durante esses três anos entre a separação dos dois e o caminho ao estrelato, Adam acaba se afundando na própria tristeza e na depressão, se perguntando dia após dia o que ele havia feito de errado e porque Mia havia sumido do mapa daquela maneira. Apoiado nesse sofrimento, ele meio que acaba escrevendo o CD do ano, e a Shooting Star, que até então estava em hiatos, volta com tudo e finalmente fica conhecida.

Ao longo da narração, nós vamos conhecendo o “cara” no qual Adam se tornou, seus vícios, seus arrependimentos, seus medos, seus rituais, sua vontade de voltar a ser o desconhecido moleque de Oregon…

E então, quando achamos que não tem mais como Adam ser mais depressivo, um acaso da vida acaba fazendo com que ele e Mia acabem se encontrando em meio à noite agitada da cidade de Nova York. Como será esse encontro entre o famoso rockeiro que namora uma das atrizes mais cobiçadas de Hollywood e uma musicista famosa que está a ponto de começar a sua turnê?

Os dois passam uma madrugada maluca juntos, onde Mia o leva para fazer uma “turnê de despedida” por Nova York, já que ela vai para o Japão e Adam, que mora em Los Angeles, vai iniciar uma turnê de mais de dois meses.

Será que um dia pode resolver questões que perduraram por três anos? É aí que está a chave da coisa.

Diferente do primeiro livro, a continuação me surpreendeu, porque trouxe uma trama completamente diferente, fora daquela situação de coma em que Mia fica praticamente o livro todo. Temos questionamentos mais profundos e maduros.

E eu, que durante toda essa leitura, estava odiando a Mia com todas as minhas forças, consigo finalmente compreender o que aconteceu para ela ter feito o que fez. Às vezes algumas decisões precisam ser tomadas para entendermos que precisamos estar bem com nós mesmos primeiro para depois poder fazermos bem aos outros.

Sem dúvida, Gayle Forman conseguiu reverter a minha insatisfação com a história! Indico com vontade!

Agora o que vocês têm que fazer? Hermione responde:

hermione2

Quem curtiu, aqui vai o PDF amado de todos do livro!

PDF – Para onde Ela Foi – Gayle Forman

Resenha: Se Eu Ficar

Em 26.06.2015   Arquivado em Livros

DivSeEuFicar

Sim, Nats lê livros da modinha, e daí? Se reclamar, leio “50 Tons de Cinza” e escrevo a resenha! Só que não.

Enfim, ouvindo das pessoas que o livro era maravilindo, que eu ia adorar e coisa e tal… E depois vendo o trailer que me deixou de olhinhos lacrimejando no cinema com a música “Say Something”, eu resolvi me entregar aos encantos de “Se Eu Ficar”.

Para quem ainda não leu ou assistiu, a trama conta a história de Mia Hall, uma garota bem diferente das garotas de sua idade e até mesmo de sua família. Para começar, ela é filha de pais punks. Todo mundo adoraria ter pais assim, liberais, divertidos e que nos incentivassem a ir em festas para voltar só no outro dia. Todo mundo, menos a Mia. E para completar a coisa, ela seguiu um gosto completamente diferente da família, do pai que tinha uma banda de punk rock. Mia se apaixonou pelo violoncelo e se tornou uma incrível musicista clássica.

Tem como ser um patinho feio mais feio que esse? Tem! Mia acaba se apaixonando pelo rockeiro popular da escola, Adam, o garoto dos sonhos de qualquer adolescente. O fato dele se interessar por Mia é algo que a intriga desde o começo, pois ambos são completamente diferentes. Mas né… Os opostos se atraem.

IfIStay

E a história que parece linda, perfeita e cheia de coisas fofinhas acaba se definhando quando um acidente de carro horrível acaba matando os pais e o irmãozinho de Mia. A garota se vê no meio dos destroços do carro enquanto paramédicos e ambulâncias chegam para socorrê-los. Assiste à tudo: seu corpo sendo levado, os médicos tentando reanimá-la… Se vê na sala de cirurgia, na UTI… Então percebe que está fora do seu próprio corpo, e ninguém é capaz de vê-la. Percebe que a Mia deitada na maca está em coma.

