Posts de Natália Petrosky

Saindo dos trilhos

Em 21.09.2015   Arquivado em Crônicas

Trem

Skinny Love – Birdy

Aí vem o trem que me levará a outra direção. Tudo o que eu carrego é uma mala onde eu acredito estar a minha vida. Isso depois de uma história muito mal resolvida.

É uma história sobre o momento em que deixo de ser alguém com quem você realmente se importa.

Sempre achei que fosse pra sempre, sabe? Eu e você. Mas acho que essa ideia boba mudou quando eu comecei a arrumar a minha mala e vi que você apenas ficou encostado no batente da porta, assistindo àquilo. Eu tentei juntar minhas coisas até que devagar, na esperança de você me pedir pra ficar.

Idiota. Acho que essa história é mais sobre como fui idiota do que sobre nós. Tantas mentiras, tantas traições… E eu ainda preferia uma vida com você do que uma vida comigo mesma.

Começo a ter aqueles questionamentos que eu deveria ter tido durante todo o nosso relacionamento. Você me amou? Você realmente segurou a minha mão para me salvar ou me atirar no precipício em que estou?

Pena que eu só percebi tudo isso agora, sentada no banco enquanto espero o trem mais demorado da minha vida. O trem que finalmente me fará mudar de estação. E então eu darei aquele passo que eu deveria ter dado há muito tempo. Aquele que me fará ir embora sem olhar para trás, a fim de uma nova vida. Uma vida sem você.

Aí vem o trem.

Uma carta do presente para o passado

Em 17.09.2015   Arquivado em Inspiração

DivCarta

E se você tivesse a chance de mandar uma carta ao seu eu do passado?

 

Ei, Nats de 2006! É, é assim que te conhecerão daqui uns anos, então nem entorta a cara pensando “prefiro Naty” porque isso de colocar “Y” no apelido já é super last week, believe me.

Pensei muito antes de escrever essa carta, porque tive receio de te privar de algumas coisas, mas me conhecendo como me conheço, sei que por mais que eu te avise das coisas que estão por vir, você vai fazê-las assim mesmo. Porque você é teimosa. Porque você nunca dá ouvidos. E isso no fundo me conforta, porque significa que você não vai deixar de experienciar nada e o que te acontecer vai fazer de você a pessoa que eu sou hoje.

Então é claro que eu vou te contar um monte de coisas sobre a sua vida, se não qual seria a graça de poder receber uma carta de você mesma do futuro, não é mesmo? Pois bem, sinta-se muito privilegiada de poder receber uma carta de você mesma, porque isso aqui vai servir de guia pra você não fazer algumas muitas cagadas – sim, tem umas coisas bem desnecessárias nessa história. Mas também vai servir de inspiração pra que você não desista de nenhum dos seus planos, porque nem tudo é o fim do mundo como você acha que é.

 

Sobre seu corpo

Primeiro: para de usar esse cabelo dividido de lado sem passar um creme que defina as ondas dele, por favor. É feio.

Daqui uns anos você vai olhar para as fotos e vai querer queima-las todas e a mommy não vai deixar. Ela ainda vai jogar na sua cara “Eu vivia falando que era feio, mas você nem ligava.” Então ligue, por favor. E AH! Logo você vai cortar franjinha, como sempre sonhou! E adivinha… Nunca mais vai querer deixa-la crescer.

Segundo: não esconda mais suas sardas. Hoje as pessoas acham um charme e vira e mexe você vai escutar “ai, como eu gostaria de ter sardinhas”.

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Sobre a escola

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Pelo amor de Deus, estude e se esforce mais. Você sabe que já tem dificuldade em matemática, né? Então não deixa isso pra depois porque senão você vai sofrer muito com as recuperações. Não foi fácil, viu? Aliás, se controle pra não virar uma rebelde sem causas. Quando chegar no primeiro ano do Ensino Médio e a época de ir nos showzinhos, estude antes e não vá pra prova sem nem ter passado os olhos no conteúdo, faz favô.

Mas se você quiser fazê-lo mesmo com meu aviso… Tudo bem, você não vai repetir de ano. Mas vai passar “com emoção”, se é que me entende.

Quando chegar no último ano, se prepare. Você vai surtar, vai tentar ser a aluna perfeita que nunca foi e vai se dar mal por isso. Você sabe que não funciona sob pressão, então segura as pontas. Vai até acabar mudando de escola por causa disso. Mas não se desespere! Tudo dará certo no final.

 

Sobre amizades

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Preste muita atenção nesse tópico, amiga, porque aqui o negócio é mais embaixo. Lembra quando o seu irmão falou que suas amizades não são eternas e você ficou mal por SEMANAS, falando pra si mesma que é ÓBVIO que são eternas e que ele não sabia de nada? Pois é… Sinto lhe informar que ele estava certo. Uma hora você vai precisar decidir entre duas pessoas que jamais imaginou. Você também vai mudar de grupos trezentas vezes, porque você adora ter amigos de vários lugares diferentes. Vai viver momentos incríveis e intensos. Vai brigar feio, vai rir muito, vai fazer cagada, vai falar besteira. Algumas coisas você vai conseguir consertar depois de uns anos… Outras não. Você vai sofrer quando aquela sua amiga do peito não passar de uma desconhecida. É, se prepare. Muita coisa vai mudar, mas não se abata. Você também vai conquistar amizades que jamais imaginou que conquistaria. Vai descobrir que uma prima pode ser praticamente uma irmã. Aliás, vai brigar com uma pessoa que jamais imaginou e vai ficar uns dois anos sem falar com ela. Vai ser difícil, mas quando voltarem a se falar será maior e mais forte do que tudo!

