Au Pair: Quanto custa?

Em 30.06.2016   Arquivado em Por aí

Estou honestamente feliz de fazer um novo post sobre esse assunto que eu acabei deixando um pouquinho de lado aqui no blog (pra falar a verdade, o blog todo foi deixado de lado, mas faz a pêssega e ignora), mas a pedidos, resolvi falar sobre um assunto que muita gente sempre tem dúvida sobre o lance de ser au pair. Afinal de contas, tudo no mundo depende de uma coisinha: grana.

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Pois bem, achei esse assunto pertinente, porque muita gente fica se perguntando qual o preço do programa e se o salário é bom. Então vamos por partes, como já diria Jack, o Estripador.

Primeiro de tudo, falarei sobre o preço do programa em si, que é bem acessível, se comparado aos outros programas de intercâmbio. E é muito bom ressaltar isso, porque muitos conhecidos meus (e de muitas outras au pairs, posso apostar), acham que a gente é podre de rica e está indo passar férias nos States com tudo pago e uma passagem grátis pra Disney ou sei lá o quê. Então vou deixar tudo bem claro e explicadinho.

Não, nós não estamos cagando dinheiro quando decidimos ser au pair. É justamente o contrário. Aliás, o programa de au pair é mais barato pelo simples fato de que você vai trabalhar para famílias americanas como babá em troca de salário, comida e teto.

Entendesse?

Ótimo! Passemos agora aos preços da bagaça tudo.

 

Preço do programa de Au pair

 

Au Pair Care (APC)

Muito que bem. Eu vim por essa agência. Fechei com a agência STB no Brasil, que é conveniada com a APC nos USA. Quando eu fechei o programa, paguei o valor de US$ 500. Na época, o dólar estava cotado em uns R$ 3,00, aproximadamente. Ou seja, paguei cerca de R$ 1.500,00. Lembro que quando fui na agência para conhecer mais sobre o programa, estava morrendo de medo daquele momento em que o agente fala o preço e você só falta virar a cadeira pra trás. E eu realmente me surpreendi, porque não achei nada caro.

Para fazer o post, pesquisei pela agência da STB para saber quanto está o programa e, atualmente o valor é de US$ 700 (em reais, esse valor é de aproximadamente R$ 2.240,00). É claro que hoje, com a cotação do dólar nas alturas, ficou um pouco mais salgado. Mas ainda assim, ao comparar com outros tipos de intercâmbio, esse programa é uma mixaria. Eu sinceramente não lembro se eu tive gasto com taxa de inscrição!

 

Cultural Care (CC)

Algumas das minhas amigas vieram por essa agência e sempre ouvi muito bem, mas lembro que o motivo pelo qual eu não escolhi vir por ela é que preço não estava nada tranquilo nem favorável para o meu bolsinho. Não lembro o valor, ao exato, mas era mais caro que a APC, na época.

Dei uma pesquisada por cima no site da CC, e o preço é de aproximadamente US$ 1.018,00 (R$ 3.610,00). Segundo o site, o valor inclui taxa de entrevista pessoal, taxa de inscrição e taxa do programa.

 

Au Pair In America

Até uns três meses atrás eu achava que essa agência era só para au pairs europeias, mas uma das minhas amigas atuais veio por ela. A Au Pair In America funciona no mundo todo!

Entrei no site e procurei pela agência responsável pelo Brasil e fui encaminhada para a Experimento Intercâmbio Cultural. De acordo com a página da Internet deles, existe uma taxa de inscrição no valor de R$ 790,00, e o programa, US$ 860 (aproximadamente R$2.752,00).

 

IMPORTANTE

Além do gasto do pacote de intercâmbio, existem os gastos que ficam por conta da au pair:

 

– Passaporte: se eu não chequei errado, são R$ 257,25

– Um documento chamado SEVIS (a agência vai te explicar melhor como funciona): pelo menos US$ 180

– Visto J-1 (visto de Work and Study): U$160 ou R$ 512,00 (isso se o valor também não foi alterado)

– PID (Permissão Internacional para Dirigir): R$ 259,05

 

As passagens aéreas são bancadas pelas famílias (mas atenção, se você não é de São Paulo, terá de pagar o vôo doméstico).

 

Conclusão: mesmo sendo o programa de intercâmbio mais barato que existe, ainda assim nos deixa pobrinhas, nénom?

Eu não vou colocar o valor médio de gastos porque depende muito da agência com a qual você vai fechar. Eu não sei se existem outras agências além dessas, e sinceramente não me dei o trabalho de procurar. Coloquei as mais conhecidas!

 

Salário + benefícios

Pois bem, chegamos ao tópico mais polêmico da vida de uma au pair: o salário. Depois de ter tido gastos astronomicozinhos para tirar a papelada necessária, o momento que todos esperavam.

Pois bem. O salário de uma au pair nada mais é do que US$ 195.75 semanais (aproximadamente R$ 626,40). Isso significa que no mês, ganha-se US$ 783 (cerca de R$ 2.505,00).

Mas, porém, no entanto, todavia…! Vale lembrar que a família, além de pagar as suas passagens aéreas, também é responsável pela sua estadia (que inclui alimentação e acomodação), e uma bolsa de estudos no valor de US$ 500 (mais ou menos R$ 1.600,00). Então eu diria que é um big deal, considerando que você não terá gastos com comida ou acomodação, nénom?

Então, dá pra viver bem com o salário de au pair? A resposta é sim. É claro que você tem que aprender a se organizar financeiramente, mas é possível sim, senhora. Eu vivo no aperto porque tenho minhas prioridades e envio uma graninha para o Brasil mensalmente. Mas ainda assim meus pais nunca precisaram me enviar um único centavo! Há semanas que eu (e muitas outras au pairs) precisam apertar o cinto, mas isso não significa que passamos dificuldades.

Também já ouvi histórias de au pairs que economizavam para mandar dinheiro para o Brasil… E conseguiram até mesmo comprar uma casa quando voltaram! Cada uma vem pra cá com o seu objetivo, então cabe a cada uma saber priorizar as coisas.

Mesmo assim, não somos ricas.

Bom, deu pra tirar todas as dúvidas, galere? Eu espero que sim, porque eu acho que só pra fazer esse post eu fiz mais cálculos do que fiz em toda a minha vida ~aquelas~.