Seu mundo vira de cabeça para baixo e ela se vê em uma encruzilhada, pois não consegue imaginar um mundo em que sua família já não esteja mais ao seu lado. Mas por outro lado, sofre ao ver Adam, seus avós e sua melhor amiga Kim implorando e até mesmo rezando pela sua melhora.

Então ela percebe que tudo está em suas mãos. A decisão de morrer ou viver é dela e somente dela. Ao longo desse tempo, Mia começa a pesar as coisas, a reviver momentos e a refletir se vale a pena ficar ou não.

IfIStay2

“Então do que você não gostou, afinal?” . Pois bem, a ideia da história em si é linda e diferente de tudo o que eu já li. O ponto de vista de uma garota em coma e que decide pela própria vida! Sim, é tudo bonitinho, mas a narrativa não me agradou muito, achei a história pouco aprofundada e faltando detalhes, sabe? Os personagens são muito bons, especialmente os pais de Mia, pelos quais eu me apaixonei desde o primeiro momento.

O problema não é a história em si, e sim COMO as coisas acabam se desenrolando. Depois de ler o livro, acabei assistindo o filme… E foi uma situação bem estranha, porque eu nunca tinha achado um filme melhor do que o próprio livro, e isso me frustrou.

E pra terminar de piorar, um dos motivos pelos quais eu havia comprado “Se Eu Ficar”, é porque eu queria ler um livro que não fosse uma saga, pois estava muito nessa. Então, ao terminar, descubro nas últimas páginas que haverá uma continuação. Fuén! E que não vai ter continuação do filme! Fuén duplo!

Tirando esses conflitos internos meus e da vida, é uma boa história. Apenas não entrou na minha lista de favoritos. PORÉM, Nats é brasileira e não desiste. Por isso, vou ler a continuação e dizer o que achei, belê? Belê!

E quem leu, o que achou do livro? Coloque tudo na caixinha!

Se não leu, NÃO SEJA POR ISSO! Abaixo, o pdf do livro. Lição de casa, ma cheries!

PDF – Se Eu Ficar – Gayle Forman

Resenha: The Duff

Em 11.06.2015   Arquivado em Livros
Foto ilustrativa. Créditos: http://poderdegarota.blogspot.com.br/2015/01/livro-do-dia-duff.html

Foto ilustrativa. Créditos: http://poderdegarota.blogspot.com.br/2015/01/livro-do-dia-duff.html

Bom, vamos a uma nova indicação de livro, o livro que eu menos esperava da VIDA. E como eu amei essas horas de leitura, gente! Sim, vocês não leram errado. Eu disse horas.

Sabe aquele livro sem pretensão que você não espera absolutamente qualquer coisa dele? Esse é The Duff. Calma! Vou ter que situar vocês um pouquinho.

Algo que muito me irrita tem acontecido frequentemente. Sabe aquele dia sem propósito que você simplesmente escolhe um filme pra assistir de bobeira? Então, todas as últimas vezes em que fiz isso, me irritei ao descobrir que o filme que eu acabava de assistir era baseado em uma obra literária, e eu fiquei com muito medo de me tornar o tipo de gente que eu mais critico na face da Terra: pessoas que assistem o filme e não leem the damn livro.

taylorew

Desesperada com a possibilidade de eu ter me tornado esse tipo de ser humano, decidi que leria o livro do último filme que eu havia acabado de assistir: The Duff. Como eu estava com uma certa urgência de não poder esperar, acabei baixando o livro em PDF (vão ter que me perdoar por não ter fotos próprias do livro). Não sabia quando ia ler o livro, mas ia lê-lo nem que fosse a última coisa que eu fizesse na vida.

Fiz a resenha do filme e pensei “Caraca, mas e o livro?”. Não achei justo e segurei a resenha todos esses dias, ansiosa pra postar porque eu realmente AMEI o filme. Decidi que iria publicar os dois juntos e pronto. Então esse post será o “post duplo” do blog. E me aguentem, porque isso acontecerá bastante daqui pra frente. Vão ter que me engolir.