Você vai passar por poucas e boas, mas você vai conhecer cada pessoa que vai valer muito à pena. E por mais que deixe de falar com muita gente… Você vai lembrar de tudo como a melhor época da sua vida e vai sentir muita falta de tudo.

 

Sobre a faculdade

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Menina, não desista. Seu sonho de estudar jornalismo vai parecer impossível de se realizar… Mas não perca a fé. Aliás, a fé é o que vai te guiar o tempo todo nessa vida, por isso nunca a perca. Nunca deixe de acreditar.

Você não vai ser tão querida como era na escola, mas fica sussa. As pessoas que você conhecer serão maravilhosas e farão você acreditar que ainda existem pessoas boas nesse mundo. E ah, PARABÉNS! Você vai se formar com lindo 10 carimbado no seu Trabalho de Conclusão de Curso.

 

Sobre amor

Sabe esse cara fofo que você acha que ama? Então… É amor platônico, cê sabe, né? Como vai gostar de uma pessoa com quem você nunca falou? E não é querendo cortar seu barato não… Mas vocês não vão ficar juntos. Nem agora, nem depois! Mas não fique triste. O primeiro conselho neste tópico é: para de ficar escrevendo o nome dele em todos os lugares. Vai começar a ficar chato, sério.

E relaxa, porque muuuuuita novela vai acontecer. Vai ter um carinha que você vai conhecer por causa do seu primo. Preste atenção… Porque você vai namorar ele por uns muitos anos. Quantos eu não sei, precisamente, porque no momento eu ainda estou com ele! E sim, você será mega feliz.

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Sobre viagens

Muita coisa doida vai acontecer. Você vai parar na IRLANDA e vai passar 40 dias lá. Pois é! Sei que você deve estar pensando “Quem é a Irlanda na fila do pão, gente?”. É, menina. Você não perde por esperar! Nem vou te contar muito sobre isso porque acho que quando você chegar lá as paisagens dirão muito mais do que eu posso dizer.

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E você não vai parar por aí. Sabe onde você vai morar, quirida? Em NEW YORK! Você vai conseguir, amiga. Aquelas cenas de filme que você fica namorando vão se tornar SEUS cenários. E vai ser incrível. Quer dizer… Está sendo incrível, porque estou exatamente nessa parte da nossa aventura maluca.

 

Sobre textos

E por último, mas não menos importante: Escreva. Escreva sempre sobre as experiências pelas quais você passa. Todo dia se puder. Você podia até voltar a fazer diário, né? Eu adoro ler meus diários até hoje, sabe? Até as conversas de MSN. Guardei MUITAS, e vira e mexe eu abro os arquivos pra lembrar o que vivi. Parece que consigo reviver cada momento só de ler! Então se você puder, documente mais sobre a sua vida. Não porque você vai ser famosa nem nada. Mas porque nostalgia é e sempre será seu nome do meio. Aliás! Muito do que você viver estará nas suas futuras palavras, nos seus futuros textos. Vai ter um pouquinho de Natália em cada frase, texto ou crônica que você escrever. Mesmo sem querer. Você é observadora e gosta de imaginar o que as pessoas vivem e como elas vivem. E isso nunca vai mudar. Pelo menos não mudou até agora.

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Ah é. Eu sei que você já vai fazer isso mesmo sem eu falar, mas não custa nada. Continue SEMPRE sendo você mesma. Continue a não se importar com tendências, com opiniões, com críticas, com fofocas. Não deixe que ninguém mude seu modo de ver o mundo. Sempre opte pelo o que acha ser certo, não fácil. Aliás, você sabe que nada na sua vida foi fácil, então não comece a achar que isso vai mudar, porque não vai. Mas isso não é ruim, sabe? É muito mais gostoso conquistar as coisas dessa maneira. É muito mais satisfatório e gratificante quando você termina de subir a montanha e vê a vista lá de cima. Você vai saber que foi capaz de percorrer os caminhos. Porque você não desistiu. E eu estou aqui pra provar pra você.

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Um beijo e fica bem aí, que eu ficarei bem aqui.

Um conto sem fadas

Em 16.09.2015   Arquivado em Crônicas

Lost It To Tyring – Son Lux

Talvez tenha sido o jeito com que você andou até mim no meio daquela festa à fantasia. Não diria que foi como aquelas cenas de filme, em que o garoto passa pela pista de maneira única, chamando a atenção de todos. Na verdade, foi uma entrada como outra qualquer. Um cara vestido de pirata com uma espada presa ao cinto e uma caneca de cerveja levantada no alto enquanto gargalhava. Romântico, não?

E eu ali, com a fantasia tão ou mais clichê quanto a sua: anjinho. E não sei por que raios acabei chamando a sua atenção. Quando dei por mim, já estava dançando com você em meio àquela multidão de personagens bêbados e histéricos.

Pulávamos e dançávamos como se houvesse apenas nós dois dentro daquele salão. O seu rosto estava mal iluminado devido ao jogo de luzes que ficava piscando frequentemente, mas ainda assim dava para ver o quão era lindo.