Quem ainda tiver alguma dúvida, não hesite em perguntar, ok? <3

 

P.S.: Todos os valores convertidos foram calculados segundo a cotação do dia 29/06/2016 e estão sujeitos a variações.

 

O que mais gosto em NYC

Em 27.06.2016   Arquivado em Por aí

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Eu realmente tenho tido uma imensa dificuldade para produzir conteúdo para o blog. E nem vou dizer que o motivo principal é a falta de ideias. Quem acompanha o Além do Meu Mundo sabe que ando numa fase maledita que se chama falta de vergonha na cara inspiração.

Venho conversando com bastante gente a respeito (não tanto quanto gostaria), e apesar de ser meio óbvio, uma pessoa me sugeriu escrever sobre algo do qual eu realmente esteja gostando no momento. Ler e escrever, que são minhas maiores paixões, estão um pouquinho de lado nas minhas prioridades. Mas se tem uma coisa que eu realmente estou amando de paixão paixão… É New York.

Estou aqui há 9 fuckin’ meses e essa cidade ainda consegue fazer eu me apaixonar cada vez mais por ela. ENTÃO decidi fazer um post fofico dedicado ao meu segundo e eterno lar e falar as coisas que eu mais gosto em NYC!

Metrô 24 horas

Acho que o sonho de todo paulista é que o transporte metroviário de São Paulo um dia seja 24 horas. E eu não tiro a razão. Isso definitivamente é a melhor coisa do mundo (pra não mencionar o fato de que você realmente pode ir pra QUALQUER lugar de NYC usando o metrô, porque tem em qualquer canto).

É claro que não é a coisa mais limpa do mundo, mas funciona muito bem, obrigada (exceto nos finais de semana, quando inventam de fazer manutenção em alguma linha e cagam seu rolê. Mesmo assim, os bonitos oferecem shuttle de graça e fazem caminhos alternativos para você chegar ao seu destino. É ou não é uma coisa linda de se ver?).

 

Segurança

segurança

Apesar dos americanos ainda serem muito pirados com relação à segurança e muitos ainda considerarem NYC uma cidade perigosa, eu preciso dizer que me sinto muito mais segura aqui do que em qualquer outro lugar que já estive no Brasil.

Quer dizer… Incontáveis são as vezes que saio para partyear e volto na madruga boladona sem medo ALGUM de andar sozinha na rua, com o celular na mão e tudo. Isso que as ruas residenciais são muito mal iluminadas. No começo eu parecia uma louca correndo até chegar em casa. Depois percebi que nunca estive tão segura em toda a minha vida!

É CLARO que não estou dizendo que não existe violência aqui, calmem lá! E também não é bom ficar dando sorte pro azar. Mas né!

 

Sale é sale de verdade

Cheguei em mais um assunto polêmico, né?

Agora eu entendo porque é tão difícil guardar dinheiro aqui, minha gente. Eu sempre tive facilidade e sempre soube me conter quando precisava maneirar nos gastos. Mas aqui eu confesso que o buraco é bem mais embaixo. Como dizer não a um vestido super gracinha da F21 que está $4.90? Ou um não ainda maior a um par de tênis maravilindo da H&M por $14? Não. Consigo. Lidar.

 

Night Clubs

Chegamos num tópico importantíssimo aqui. E isso se dá pelo fato de que no Brasil eu nunca liguei muito de ir pra balada. Mas aqui a coisa é totalmente insana e extremamente acessível ao nosso bolso. É hora do sexo feminino segurar a marimba, porque mulher entra e consome de graça. Sim, você não leu errado. Nem precisa passar os olhos duas vezes na mesma sentença. Basta você entrar em contato com o promoter da festa que você quer ir (o que é a coisa mais fácil do mundo, já que o que mais tem em NYC é promoter querendo levar você pra festa deles). E não precisa nem fazer bico, porque os homens pagam, mas nem é tanto assim (quer dizer, depende da balada), mas a consumação também é à vonts, sem limites!

Vale tanto à pena partyear que tem que tomar cuidado pra não viciar nessa vida. AH, e pra quem sempre sonhou em fazer uma Limo Ride (passeio de limusine), chora, porque por $25 você enche a cara passeando por Manhattan!

Aqui o glamour é certo, bee!

 

Rooftops

Apesar dos rooftops (telhados) serem conhecidos apenas por abrigar muitas das baladas de NYC, não é só pra isso que eles servem, não! Eu sempre fui apaixonada por esses lugarezinhos no meio da cidade quando via os filmes que tinham NYC como cenário. Porque parece um universo a parte daquela loucura que é a cidade grande. Muitos bares também possuem áreas em rooftops e são maravilhosos. Aliás, até os hotéis que recebem as festas, de dia costumam receber pessoas apenas para um “hang out”. Ir a um rooftop é decididamente uma das minhas atividades favoritas aqui. E o principal motivo disso é a vista. Um dos meus rooftops prediletos é o Le Bain. Só tive a oportunidade de ir até lá de noite, mas mal posso esperar para ir de dia, agora que o verão está chegando!

Le-Bain

Parques

CentralPark

Não achou que eu ia falar de NYC sem citar o que os new yorkers mais apreciam depois de um bom café, não é mesmo? (Aliás… Se puderem tomar café no parque, só faltam vomitar arco-íris). Como new yorker bixete que sou, desenvolvi um certo gosto por parques que nunca tive no Brasil. Guardo momentos memoráveis no parques Ibirapuera e Trianon, mas acho que quando eu voltar saberei aproveitar esses passeios.

É realmente uma delícia correr para um refúgio como o Central Park, Van Cortlandt Park ou o Wave Hill. Parques e árvores espelhados no meio do caos da selva de pedra são a salvação, pode acreditar.

 

Diners

Quer pagar uma miséria e comer que nem um boi? Seu lugar é o diner. Perfeito para quem está voltando daquela baladinha, sabe? (Quem lê parece que eu sou a rata das discotecas, sqn). Quando tô querendo salvar grana (leia-se sempre), me acabo em um diner. E engana-se se acha que a comida lá é ruim. Muito pelo contrário! Ainda tem o plus de se sentir naqueles filmes americanos em que toda a galera se reunia sempre no mesmo bar, sabe sabe? <3

 

Dunkin’ Donuts

Ok, Dunkin’ Donuts é uma coisa que tem em todo lugar dos USA. Assim como os Diners. Assim como quase todos os tópicos do post. Mas vale frisar que essa é a minha visão morando em NYC, então eu ganhei, pronto e acabou. (aquelas).