Agora, antes que vocês desistam de ler a maldita resenha, vamos começar dizendo que AMEI o livro. E o primeiro motivo? É diferente do filme. Calma, não fiquem com essa cara de interrogação. Geralmente é mesmo uma porcaria quando o filme destoa muito do livro, mas nesse caso, acho que foi bem positivo, porque o longa funcionou mais como uma versão mais engraçada de “A Nova Cinderela” ou coisa do tipo, e o livro explorou o tema muito mais do que eu poderia IMAGINAR.

Antes de mais nada, vamos a explicação do nome do livro, no caso, The Duff. Sim, ele não tem uma boa tradução, e eu fiquei imensamente feliz em saber que a editora não tentou traduzir o nome dele. MAS, para quem quer saber, o termo é uma gíria americana: Designated Ugly Fat Friend (em português Designada Amiga Feia e Gorda).

Explicado TUDO, vamos ao que interessa. Bianca Piper é uma adolescente de 17 anos bem diferente das que estamos acostumados a conhecer. Tem como característica mais marcante o seu cinismo e a sua sinceridade. Aquela garota que preza mais pelo QI do que pela beleza dos outros. Aliás, não se acha nem a mais bonita ou a mais atraente dentre duas melhores amigas, Casey e Jessica. Também é a menos festeira. Considera todo tipo de diversão normal de adolescentes – como bailes de formatura ou festas – uma tremenda perda de tempo. Amar? “Amar” era uma palavra muito forte para estar no vocabulário de uma adolescente, e segundo ela mesma, “amor leva-se anos para se desenvolver”.

Pois bem! Ela não se importava muito com o que as outras pessoas pensavam dela. É, eu disse “não se importava, pois tudo isso muda numa noite em um bar, quando seu colega de escola Wesley Rush, que ela considera o cara mais nojento e mulherengo, a chama de Duff. Ao entender o significado do termo, faz o que toda garota ofendida faria em seu lugar: joga Coca-Cola nele, claro.

THEDUFF2

Ok. Tudo superado? Não. Além desse novo rótulo ter surgido em sua vida e ela se sentir perseguida por ele mesmo que ninguém saiba da existência dele, Bianca também está com alguns problemas em casa que até então ela não julgava sério. Nossa protagonista é daquelas que odeia vitimismo, melação e drama queen, então ela guarda muita coisa pra si mesma. O casamento dos pais de Bianca está em crise já tem três anos, mas a bomba parece começar a estourar só agora.

Diferente do que vocês vão ver no filme, o pai de Bianca faz parte da história de verdade. A mãe dela é quem sempre está fora, viajando a trabalho, fazendo palestras motivacionais por causa do livro de auto-ajuda que ela mesma escreveu. Mas dessa vez aquela parecia a viagem mais longa, pois já fazia dois meses que ela não voltava.

Depois de flagrar um telefonema um tanto quanto meio tenso entre seus pais, ela já começa a vivenciar o drama com mais força. Começa a se sentir perdida, não com o fato da possível separação que ela já esperava há algum tempo, mas pela situação. E quando não parecia que a vida dela estava mais bagunçada, o que ela acaba fazendo num momento de alívio e stress? Beija Wesley Rush instintivamente. E obviamente se arrependeu as hell.

E é aí que a nossa história decola. Mais uma vez, diferente do que acontece no filme, Bianca começa um relacionamento de “friends with benefits” (amigos coloridos) com o cara que ela mais odiava na face da Terra. E é claro, tudo bem secretinho, pois ela não queria ser comparada com as dúzias de meninas quaisquer que se deitavam com Wes.

O que parece um tanto quanto óbvio e clichê conseguiu realmente me prender numa tarde, sério. Texto simples, divertido e cheio de piadas ótimas. Eu simplesmente não conseguia parar de devorar o livro gente! E em várias vezes eu soltei gargalhadas. Fazia muito tempo que um livro não me fazia rir como esse.

Eu simplesmente me apaixonei por cada personagem e por cada particularidade que cada um trazia conforme iam aparecendo. Wes é aquele mulherengo que NÃO TEM como não se apaixonar. Ele sempre se mostra aquele cara interesseiro e piadista, mas que ao longo da leitura você vai descobrindo que ele é muito mais que músculos e sexy appeal.

WES

Na verdade, ele se mostra um ótimo ouvinte e uma pessoa com tantos problemas quanto Bianca. E esse é mais um vínculo que se cria entre os dois durante a nossa jornada, e isso torna a leitura ainda mais instigante.