Não vou dizer que você me ganhou na conversa, porque na altura do campeonato, nós nem conseguíamos ouvir o que o outro falava com aquele som alto que enchia o ambiente. Era inútil tentar se comunicar, então logo começávamos a rir, um da cara do outro. Também não havia muita coisa para ser dita naquele momento. Nossos olhares eram capazes de se entender muito bem, obrigada. Estava claro. Eu queria você, e você me queria.

Nossos olhares haviam se conectado desde o momento em que eu o vi com a cerveja que você quase derrubou porque alguém havia lhe esbarrado. E naquele momento eu soube.

Nunca fui uma princesa, então nunca imaginei que fosse encontrar um príncipe encantado. Sempre gostei de algo mais aventureiro e avassalador. No fundo, sempre tive uma inclinação para piratas, sabe?

Mas quer saber qual é a vantagem de eu não viver num conto de fadas? Deu meia-noite e eu não precisei sair correndo para voltar para casa na minha abóbora gigante, nem perder meu sapatinho de cristal na corrida que não aconteceu. Deu meia-noite, e lá estávamos, eu e você.

E melhor do que nesses contos, nossa história não acabou com um beijo e um “feliz para sempre.” Terminou de uma maneira muito melhor. De uma maneira que eu sabia: haveria continuação.

– Posso te levar pra casa?

Um rolê por New York

Em 08.09.2015   Arquivado em Por aí

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Sei que sumi e quando postei só soube falar sobre Au Pair, Au Pair e Au Pair. Me desculpem por isso, mas como muita gente se interessou sobre o assunto e me pediu para escrever, eu o fiz. Sabe como é a democracia, né?

Enfim! Para me desculpar com a galera que queria ler sobre outras coisas, decidi juntar algumas das fotos que tirei aqui em NYC desde que cheguei! Peço desculpas, pois inicialmente não tinha pensado em postá-las aqui, então muitas delas eu tirei na vertical, então meio que ficou zuado. Mas é o que tem pra hoje, então é isso aí!

Vamos ver o que os olhinhos da Nats já viram por aqui? <3

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PS1: Para muitos essa é uma placa comum, mas para mim, no primeiro momento, foi um sobrenome chinês. Até eu parar de ler em português e entender que “Xing” é “Crossing”. Anta.

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PS2: Artistas no Subway. Todo dia!

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PS3: “Spotted: N in New York City! – I know you love me! XOXO GOSSIP GIRL”. Sim <3

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PS4: Reconheceu essa fofura de algum lugar? SIM, é a Ana, do canal Agora Virei Gringa. <3 Pra quem não sabe, vai saber agora que somos amigas de infância da época de escola.

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PS5: E estamos nós turistando na Times Square quando… Giovanna Ewbank <3

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PS6: Quem se sentiu em “Todo Mundo Odeia o Chris” levanta a mão! Brooklyn <3

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PS7: Comprei pra começar a decorar o meu quartinho *-*

UFA! Enchi todo mundo de foto, né? Estou desculpada agora?

O que acharam das pics? Digo… Dos lugares, porque sei que sou uma PÉSSIMA fotógrafa, ok? -.-

Au Pair: Match ❤

Em 02.09.2015   Arquivado em Por aí

Katy

OIIII GENTIIIEEEE. Brincadeira.

Vai ter dois posts sobre au pair em um dia só sim porque tô atrasada, e como tô atrasada e as pessoas estão querendo ME MATAR, vou logo entrar no assunto! O assunto que é o maior sonho das Au Pairs de plantão, né? É mais do que óbvio. Só quem está no processo e tem realmente vontade de estar aqui na Terra do Tio Sam sabe o que é se dedicar tanto para chegar até esse dia tão esperado.

Quando eu achava que o mundo estava contra mim, as coisas realmente viraram de cabeça para baixo e tomaram outro rumo. E eu tenho que dizer que tudo começou com um corte de cabelo, vocês acreditem ou não!

Em uma sexta-feira eu decidi que odiava o meu cabelo. Deixava ele natural, odiava… Deixava liso, odiava… Não estava me sentindo bem comigo mesma. Vocês, garotas, sabem o que eu estou dizendo, né? Então eu loucamente decidi que iria cortar o cabelo. Me inspirei na personagem da Manu Gavassi na última temporada de Malhação. Quem não sabe, tá aqui.

ENFIM. No dia em que eu estava cortando o cabelo, meu amigo me ligou me oferecendo um freela, e eu já fiquei MUITO feliz, porque estava precisando da grana. Além disso, seria uma ótima maneira de me distrair e esquecer o assunto “Au Pair” por um tempo.

Pois bem! Comecei a trabalhar logo na segunda-feira, e na QUARTA-FEIRA tive uma big surprise. Na empresa era impossível acessar o e-mail pessoal, pois eu trabalhava em uma área com informações sigilosas, então era bloqueado. Eu já tinha acessado o meu perfil no dia e já havia ficado frustrada com o famoso “0 interviews” na minha cara. Então não esperava nada mais além de trezentos e-mails de promoção da Saraiva, quando:

 

Hi Natalia,

 

We saw your profile on Au Pair Care and were hoping to interview you for a position to work in our home in New York City for the next year. Our current au pair (for the past two years) is from Brazil and we have had a wonderful experience with her.

 

Are you free tomorrow evening to Skype?

 

Thanks,

 

Meu coração apenas. Parou.