Bom, para quem não sabe, o Dunkin’ Donuts é uma franquia de cafés concorrente do Starbucks que, como o próprio nome já diz, tem o diferencial da venda de quê? Donuts, 10 pontos pra Grifinória. E devo dizer que é bem páreo para o nosso queridinho que faz o maior sucesso em SP. Tem muita coisa que eu prefiro muito mais do DD do que do Starbucks, porque você tem uma variedade maior de comes e não só bebes. Meu favorito é o grilled cheese. Nem tem nada demais, mas né… E o que é o Frozen Dunkaccino? É bem parecido com os famosos frappuccinos do Starbucks. Perdição, apenas.

 

A cidade que nunca dorme. MESMO!

NYC

A cidade realmente faz jus à nomenclatura! Se tem uma coisa que não tem como acontecer, é ficar entediado em NYC (eu fico às vezes porque sou chata e meio forever alone, mas ignora). Você SEMPRE vai ter o que fazer por aqui. Sempre tem uma festa, uma exposição, um evento, um acontecimento, um show, uma peça de teatro…! Essa cidade tem tantos atrativos que realmente, só fica em casa quem quer. E nem vem com essa de “ah, mas tô sem dinheiro”. Dinheiro aqui muito raramente é o problema. Balada é de graça, evento é de graça…!

 

Já deu pra entender porque eu AMO esse lugar, né?

NYCpost2

E aí? O que achou do post sobre a minha Big Apple? E você que já deu o ar da graça na cidade? Acha que esqueci de mencionar alguma coisa? Pode colocar tudo ali na caixinha de Pandora! <3

Ser viajante não são só flores

Em 22.06.2016   Arquivado em Por aí

Ser viajante não são só flores. Morar fora não é só glamour como todos pensam. Quer dizer… É muito fácil ver as fotos de paisagens de tirar o fôlego das pessoas pensando o quão sortudas e o quão boa é a vida delas sem nem questionar quantas foram as coisas das quais elas tiveram de abrir mão, os sonhos mundanos que tiveram que sacrificar, os centavos que economizaram ou os obstáculos que enfrentam no dia a dia para estar com aquele sorriso que estampam as fotos. Estou falando isso porque eu já fui esse alguém olhando as fotos e desejando que aquela fosse a minha vida.

Para se aventurar não é preciso dinheiro, como a grande maioria acha que é disso que o mundo todo se trata. Se aventurar, se lançar em alto mar sem olhar pra trás, pegar um avião e abandonar a terra-mãe… Tudo isso tem muito mais a ver com coragem do que qualquer outra coisa.

Coragem para deixar a família, os amigos, a cidade, a rotina, as coisas com as quais está habituado para enfrentar o desconhecido em uma terra da qual pouco tem-se conhecimento – mesmo que tenhamos passado dias e noites lendo sobre cada detalhe do destino. Na teoria tudo é muito bonito, realmente.

Mas na prática… Nós já vamos sentindo o coração apertar quando começamos a fazer a bagagem e percebemos que muitas vezes nossa vida cabe e se resume a uma mala. Aquilo passa a ser tudo o que temos. Não temos mais amigos, não temos mais casa. Mesmo quando vamos com um lugar específico para morar, dificilmente conseguimos chamá-lo de lar.

Então descobrimos que aquilo que chamávamos de “ser sozinho”, no nosso quarto, rodeado com as nossas coisas, não é nada perto do que é realmente estar sozinho em uma cidade cheia de vidas cruzando a sua a cada milissegundo. E calma, porque eu nem estou dizendo que essa sensação seja ruim. Muito pelo contrário!

Finalmente descobrimos que teremos de aprender a lidar com o nosso maior inimigo: nós mesmos.

Lutamos contra o medo de nos perdermos, de não termos amigos. Lutamos contra as estações que diferem tanto do nosso país – isso sem mencionar a língua e a alimentação -. Lutamos contra a própria mente que nos consomem noites a fio e nos fazem perguntar a nós mesmos se largar tudo foi a escolha certa. Lutamos contra a distância que faz com que algumas das pessoas mais próximas se tornem apenas estranhas. Lutamos contra a saudade que aperta e machuca. Lutamos contra a tela do computador/celular tentando tocar o rosto de quem amamos e nos conformando que aquilo nada mais é do que uma imagem com a qual precisaremos nos contentar por tempo indeterminado.

E mesmo assim iremos sorrir. Sentimos orgulho de nós mesmo toda vez que pensamos tudo o que fomos capazes de fazer até agora. E é por isso que sorrimos tanto nas fotos. Não é porque estamos esfregando na sua cara o quão melhor nossa vida é do que a tua. Mas porque nos sentimos vencedores de estarmos ali, porque nada foi fácil. Nada é fácil. Mas a cada dia, crescemos e aprendemos um pouquinho mais. Por bem ou por mal. Na boa ou na marra.

E quando estamos ali, com aquela paisagem engolindo nossos olhos e nos roubando todo o ar, acredite, meu velho. Pensar em mostrar que somos melhores que você, que está dando o like na foto, é a última coisa na qual realmente estamos pensando.

Então, da próxima vez que for dar um like na foto de um amigo/parente viajante, dê um like como se o congratulasse. Pense que assim como você tem momentos de tristeza e felicidade, o viajante também tem. E sobre você não postar fotos suas em um mau dia/momento? A mesma regra se aplica ao tal viajante.

Pense que esse seu amigo/parente tem bravura. Porque ser viajante… Ser viajante não são só flores.

Do que sei sobre o amor

Em 15.06.2016   Arquivado em Crônicas

amor

Ouça: Like I’m Gonna Lose You – Meghan Trainor ft. John Legend

 

Eu não sei. Tudo o que eu consigo fazer quando tento nos explicar pra alguém é sorrir.

Eu poderia até me fazer de difícil contigo, poderia bancar a irritadinha que sempre fui e simplesmente não dar o braço a torcer. Porque eu… Eu nunca fui de me entregar assim, de primeira. Comigo tudo sempre foi um jogo, sempre foi na base das entrelinhas, das indiretas.

Só que com você isso simplesmente nunca aconteceu. Com você não existe joguinho, não existe armas de ataque e defesa. Eu nunca precisei mentir ou omitir o que sinto e penso. E isso é, sem dúvida, o que eu mais amo na gente – dentre tudo o que existe na gente e que eu amo tanto.