Bom… APESAAAR da nossa protagonista ser cheia de “não me toques” e particularidades que só ela poderia ter sobre o mundo jovem… Ela não é de ferro. Tem uma quedinha de três anos por um carinha da escola pouco convencional, Toby Tucker. Sinceramente gostei muito mais dessa versão do Toby do que o do filme. Nosso personagem literário é mais profundo e ao mesmo tempo simples. É inteligente, sincero, romântico e prático. Não tem o que complicar!

Muita coisa acontece e que eu não vou contar até que Bianca se encontra num triângulo amoroso, tendo que escolher entre o cara mais perfeito e o cara mais safado.

Nessa hora eu já estava em conflito interno porque me vi apaixonada pelos dois, juro. E pela história também, pelo rumo que ela tomou. Não esperava que nada daquilo fosse acontecer, especialmente por já ter assistido o filme. Esperei que tivesse uma coisinha ou outra diferente, mas não. Então a cada corrida dos meus olhos pelas linhas, minha boca formava um “o” maior ainda.

Pra vocês terem uma boa noção, eu li em PDF em UM DIA e vou comprar esse livro porque o quero na minha prateleira. Porque sim, porque vale. Eu gostei e indico pra vocês lerem AGORA.

fireworks

Não quer ler? Chateadíssima. Mas então passa aqui pra ler sobre o filme e assistir o trailer! Quem sabe não dá a louca e vocês repetem o meu lapso?

 

PDF – The Duff – Kody Keplinger (Português)

Resenha: Antes Que Eu Queime

Em 02.06.2015   Arquivado em Livros

Resenha

Hoje vim falar de uma história diferente e que me enlouqueceu! Sabe aqueles livros que te ganham pela capa? Esse mesmo! Diferente de todos os livros que eu citei até agora, “Antes Que Eu Queime” é uma obra pouco conhecida aqui no Brasil, mas que não deixa de ter uma história incrível.

O livro é escrito pelo norueguês Gaute Heivoll e é um romance documental (uma obra de ficção baseada em uma história verídica) sobre uma série de incêndios que aconteceu em Finsland em 1978. Coincidentemente é o mesmo ano em que o autor nasceu, o que faz com que ele intercale sua história pessoal com um recorte de fatos históricos durante um espaço de tempo de 20 anos.

De uma forma atraente, ele consegue cruzar dados reais com ficção sem que aquilo parecesse uma coisa bizarra e sem sentido.

Na trama, você acompanha a história de um menino tímido que certa vez ouve de sua professora que ele tem um incrível dom para a escrita e anos mais tarde… Adivinha! Ele vira escritor! Depois, entra na busca louca de reunir todos os dados para documentar aquilo que se passou. Você percebe que apesar do foco central serem os incêndios, tudo gira em torno do “escrever a história”. Então, voltamos no tempo através de flashbacks que reconstroem o seu passado e a história dos incêndios misteriosos.

antesqueuqueime

Apesar de não ser fã de cidades pequenas, adoro livros que trazem esse tipo de cenário, principalmente quando se trata de resolver algum caso de investigação, pois de alguma maneira, todos os personagens se conectam e lhe dão a resposta. E na pequena vila de Finsland não é diferente. Um é professor de outro, que é amigo de outro, que é vizinho de outro… É uma rede que se forma e você fica doido. Cada hora você acha que o culpado é um!

E se você é como eu, que ama histórias bem ambientadas e super descritivas, vai se APAIXONAR por essa obra, escuta o que eu tô te falando, mermão. Chega momentos em que você consegue imaginar com detalhes absurdos os cenários que o autor cita.

Gente, o Heivoll é simplesmente um gênio. Eu nunca li nada parecido com esse livro. Ele conseguiu, com maestria, fazer com que a própria história dele fosse tão importante quanto os fatos que assombraram o sul da Noruega. O livro é bão, pessoas, de verdade. Não é à toa que ganhou o Prêmio Brage 2010 (Noruega).

Com isso, eu concluo essa resenha apenas com uma dica:

ReadTheBook

E não esquece de me contar depois!

 

“[Este livro] é baseado no que aconteceu, mas ao mesmo tempo foi escrito no espaço livre entre a realidade e o sonho.”