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Enfim! Como contei no último post sobre o assunto de entrevistas, conversei com eles no dia seguinte (quinta-feira). Tudo foi bem legal e eles pediram pra conversar comigo ainda mais um dia. No final dessa segunda entrevista, o host dad disse que conversaria com a host mom sobre o que conversamos e que gostariam de me dar a resposta entre o domingo e a segunda-feira daquela semana. Eu disse que tudo bem, afinal… Quem esperou longos três meses poderia muito bem esperar mais três ou quatro dias, né, quirida.

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Mas o que eles não sabiam é que em uma das minhas conversas com a atual au pair deles (que também é brasileira e TAMBÉM chama Natália <3) eu perguntei se ela sabia se eles tinham outra menina em vista, e ela havia dito que sim, mas que parecia que eles não haviam gostado muito da menina. Aí o host dad disse antes de desligar: Nós estamos falando com uma outra garota também, mas nós queríamos que você soubesse que gostamos MUITO de você. E se POR VENTURA, qualquer outra família de contatar, nos avise o mais rápido possível para podermos nos decidir sobre o match.

Sobre a parte da concorrente, eu fiquei tipo “Não gosteiiiii.”

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Sobre a preocupação deles de eu ter um match com outra família:

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Não consegui acreditar, sabe? Eles tinham gostado de mim, afinal, e aquilo pra mim já estava bastado, porque eu realmente gostei deles também.

Eu havia ouvido e lido sobre muitas meninas que falam que tem aquele negócio de você ter o ~feeling~ e saber que eles são a família certa, mas eu achava que era bobagem. Mas eu digo aqui e agora: não é bobagem. Eu realmente me senti super à vontade com eles e me imaginei com eles! Parece gayzice, mas não é, believe me.

Enfim! Eles disseram que entre domingo e segunda me dariam a resposta, então desencanei sobre o assunto. Porém, no entanto, todavia, no DOMINGO DE MANHÃ, estava eu verificando meu e-mail. Sim, eu poderia estar dormindo gostosamente, mas eu não estava, e daí?

E vejo um e-mail enviado no SÁBADO DE NOITE:

 

Hi Natalia,

 

Mairav and I have spent some time thinking, and we were hoping you would agree to match with us as our au pair starting in late August or early September (really as soon as possible). We really enjoyed speaking with you and think that you would be perfect for our family.

 

Let us know. If you agree, we will formally request to match with you on au pair care.

 

Adivinhem. Deu tela azul na Natália! Fiquei apenas lendo, relendo e sentindo.

sentindo

As coisas sempre acontecem quando não posso gritar, já perceberam? Minha vontade era acordar todo mundo em casa e gritar I HAVE A MATCH, BIIIIIITCH! E eu simplesmente não podia. Domingo de manhã. -.-

Enfim… O que eu quero dizer para as meninas que estão na luta é: não desistam.

Como eu disse em outros posts, há meninas que ficam online e em 12 fuckin days conseguem uma host family e outras que ficam 5 meses e absolutamente NADA. Eu já tentei entender o sentido de como as coisas acontecem, mas a verdade é que nada acontece por acaso.

Eu li em muitos blogs que às vezes é a sua carta que não está boa, ou seu vídeo… Mas e se às vezes está perfeito e você não tem ninguém? Não se apegue a esse tipo de coisa… Porque às vezes simplesmente ainda não chegou a sua vez.

Eu nãos sei se você aí que está sendo acredita em algo do tipo, mas eu acredito muito que as coisas acontecem quando tudo está encaixadinho para acontecer. Deus não faz nada por fazer, acreditem. Por isso, eu estou aqui no quarto do hotel escrevendo isso pra vocês! Vocês não estão sozinhas, ok? Se precisarem conversar sobre essa frustração que vem assolando o coraçãozinho de vocês, não hesitem em comentar aqui ou mandar uma mensagem por aqui. De verdade. Já estive no lugar de vocês e sei MUITO BEM como é.

Amanhã eu vou conhecer minha host family e estou MEGA ansiosa. E espero que tudo dê certo e eles gostem mesmo de mim, assim como eu quero gostar MUITO deles!

Anyway, that’s all, folks! Logo logo trago mais e mais informações sobre o assunto e NOVIDADES DA MINHA VIDA AQUI! <3

Au Pair: entrevistas com famílias

Em 02.09.2015   Arquivado em Por aí

GENTE, desculpa o sumiço, mas eu não consegui postar tudo antes do meu embarque, como eu queria! E aí, já sabem… Tô na maior correria, fazendo um curso especial que a agência dá e tudo mais!

Sim! Já estou falando da terra do Tio Sam! Logo logo eu postarei sobre tudo! ~Além de fotinhos, claro~.

Mas vamos ao que interessa!

Enquanto tem aquela história toda de ficar online e melhorar o application… Muitas outras coisas podem acontecer ~ou nada~. E é por isso que temos que estar preparados para qualquer situação, certo, soldado?

Pois bem… Um dos momentos mais horripilantes ~e ao mesmo tempo esperados~ é o momento em que uma família finalmente entra em contato para uma entrevista. Afinal de contas, é a possibilidade de uma concretização.

No meu caso, essa “possibilidade de concretização” demorou MUITO. Três meses, pra não ser tão exata. E como isso me revoltava só Deus sabe. Eu estava tão ansiosa por esse momento, que já tinha a lista de perguntas prontas desde o início do PROCESSO, quando comecei a conhecer meninas no grupo de o Facebook e fui pedindo dicas logo de cara. E tava TUDO PRONTO, menos uma p#@$% de uma família.