Aliás, amo tudo na gente. Amo como eu me perco no verde dos olhos mais brilhantes que já cruzaram os meus. Amo como sua mão encontra o meu rosto com facilidade e a maneira como meu corpo reage ao seu simples toque. Amo como a minha mão se encaixa na sua.

Amo como me sinto completa e inteira ao seu lado. Como não preciso mentir nem fazer média contigo.

Amo a maneira como os cantos dos seus lábios se curvam pra baixo quando eu digo algo que te surpreende. Amo o som da sua risada e como você sempre dá uma encolhidinha nos ombros pra rir, como se fosse uma criança.

Amo quando me puxa pra si como se não precisasse de mais ninguém por perto. Amo como até o timbre da sua voz muda rapidamente quando você está conversando com alguém e de repente está falando comigo. Amo o zelo que emana do seu olhar quando está me observando.

Amo o jeitinho cúmplice que me olha quando estamos no meio das pessoas. Como nos entendemos só com um olhar. Amo quando você faz aquela carinha de sem vergonha e não pode comentar o que tem vontade.

Amo sua feição de sono lutando pra não dormir. Amo como não tem vergonha de mostrar que precisa de mim e me quer por perto. Amo como você nunca escondeu o que sente perto dos seus amigos. Amo como soamos tão natural perto das pessoas. Amo nossas piadas e nosso jeito de provocar um ao outro. Amo quando soltamos farpinhas e logo nos redimimos porque não queremos errar com o outro, não queremos repetir erros de relacionamentos passados. Amo quando diz “nossa casa/nosso quarto/nossa cama” em uma frase. Amo quando você fala sobre uma vida juntos.

Amo o som do seu “R”. Amo quando me chama de chatice. Quando me chama de guria então…! Perco o chão. Aliás, quer me ver perder o ar? É só dizer “nossa, você me deixa louco, guria” com a voz um pouquinho rouca e dar aquela estreidadinha no olhar da maneira que você faz.

Amo como você nunca teve medo de demonstrar ou dizer o que sentia, desde aquela noite, naquele parque. Amo como você me mostra como sua “fraqueza”, como você amolece e não se importa com isso.

Amo o jeito como me aperta contra seu corpo. O jeito como me prende. Amo como o seu corpo se encaixa e se molda ao meu. Amo o desejo que emana do seu olhar quando estamos só eu e você. Amo como a minha pele parece queimar quando você me toca. Quando você diz que sou linda e o quanto me deseja. De que sou a melhor e não existiu nenhuma como a mim. De que sou única.

Amo cada parte de ti que chega a doer, garoto.

Eu. Amo. Te. Amar.

4 ON 4: Um dia na minha vida

Em 10.06.2016   Arquivado em Por aí

Div4on4

Tô viiiiva, gente!

Sei que tô sempre prometendo uma volta triunfante que nunca acontece, mas todo grande gênio mundo tem bloqueio criativo em algum momento da vida.

EmmaWatsongrrrr

Por isso que foi uma surpresa e uma animação muito grande quando a minha querida Allie, do blog Lovecats, me convidou pra fazer parte de um projeto fotográfico! Quem sabe assim não me animo a fazer posts decentes para os meus leitores mais que decentes? Sim ou com certeza?

So! Dona Allie convidou mais duas blogueiras super queridas pra participar do 4 on 4: a Nathália do 48 Janeiros e a Isabelle do Pequeno Ser Pensamente. Se ficou interessado(a) em dar aquela checadinha básica, don’t worry! vou elencar todos os blogs bonitinhos ao final do post!

Muito que bem, muito que bom. Um sorteio bem elaborado (de papelzinhos via vídeo super fofo da Allie) decidiu que o primeiro tema seria “Um dia na minha vida”. Achei bem pertinente e até divertido, porque apesar de eu sempre trazer fotinhos da minha vida aqui nos USA, é sempre um compilado. E dessa vez eu vou mostrar (bem resumidamente) um pouquinho da minha rotina no dia-a-dia. Inclusive a missão “ser au pair”.

Senta que lá vem foto do dia 08 de junho, melbem!

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Acho que já deu pra notar pelas minhas fotos anteriores que AMO tirar foto de sombra, néam? Pois bem. As sombrinhas ali são, da direita pra esquerda, eu, Levi e Zev (os dois meninos dos quais eu cuido). Estávamos esperando pelo bus school!

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Aqui é a minha pessoa prontinha para ir ao parque correr! *-* desde que começou a esquentar, abandonei a academia para me exercitar ao ar livre com uma amiga!

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Eis aqui as pernas da branquela a caminho do parque. Não tem nada demais, mas gostei da composição das corer, COLICENÇA.

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Essas duas fotinhos foram tiradas seguidamente, ainda indo para o parque! Eu adoro a caminhada até lá. (Acho que deu pra perceber, né?)

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Essas três fotinhos representam o momento em que espero pelo school bus do Levi chegar. Eu caminho até o final do quarteirão da minha rua, e minha vista é essa casa que eu fico namorando todos os dias. E aí não demora muito até aquele famoso school bus amarelo que amamos no filme chegar! <3

Queria ter feito uma coisa mais bem elaboradinha, e juro que tive ideias bem foficas para tal, mas ainda deu pra perceber que a velha Nats ainda não voltou com os posts tudo, né? Porém, no entanto, todavia, eu ainda não desisti! Então não desistam de mim tomein, por favorzinho!

Mal posso esperar pelos próximos temas! E quer saber de uma coisinha? Até que me deu vontade de postar minhas 9384363283427 fotos atrasadas, hein?!

Muito bem, por hoje é isso, kids! Ah!

Seguem os blogs das outras meninas! Deliciem-se <3

Lovecats

48 Janeiros

Pequeno Ser Pensante

Resenha: Circo Invisível

Em 15.04.2016   Arquivado em Livros

Depois de trezentos e cinquenta e sete séculos muito tempo, o Além do Meu Mundo tira a poeira da estante da categoria Livros e traz uma obra da série “gostei da capa”: Circo Invisível, de Jennifer Egan. Cansada de ler os best-sellers da vida, quando ainda estava no Brasil (old but gold…), me aventurei em escolher um livro que estivesse fora dos holofotes juvenis. Não costumo fazer muito isso, mas as duas únicas vezes que realmente julguei um livro pela capa, eu acertei lindamente.