Gaute Heivoll

Leia um trecho de “Antes Que Eu Queime”!

Resenha: A Menina Mais Fria de Coldtown

Em 12.05.2015   Arquivado em Livros

 

AMeninaMaisFria

Procurando um livro mais sombrio? Então vocês estão no lugar certo, champs! 🙂

Convido vocês para se aventurar no mundo de Holly Black, em A Menina Mais Fria de Coldtown. O livro é um dos meus favoritos, e conta a história de Tana, uma garota de 17 anos que vive num lugar um tanto quanto… Diferente. Muros separam a sua cidade de vampiros que vivem em isolamento perpétuo com outros seres humanos que servem de alimento para os predadores. Esses lugares se chamam Coldtowns. Uma vez que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais poderá sair.

Pois bem! A nossa história começa com algo bem sangrento, quando Tana acorda em uma casa na qual aconteceu uma enorme festa e descobre que todos os seus amigos presentes estão mortos. Ela, seu ex-namorado infectado Aidan, e Gavriel, um rapaz misterioso, são os únicos sobreviventes do massacre.

Tanto Aidan quanto Gavriel estão amarrados e Tana precisa correr contra o tempo para salvá-los, pois os vampiros que realizaram a carnificina estão sedentos para entrar no cômodo em que estão, e faltam poucas horas para o anoitecer. A garota descobre que o rapaz misterioso, é na verdade um vampiro, e que os outros estão atrás dele.

Desesperada, ela salva Gavriel e Aidan, mas em meio a fuga, ela também acaba sendo “mordida”, e corre o risco de se transformar em vampira dentro de 72 horas. Não tendo escolha, sabendo que correm perigo e Aidan está infectado, o que significa que em breve será um vampiro, Tana decide guiar seu pequeno grupo para uma Coldtown, onde muitas coisas vão acontecer e eu não vou contar, é claro!

AMeninaMaisFria2

Gente, confesso que nunca li nenhum livro na linha terror. E não é nem pelo fato de eu ter medo (na verdade, eu tenho), mas também porque nunca nenhum livro desse gênero me chamou a atenção como este. O título me instigou no primeiro momento que meus olhos deram de encontro com o livro!

Achei diferente daquela coisa de The Vampire Diaries, True Blood ou Crepúsculo, em que vampiros acabam vivendo sorrateiramente no mundo dos humanos e estão sempre à espreita. No livro de Holly Black, esses seres noturnos só podem viver dentro de Coldtowns. Você começa a se perguntar o que acontece lá dentro e como é a convivência dos vampiros e dos humanos que são obrigados a servirem de comida. E só pra avisar, não tem nenhum vampiro bonzinho à lá Edward ou Stefan, tá, galere? Então se preparem!

WTFCullen

A obra traz uma leitura rápida e instigante que faz você não querer parar de ler para saber o que vai acontecer nessa terra de gente maluca. Fiquei tão curiosa que li esse livro em dois dias! Teve nem graça, people! T-T Depois fiquei sofrendo porque o livro acabou.

Outra coisa que muito me agradou foi a parte gráfica. A cor azul foi o que mais me chamou a atenção (não sei se porque eu amo azul, but…). Fora que em cada divisão de capítulo a autora teve a preocupação de trazer frases super intrigantes e conhecidas que acabavam tendo a ver com o capítulo em si. Ah, e todas as páginas trazem como elemento gráfico manchas de sangue. Gente, A-MEI.

Gostei tanto da história que fui procurar a respeito para descobrir se havia possibilidade de se tornar filme. Fiquei #chateada porque nem vai. PORÉM, NO ENTANTO, TODAVIA, achei dois booktrailers incríveis que conseguiram fazer com que eu me contentasse um pouquinho!

Dá uma bizoiada!

 

E aí, ficaram curiosos? Então não percam tempo e leiam! *-*

 

Você é mais puramente você do que qualquer um que eu conheça. E, se você não consegue mais ver quem é essa pessoa, então se veja da forma como eu o vejo

– A Menina Mais Fria de Coldtown

A Menina Mais Fria de Coldtwon – Primeiro capítulo em PDF

Página 1 de 212
Translate »