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Quando a primeira (e única COF COF) família entrou em contato… Vocês não têm NOÇÃO! Eu estava no escritório do freela que eu estava fazendo, e lá os e-mails pessoais são bloqueados nos computadores por motivo de sigilo de informações que podem vazar. Então eu só conseguia acessar o meu e-mail pelo celular.

É claro que TODOS OS DIAS, e inclusive nesse bendito dia, eu acessava o meu perfil da AuPairCare, e todos os dias eu encarava dois frustrantes números “0” em “Past Interviews” e “Current Interviews”.

Então quando vi um e-mail com o título “Au Pair Interview”… Adivinha quem surtei?

surtando

Queria pular e não podia. Queria gritar e não podia. Queria chorar e não podia. Eu, que sou expressiva e escandalosa, tive que me conter na minha bolhinha de felicidade e abrir o e-mail tranquilamente pelo celular.

Sim, eles se interessaram por mim, e sim, queriam marcar uma entrevista para o dia seguinte no Skype. E até hoje eu agradeço todos os dias pelo fato de as tecnologias não serem capaz de mostrar o nosso estado ao escrever alguma resposta, porque eu tava feito uma babaca consciente respondendo toda feliz, quase morrendo do coração.

Assim que cheguei em casa, já fui caçar a minha lista de perguntas que uma amiguinha do coração havia compartilhado comigo. Além delas, criei mais algumas baseadas no perfil da família que logo ficou disponível pra mim. Tive que cortar uma tonelada, porque pelo número de perguntas que eu tinha, parecia que só eu ia fazer as perguntas. Aí lembrei que eu também ia ser entrevistada.

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Sabe o que é essa sensação quando se é uma jornalista e geralmente está no papel de entrevistadora? É aterrorizante, porque eu sei exatamente o tipo de pergunta que pode vir a ser feita a mim, embora não saiba o conteúdo, exatamente. E aquilo me deixou apavorada. Eu queria assistir meu vídeo do application trezentas vezes, decorar as coisas pra que não parecesse que eu tinha mentido em alguma coisa, ou me estudar pra não falar besteira… ALGUÉM JÁ SE ESTUDOU NA VIDA? Pois é, não existe isso.

Sei que tive que me preparar fisicamente e psicologicamente, me maquiei toda pra parecer que não estava maquiada e ficar “fofamente” apresentável, rezei o terço ~isso é sério. Aliás, tudo isso é sério.~, me deu siricutico, borboletas no estômago…

Sabe aquela sensação de entrevista para o primeiro emprego? Sabe aquela sensação de primeiro encontro com o boy magia que você está a fim? Mistura as duas sensações! ERA EXATAMENTE ISSO QUE EU TAVA SENTINDO.

Já havia ouvido das minhas amigas que americanos costumam ser SUPER pontuais, mas não achei que era tão literalmente falando assim. Eles marcaram 21h30 e 21h30 lá estavam eles me ligando no Skype.

Respirei fundo e:

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Gente… Eu tava tão nervosa que meu inglês ficou HORROROSO! Parecia que eu nem sabia falar inglês, não conseguia falar uma frase sem gaguejar. Pensei “PQP, vão pensar que sou um fiasco!”. Mas o casal logo de cara percebeu que era o nervosismo tomando conta de mim, e fizeram de tudo pra me deixar à vontade, e isso logo me encantou.

Logo fui me sentindo à vontade, e eles me deram espaço pra perguntar também, e achei isso bem legal. Mas eles fizeram uma pegadinha comigo, que GENTE, ainda bem que contornei e me saí bem.

Foi o seguinte:

Casal: Vamos supor que você leve nossos dois filhos ao parque. Todos estão felizes brincando animadamente. De repente o mais velho começa a gritar que quer ir embora porque quer ir embora. O que você faz?

Eu: Peço pra ele se acalmar (se ele estiver gritando), e pergunto o que está acontecendo pra ele querer ir embora de repente, já que ele estava contente até então.

Casal: Certo… Mas e se ele dissesse “Não quero falar, não quero falar! Eu quero ir embora!”?

Eu: Bom, aí eu diria que tudo bem, mas quando chegássemos em casa gostaria de conversar e entender o que aconteceu, pois quero que eles confiem em mim e se sintam à vontade pra conversar o que quer que seja comigo.

Casal: Legal! Mas e se na hora de ir embora, o mais novo começasse a pedir para ficar…

Eu: Bom… Falaria para o mais velho que não era justo, pois o irmão mais novo também estava lá e tínhamos que entrar em um acordo. Ficaríamos mais uns cinco minutinhos e iríamos embora.

Casal: Muito bom! Não há, na verdade, respostas certas. Mas perguntamos isso porque essa situação realmente aconteceu, e uns dias antes disso acontecer, descobrimos que o nosso menino mais velho tinha alergia a nozes, e ele ficou muito assustado com isso. Então, no dia do parque ele viu um homem vendendo nozes e ficou com medo de algo acontecer.

Eu: (fiz aquela cara de “me ferrei”, respirei fundo). Ah, mas eu acho que tudo é uma questão de observar as crianças e conhece-las, pois eu garanto que era só olhar no rostinho dele para perceber que aquilo não se tratava de manha, e que com certeza ele estaria super assustado, então acho que eu perceberia!

Casal: Nossa, é um bom ponto a ser avaliado, muito bem observado!

Eu por dentro:

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Depois de bastante conversar eles pediram para que marcássemos mais um Skype para o dia seguinte, o que significava um bom sinal, se não eles nem perderiam mais tempo para conversar comigo, né?