Quer dizer… Como esse livro não chamaria a atenção, gente?? Com esse nome sugestivo que te leva a algum lugar que você não sabe bem qual… E depois o jogo de luzes que brinca com o mistério de um cavalete… Quando vi, já estava levando o livro para o caixa!

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Nunca havia lido nada da Jennifer, e preciso admitir que ela me surpreendeu de uma maneira única. Não é um livro de ação. Não é um livro de amores impossíveis. Não é um livro de seres sobrenaturais. É um livro sobre a vida, e como ela pode nos pregar peças. É um livro que fala do ser humano e descreve como ele pode ser vulnerável. É uma trama que fala sobre a perda de alguém querido. E que fala mais do que isso: como seguir em frente.

A história se passa em 1978, e acompanhamos a vida da nossa querida Phoebe, uma jovem de 18 anos de São Francisco que acaba de se formar. Poderíamos dizer que Phoebe é aquela típica adolescente normal, com sonhos e vida normais… Mas acho que deve ser um pouco difícil ser “normal” quando se perde o pai e a irmã mais velha, mesmo depois de muitos anos.

Nos deparamos com uma narrativa misteriosa e melancólica que nos traz flashbacks de quando o pai e a irmã ainda eram vivos. Acompanhamos a infância dos três irmãos: Faith, a filha preferida, exemplo para todos; Barry, o irmão inteligente e ofuscado; e Phoebe a caçula que se espelha sempre na irmã mais velha. Tudo isso para tentar desvendar o que circunda a morte de Faith. Os boatos eram de que a primogênita tivesse se suicidado na Itália, enquanto viajava com o namorado pela Europa.

Depois de conhecermos um pouco do passado e do “presente” (final da década de 70) da família O’Connor, Phoebe acaba despertando e percebendo o marasmo no qual a sua vida havia se tornado devido as ondas de acontecimentos que pareciam tê-la congelado para sempre no tempo. Um tempo onde o pai, e principalmente a irmã, estavam vivos em sua memória e nas paredes da casa da família.

É quando, tomada por esses desespero de se desprender dos laços maternos e das raízes locais, Phoebe decide se jogar de verdade, e ir para a Europa. Mas é claro que essa viagem não é uma viagem qualquer. Depois de tanto sonhar com aquele momento, Phoebe decide refazer os passos de sua irmã para tentar descobrir, afinal de contas, o que realmente havia acontecido em 21 de novembro de 1971, o dia da morte de Faith.

Por meio dos cartões postais que a irmã havia mandado a família, Phoebe refaz o caminho de Faith. Inglaterra, Holanda, Bélgica, França, Alemanha… É aqui que a vida da nossa protagonista vira de cabeça para baixo, pois um personagem super importante surge para ajudá-la a desvendar o mistério que ronda a sua vida: Wolf, o ex-namorado de Faith.

A partir daqui, Phoebe consegue mais informações concretas sobre tudo o que veio a acontecer antes do fatídico acontecimento. Mas nem tudo estava claro, pois segundo Wolf, eles já não estavam mais juntos na época. Movido seja lá pelo que ele estava sendo movido, Wolf decide seguir viagem com ela até Corniglia, na Itália, com o seu velho carro.

Alpes italianos, Áustria, Espanha… Depois na Itália, passando pelas cidades de Pisa, Gênova, La Spezia, Vernazza… Para então chegarmos à misteriosa e tão esperada Corniglia. Nesse ponto, você já está completamente apaixonada por toda a estrada europeia, pelas cidadezinhas… Fica difícil não querer estar lá.

E é aqui que a nossa Phoebe finalmente descobre como tudo aconteceu. E acreditem… Fiquei pasma, pois não imaginei que ela fosse conseguir descobrir como as coisas exatamente aconteceram. Os detalhes… Foi além do que eu esperei, sério. Tinha esperado um desfecho completamente diferente, e acho que é isso o que eu mais gosto nos livros. Quando não são acabam de uma maneira tão óbvia.

Esse livro descreve situações cotidianas, mas ao mesmo tempo, únicas e super reflexivas. Nos remonta cenários políticos e sociais da década de 70 de uma maneira espetacular. Além disso, Jennifer descreve tudo tão bem, que há um certo momento em que você simplesmente se sente parte da viagem de Phoebe.

Parece que o nome não tem nada a ver com a obra, mas acredite em mim, TEM SIM. E tudo meio que gira em torno dos acontecimentos da década. Entra bastante coisa de história, então preparem-se!

Agora a pergunta que não quer calar: Você indica esse livro, Nats? Indico. Indico duas, três vezes, se precisar. No fundo, todos temos um pouco de Phoebe dentro de nós. Eu, particularmente, me identifiquei muito com as indagações e os questionamentos da personagem. São coisas que eu achei que só nós, jovens da atualidade, questionávamos. E eu errei. Acho que tenho uma visão de mundo diferente agora.

Entre na história fascinante de Jennifer Egan sem medo. Juro que você não vai se arrepender!

 

Pra quem se interessou pelo livro, taí o PDF do primeiro capítulo!

 

 

“Em ‘Circo Invisível’, Jennifer Egan prova que não importa o que quer que estejamos procurando, em geral queremos encontrar a nós mesmos.” The New York Observer

Metades por inteiro

Em 21.03.2016   Arquivado em Crônicas

MetadesPorInteiro

Amei Te Ver – Tiago Iorc

 

Eu deitei pra dormir, eu juro.

Mas quando você tá apaixonada, não é deitar e dormir. Porque de repente, a primeira coisa que vem no seu pensamento é aquele sorriso, aquele olhar que faz o seu coração bater rápido e o mundo ficar em câmera lenta.

Dizem que nada é por acaso. E acho que eu nunca pude comprovar uma teoria tão na prática como quando você cruzou o meu caminho e mudou o meu mundo.

Você chegou sem avisar com esse jeito marrento e irreverente. Nem pediu licença e por aqui foi ficando. E a cada dia que passava, você conquistava mais um pedacinho de mim. A cada dia, o que era uma trivialidade começou a se tornar necessidade. E não vou nem dizer que ganhamos intimidade porque parece que isso existe desde sempre entre a gente. Como se nos conhecêssemos de outras vidas. Essa é a única conclusão na qual eu pude chegar depois de tanto matutar. Foi o encontro de duas almas que estavam à procura, uma da outra. E a coincidência, o acaso, ou o destino – chame do que preferir -, nos colocou frente a frente, na 42 com a 8ª avenida.

Eu não sei o que aconteceu. Nem mesmo como. Há uma porção de coisas no mundo que até hoje não temos as respostas. E dentre os mistérios do universo e dos sete mares, com certeza podemos encontrar um espacinho para encaixar a nossa história.

Uma história que modéstia à parte, é digna de um livro com direito a reprodução cinematográfica. Que faz qualquer um suspirar e ficar boquiaberto com o nosso desenrolar. E eu, que sempre quis escrever uma história arrebatadora e de tirar o fôlego… Ironicamente a estou escrevendo. Mas com a sua ajuda.

E sim, eu disse que você chegou sem pedir licença, mesmo. E no começo eu achei que fosse pra bagunçar tudo. Demorou alguns dias até eu perceber que na verdade já estava uma bagunça, e que você estava ali, na realidade, pra colocar no lugar. E então, do meu coração… Você fez tua morada.

Eu já me perguntei o que diabos estava acontecendo. E eu juro que tentei entender… Mas depois de um tempo, eu simplesmente parei de tentar e passei a aceitar… Que eu estou honestamente, verdadeiramente e completamente apaixonada por você. De todas as maneiras que alguém pode se apaixonar. Aliás, você me conquistou de todas as maneiras que alguém pode conquistar uma pessoa. Dos pés à cabeça, de dentro pra fora e de fora pra dentro.

Você me faz acreditar que o próximo dia sempre vale à pena. Que pra tudo sempre existe uma solução. E que o amor… O amor sempre vence. Sempre. Sempre. Sempre.

Eu não vou mentir. Aliás, acho que essa palavra nem existe no nosso vocabulário. Já lhe disse e não foi uma… Não foram duas nem três vezes: eu estou com medo. Medo do que seremos e se seremos. Não é do julgamento e nem das más línguas. É daquilo tudo que não enxergamos, mas que existe. O tempo, a distância, a saudade.

Sou daquelas que sofre por antecipação e sente dor antes mesmo de levar a pancada. Talvez seja culpa das surras que a vida já deu, quem sabe. Só não digo que isso faz parte da minha natureza porque venho aprendido o contrário contigo. Quero que a gente dê certo. Quero fazer certo e quero você, de certo. E sei que você também me quer, pois somente um louco faria tudo o que fizeste até agora se não quisesse. Por isso, me apoio nas suas atitudes. Porque todo dia que acordei com a dúvida de saber se conseguiríamos passar por isso, você esteve ali, me provando que sim. E eu sei que você o fará quantas vezes mais forem necessárias, por querer e sem querer.

E eu só espero que a gente vença esse obstáculo. Aliás, espero que esse seja o único grande obstáculo que irá nos separar por um tempo.

Que o desejo seja realizado; que o vazio seja preenchido; que o sentimento cresça; que a distância se encurte; que as horas não nos afaste; que as metades sejam por inteiro.

Me espera.

Um rolê por New York #5

Em 19.03.2016   Arquivado em Por aí

Eita, que eu vim tirar a teia desse blog de uma vez, minha gente! Não priemos cânico, juro que não fiz aquele post pra sumir de novo. Agora que as coisas estão voltandinho nos eixos, resolvi dar aquela avaliada nas fotos dos últimos meses que eu deveria ter postado aqui, mas NÉ?

A verdade é que eu fiz vááários passeios em parques e outros sposts super legais, mas atrasei tanto os posts que não sei se valeria à pena postar tudo. Então decidi fazer um compilado dos melhores cliques que dei por aí. É CLARO que ainda existem outras mais e vou retomar a coisa toda aos pouquinhos, pinky promise! E se caaaso vocês queiram que eu poste os passeios na íntegra, separadinhos… É só fazer aquele coment fofo ou entrar em contato comigo como muitos fizeram na minha ausência! Aliás, obrigada pelo carinho *-*

Ok, agora CHEGA de papo, vou mostrar por onde eu andei nesses dois meses. Aliás… Muitos cliques são de outubro, dos meados dos Dias das Bruxas, riri. 😡

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PS1: Aí você vai no mercado no mês de outubro e.. Opa! O_O

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PS2: AAAI, o outono! O inverno sempre foi a minha estação favorita… Mas o outono nos USA, gente… Indescritível. Como bem podem ver, o que eu mais fiz nessa estação foi ir aos parques mais lindos da vida, haha

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PS3: Uma das minhas fotos favoritas da vida. New York in blue <3

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PS4: Uma fotinho pra ilustrar o meu Natal, que aliás, foi maravilhoso! Passei na casa da minha miga mais linda, Ana, do canal Agora Virei Gringa. Saudades, guria :'(

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Overdose de fotos aleatórias, EU SEI. Mas juro juradinho que se quiserem posts foficos mostrando spots específicos, eu faço. Vocês decidem, munamures. <3

Carta aos Leitores

Em 18.02.2016   Arquivado em Por aí

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Liberdade ou Solidão – Tiago Iorc

Sim, dessa vez eu vim me explicar. Porque apesar de não serem muitos, vocês, meus leitores, têm sido fieis e vindo visitar o Além do Meu Mundo com mais frequência do que eu esperava. Aliás… Não só vieram visitar, como também vieram perguntar por onde a dona desse mundo andava.

E por esse motivo acho que lhes devo satisfações e desculpas por ter sumido sem aviso prévio.

Quem me conhece sabe que não sou de ficar expondo minha vida pessoal aqui no blog. Quer dizer… Nem precisa me conhecer o suficiente. Basta dar aquela checada básica no conteúdo dos posts. Por isso, talvez alguns de vocês considerem as minhas explicações um tanto quanto superficiais. Vou tentar fazer o máximo para me fazer compreendida.

Pois bem. O Além do Meu Mundo parou por um tempinho, mas o meu mundo não. Muitas coisas aconteceram desde o último post, e por vezes pensei em postar uma crônica pronta. Eu tenho um enorme arsenal já pronto e poderia muito bem ter alimentado o conteúdo do blog. Mas o problema é que eu não sentia vontade.

“Como assim, Nats? É só copiar e colar, quirida.” Ora essa, eu bem sei! Afinal de contas, os posts geralmente são pré-produzidos, o que significa que não os produzo no momento de postá-los.