Enfim… Focando mais nas perguntas, que é o maior interesse de vocês (eu imagino), eu acabei que não fiz nem METADE das perguntas que eu havia formulado. Uma porque eu não quis parecer inconveniente com tantas perguntas. Outra porque o perfil deles estava muito bem explicadinho, e as perguntas que eu tinha podiam ser feitas depois, CASO eu fosse escolhida, pois eram bem específicas já. Por isso, vou deixar disponível um arquivo com as perguntas, mas acho legal que além delas, vocês formulem outras a partir do perfil das famílias. Isso mostra que vocês foram atentos ao que eles escreveram e tudo mais.

Se tiver algum errinho de gramática em inglês, vocês IGNOREM, ok? Ok!

PDF – QUESTIONS

Alguma duvidazinha? Hein, hein?

AH, o próximo post será sobre o quê, o quê, o quê? O esperado MATCH, sim senhores e senhoras! 🙂

TAG: Os melhores personagens #4

Em 28.08.2015   Arquivado em Na tela

Shane

Quem ainda está perdendo tempo e não assistiu a série Faking It, não vai reconhecê-lo de prontidão, mas se ele está nessa TAG é porque realmente merece! Apresento-lhes hoje o melhor amigo gay que eu já sonhei em ter a minha vida toda e finalmente descubro que ele existe em uma série: Shane Harvey!

Shane nada mais representa do que o lado gay da força na série! Mesmo tendo aquele estilo caricato que sempre acabamos encontrando em filmes/séries/novelas, Harvey é um personagem que sabemos ser extremamente necessário para o andamento da trama. Para quem não acompanha, ele é o melhor amigo do maior pegador hetero da escola, Liam Booker. O humor ácido e o companheirismo são as marcas registradas dele!

Ao longo da história, vemos Shane se afeiçoar também a Amy, uma das nossas protagonistas. Aliás, ele, na verdade, é o culpado por toda a trama se desenrolar. A confusão dá início ao namoro fake de Amy e Karma. TODA confusão que rola na série tem o dedinho do Shane, e não há uma cena que ele esteja presente e você não se acabe de rir, juro!

E ah, sabe aquela coisa de “gay quando gosta é o melhor amigo, mas quando odeia é o pior inimigo?”, bom… Shane se enquadra totalmente nesse perfil! Ele é um pouco manipulador, e de uma maneira sutil e cômica, sempre usa seu jeitinho para conseguir o que quer. Até faz favores a sua maior inimiga em troca do que quer! Puro jogo de interesses!

Mas não se engane! Ele também é o personagem mais confiante, aquele que dá conselhos a tudo e todos e está sempre de bom humor! Aquela pessoa que faz você se sentir bem mesmo sem querer? Esse é o maravilhoso Shane. Daria uma mão tudo para ter um melhor amigo desse! E você também!

Quer apostar?

 

1. As caras e bocas dele dizem tudo sem ele precisar dizer NADA

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2. Shane é o melhor quando se trata de analogias e comparações

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3. Provocar azinimiga está no sangue dele

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4. É dono dos melhores termos

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5. É cômico até em meio a uma discussão séria

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6. Causa na parada e depois se enrola todo

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7. Gosta de um baphão

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8. Faz os melhores comentários para sair de cena com estilo

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9. Tenta negar, mas tem um bom coração até com quem não merece

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10. Mas sempre será o seu ombro amigo

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We <3 Shane!

 

E agora? Gosta do Shane? E agora, e agora? Quer me falar de um personagem também? Manda bala!

Au Pair: melhorando o application

Em 28.08.2015   Arquivado em Por aí

AuPair

Como o combinado do último post sobre o assunto, hoje vim falar um pouquinho sobre as horas de experiência com kids que devem ser preenchidas, pois sei que isso pode ser um problema para as pessoas que querem participar e esbarram nesse obstáculo por terem pouca experiência (ou nenhuma).

Eu também nunca fui uma babá que recebia por esses serviços, por isso não se preocupem. Isso não é de fato, um problema. Toda experiência “duradoura” com crianças é válida. Se você cuidou dos seus irmãos mais novos, dos primos, dos sobrinhos, já é uma experiência. Eu tive uma experiência mínima com meus vizinhos.

E aumentei isso um pouquinho ao longo do processo com outras kids. Mesmo que você já tenha essas 200 horas, mais experiência nunca é demais, sabe. Até mesmo pra você se conhecer e saber se você realmente combina com esse programa. Sei que já disse isso, mas não custa repetir! Isso aqui não é um intercâmbio comum onde você só estuda e curte a vida. Você estará indo ESPECIALMENTE para trabalhar, e precisa ter afinidade com os seus deveres, gostar de crianças e tudo mais.

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“Ah, então quer dizer que você é praticamente a Super Nanny, Natália?”. Não, nem de longe, meu amô. Apesar das poucas experiências que tive, depois é que percebi que eu me dava bem com crianças, sabe? Nunca vi isso como uma qualidade ou um dom especial. E foi realmente bom descobrir isso em mim.

“Tá, tá… Você tá falando que dá pra melhorar o application. Como?”. Simples, caros Watsons. Já ouviram falar em trabalho voluntário?

Sim, é a saída pra tudo, ACREDITEM. Existem muitas creches e escolinhas que aceitam esse tipo de trabalho! Basta você entrar em contato com as que existem nas redondezas de onde você mora e explicar o que você pretende e tudo mais. E LEMBREM-SE de depois solicitar que eles assinem aquele documento do qual eu falei por cima nesse post aqui, porque ele será a prova de que você realmente fez o trabalho voluntário.