Inúmeras foram as vezes em que loguei na conta para postar. Mas por algum motivo que até agora não sei dizer qual, achava que nenhum dos posts que eu tinha deveria ser postado naquele momento. Não era o momento deles, sei lá. Dá pra entender?

Sei que não… Mas não se preocupem, pois isso me frustra tanto quanto deve frustrar vocês. Quer dizer… Esse é o momento em que eu tenho mais ideias, mais coisas brotando do meu coração e prontas para serem passadas para o papel (ou tela). E toda vez que peguei meu livrinho de viagem… Toda vez que abri o Word… Meus dedos tamborilavam e desistiam.

Porque minha cabeça está a mil e não consegue transferir o comando certo aos meus punhos. Não consegui escrever para o blog… Não consegui escrever minha fanfiction… Não consegui escrever uma porcaria de um cartão postal! E então eu acho que entendi.

Entendi depois de muito tempo que era tempo de não escrever, mas sim de viver. Estou sempre tão preocupada em querer escrever sobre tudo o que vejo e todos que conheço e desconheço… Que esqueci de escrever a principal história: a minha.

A realidade é que sempre esqueci de mim. Sempre coloquei as pessoas na frente, cuidei muito mais delas do que de mim. Gostei muito mais delas do que de mim. Na teoria e na poesia isso é lindo. Mas na prática…

Você vai desaparecendo sem nem perceber. E essa foi a minha resolução de Ano Novo: eu desapareci.

Desapareci e não sabia como mudar aquela sensação. Pela primeira vez me senti um pontinho sendo engolido pelas luzes e prédios da minha tão amada New York. Pela primeira vez não me senti parte dela nem de nenhum lugar. Algo estava muito errado e eu precisava mudar.

Era hora de eu começar a “olhar para o meu umbiguinho”, hora de pensar no que era melhor para mim, e não para os outros. Tem uma frase que pelo menos uma vez na vida todos nós escutaremos. “É você em primeiro lugar, você em segundo, em terceiro… E DEPOIS você pode PENSAR em começar a pensar em alguém.” Pois bem.

Pensar apenas em si mesmo não é assim tão simples quanto parece, não se deixe enganar. Porque pensar em si mesmo inclui ignorar o que as pessoas pensam sobre você ou se você terá que magoá-las para colocar o seu interesse e a sua pessoa em primeiro lugar. Inclui você tentar parar de controlar tudo ao seu redor. Inclui você parar de controlar o que sente e começar a se perguntar o que de fato está sentindo.

E é nesse processo em que me encontro neste exato momento. Foi uma surpresa quando finalmente decidi abrir os meus olhos, quando finalmente decidi olhar para baixo e me enxergar em vez de olhar para os lados. Tem coisa pra mudar, muita coisa pra fazer. E eu nem sei direito por onde começar, mas a principal coisa eu tenho: vontade.

Vontade de me amar. Vontade de tentar. Vontade de errar. Vontade de crescer. Vontade de me arrepender. Vontade de arriscar. Vontade de correr. Vontade de me machucar. Vontade de sarar. Vontade de refletir. Vontade de escrever. Vontade de concluir. Vontade de recomeçar. Vontade de viver.

E a notícia é: tem tanta vontade em mim que estou voltando. A espera acabou, meus leitores, meus amigos.

Músicas e clipes que fizeram meu 2015

Em 23.12.2015   Arquivado em Música

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AIAI, 2015 tá acabando, gente…! Esse ano passou que eu nem vi. Já estamos na época das festividades e de encerramento de um ciclo para começar um novo cheio de promessas e projetos em nossas vidas, seja com relação ao trabalho, a escola, a projetos pessoais…!

E não esqueçamos as retrospectivas da Globo, dos melhores beijos, amassos, tretas, erros de gravação, reportagens, acontecimentos épicos e vá lá mais coisa. E pra não sair do clima, é CLARO, que o Além do Meu Mundo também vai brincar. Porque sim, porque eu quero, pronto e acabou.

EMOJI

Resolvi começar falando de uma das coisas que mais me regem na vida: música. Todo ano tenho músicas e álbuns que fazem a trilha sonora dos meus dias, que às vezes até parecem ter escrito pra mim naquele momento da minha vida, porque sou o umbiguinho do meu mundo, claro. Quero compartilhar com as pessoas tudo o que foi o meu ano resumido tanto em clipes quanto em músicas. Dá só uma checada 🙂

 

Thinking Out Loud – Ed Sheeran

Vamo começar com o clipe/a música que mais me matou. Sei que ambos foram lançados em 2014, mas ainda assim foi uma das músicas mais tocadas em 2015. “Thinking Out Loud” foi até trilha sonora do casal Mari e Benjamin na novela “I Love Paraisópolis” e enlouqueceu muitos corações apaixonados.

O que é esse Ed Sheeran dançando? É uma surpresa pra todo mundo, além de tirar o fôlego e deixar a gente querendo ser essa menina que dança com eleeee T-T

 

Bad Blood – Taylor Swift

Vamo combinar que esse foi um dos clipes mais esperados de 2015 depois que foi mencionado. A Taylor é conhecida por gostar de causar com estilo, e foi um combo de indireta pra ex-amiga Katy Perry plus uma lacração só com todas as amigas divas e sensuais, dentre elas Cara Delevigne, Ellie Goulding e Hayley Williams.

 

Shut Up And Dance – Walk To The Moon

Essa é uma das minhas músicas FA VO RI TAS. Não importa quantas vezes eu escute, eu fico doidinha imaginando a história que se passa através das estrofes. Inclusive, ela faz parte da trilha sonora da minha fic, just saying. 😡

 

Uptown Funk – Bruno Mars ft. Mark Ronson

Eu já amava essa música desde a primeira vez que eu escutei. Desde as batidas, até o clipe, o cenário, TUDO. Mas ouvir essa música em New York é simplesmente sensacional, faz tudo ganhar mais cor ainda. Aliás, eu moro Uptown, então = <3

 

Drag Me Down – One Direction

Pausa. Venho por meio desta confessar que eu nunca fui grande fã de One Direction. Claro que sempre tive minhas músicas favoritas e até conhecia um bom punhado do trabalho deles – além de sempre ter tido aquela queda básica pelo Harry Styles, porque né… Mas esse ano essa boy band me pegou de UM JEITO que não é brincadeira, galere. O CD está simplesmente sensacional e eu estou mais apaixonada pelo Harry e pelos cabelos esvoaçantes dele mais do que NUNCA. Pronto, fa-lei. They can REALLY DRAG ME DOWN com essa música explosiva e toda pá!