Não só você pode buscar escolinhas como já existem ONGs com projetos voltados a atividades com crianças nos quais vocês podem se inscrever! Eu mesma participei da Semana Mundial do Brincar, que aconteceu no Parque Ibirapuera e foi MA-RA-VI-LHO-SO, uma experiência mais do que única!

Aquilo não significou só aumentar horas e fazer bonito pras host families se interessarem por mim, foi um aprendizado interior.

Além desse projeto, existem outros vários como o Massacuca, que entrou em contato comigo recentemente, e é um projeto INCRÍVEL. Inclusive, eles têm conhecimento que muitas meninas precisam desse tipo de ajuda com horas para o processo de au pair, e estão à procura! Por isso, basta entrar em contato, viu?

Sei que muitos esperavam uma receita mágica pra melhorar o application, mas a verdade é que não existe. Essa parada de trabalho voluntário é, como eu disse, a melhor saída. É uma coisa que faz um bem danado não só para o seu application, mas pra você mesma e para as pessoas a quem você se dedica nesse período, então não ignorem essa dica!

Outra coisa que é muito importante é estar aberto(a) a opiniões externas. Pergunte à sua agente sobre seu vídeo e a sua carta, se está realmente bom, se ela sugere alguma alteração e seja RECEPTIVA. Não encare a sugestão como uma crítica destrutiva. Lembrem-se que é trabalho delas orientar e dizer o que é bom e o que não é… Afinal de contas elas entendem do ramo, né não?

Aguentem firme que ainda falarei sobre entrevistas e match!

É nóis! Flw vlw! <3

Músicas que viciam

Em 27.08.2015   Arquivado em Música

Como faz tempo que não posto sobre músicas, resolvi compartilhar um pouquinho do meu sofrimento! Eu tenho um sério problema: quando eu gosto de algo, eu não gosto. Eu VICIO. Sou do tipo de pessoa que assiste mil vezes o mesmo filme e ouve uma música trilhões de vezes sem enjoar. E aí eu pensei… Por que não viciar outras pessoas também?

Trouxe aqui as 10 músicas que estou ouvindo sem parar!

 

Boom Clap – Charli XCX

A música me traz um misto de sentimentos que aiaiai! Aquela coisa meio Wanderlust, sabe? De querer estar em um outro lugar nem nunca ter estado lá. Como não tenho como viajar quando me dá na telha, acho que essa música me ajuda a viajar para o meu próprio mundinho.

All About That Bass – Meghan Trainor

Sabe aquela vontade de sair dançando e rebolando que nem uma doidinha dentro de casa enquanto faz aquela faxina? Essa música me inspira e faz eu sair daquela preguicinha rapidinho! Até meu pai curte a música, gentem! hahahaha Because I’m all about that bass!

23 – Mike Will Made-it (ft.  Miley Cyrus, Wiz Khalifa, Juicy J)

A Miley Smiley me faz ficar alucicrazy com esse som. Adoooro dançar essa música dentro do carro. Me sinto a Queen Bee do pedaço, juro.

Am I Wrong – Nico & Vinz

Esse é o tipo de single que consegue ser inteiramente brilhante. A letra, a fotografia do clipe e o ritmo dessa música são um casamento perfeito. Ela me faz querer sair dançando pela rua, sabe? A voz do Vinz me mata do coração!

Dance With Me Tonight – Olly Murs

Arraste os móveis, puxe o tapete e vamos bagunçar! Ô musiquinha boa pra uma beautiful mess. Ainda quero experimentar meus atrapalhados dotes culinários ouvindo esse som. Quero nem ver o que vai sair!

Carousel – Melanie Martinez

A Melanie simplesmente me faz viajar para outro plano com essa música. Adoro escrever ou ler livros enquanto ouço essa música. Preciso admitir que também AMO o clipe, cheio de simbolismos e coisas meio assustadoras! *-*

Thinking Out Loud – Ed Sheeran

Essa lista não estaria completa sem o meu ruivo favorito! O Ed sempre me surpreende com suas letras que fazem eu me derreter todinha, mas dessa vez ele ultrapassou todos os limites. É o primeiro clipe em que ele finalmente é um personagem, e ele se propôs a dançar. Acreditem ou não… O resultado é MARAVILHOSO. E eu simplesmente não canso de assistir e morrer de inveja da dançarina. T-T

Counting Stars – One Republic

Saudade. Essa é a palavra que se associa a essa música pra mim. Me lembra dos meus dias em Dublin! Toda vez que a escuto, me transporto pra lá! Adoro cantá-la aos quatro ventos sempre que a escuto, pois ela me preenche da cabeça aos pés.

Part Of Your World – Carly Rae Jepsen

Gente… Sou suspeita porque adoro a Carly e amo a Disney… Então acho que não haveria combinação melhor! Adorei a versão que ela fez de Part Of Your World da Pequena Sereia. Canto feito uma criança! 😡

The Best Song Ever – Alex & Sierra

Como notaram, adoro versões diferentes, e acho que Alex & Sierra são os melhores do momento com todas as versões incríveis que eles fizeram no X Factor 2013! Não foi à toa que eles venceram, né gente? Eu nunca tinha dado muito valor pra essa música do One Direction… Até ouvir esse casal perfeito que me fez prestar atenção na letra. Você finalmente consegue pensar na história que a música traz. Confia em mim! <3

Ouçam e depois comentem aqui qual delas ficou presa na sua cabeça! E não me matem por isso!