 

Ex’s And Oh’s – Elle King

Acabei conhecendo essa música graças à minha amiga Ana, do canal Agora Virei Gringa e eu simplesmente viciei. A voz rouca da Elle me deixa doida e a letra é super engraçada e inusitada (isso sem contar o clipe). Check it out!

 

Sorry – Justin Bieber

Muito que bem, vamos falar de algo muito sério aqui. Muita coisa me surpreendeu esse ano, tanto negativamente quanto positivamente, mas eu preciso dizer que o Justin Bieber, minha gente… Ah, esse sim me surpreendeu muito mais que positivamente. Eu nunca achei que fosse curtir tanto um som dele como eu tenho curtido agora, e não é só uma música, não! Acho que ele amadureceu MUITO como profissional e eu realmente gostei muito do que encontrei no último álbum dele.

“Sorry” é uma música que me faz viajar, refletir e curtir, tudo ao mesmo tempo. E também é a minha música com a Ana aqui em NYC, sem mais <3

PS: como eu não curto o clipe do movimento “purpose”, resolvi compartilhar esse vídeo que fez eu me apaixonar pela música. Não é o Justin cantando, mas num tereça.

 

Sticthes – Shawn Mendes

Esse ano, na verdade, foi o ano do Shawn, né gente? Eu já conhecia um pouquinho do trabalho dele, mas só agora ele representou algo (pelo menos pra mim). Ô menino fofo! Não sei o que eu mais gosto, as músicas dele ou os covers maravilhosos que ele faz. *-*

Quantas vezes eu  danço ouvindo essa música no carro… Só Deus sabe! E o clipe… Simples e pesado são as palavras.

 

Sugar – Maroon 5

Falar de 2015 e não citar Maroon 5 seria quase uma afronta, vamo combinar, né? Que os cds dele são perfeitos do começo ao fim não é nenhuma novidade… Mas é bem difícil eu ouvir um álbum sem querer pular UMA faixa. Então, parabéns, M5 <3

E claro… Eu sou suspeita porque acho os clipes deles super diferentes e inusitados, mas esse, sem SOMBRA DE DÚVIDA, ganhou meu coração. Tinha muitas outras músicas favoritas, então decidi eleger a minha favorita através do clipe.

 

Amei Te Ver – Tiago Iorc

Não estou no Brasil, mas o Brasil continua em mim. Essa música embala meus dias aqui em NYC. Muitas vistas se tornaram ainda mais lindas graças a ela. Confesso que nunca liguei muito pro som do Tiago Iorc, mas nesse ano acho que ele conquistou meu coração, não só com essa faixa, mas também com “Coisa Linda”. Ela, incçusive, estava na lista, mas acabei preferindo “Amei Te Ver” porque… QUE CLIPE DESTRUIDOR COM A BRUNA MARQUEZINE É ESSE?

 

Hello – Adele

Falando em destruição… A mulher SOME e quando reaparece, faz o que? Acaba com todo mundo com essa voz e essa música, né, CLARO. A Adele, gente, não sabe brincar. Quando lança algo é pra ficar em primeiro e cagar na cabeça de todo mundo. Lançou a música no fim do ano e levou um monte de prêmio, dá licençaaaaaa.

Também, né… Essa música fala com todos e mata cada pedacinho da alma de um jeito que só Adele consegue fazer. E o clipe vintage? Curti ainda mais porque eles não tiraram o som ambiente. Deu muito mais emoção.

 

Photograph – Ed Sheeran

Mas é ÓBVIO que o Ed ia aparecer aqui duas vezes. Quem duvidou disso? Se eu pudesse, colocaria que o álbum “X” foi a minha trilha sonora do ano. Se eu falar que cada faixa coube perfeitamente em cada momento pelo qual eu passei em 2015… Aiai.

A primeira vez que ouvi essa música eu estava no ônibus e foi ridículo. Porque eu CHOREI. Ainda bem que estava vazio e ninguém me viu.

Aí não tava bom pro menino Ed me fazer chorar no ônibus… O que ele faz? Lança esse clipe que o quê? Quase me mata. Foi muito conhecer um pouquinho da infância do meu ídolo através de arquivos pessoais. Agora PENSA em quem quase morreu ao assistir o final, em que alguém fala “You’re on the top of the mountain!” e depois aparece o Ed diante de uma multidão? Cho-rei. De. Novo.

 

Style – Taylor Swift

Vai ter Taylor de novo sim, e nem reclama porque a última faixa também é de um artista repetido. Porque eu quero. Porque eu sou maluca. Anyway.

Acompanho o trabalho dessa mulher desde a época country dela (aliás, volta tempoooo). Adoro como ela consegue toda história virar uma boa música, gente. E acho que esse clipe e essa música foram o melhor trabalho dela. Adorei as sobreposições, os detalhes, o filtro… E a música me pegou principalmente pelo jogo de palavras: “We never go out of Style”. Sabemos bem que Styles era esse, né? Não sabe? Vou responder com a música que fechou meu ano e continuará em 2016 por mais um tempão.

 

Perfect – One Diretion

FECHOU ANO. Eu nem precisava escrever nada porque essa música fala por si, né… Mas vou escrever mesmo assim porque ela se tornou a minha FAVORITA no primeiro momento em que escutei. Gostei tanto que me fez querer ouvir o álbum todinho. E adivinha? Viciei nesses meninos bem no hiatos deles (#chateada).

Pra quem não sabe – O QUE EU DUVIDO MUITO –, Harry FINALMENTE respondeu às provocações musicais de Taylor. E respondeu com Style ESTILO. Achei maravilhoso o fato de o refrão ter sido feito propositalmente no mesmo ritmo que Style. Foi a sacada da VIDA.

E não bastasse a música… Pra quem acompanha o Harry no Instagram, sabe que o querido tá numa fase P&B da vida e só posta fotos assim. Achei o clipe bem a cara dele. Adorei o que eu vi. ALIÁS, o clipe foi gravado em um hotel de NYC. Poderia me fazer amar ainda mais isso? Poderia. Porque eu tô num crush nervoso nele, então vocês me aguentem falando.

 

É isso. Ufa, 2015! Nem acabou e continua me matando do coração! Mal posso esperar pela minha trilha sonora MATADORA de 2016! E qual foi a trilha sonora de vocês? <3

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