Au pair: Sobre ficar online e estar no limbo

Em 26.08.2015   Arquivado em Por aí

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Gente, sei que ando sumida, mas estou correndo com as malas! Tá OSSO, porque só tem o essencial e não fechaaa, ACREDITEM.

E sim, mais um post sobre Au Pair, porque embarco essa semana e quero terminar todas as dicas antes disso!

Paciência. Sim, ela é a palavra de ordem de quem anseia por ficar online e estar no limbo até uma host family se interessar.

Eu sou uma pessoa que quer tudo pra ontem, então vocês bem devem imaginar o meu sofrimento em todo esse processo, né? Se não imaginam, não tem problema, porque eu posso contar e dar umas dicas pra TENTAREM não ficar assim. ~perceba que eu disse tentarem, porque é OSSO~.

Verificando meus e-mails, lembro que minha saga para ficar online foi “pequena”, mas não foi. Lembro de ter entregue os documentos em uma semana, como comentei no post sobre a papelada. Não lembro exatamente a data, mas sei que tentei abstrair e não pensar no assunto porque senão surtava. Naquele meio tempo, consegui um freela maluco que preenchia todo o meu tempo, então não conseguia pensar em application, blog ou qualquer outra coisa. Até que um dia eu acabei lembrando e liguei para saber como estava o andamento das coisas, pois já havia se passado uma semana e ninguém da agência tinha me contatado para falar à respeito. Liguei e adivinha? Nada.

E eu sou uma pessoa que é uma ótima cliente, mas se não tenho o que eu quero, infernizo. Infernizo MESMO.

Por isso, comecei o processo de “infernização” dia 17 de abril, fiquei ligando e mandando trezentos e-mails, e só fui ficar online dia 22 de abril, quase mais uma semana depois. Parece pouco, mas as agentes sempre dizem que essa parte do processo é rápida, então isso realmente me incomodou.

AÍ, depois de muito encher os pacová da agência, eu fiquei online…!

Expectativa

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Realidade:

HUMM

EXATO! Nada aconteceu, minha gente. Tenho que confessar que a situação me frustrou MUITO, porque eu esperei que ao menos UMA família fosse entrar em contato logo, sabe? Não imaginei que eu fosse ter um match de primeira, mas toda garota aspirante a au pair quer ver as coisas acontecendo, famílias entrando em contato… Até mesmo pra se preparar, treinar, aprender com os erros. Só que nada disso acontecia.

Aí vocês vão me dizer: “Nats, você é muito impaciente!”. Eu sou, não vou mentir. Mas a coisa toda é o seguinte. Desde que eu fechei com esse programa, entrei em um grupo enorme de au pairs no Facebook. É um espaço maravilhoso, em que meninas e meninos au pairs, ou que estão tentando ser au pairs ou que já foram au pairs dividem muitas experiências, dicas, informações e se ajudam bastante.

Todo dia vinha alguém postando “I HAVE A MATCH”, e todos não veem a hora de chegar o seu dia de falar, claro. E sem brincadeira, eu vi muitas meninas dizendo que ficaram online uma, duas semanas NO MÁXIMO, e tiveram não só umas 5 ou 6 famílias interessadas, como tiveram o match assim, num estalar de dedos.

Então quando duas semanas se passam você começa a se preocupar, é inevitável. E eu, que como bem já informei vocês que sou a louca do Brás, ficava mais preocupada ainda. Sei que é clichê falar, mas além de MUITO ansiosa, sou muito exigente comigo mesma, então eu ficava frustrada tentando entender o que eu tinha de errado pra nenhuma família me querer. E acredite: não é legal.

Todo mundo com família e eu não. Aí tive que lembrar daquela famosa frase da nossa mommy, sabe? “Você não é todo mundo, Natália.” Sim, é bem por aí que a banda toca. É nesse momento que você tem que tentar se desligar um pouco e parar de se comparar, porque cada menina é uma menina e cada processo é um processo. Sei que IT SUCKS pensar dessa maneira, e eu confesso que era MUITO difícil pensar assim.

Fiquei chateada por longas semanas tentando entender o que diabos estava errado, se eu não prestava nem pra cuidar de crianças… Revia minha carta, meu vídeo, pedia opinião das pessoas… E eu não sabia se estavam mesmo sendo sinceras ou não queriam me magoar, mas sempre diziam que estava tudo ÓTIMO, inclusive a minha própria agente. Então imaginem só, eu tava querendo comer o cérebro de todo mundo e me matar. E acreditem, vocês também vão querer. Por isso:

girlsitdown

Se você estuda, se dedique aos estudos. Se você trabalha, se dedique ao trabalho. Se você não estuda nem trabalha, abstraia. Leia livros, assista séries, filmes, faça atividades físicas…! Só não fique com essa história na cabeça porque não vai dar certo. Se você faz parte de algum grupo de au pairs no Facebook, tente não acessá-lo tanto. Não é por inveja, mas sim porque ficar ligada nesse assunto o tempo todo e não ver as coisas acontecerem pra gente machuca. Você fica SIM, se comparando, fica SIM revoltada, e não faz bem, sabe?

Então a diquinha de hoje é: TOMA MARACUJINA, ACALMA A PEPECA E MELHORE SEU APPLICATION!

Pera: melhorar o application? Como? Essa história eu conto no próximo post! <3

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